Fez o pix errado? Economista explica como recuperar o valor do dinheiro

No primeiro momento, é preciso fornecer todas as informações sobre o recebedor e verificar se existe junto a esse banco alguma proposta de solução específica para esses casos.

O pix é um facilitador de pagamentos. Comprar um produto ou pagar por um serviço ficou ainda mais fácil, o que fez essa forma de pagamento cair no gosto popular. Contudo, fazer uma transferência de um valor com os dados errados pode ser uma dor de cabeça. Para evitar esse desgaste, economista explica como recuperar o valor.

De acordo com a economista e professora do Centro Universitário dos Guararapes (UNIFG), Lytiene Rodrigues Cunha, a pessoa que fez o pix errado precisa procurar a instituição financeira que recebeu o valor e informar sobre a operação equivocada, caso seja um recebedor desconhecido.

“É preciso fornecer todas as informações sobre o recebedor e verificar se existe junto a esse banco alguma proposta de solução específica para esses casos. Também é possível verificar, na chave pix, as informações de contato com o recebedor, para solicitar a devolução do valor, através de e-mail ou de repente, número de celular disponível”, ensina.

Ainda segundo Lytiene, o Banco Central informa que a devolução do valor, em casos de fraude ou falha operacional do sistema das instituições financeiras, dos correntistas envolvidos na transação, pode ser viabilizada por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED).

“A solicitação do MED deve ser feita quando o autor do pix procurar a instituição financeira do recebedor. O prazo deve estar dentro de 80 dias, desde a data de realização da transferência entre as contas. Se a pessoa que recebeu o pix for conhecida, fica mais fácil a devolução do valor, porque ao contactá-la, ela pode devolver imediatamente”, comenta.

Para quem recebeu o pagamento errado, o passo a passo é: em casos onde o recebedor foi informado pelo autor do pix sobre a operação ou a instituição financeira, ele passa a ter até 90 dias para realizar o estorno do dinheiro para a pessoa que fez a operação. A devolução pode ser realizada através do próprio aplicativo do pix, acessando a opção devolver o dinheiro, que está vinculada ao extrato.

Se a devolução estiver atrelada a compras indevidas, arrependimento, o prazo para a devolução do dinheiro é de 7 dias. “Nos casos em que o dinheiro não retornou, no prazo de 90 dias se não houver estorno do dinheiro para a pessoa que realizou o procedimento de envio do pix de forma errada, é preciso procurar novamente a instituição financeira e acionar um processo judicial. Além dos danos morais e materiais, já está configurado um crime penal de apropriação indébita, de acordo com o código penal art. 169. Então, é preciso acionar o banco para obter as informações necessárias e judicializar a ação”, fala.

O melhor a se fazer é sempre prevenir para evitar dor de cabeça, por isso, é sempre necessário prestar atenção na hora de colocar os dados e finalizar a operação. Parar tudo o que estiver fazendo, voltar o foco para o procedimento e conseguir realizar com sucesso. Antes de confirmar o envio, é importante verificar os dados, como nome, valor, banco, antes de confirmar e finalizar.

500 milhões da Mega da Virada — o que fazer se ganhar e o que fazer se não ganhar

No dia 31 de dezembro de 2022 a partir das 20 horas se saberá o nome do ganhador (ou ganhadores) da Mega-Sena da Virada que receberá cerca de 500 milhões de reais, um valor que realmente resolve a vida das pessoas. Esse é o maior prêmio da história dessa aposta e a última oportunidade de ficar milionário ainda neste ano.

 

Em função disto, as lotéricas estarão lotadas até essa data. Muita gente aposta não só dinheiro, mas também a esperança em ganhar essa quantia e resolver, de uma vez por todas, a vida financeira.

 

O valor é tão grande que poderá garantir uma vida muito boa por várias gerações se o felizardo tiver educação financeira. Para se ter ideia, em uma aplicação básica, com rentabilidade de 0,5% ao mês, a rentabilidade desse valor chegará a 2,5 milhões de reais por mês. Ou seja, só de rendimento dá para gastar 83,33 mil reais por dia.

