1º Festival Cine Catita leva filmes e apresentações culturais para moradores da Mata Norte

Evento será realizado na cidade de Aliança, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, a partir desta sexta-feira (4) até o domingo (6) de agosto , com exibição de filmes e clipes, gratuitos, além de roda de debates e apresentações culturais de maracatu rural e coco de roda.

Acontece a partir desta sexta-feira (4) até o domingo (6) de agosto, em Aliança, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, a estreia do Festival Cine Catita. O projeto, que tem como proposta democratizar o acesso do público às salas de cinema no interior do estado, vai percorrer várias localidades com exibições de filmes e clipes, produzidos na região, com exibição ao ar livre e de graça. Idealizado pela produtora cultural, Lori Queiroz, o projeto tem o incentivo do Governo do Estado, por meio dos recursos do Funcultura.

 As exibições serão divididas em três dias, e para um deles, um eixo temático diferente. Na sexta-feira, 4 – Mostra Nino Infantil; no sábado (5), Mostra Dama do Paço, que reúne filmes produzidos por mulheres; e no domingo (6), Mostra Batuqueiros dedicada às produções de videoclipes, juntamente com Mostra Caboclo, que traz filmes pernambucanos em destaques. Além disso, estão programadas apresentações de maracatu rural, música instrumental, música independente, e coco de roda.  

Na sexta, as exibições serão na sede da Associação de Maracatus de Baque Solto de Pernambuco, exclusivo para o público infantil, a partir das 13h. Em uma tela montada dentro do pátio da unidade de ensino, o público infantil poderá assistir a três exibições: “Menina semente”, que tem a direção de Túlio Beat; “Quando a chuva vem?” , de Jefferson Batista, e inclusive, com legenda para surdos e ensurdecidos. Há, ainda, a exibição do filme “Nem todas as manhãs são iguais”, dirigido por Fábi Melo, que traz recursos da Língua Brasileira de Sinais (Libras).  

         No sábado, a mostra toma conta da rua Joaquina Lira, área central da cidade, a partir das 20h. Lá, crianças e adultos vão poder prestigiar a Mostra Dama do Paço, que reúne os filmes: “Mulheres de São Lourenço”, dirigido por Tayná Nunes e Victoria Jácome (LSE); e “Geisiely com Y”, comandado por Mery Lemos. Também haverá a exibição dos filmes “Cabocolino” de autoria de João Marcelo; e “Leôncio” dirigido por Lori Queiroz. Ambas produções contarão com recursos de acessibilidade. E para embalar o público, show da Banda Vibe de Matuto.

       A mesma programação se repete no domingo, só que, desta vez, no Ponto de Cultura Estrela de Ouro, localizado na Chã de Camará, Zona Rural de Aliança. Neste dia, as sessões têm início às 18h. Para fechar a programação, Maracatu Rural Estrela de Ouro, em uma versão minimalista. Já a programação cultural será comandada pelas seguintes atrações: Banda Tercinha ( Tracunhaém); Coco de Engenho ( Nazaré da Mata); Mestre de Maracatu, Canarinho ( Aliança); e João Paulo Rosa e o Eito ( Nazaré da Mata). 

Cine Debate –  Dentro da agenda cultural, o Festival Cine Catita também realiza uma roda de debate sobre a produção visual e os impactos na cadeia cultural da Zona da Mata Norte. O encontro será realizado às 18h30, logo após a Mostra Batuqueiros, em Chã de Camará. Participam da mesa, o produtor cultural do Cine Paraíso, da cidade de Juripiranga, na Paraíba – PB,  João Paulo Lima; e o produtor do Cine das Almas, de Itabaiana- PB,  Edglês Gonçalves. A ação será realizada, gratuitamente. 

