Maio Laranja e a urgência de enxergar o que o silêncio esconde

Psicóloga e escritora Marcia Bortolanza alerta para os impactos emocionais da violência infantil e destaca a importância da escuta, do acolhimento e da proteção permanente às crianças

Coluna de Marcia Bortolanza

Existem dores que não sabem pedir ajuda.
A dor de uma criança, muitas vezes, é silenciosa.

O Maio Laranja surge como um movimento de conscientização sobre o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, mas também como um alerta para algo que precisa ser discutido durante o ano inteiro: a necessidade de construirmos uma infância verdadeiramente protegida.

Nem toda violência deixa marcas visíveis. Algumas se escondem atrás de mudanças de comportamento, crises emocionais, medo excessivo, dificuldade de socialização, ansiedade, queda no rendimento escolar ou um silêncio repentino que ninguém consegue compreender.

A criança nem sempre consegue explicar o que sente. Muitas vezes, ela sequer entende o que está acontecendo. Por isso, o papel dos adultos é fundamental. Escutar, observar, acolher e acreditar são atitudes que podem interromper ciclos profundos de sofrimento.

Vivemos em uma sociedade cada vez mais conectada digitalmente, mas emocionalmente distraída. E isso também exige atenção. Crianças expostas precocemente à internet, redes sociais e ambientes virtuais sem supervisão tornam-se mais vulneráveis a diferentes formas de violência emocional e exploração.

A proteção infantil começa dentro de casa, nos vínculos de confiança, na presença afetiva e no diálogo constante. Uma criança emocionalmente acolhida desenvolve mais segurança para falar sobre desconfortos, medos e situações que a fazem sofrer.

Do ponto de vista psicológico, a violência na infância pode impactar toda a construção emocional do indivíduo. Muitas inseguranças, medos, dificuldades afetivas e sofrimentos na vida adulta têm origem em feridas emocionais não cuidadas durante os primeiros anos de vida.

Precisamos romper com a cultura do silêncio. Criança não inventa dor. Criança manifesta dor.

O Maio Laranja não deve provocar apenas comoção momentânea, mas consciência permanente. Proteger a infância é uma responsabilidade coletiva. É dever da família, da escola, das instituições e de toda a sociedade.

Porque toda criança merece crescer em um ambiente onde o medo não faça parte da rotina e onde o amor seja sempre maior que qualquer forma de violência.

João Campos tem gestão mal avaliada e Recife cai no maior ranking de serviços públicos do Brasil

Levantamento do Instituto Veritá mostra que a capital pernambucana ficou fora do top 10 nacional e aparece entre as piores do Nordeste em áreas essenciais

O Recife vive um momento de forte desgaste na avaliação da gestão municipal. Dados do Instituto Veritá, responsável pelo maior levantamento independente sobre serviços públicos do Brasil, mostram que a capital pernambucana ficou fora do top 10 das capitais com melhor desempenho. A pesquisa foi realizada em dezembro de 2025, com dados preliminares divulgados na segunda semana de janeiro de 2026, e revela que o município não atingiu a nota mínima de 4,9 necessária para integrar o grupo de excelência.

A maioria dos recifenses avalia de forma negativa a prestação de serviços essenciais e aponta falhas graves na transparência, no apoio social e no atendimento direto ao cidadão, indicando que a gestão do prefeito João Campos enfrenta uma crise de credibilidade.

O abismo da transparência

A nota 3,2 em Transparência (informações e gastos públicos) coloca o Recife em posição delicada no Nordeste. A capital empata com Teresina e supera apenas Natal (3,1), ficando muito atrás de São Luís (4,7) e Maceió (4,2). Para a maioria da população, o acesso a dados sobre o uso dos recursos públicos é insuficiente, o que dificulta o controle social e amplia a desconfiança na gestão.

