Raquel Lyra vistoria obras no Sertão de Itaparica e reforça investimentos em segurança, educação e infraestrutura

Governadora percorreu Floresta, Itacuruba e Belém de São Francisco para acompanhar obras de creches, rodovias, equipamentos de segurança pública e espaços culturais, além de participar da Serenata da Recordação em Santa Maria da Boa Vista

A governadora Raquel Lyra (PSD) realizou, neste final de semana, uma agenda de vistorias a obras em andamento pelo Governo de Pernambuco em municípios no Sertão de Itaparica. A gestora percorreu Floresta, Itacuruba e Belém de São Francisco acompanhando o andamento das obras nas áreas de segurança pública, a exemplo do Complexo da Polícia Científica e Grupamento de Bombeiros, na educação, com a visita a três obras de creches e centros culturais. Os novos equipamentos ampliam a presença do Estado no Sertão. À noite, a gestora ainda prestigiou a tradicional Serenata da Recordação, em Santa Maria da Boa Vista.

Visitamos as obras de pavimentação, a construção de creches e as obras do Complexo de Polícia Científica e do Corpo de Bombeiros. O Governo tem investimento em todas as áreas no Sertão de Itaparica, e isso tem acontecido em Pernambuco como um todo, chegando a municípios grandes, como o Recife, e a municípios pequenos, como Itacuruba, aqui em Itaparica, para proporcionar melhor qualidade de vida da população que vive tanto nos grandes centros como nas áreas rurais“, afirmou a governadora Raquel Lyra.

O Complexo da Polícia Científica está em construção no município de Floresta. A obra conta com o investimento de R$ 4,3 milhões e tem mais de 30% executada. Já o Grupamento de Bombeiro recebe o aporte de R$ 3,7 milhões. Ainda em Floresta, estão em construção duas creches localizadas no Centro e no Loteamento Três Marias II. Cada unidade irá ofertar mais de 300 vagas em educação infantil com o investimento de R$ 10,7 milhões. As obras ocorrem por meio da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab).

O Centro de Floresta irá ganhar o Espaço CEU da Cultura, que recebe investimento de R$ 1,95 milhão, em parceria com o Governo Federal. O local contará com espaços para atividades comunitárias, incubadora cultural, biblioteca, sala multifuncional, ampliando a oferta de atividades gratuitas à população. O Estado também amplia a infraestrutura e mobilidade urbana de Floresta com o  investimento de R$ 2,8 milhões com pavimentação de 20 vias públicas e calçamento em outras seis ruas com o aporte de R$ 1,4 milhão.

Melhorando a infraestrutura viária, a gestora ainda acompanhou a obra de restauração da PE-422, realizada por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PE), no município de Itacuruba. Com o investimento de R$ 11,02 milhões, a intervenção tem uma extensão de 11,9 quilômetros, do  entroncamento com a BR-316 até a sede do município. A obra será concluída no próximo mês de novembro e irá beneficiar mais de 20 mil habitantes.

Seguindo para Belém de São Francisco, a chefe do Executivo estadual ainda visitou as obras de implantação da PE-460. A nova rodovia terá 4,86 quilômetros e recebe o investimento de R$ 9,6 milhões, facilitando o acesso ao  Porto da Barra do Tarrachil, travessia sobre o Rio São Francisco que conecta Pernambuco à Bahia. No município, a gestora visitou a construção de uma creche que está em andamento e recebe o aporte de R$ 5,6 milhões.

Nova política de avaliação do ensino superior busca fortalecer qualidade e inovação no Brasil

Artigo de Janguiê Diniz destaca a reformulação do Sinaes pelo Inep, com novos critérios de avaliação, foco na formação dos estudantes e maior alinhamento às demandas da sociedade e do mercado de trabalho

Coluna Janguiê Diniz

Poucas políticas públicas tiveram impacto tão profundo na educação superior quanto a criação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Instituída em 2004, a estrutura consolidou uma cultura de avaliação que passou a orientar processos regulatórios, estimular melhorias acadêmicas e oferecer maior transparência à sociedade sobre a qualidade das instituições e dos cursos.