Serviço

O quê: Festival Cine Catita leva filmes e apresentações culturais para crianças da Mata Norte

Quando: Dias, 04, 05 e 06 de agosto

Onde: Aliança, na Zona da Mata Norte

Classificação: Livre

 

 

Coral Ressoar do HCP retomará apresentações após dois anos de pandemia

A apresentação marca o encerramento da campanha Julho Verde

Após dois anos de pausa devido à pandemia da covid-19, o Coral Ressoar do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), grupo formado por pacientes laringectomizados, ou seja, que removeram a laringe e cordas vocais em decorrência do câncer, retornarão às tradicionais apresentações musicais na próxima quarta-feira (27), no jardim dos ambulatórios do HCP. A data marca o encerramento da campanha nacional Julho Verde, mês de conscientização e combate ao câncer de cabeça e pescoço.

O dia da apresentação também será de grande emoção. A retomada será sem um importante integrante da equipe, o violonista Paulo Bezerra de Lira, falecido em decorrência do coronavírus, no ano passado. Assume o músico Gabriel Lira, de 17 anos, filho de Paulo, que dará continuidade ao trabalho voluntário do pai.

A fonoaudióloga Érika Espíndola, responsável pelos ensaios mensais e pela organização dos pacientes nos dias de apresentação, explica que o coral é muito importante para os pacientes e a retomada já era mais do que esperada. “Nós fazemos todo um trabalho de reabilitação vocal e de adaptação para que o paciente consiga alimentar-se e se comunicar. O coral é um exercício que vai além da música, pois é um momento de interação e de superação”, diz a profissional.

Para Ivo Costa, 67 anos, paciente do HCP e integrante do Coral Ressoar, participar das apresentações é um momento de grande realização. “Estava ansioso para voltar aos ensaios e apresentação. Amo esse hospital e amo fazer parte desse grupo. As fonoaudiólogas são anjos que me fizeram voltar a falar, agora eu posso até cantar”, destaca emocionado. Além dos pacientes, fazem parte do coral os fonoaudiólogos e voluntários da instituição. Entre as músicas do repertório, está ‘É preciso saber viver’, do cantor Roberto Carlos, interpretada sempre com muita emoção pelos componentes

O Coral Ressoar é um projeto criado há nove anos pelo departamento de fonoaudiologia do HCP. Cerca de 22 pacientes cantam no grupo graças à técnica da voz esofágica, que possibilita ao paciente a emissão de sons por meio das contrações do esôfago, ensinado na reabilitação feita pela equipe de fonoaudiologia.

Julho Verde

Julho Verde é a campanha nacional criada em atenção aos cânceres que acometem a região da cabeça e pescoço, termo utilizado para o conjunto de tumores que se manifestam na face, boca, laringe, faringe, glândulas parótidas, glândulas salivares, tireoide, e ossos da cabeça e pescoço, portanto, mexem com a estética facial, a deglutição, a alimentação e a voz do paciente.

Por ter sintomas parecidos com outras condições clínicas, como aparecimento de um nódulo, uma ferida que não cicatriza, dor de garganta que não melhora, dificuldade para engolir e alterações na voz ou rouquidão, muitas vezes os sintomas são negligenciados. Cerca de 76% dos casos de câncer de cabeça e pescoço, segundo o INCA, são diagnosticados tardiamente, aumentando as possibilidades de sequelas no paciente, além de elevar a taxa de mortalidade. Por conta da região onde se concentram, mexem com a estética facial, a deglutição, a alimentação e a voz do paciente.

Historicamente esses cânceres estão ligados ao consumo do tabaco e álcool, má condição de higiene oral, infecção pelo HPV (papiloma vírus humano) e a exposição ao sol. A prevenção primária se enquadra em evitar os fatores de risco: não fumar, não consumir bebidas alcoólicas em excesso e não praticar sexo oral sem proteção. Manter hábitos saudáveis, uma boa higiene bucal e visitas regulares ao dentista podem propiciar diagnósticos em estágios mais iniciais e garantir o sucesso do tratamento.

Referência em tratamento oncológico, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) lançou uma série de conteúdos sobre o tema que podem ser conferidos nas redes sociais @sigahcp e no site hcp.org.br.

Serviço

Apresentação do Coral Ressoar
Quando: 27 de julho, às 9h.
Onde: Jardim dos ambulatórios do Hospital de Câncer de Pernambuco