 

Mesmo assim, para o felizardo ganhador, recomendo que esse valor seja poupado, pois já vi vários casos de pessoas que perderam milhões, pois não respeitaram o dinheiro que ganharam, distribuindo dinheiro descontroladamente e gastando sem controle.

 

Lembro sempre que, quem poupa, pode ajudar muito mais pessoas por muito mais tempo. Sobre onde aplicar o valor, sugiro sempre a variação de investimentos, não apostando em apenas uma linha. Ponto importante é que, por mais que a alegria seja grande, é preciso seriedade na hora tratar com o dinheiro, por isso é bom buscar por auxílio de especialistas de sua confiança. Também reforço que se deve tomar muito cuidado com palpites e novos amigos que possam aparecer para, como se diz popularmente, tirar uma casquinha.

 

Cautela na hora de apostar

 

Embora a situação seja de euforia, é preciso cautela. Fazer “uma fézinha”, destinando pequenos valores para esta finalidade, faz parte da brincadeira e é divertido.

 

No entanto, há pessoas que se tornam “viciadas” em apostar, o que, ao invés de ajudar, atrapalha – e muito – as finanças pessoais. Já outras vendo o valor milionário, direcionam grandes quantias a esse objetivo, acreditem, já observei pessoas apostando muito mais do que 1 mil reais em apenas um dia. Depois, se não ganhar, fica difícil pagar essa conta.

 

O grande erro é achar que a única forma de se tornar independente financeiramente é por meio da sorte. Chegar a uma fase da vida em que não precisa mais trabalhar por necessidade, apenas por prazer, é um mérito de quem busca se educar financeiramente, planejando-se para alcançar esse objetivo.

 

Em uma aposta da Mega-Sena, a chance de acertar todos os seis números é de uma em 50.063.860, segundo os dados oficiais da Caixa Econômica Federal. Por outro lado, apostando na educação financeira, para se tornar sustentável financeiramente depende só de você.

 

E se não ganhar?

 

Poucas pessoas receberão esse fabuloso prêmio e, para as que não ganharem, a recomendação é não desanimar e buscar outros caminhos para ter dinheiro, pode ser que não chegue a esse montante, mas é possível guardar para realização dos sonhos.

 

Na educação financeira, a pessoa aprende a ter sonhos materiais que serão realizados e entre estes sempre deverá estar o da independência financeira. Na Metodologia DSOP, dividimos os sonhos em: curto (até um ano), médio (de um a dez anos) e longo prazo (mais de dez anos). Se tornar sustentável financeiramente deve ser um objetivo de longo prazo, porém, para atingir, o início deve ser imediato.

 

Para isso, o caminho deve ser o contrário do que normalmente fazem: ao receber seus rendimentos, a pessoa já deve, imediatamente, separar uma parte para os seus sonhos. Com isso, não haverá risco de cair nas tentações do consumo e não sobrar dinheiro para poupar.

 

Também é fundamental que se saiba exatamente os valores desses sonhos, descobrindo, assim, o quanto deverá guardar mensalmente para cada um. O tipo de aplicação que deverá feito para realização dos sonhos também dependerá do tempo que pretende realizá-los. Para uma aposentadoria sustentável financeiramente, é preferível aplicações de longo prazo, como uma previdência privada ou título do tesouro direto.

 

Enfim, o problema não é apostar, mas não ter consciência desses atos e apostar o seu futuro nisso. Se quiser realmente ter chances de ter o dinheiro para sua segurança financeira o caminho é ter sonhos e buscar educar-se financeiramente.

PRECATÓRIOS DO FUNDEF: Dinheiro dos professores pode não estar garantido em 8 de agosto

Apesar da data anunciada, Governo de Pernambuco ainda depende de ofício da Presidência do STF.