Passadas mais de duas décadas, entretanto, o contexto já não é o mesmo. A educação superior tornou-se mais diversa, as demandas do mercado de trabalho evoluíram e a sociedade passou a exigir evidências mais consistentes sobre a formação dos estudantes e os resultados produzidos pelas instituições. Era natural, portanto, que chegasse o momento de revisar estruturalmente a política nacional de avaliação.

É exatamente esse movimento que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vem conduzindo, com a participação de instituições públicas e privadas, por meio de grupos de trabalho. Mais do que atualizar formulários ou revisar indicadores isolados, trata-se da mais ampla reformulação do Sinaes desde sua criação.

O processo incluiu uma nova arquitetura para a avaliação in loco; a definição de dimensões transversais e específicas para cada grande área do conhecimento; consulta pública sobre os instrumentos de avaliação; realização de testes-piloto; elaboração de guias orientadores; e a construção de uma nova escala de conceitos. Trata-se de um percurso técnico e participativo que confere legitimidade e segurança à implementação do novo modelo.

Segundo o Inep, os testes permitiram aperfeiçoar os instrumentos e confirmar que a nova metodologia amplia a capacidade de diferenciar os cursos avaliados, fortalece a análise da experiência formativa oferecida aos estudantes, valoriza dimensões qualitativas contemporâneas e estimula uma atuação mais formativa das comissões de avaliação.

Além disso, pela primeira vez, a avaliação irá considerar as especificidades das diferentes áreas do conhecimento. Em vez de um único modelo, foram desenvolvidos instrumentos próprios para as dez grandes áreas da Classificação Internacional Normalizada da Educação (Cine Brasil), além dos exames específicos implementados nos últimos anos para os graduandos das licenciaturas e dos cursos de Medicina.

Outra inovação relevante consiste na reorganização do ciclo avaliativo. A proposta apresentada pelo Inep integra de maneira mais articulada a autoavaliação institucional, o Enade e as avaliações in loco. Dessa forma, o sistema passa a funcionar como um ciclo contínuo de produção de evidências sobre a qualidade da educação superior, permitindo um acompanhamento mais frequente e consistente da evolução dos cursos e das instituições.

Entre as mudanças na dinâmica das visitas in loco, estão o fim do formulário eletrônico preenchido previamente pelas instituições, a realização de análise documental prévia, a avaliação amostral de polos de educação a distância e a possibilidade de a instituição solicitar reconsideração de aspectos do relatório antes mesmo da fase recursal. São alterações que reduzem burocracias desnecessárias, aumentam a previsibilidade do processo e tornam a avaliação mais focada naquilo que realmente importa.

Talvez a mudança mais significativa esteja justamente naquilo que o novo modelo pretende avaliar. Durante muitos anos, os instrumentos concentraram grande parte de sua atenção na verificação da existência de documentos, normas e estruturas. Esses elementos continuam sendo importantes, mas deixam de ser suficientes. A nova lógica busca produzir evidências sobre aquilo que efetivamente acontece na formação dos estudantes.

Agora, o objetivo é identificar o que cada instituição realiza de forma diferenciada, produzindo informações capazes de apoiar decisões acadêmicas e políticas públicas. Ao substituir uma lógica excessivamente padronizada por avaliações mais aderentes às características de cada área, o novo modelo permite que boas práticas de ensino, inovação, responsabilidade social, integração com o setor produtivo, empregabilidade e impacto regional passem a produzir evidências concretas da qualidade institucional.

Nessa linha, não há dúvida de que os estudantes também serão beneficiados. Avaliações mais precisas oferecem melhores referências para a escolha dos cursos, fortalecem os processos de melhoria contínua e incentivam uma formação mais conectada às competências exigidas pela sociedade e pelo mundo do trabalho. 