Saúde mental em crise

Um dos piores desempenhos individuais do Recife está no apoio ao tratamento de dependência química, com nota 3,1 — abaixo da média nacional de 3,5. O dado evidencia uma lacuna severa na rede de proteção social e de saúde mental, em uma área de extrema sensibilidade.

Atendimento deficiente

O atendimento ao cidadão também aparece entre os piores indicadores, com nota 3,6. O resultado reflete a dificuldade da população em ter suas demandas resolvidas nos canais oficiais da prefeitura, reforçando a percepção de lentidão e ineficiência da máquina pública municipal.

O teto de vidro da excelência

Mesmo nos serviços considerados “melhores”, o Recife segue distante do padrão de excelência das capitais líderes. A limpeza urbana, melhor área avaliada na cidade, recebeu nota 5,3, enquanto Boa Vista alcançou 7,8. O contraste mostra que, mesmo onde a gestão local se destaca, ainda há grande distância em relação às referências nacionais.

Entre ilhas e abismos

Áreas como coleta de lixo (6,4) e educação (5,1) aparecem acima da média geral da cidade, mas não são suficientes para elevar o desempenho do Recife. No cenário regional, capitais como São Luís (5,7) e Maceió (5,4) se consolidam como exemplos, enquanto a capital pernambucana permanece marcada por opacidade administrativa e fragilidade social.

Os dados do Instituto Veritá apontam que a crise vai além de números: trata-se de uma ruptura na confiança entre a população e a gestão municipal. Enquanto outras capitais avançam, o Recife segue distante do padrão de excelência, com uma sociedade que cobra mais transparência, eficiência e políticas públicas que saiam do papel e cheguem a quem mais precisa.

O Impacto das Redes Sociais na Saúde Mental e Como Usá-las com Equilíbrio

As redes sociais fazem parte da rotina de bilhões de pessoas, sendo ferramentas poderosas de comunicação, entretenimento e aprendizado. No entanto, o uso excessivo e descontrolado pode afetar negativamente a saúde mental, gerando estresse, ansiedade e até esgotamento profissional. Por isso, é fundamental entender os impactos positivos e negativos das redes para adotar um uso mais equilibrado. Segundo Sandro Luiz Ferreira Silvano, especialista no tema, “as redes sociais podem ser aliadas ou vilãs da saúde mental, dependendo de como são utilizadas no dia a dia”.

Entre os benefícios do uso consciente das redes sociais, destaca-se a possibilidade de conexão com pessoas e comunidades. Plataformas digitais permitem manter contato com amigos e familiares, participar de grupos de interesse e até encontrar suporte emocional. Além disso, as redes são uma excelente fonte de conhecimento, oferecendo conteúdos educacionais, notícias e informações relevantes para o crescimento pessoal e profissional. “Quando utilizadas de forma positiva, as redes sociais ajudam a ampliar o conhecimento e fortalecer laços sociais”, explica Sandro Luiz Ferreira Silvano.

Por outro lado, o uso excessivo e desregulado das redes sociais pode ter consequências prejudiciais para a saúde mental. A comparação constante com padrões irreais, a busca incessante por validação e o consumo exagerado de informações podem gerar ansiedade e frustração. Além disso, a exposição prolongada às telas pode comprometer a qualidade do sono, aumentar a distração e reduzir a produtividade, afetando diretamente o desempenho no trabalho e na vida pessoal.

Outro fator preocupante é o impacto das redes sociais na autoestima e na percepção da realidade. Muitas pessoas sentem pressão para se encaixar em padrões idealizados, o que pode desencadear sentimentos de insatisfação e insegurança. O cyberbullying e a disseminação de conteúdos negativos também podem contribuir para o aumento da depressão e do estresse emocional. “É essencial filtrar o tipo de conteúdo consumido e evitar comparações irreais que prejudicam a saúde mental”, destaca Sandro Luiz Ferreira Silvano.

