Pernambuco lidera crescimento da atividade econômica no Nordeste e registra 2º maior avanço do Brasil

Dados do Banco Central apontam alta de 5,1% entre janeiro e maio de 2026, desempenho acima das médias regional e nacional, com recorde na série histórica do IBCR

Pernambuco acelera sua atividade econômica em 2026. Dados divulgados pelo Banco Central mostram que o Estado lidera o crescimento da atividade econômica no Nordeste e registra o segundo maior avanço do Brasil no acumulado de janeiro a maio, com alta de 5,1% — resultado bem acima da média da região (2,7%) e do país (1,2%). Na comparação com abril, a economia pernambucana também apresentou desempenho superior, com crescimento de 0,5%, enquanto o Nordeste recuou 0,6% e o Brasil avançou 0,1%.

Na comparação com maio de 2025, Pernambuco cresceu 1,5%, superando novamente o Nordeste (0,7%) e o Brasil (0,8%). No acumulado dos últimos 12 meses, o Estado registrou expansão de 3,2%, mantendo a liderança entre os estados nordestinos.

Em maio, o índice dessazonalizado alcançou 111,56 pontos, o maior patamar já registrado por Pernambuco na série histórica do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR). O resultado indica que a atividade econômica estadual está 11,6% acima da média de 2022, ano-base do indicador.

Para a secretária de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto, os números demonstram a consistência do desempenho da economia pernambucana.  “Os dados confirmam que Pernambuco mantém uma trajetória consistente de crescimento, mesmo em um cenário de desaceleração da economia nacional. O desempenho reflete um ambiente mais favorável aos investimentos, à geração de empregos e ao fortalecimento da atividade econômica no Estado, consolidando Pernambuco entre os principais destaques do país em 2026”, afirma.

Cenário – A expectativa para os próximos meses é de continuidade desse desempenho, impulsionado principalmente pelo setor de serviços, pela recuperação da indústria e pelo bom momento do mercado de trabalho formal. O cenário reforça a posição de Pernambuco como um dos principais motores do crescimento econômico do Nordeste.

Empresário Adailton Maturino destaca potencial do mercado do cacau para impulsionar o agronegócio brasileiro

À frente da GMA Group, empresário defende investimentos na cadeia produtiva do cacau como estratégia para geração de empregos, renda e fortalecimento da economia nacional

O mercado do cacau vem ganhando cada vez mais relevância no cenário global e se consolidando como uma das commodities agrícolas mais promissoras da atualidade. Impulsionado pela crescente demanda da indústria de chocolates finos e pela busca por produtos sustentáveis e de origem rastreável, o setor tem atraído investidores e ampliado oportunidades para produtores rurais em diversas regiões do Brasil.

Para o empresário Adailton Maturino dos Santos, fundador da GMA Group, investir na cadeia produtiva do cacau é apostar em um segmento estratégico para o futuro do país. Segundo ele, o Brasil reúne condições favoráveis para ampliar sua participação no mercado internacional e fortalecer uma atividade capaz de gerar impactos positivos em diferentes áreas da economia.

O cacau representa uma das maiores oportunidades de desenvolvimento econômico do agronegócio brasileiro. Estamos falando de um setor que movimenta bilhões de dólares, gera renda no campo, cria empregos e contribui para a transformação de realidades em diversas comunidades produtoras”, destaca o empresário.

Adailton ressalta ainda que a valorização do cacau está diretamente ligada às novas exigências do mercado consumidor, cada vez mais atento à sustentabilidade, à qualidade dos produtos e à rastreabilidade da produção. Nesse contexto, o Brasil desponta como um importante protagonista, reunindo clima favorável, tradição agrícola e capacidade de expansão produtiva.

À frente da GMA Group, o empresário acredita que o fortalecimento da cadeia do cacau pode contribuir para impulsionar o agronegócio nacional, promovendo inovação, desenvolvimento regional e novas oportunidades de negócios. “O Brasil tem todas as condições para se tornar ainda mais protagonista nesse mercado, conectando o presente às oportunidades do futuro”, afirma.

Mais informações:
GMA Group

Deputado Luciano Duque Clama por Solução Urgente para Crise do Leite em Pernambuco

Produtores enfrentam concorrência acirrada de estados vizinhos devido a incentivos fiscais; deputado pressiona governo estadual por medidas cruciais.

A indústria do leite em Pernambuco, apesar de liderar o Nordeste em produção, enfrenta uma crise que exige medidas urgentes. Os produtores do estado estão travando uma batalha desigual com os estados vizinhos de Alagoas, Ceará e Bahia, que adotaram políticas de incentivos fiscais para o setor, colocando em risco a estabilidade da cadeia produtiva. O deputado estadual Luciano Duque tem mantido constante diálogo com o Governo do Estado, pressionando por soluções cruciais.

Em Pernambuco, cerca de 60 mil produtores desempenham um papel fundamental na produção diária de aproximadamente 2,4 milhões de litros de leite. A bacia leiteira do estado se estende por 40 municípios, predominantemente no agreste meridional e nos sertões do Araripe e do Pajeú, onde são produzidos queijos, manteiga e doce de leite, impulsionando a economia local. “Essa atividade é o motor da economia dessas regiões“, destaca o parlamentar.

No entanto, a estabilidade dessa indústria está sob ameaça. Alguns estados nordestinos têm implementado políticas fiscais agressivas para a cadeia do leite, incluindo a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para leites, laticínios e seus derivados. Na Paraíba, o estado subsidia R$ 0,60 por litro para os produtores nas compras de sua merenda escolar. “Diante desse cenário, onde outros estados adotam ICMS zero, Pernambuco precisa acompanhar. É um setor primário que gera muitos empregos e movimenta a economia rural de 40 municípios“, enfatiza Duque, membro da Comissão Especial em Defesa da Bacia Leiteira de Pernambuco, na Assembleia Legislativa.

Ao longo de diversas reuniões com autoridades estaduais, incluindo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Cavalcanti, e a governadora Raquel Lyra, Duque expressou a preocupação dos produtores, indústrias e laticínios em relação à política fiscal nos estados vizinhos. “A governadora compreende a importância estratégica desse setor para Pernambuco e reconhece o papel do Estado como indutor de desenvolvimento“, afirma Duque. “Também levantei a necessidade de implementar políticas tributárias que tornem o leite acessível na cesta básica do povo de Pernambuco, o que ampliaria ainda mais a renda e o emprego. Agora, aguardo ansiosamente uma resposta do Estado para resolver esse problema o mais rápido possível, antes que a indústria quebre de vez“, concluiu.