A previsão do Inep é de que a nova política nacional de avaliação da educação superior comece a ser aplicada ainda neste ano. Naturalmente, nenhuma reforma dessa dimensão se esgota com a sua publicação. Seu sucesso dependerá da qualidade da implementação, do diálogo permanente entre o órgão e as instituições de ensino e da capacidade permanente de aperfeiçoamento do sistema.

Os sinais, contudo, são promissores. Ao construir um modelo mais técnico e mais aderente à realidade da educação superior, o país dá um passo importante para que a avaliação deixe de ser vista apenas como instrumento regulatório e passe a cumprir plenamente sua vocação: induzir qualidade, orientar melhorias e fortalecer o papel transformador da educação superior para o desenvolvimento do Brasil.

*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular; fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Inscrições para 500 bolsas do PROUNI-PE terminam nesta terça-feira, alerta Governo de Pernambuco

Programa oferece auxílio mensal de R$ 500 para estudantes de instituições conveniadas, com prioridade para cursos de STEM e reserva de vagas para públicos definidos em lei

Os estudantes interessados em concorrer a uma das 500 bolsas ofertadas pelo Programa Pernambuco na Universidade (PROUNI-PE) têm até esta terça-feira (7) para realizar a inscrição. A seleção é promovida pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-PE), e oferece bolsas mensais de R$ 500 para estudantes matriculados em instituições de ensino superior participantes do programa.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pela plataforma prouni.secti.pe.gov.br.

Nesta edição, o PROUNI-PE disponibiliza 500 bolsas, sendo 350 destinadas a estudantes de cursos das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) e 150 para alunos dos demais cursos de graduação. O programa tem como objetivo ampliar o acesso e contribuir para a permanência dos estudantes no ensino superior, reduzindo a evasão universitária por motivos financeiros.

Também estão previstas políticas de inclusão. Do total de vagas, 20% são reservadas para públicos prioritários definidos em lei, entre eles professores da educação básica em exercício da docência, pessoas com deficiência, mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica ou vítimas de violência doméstica, trabalhadores rurais em regime de economia familiar e integrantes de povos indígenas ou comunidades quilombolas.

Podem participar estudantes matriculados em uma das 23 instituições de ensino superior conveniadas ao PROUNI-PE, que tenham realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) entre 2009 e 2025, estejam cursando entre o primeiro e o penúltimo período da graduação e atendam aos critérios de renda estabelecidos no edital.

A classificação será realizada com base na média das notas obtidas no Enem, observando os critérios previstos para cada área de formação. O resultado preliminar da primeira etapa será divulgado no dia 10 de julho, e o resultado final está previsto para 31 de julho.

A Secti-PE orienta os candidatos a não deixarem a inscrição para os últimos momentos, evitando possíveis imprevistos de acesso à plataforma.

Serviço

PROUNI-PE – Seleção 2026.2

• Prazo de inscrição: até esta terça-feira, 7 de julho de 2026

• Inscrições: prouni.secti.pe.gov.br

• Bolsas ofertadas: 500

• Valor da bolsa: R$ 500 mensais

• Resultado preliminar: 10 de julho de 2026

• Resultado final: 31 de julho de 2026

Avanços no ensino médio contrastam com gargalos históricos da educação brasileira

Artigo de Janguiê Diniz aponta melhora em indicadores de permanência escolar, mas alerta para analfabetismo, evasão, jovens “nem-nem” e baixo acesso ao ensino superior

Coluna Janguiê Diniz*

Nas últimas semanas, dois importantes retratos da educação brasileira revelaram um cenário de contrastes: avanços que merecem ser comemorados e desafios estruturais que continuam impondo limites ao desenvolvimento do país. Analisados de forma complementar, o Censo Escolar 2025, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e a Pnad Contínua Educação 2025, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são a síntese de um Brasil que caminha a passos lentos.

