Gravações e documentos revelam suposto esquema de compra de votos e chantagem política em Acreúna (GO)

Prefeito Claudiomar Portugal, já condenado por abuso de poder econômico, é acusado de liderar rede de corrupção envolvendo vereadores, primeira-dama, procuradora municipal e contratos suspeitos com empresa ligada a Rio Verde.

A cidade de Acreúna, em Goiás, enfrenta um dos maiores escândalos políticos de sua história. Um vídeo, reconhecido oficialmente por ata notarial, mostra a procuradora municipal Lígia Ferreira, ao lado da primeira-dama e da filha do prefeito Claudiomar Portugal, entregando dinheiro vivo a eleitores dentro de um comitê de campanha. A justificativa apresentada seria o pagamento de cabos eleitorais, porém, segundo a legislação eleitoral, esse tipo de transação só pode ocorrer por meio de conta oficial e cheque nominal, o que caracteriza crime de caixa dois.

O prefeito, já condenado pela Justiça Eleitoral por abuso de poder econômico, é apontado como chefe de um esquema que envolveria favorecimento pessoal, compra de votos e chantagem a vereadores. Uma lista detalha quem pagou, quem recebeu e os valores, supostamente usada para pressionar parlamentares a votarem contra sua cassação. Entre os citados, estão a vereadora Marta Silva e os vereadores Juarez Antônio, Antônio da Água, Paulo Henrique (O Pimpim) e Hélio Rosa.

As denúncias também levantam suspeitas sobre a origem do dinheiro, que poderia vir de contratos milionários da empresa Castro Herênios com a prefeitura de Rio Verde, cidade administrada por Wellington Carrijo. O caso ainda envolve acusações de nepotismo cruzado, já que o filho de Claudiomar Portugal teria sido contratado como médico em Rio Verde enquanto a empresa mantinha contratos com Acreúna.

Apesar das irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado e da recomendação de denúncia por improbidade administrativa, parte dos vereadores recuou na cassação do prefeito, levantando questionamentos sobre interferências políticas. O Ministério Público, segundo as denúncias, teria ignorado as acusações, e o promotor responsável foi denunciado à Corregedoria por suposta parcialidade.

A população de Acreúna é chamada a reagir diante das graves acusações, que colocam em risco a transparência, a ética e o futuro político do município.

Confira o vídeo da matéria na íntegra: https://www.instagram.com/p/DNRc4Kasr5P/

Inmet emite alerta vermelho de chuvas para RMR e Zona da Mata; chuvas podem passar dos 100 mm

Diante do acumulado de chuvas, Recife entrou em estágio de alerta

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) elevou o alerta de chuvas para nível vermelho na Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata de Pernambuco. O aviso de acumulado de precipitação, que indica “grande perigo” para as regiões, vale até 20h desta sexta-feira (7).

De acordo com o Inmet, as chuvas podem ser superiores a 60 mm/h ou 100 mm/dia. Há também “grande risco” de grandes alagamentos e transbordamento de rios, bem como deslizamentos de enconstas, em cidades com essas áreas de risco.

O Centro de Operações do Recife (COP) informou que a cidade entrou em estágio de alerta às 7h33. “Isso indica que a rotina da cidade foi impactada pelo volume de chuvas e pelo agravamento das condições meteorológicas, que provocam ocorrências em diferentes locais. As equipes municipais estão mobilizadas, agindo em diversas frentes e monitorando a situação”, disse o centro.

O sistema nacional do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) está fora do ar e, por isso, o COP não pode informar os índices pluviométricos. Os dados da Apac também estão indisponíveis.

No pluviômetro da Prefeitura do Recife situado na avenida Abdias de Carvalho, na Zona Oeste da cidade, o total chegou a 44 mm nas 24 horas contadas até 7h45.

O transporte de umidade do Oceano Atlântico para o continente contribui para o aumento da nebulosidade e da chuva na costa leste da região, segundo o Inmet. A previsão se estende para a faixa leste da região Nordeste, entre o litoral dos estados da Paraíba e do Sergipe.