Para evitar os impactos negativos das redes sociais, algumas estratégias podem ser adotadas, como limitar o tempo de uso, seguir perfis que agreguem valor e evitar o consumo excessivo de informações tóxicas. Estabelecer períodos offline, investir em atividades presenciais e praticar o autocuidado são ações que ajudam a equilibrar o uso das plataformas digitais. Criar uma relação saudável com as redes sociais é essencial para manter o bem-estar mental e emocional.

O equilíbrio no uso das redes sociais é fundamental para evitar os efeitos negativos e aproveitar os benefícios que elas podem oferecer. Como ressalta Sandro Luiz Ferreira Silvano, “o uso consciente das redes sociais permite que a tecnologia trabalhe a nosso favor, sem comprometer a saúde mental”. Estabelecer limites, priorizar interações positivas e focar no mundo real são passos importantes para garantir que as redes sociais sejam aliadas e não um fator de sobrecarga emocional.

Maria Arraes Promove Audiência Pública para Regulamentação da Lei da Saúde Mental nas Empresas

Deputada federal discute implementação do Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental e seu impacto na gestão de saúde mental no ambiente de trabalho.

A deputada federal Maria Arraes (SD-PE) promove nesta terça-feira, às 9h, uma audiência pública para discutir a regulamentação da Lei nº 14.831. Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 27 de março deste ano, a lei institui o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, certificação nacional para organizações que implementam políticas e práticas eficazes de promoção da saúde mental e bem-estar de seus trabalhadores.

Nosso mandato empenhou todos os esforços para garantir a aprovação deste novo marco legal em tempo recorde. O próximo passo da regulamentação é fundamental para a definição clara dos critérios de avaliação das empresas e a formação de uma comissão certificadora que deve ser nomeada pelo governo federal“, afirma Maria Arraes.

A parlamentar chama a atenção para dados alarmantes: entre as dez principais causas de afastamento do trabalho, cinco são relacionadas a transtornos mentais, de acordo com o Ministério da Previdência Social. O impacto da pandemia foi devastador, exacerbando o que já era um problema latente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 18 milhões de brasileiros sofrem de ansiedade. Além disso, entre 2022 e 2023, os afastamentos por transtornos mentais aumentaram em 38%, levando à concessão de mais de 288 mil benefícios por incapacidade.

A audiência pública, que também conta com a solicitação da deputada Jack Rocha (PT-ES), será realizada no Anexo II, Plenário 05 da Câmara dos Deputados. Diversas autoridades e especialistas em saúde mental do setor público, iniciativa privada e sociedade civil já confirmaram presença.

Os requisitos para a obtenção do certificado incluem a implementação de programas de apoio psicológico e psiquiátrico, capacitação de lideranças, combate à discriminação e ao assédio, e a promoção de equilíbrio entre a vida pessoal e profissional dos trabalhadores. A certificação terá validade de dois anos e poderá ser utilizada pelas empresas em suas comunicações e materiais promocionais, destacando seu compromisso com a saúde mental dos funcionários.

Lei de Maria Arraes para Promoção da Saúde Mental no Trabalho é Sancionada por Lula

Nova legislação reconhece empresas que priorizam o bem-estar dos colaboradores e promove ambientes de trabalho saudáveis.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei Nº 14.831, de autoria da deputada federal Maria Arraes (SD-PE), que institui o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental e estabelece os requisitos para a concessão da certificação. Publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (28), a nova legislação reconhece e certifica as organizações que promovem o bem-estar de seus colaboradores, representando um passo primordial para tornar os ambientes de trabalho mais saudáveis e inclusivos no Brasil.

A implementação desta lei é um avanço extraordinário para a proteção da saúde mental dos brasileiros. Ela não apenas beneficiará os trabalhadores, proporcionando ambientes mais equilibrados, mas também as empresas, ao promover um clima organizacional mais produtivo e harmonioso“, ressalta Maria Arraes.