Enquanto o primeiro constatou uma melhora na trajetória dos estudantes do ensino médio, o segundo mostrou que o país ainda convive com gargalos históricos que comprometem a conclusão da educação básica, o acesso à educação superior e a formação de capital humano qualificado.

Por exemplo, entre 2022 e 2025, as taxas de reprovação, abandono escolar e distorção idade-série dos estudantes do ensino médio da rede pública caíram, respectivamente, 62%, 61% e 28%. No sentido oposto, a taxa de aprovação cresceu 11%. Não há dúvida de que trata-se de um resultado que merece ser celebrado. Há décadas, o ensino médio figura como uma das etapas mais frágeis da educação brasileira, marcada por altas taxas de evasão, repetência e desinteresse por parte dos estudantes. 

Essa melhora demonstra que políticas públicas voltadas à permanência escolar podem produzir resultados concretos quando bem estruturadas. Entre elas, destaca-se o programa Pé-de-Meia. Embora seja natural que diferentes fatores tenham contribuído para esse cenário, é difícil dissociar a melhora dos indicadores da adoção de uma iniciativa que enfrenta um dos principais obstáculos para milhares de jovens brasileiros: a necessidade de abandonar a escola para trabalhar e complementar a renda familiar.

Mas seria um equívoco interpretar esses números de forma isolada. Como mostra a PNAD Contínua Educação 2025, o país convive com um enorme passivo educacional. São 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler nem escrever. Cerca de 43% dos jovens de 14 a 29 anos abandonaram ou nunca frequentaram a escola por necessidade de trabalhar. Entre os brasileiros com 25 anos ou mais, apenas 57,4% concluíram o ensino médio.

Outro dado que chama a atenção consiste no trágico cenário em que estão mergulhados os “nem-nem”. Em 2025, o país possuía 46,6 milhões de jovens entre 15 e 29 anos. Destes, 17,5% não trabalhavam, não estudavam no ensino regular e tampouco frequentavam cursos de qualificação profissional. Embora esse percentual represente uma redução em relação aos 22,4% registrados em 2019, ele ainda corresponde a milhões de brasileiros afastados simultaneamente da educação e do mercado de trabalho. Trata-se de um contingente que ilustra, talvez como nenhum outro indicador, o tamanho do desafio brasileiro na construção de trajetórias educacionais e profissionais consistentes.

Esse cenário também ajuda a explicar por que o acesso à educação superior continua avançando em ritmo inferior ao necessário. Segundo a Pnad, apenas 21,4% dos brasileiros com 25 anos ou mais concluíram uma graduação. A meta do novo Plano Nacional de Educação (PNE) é elevar para 40% a população de 18 a 24 anos com acesso a cursos superiores. Trabalhar para que esse percentual seja atingido é fundamental para um país que pretende aumentar sua produtividade, fortalecer sua capacidade de inovação e competir em uma economia baseada no conhecimento.

Nesse contexto, o ensino médio assume um papel ainda mais estratégico. Não apenas porque representa a etapa final da educação básica, mas porque o fechamento desse ciclo é indispensável para o acesso ao ensino superior. Cada estudante que abandona a escola reduz significativamente suas possibilidades de qualificação profissional, inserção produtiva e mobilidade social. Da mesma forma, cada jovem que conclui o ensino médio amplia suas chances de dar continuidade aos estudos, acessar melhores oportunidades de trabalho e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do país.

Os resultados divulgados pelo Inep demonstram que o Brasil é capaz de melhorar seus indicadores quando há políticas públicas consistentes, financiamento adequado e foco na permanência dos estudantes. Já os dados da PNAD lembram que o caminho ainda é longo e que o desafio não termina com a conclusão do ensino médio. É preciso transformar esse avanço em uma verdadeira ponte para a educação superior, ampliando as oportunidades de acesso e permanência na graduação.