Sem alarde, um problema burocrático, envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal de Contas da União (TCU), pode atrapalhar o pagamento dos precatórios do FUNDEF para os professores da rede estadual.

O governador Paulo Câmara (PSB) anunciou o pagamento, em suas redes sociais, para o próximo dia 8 de agosto.

O Blog teve acesso exclusivo, através de fonte no Governo do Estado, a documento da Procuradoria Geral do Estado (PGE) de Pernambuco, órgão que assessora juridicamente o governador Paulo Câmara.

O Governo Federal cumpriu sua parte, liberando 40% do valor do precatório, na quantia de R$ 1.759.390.108,03 (um bilhão, setecentos e cinquenta e nove milhões, trezentos e noventa mil cento e oito reais e três centavos) para Pernambuco.

Pelo menos 60% deste valor bilionário deve ir para os professores, segundo acordo fechado entre o Governo de Pernambuco e representantes da categoria. O acordo já foi sacramentado em lei da Assembleia Legislativa.

O dinheiro foi repassado ao STF, que abriu uma conta-corrente para o Governo de Pernambuco poder sacar o dinheiro. Normalmente, segundo a fonte, o Governo de Pernambuco só precisaria pedir um alvará para se apoderar da quantia bilionária.

Acontece que o Tribunal de Contas da União (TCU), em duas decisões recentes, já determinou para todo o país, estados e municípios, que estes recursos dos precatórios do FUNDEF só poderão ser movimentados em contas-correntes específicas, destinadas exclusivamente a recursos da educação, como FUNDEB e FUNDEF.

“O TCU deixou assente que os recursos dos precatórios do extinto Fundef devem ser depositados apenas em conta bancária específica, criada exclusivamente com esse propósito, a fim de garantir-lhes a finalidade e a rastreabilidade”, explica a PGE, no documento.

O problema é que o STF depositou o dinheiro liberado pelo Governo Federal em uma conta-corrente comum, não em uma conta-corrente especial, para a educação.

Por cautela, o Governo de Pernambuco precisa movimentar o dinheiro, antes de gastar, para uma conta-corrente específica da educação.

O Governo de Pernambuco já se adiantou e abriu a conta-corrente na Caixa Econômica Federal (CEF).

ReproduçãoAutoridades tentam desatar nó no STF e garantir pagamento – Reprodução

Agora, o Governo de Pernambuco está batalhando, no STF, para que o presidente da Corte, Luiz Fux, ou a vice-presidente, Rosa Weber, assinem um ofício, autorizando a transferência do dinheiro da conta-corrente comum para a conta específica da educação aberta na Caixa.

“A conta corrente aberta na Caixa Econômica Federal, específica e exclusiva para o recebimento dos recursos de precatório do FUNDEF e informação da Gerência de Pessoas Jurídicas da Agência da Caixa Econômica Federal – documentos anexos, de titularidade do Estado e de controle da Secretaria de Educação e Esportes do Estado de Pernambuco, para que se proceda a transferência eletrônica dos recursos à Conta ora indicada”, aponta a PGE.

Só após o dinheiro estar na nova conta-corrente na Caixa, o dinheiro ficará garantido para pagamento dos professores, previsto para 8 de agosto.

O procurador do Estado que atua em Brasília está, segundo a fonte, o tempo todo na sala de espera da Presidência do STF, batalhando em nome da PGE pela assinatura rápida do ofício transferindo o dinheiro.

O problema, segundo a fonte, é que o STF está em férias coletivas até 31 de julho e os ministros só estão despachando questões urgentes.

A PGE fez o requerimento ao STF, sem alarde, em 19 de julho. Até agora, segundo o andamento oficial do STF, o ofício não foi expedido.

Caso o dinheiro não seja liberado na data prometida pelo governador, poderá haver um desgaste eleitoral para a Frente Popular.

Tanto o candidato a governador, Danilo Cabral (PSB), quanto a candidata ao Senado, Teresa Leitão (PT), usaram este pagamento do FUNDEF como plataforma eleitoral.