Para obter o certificado, é preciso adotar uma série de práticas, entre elas implementar programas de saúde mental, oferecer acesso a recursos de apoio psicológico e psiquiátrico aos trabalhadores e combater a discriminação e o assédio em todas as suas formas. As medidas também incluem estimular o equilíbrio entre as esferas profissional e pessoal, fomentar a prática regular de exercícios físicos e atividades de lazer e incentivar interações positivas entre os membros das equipes.

A Lei Nº 14.831 ainda incentiva a transparência das ações corporativas na área da saúde mental, obrigando as empresas a divulgarem suas iniciativas e resultados. Isso contribui para aumentar a conscientização sobre o tema e também estimula outras organizações a seguirem o exemplo. As empresas poderão utilizar o certificado em sua comunicação e materiais promocionais, destacando seu compromisso com a saúde mental.

Com a validade de dois anos para o certificado, as empresas são encorajadas a manter e renovar suas ações, garantindo um compromisso contínuo com o bem-estar dos colaboradores.

Desvendando os Sinais: Como Identificar e Lidar com Crises de Ansiedade

Entenda os Sintomas Físicos e Emocionais e Descubra Estratégias para Enfrentar Momentos de Crise.

Apesar de ser uma emoção como todas as outras, a ansiedade pode se tornar uma doença quando ela ocorre de maneira frequente e desproporcional, prejudicando o cotidiano do indivíduo. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Brasil tem 18,6 milhões de pessoas diagnosticadas com ansiedade, o que corresponde a 9,3% dos brasileiros. Dentre os sintomas, é possível destacar preocupações excessivas, pensamentos negativos recorrentes, taquicardia e insônia.

Em alguns momentos, o paciente pode ter as chamadas crises de ansiedade. Geralmente, essas crises são desencadeadas por algum gatilho, como um medo exagerado ou a sensação de estar em perigo. O sistema nervoso autônomo simpático (SNAS), sentindo-se ameaçado, promove uma série de ações, como a liberação de adrenalina e noradrenalina no sangue, o que coloca o corpo inteiro em estado de alerta, dando início à crise.

Durante esse episódio, que pode durar cerca de 30 ou 40 minutos, acontece uma exacerbação dos sintomas da doença. O ansioso é inundado por pensamentos negativos, dos quais não consegue se livrar. É comum sentir medo de morrer ou de perder o controle, além de falta de concentração, confusão mental e hipervigilância para ameaças.

Os sintomas físicos também são aumentados devido às ações do sistema nervoso. Nesse momento, o paciente com ansiedade tem um aumento no ritmo dos batimentos cardíacos, como consequência da ação da adrenalina. Hiperventilação (respiração altamente ofegante), dificuldade para respirar, dor no peito, sudorese, rigidez muscular, fraqueza e tremores são outras ocorrências comuns durante uma crise.

Uma maneira de fazer a crise acabar é tentar, de alguma forma, distrair-se dos sinais que o corpo apresenta, segundo Giedra Marinho, Psicóloga e professora do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE). Isso porque, quanto mais o paciente volta sua atenção para o que está sentindo e pensando, mais nervoso fica, piorando a situação. “É sempre mais fácil se o ansioso não estiver sozinho, mas é possível tentar focar no ambiente à sua volta, tirando a atenção dos sintomas”, pontua a especialista. Ouvir sons, ver cores, sentir texturas e cheiros. Outra forma é tentar conversar sobre outro assunto, fazendo a mente mudar o foco dos pensamentos, ou fazer exercícios de respiração, na intenção de retomar o controle do corpo.

Traição: A carência é o motivo que leva as mulheres a trair?

Muitas pessoas se questionam sobre o motivo que leva as pessoas a traírem. Como podemos imaginar, as motivações que levam homens e mulheres a cometer atos de infidelidade normalmente são diferentes. Com isso, nesse artigo vamos explorar mais os motivos que levam as mulheres a trair, será que é por carência?

É verdade que as mulheres traem por carência
A carência é um sentimento que geralmente está mais associado às mulheres do que aos homens. Embora eles também o sentem, as pessoas do gênero feminino parecem ter uma necessidade de ser agradada e agradar maior que os homens.