Celebrar os avanços é necessário. Mas eles só produzirão os efeitos esperados se forem compreendidos como parte de uma estratégia mais ampla, capaz de conectar educação básica, ensino médio, educação superior e mercado de trabalho. Afinal, reduzir a evasão é uma conquista importante. Transformar esses jovens em universitários e profissionais qualificados é o desafio que realmente definirá o futuro do Brasil.

*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular; fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Ensino superior privado entra em nova fase: preço deixa de ser único diferencial para atrair estudantes

Pesquisa aponta queda nas mensalidades e mostra que instituições precisam investir em qualidade, inovação e experiência acadêmica para se manter competitivas

Coluna de Janguiê Diniz

O ensino superior privado brasileiro vive um momento de transformação. Durante anos, a dinâmica do setor foi marcada pela expansão da demanda e pela possibilidade de reajustar as mensalidades sem impactos significativos sobre a captação de estudantes. Hoje, contudo, a realidade é outra. Em um ambiente cada vez mais competitivo, marcado por mudanças regulatórias, pressões econômicas e um novo perfil de consumidor, a definição dos preços tornou-se um reflexo da capacidade das instituições de demonstrar valor.

Essa é uma das constatações da pesquisa Cenário de Precificação da Graduação – Brasil 2026. O mapeamento é realizado há 15 anos pela Hoper Educação e, nesta edição, contou com a parceria da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES). Mais do que registrar valores de mensalidades, o levantamento ajuda a compreender os movimentos que estão redesenhando o mercado da educação superior privada brasileira.

Os dados revelam uma realidade emblemática: as mensalidades presenciais registraram queda real de 4,3% em 2026 na comparação com o ano anterior. A mediana nacional dos valores efetivamente praticados pelas instituições chegou a R$ 835, enquanto a educação a distância manteve-se em um patamar significativamente inferior, com R$ 214.

À primeira vista, essa redução pode parecer contraditória em um período de inflação acumulada e aumento dos custos operacionais. No entanto, ela revela uma mudança estrutural importante: o estudante está mais atento à relação entre investimento e retorno. Hoje, mais do que perguntar quanto custa, ele avalia se a formação vale o investimento.

Nesse contexto, a decisão de ingresso já não se baseia apenas na tradição ou no prestígio da marca institucional. Infraestrutura física, recursos tecnológicos, experiências acadêmicas, empregabilidade, flexibilidade dos formatos de oferta e qualidade percebida passaram a exercer influência crescente sobre a escolha.

Não por acaso, a pesquisa conclui que a precificação deixou de ser apenas uma estratégia financeira para se tornar uma expressão do posicionamento institucional. Em um ambiente de forte competição, instituições que não conseguem demonstrar diferenciais concretos acabam pressionadas a disputar mercado por meio de descontos e reduções de preço.

A transformação também é impulsionada pelo novo marco regulatório da educação a distância. A publicação do Decreto nº 12.456/2025 inaugurou uma nova configuração para o setor, impulsionando a expansão do formato semipresencial. O movimento já produz efeitos sobre o mercado. Combinando maior flexibilidade que o ensino presencial e experiências acadêmicas mais robustas que a EAD convencional, o semipresencial vem ocupando um espaço estratégico na oferta das instituições. Contudo, segundo a pesquisa, muitas delas ainda praticam mensalidades próximas às da EAD, apesar dos custos mais elevados.

Essa nova configuração também ajuda a explicar parte da pressão sobre os preços dos cursos presenciais. Em geral, o estudante encontra no semipresencial o equilíbrio entre custo, flexibilidade e experiência acadêmica. Trata-se de uma variável que influenciará cada vez mais a dinâmica concorrencial dos próximos anos.

Os resultados observados em áreas específicas também reforçam a tendência de queda. As Engenharias, tradicionalmente associadas a cursos de maior valor agregado, apresentaram uma das maiores reduções de preço da série histórica. A mediana das mensalidades presenciais caiu de R$ 1.743, em 2016, para R$ 967, em 2026, refletindo a combinação entre retração da demanda, ampliação da oferta e aumento da concorrência.