Sendo assim, quando falamos sobre a carência ser um dos principais motivos que levam as mulheres a trair esse de fato pode ser um grande influenciador. Afinal, muitas mulheres se sentem desamparadas emocionalmente dos seus parceiros, principalmente se já estão juntos a muito tempo.

Isso porque, os homens principalmente, tendem a se desinteressar por aquilo e aqueles que já conhecem. Com o tempo, no entanto, as mulheres vão se sentindo cada vez mais carentes em suas relações, buscando alguém fora do relacionamento que possa preencher essa necessidade.

A traição, portanto, motivada pela carência parece ser algo mais comum de ser visto no caso de mulheres, do que de homens. Nesse sentido, vale a pena dizer que essa busca por alguém que repare suas carências pode ocorrer de forma ocasional, com parceiros como uma sugar baby, ou de forma mais forte no qual há um envolvimento emocional mais enraizado.

Por fim, embora a carência não seja o único motivo que leva as mulheres a trair, com certeza é um dos mais vistos em casos de infidelidade. Sendo assim, é sempre importante tentar manter o relacionamento o mais saudável e honesto o possível. Afinal, é claro que os sentimentos mudam de acordo com o tempo, e é por isso que é necessário esforço de ambas as partes para manter o fogo da relação queimando.

Médica Paula Delai fala sobre Síndrome de Burnout em atletas

A síndrome de burnout é uma alteração de cunho psicológico, que está associado á exaustão física e mental intensa, decorrente de estresse emocional em seu dia a dia. Está presente em situações que demandam muita competitividade ou responsabilidade. Segundo a médica Paula Delai “Os atletas de alto rendimento, especialmente aqueles dedicados a esportes de maior intensidade, são levados ao seu limite físico, mental e emocional de forma rotineira. A busca pela perfeição e o medo do fracasso estão entre os fatores de vulnerabilidade que causam esgotamento dos esportistas.”, afirma.

Médica Pediatra, Paula Delai defende que os jovens atletas, especialmente as crianças, evitem a especialização em uma única modalidade esportiva. “Diversos estudiosos sobre o tema alegam que a formação esportiva precoce restringe o desenvolvimento físico, psicológico e social da criança. É preconizado a formação esportiva multilateral. Dentre os benefícios, a exposição á diversas habilidades motoras enriquece e melhora adaptação geral, diminuindo até risco de lesões. Ser congruente com as etapas de desenvolvimento infantil ”, afirma.

A síndrome de burnout é multifacetada e tem sintomas que podem se manifestar com cefaléia, alterações de apetite, cansaço, insônia, gastrite, úlceras. Pode haver uma sobreposição com outros transtornos mentais e haver ansiedade patológica, irritabilidade, depressão, frustração, negatividade. Estar atento a mudanças comportamentais brucas, como: inflexibilidade para lidar com dificuldades do cotidiano, hostilidade, dificuldade de concentração, aumento de conflito interpessoais, desmotivação com os treinos, apatia em relação ao técnico e ao clube. 

Os traços de personalidade e estilo de vida podem influir no acúmulo de estresse. “É importante propiciar condições para que o jovem seja bem sucedido. Respeitar a maturação biopsicossocial.” pontua Dra. Paula Fernanda Delai.

Para a médica Paula Delai, “Todos que estão envolvidos com os atletas podem contribuir pela prevenção do burnout. Alguns cuidados são essenciais, como uma rotina de treinos adequada, alimentação adequada, pausas que reservam momentos de lazer e atividades de relaxamento, que vão ajudar a reduzir o estresse a sensação de cansaço. Somado a isso, é fundamental um acompanhamento psicológico, evitar o isolamento social. Essas estratégias são essenciais para garantir não só o desempenho, mas também, o seu bem-estar físico e emocional, garantindo qualidade de vida dentro e fora do âmbito competitivo”, conclui a pediatra.