Já Medicina permanece como o curso mais caro do país. Entretanto, o cenário também começa a apresentar sinais de amadurecimento competitivo. As mensalidades variam entre R$ 6,4 mil e R$ 15,8 mil, dependendo de fatores como reputação institucional, localização geográfica e infraestrutura. Contudo, a existência de vagas ociosas (cenário impensável há poucos anos) é um indicativo de que mesmo cursos com alta demanda não estão imunes às mudanças de comportamento dos estudantes.

Há, ainda, um componente econômico relevante. O orçamento das famílias brasileiras continua pressionado por diferentes fatores, o que torna o preço uma variável ainda mais sensível. Por isso, muitas instituições têm ampliado suas políticas de desconto para manter a competitividade. O desafio consiste justamente em equilibrar acessibilidade financeira e sustentabilidade institucional.

Apesar dos desafios, o cenário também traz oportunidades. Maior competição estimula inovação, aprimoramento da qualidade acadêmica, modernização da infraestrutura e desenvolvimento de novas experiências de aprendizagem. Para os estudantes, isso significa acesso a um mercado mais diversificado, com maior variedade de formatos, preços e propostas de valor.

Em síntese, o que os dados de precificação mostram é que o setor ingressou em uma nova etapa, em que crescimento, qualidade, inovação e sustentabilidade precisam caminhar juntos. Mais do que definir quanto custa um curso, é preciso demonstrar que ele vale a pena. Este é o novo cenário para o qual todas as instituições que quiserem se manter relevantes precisam estar preparadas.

*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular; fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Facepe inicia 30ª Jornada de Iniciação Científica com mais de 500 projetos de pesquisa

Evento celebra três décadas de incentivo à ciência em Pernambuco e reúne bolsistas e ex-bolsistas para apresentação de trabalhos em diversas áreas do conhecimento até o dia 5 de junho

A 30ª edição da Jornada de Iniciação Científica da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) começou nesta segunda-feira (01/06). O evento de abertura foi realizado presencialmente no auditório do Instituto de Pesquisa em Petróleo e Energia da Universidade Federal de Pernambuco (i-Litpeg/UFPE). A edição deste ano celebra três décadas de incentivo à ciência no estado com o tema “O futuro começou há 30 anos: trajetórias que projetam o amanhã”.

Ao longo da semana, mais de 500 bolsistas e ex-bolsistas de iniciação científica apoiados pela Facepe apresentarão os resultados de suas pesquisas em diversas áreas do conhecimento. O evento revela a força da produção científica pernambucana e o papel estratégico da formação de novos pesquisadores para o desenvolvimento regional. As apresentações ocorrerão entre os dias 2 e 5 de junho, em sessões virtuais via Google Meet. Organizadas por áreas temáticas, as salas promoverão debates, troca de experiências e integração entre estudantes, avaliadores e instituições.

Esta programação também marca um momento histórico. Ao completar 30 anos, a Jornada reafirma o compromisso da Facepe com o fortalecimento da pesquisa e da inovação, jogando luz sobre histórias de jovens cientistas que hoje ajudam a construir soluções para os desafios do presente e do amanhã.

Na abertura dos trabalhos, a professora Fernanda Pimentel, diretora-presidente da Facepe, deu as boas-vindas aos participantes e ressaltou a importância da Iniciação Científica (IC) tanto para quem deseja seguir a carreira acadêmica quanto para quem visa ao mercado de trabalho. Segundo a gestora, a experiência na IC aprimora significativamente a formação pessoal, estimula a permanência do estudante na universidade, promove o sentimento de comunidade e fortalece o combate ao descrédito da ciência. “A iniciação científica atua diretamente no combate ao negacionismo e no despertar do senso crítico. Ela contribui também para diminuir a evasão escolar, pois o sentimento de pertencimento gerado pela pesquisa instrui a continuidade nos estudos”, afirmou.

Fernanda Pimentel também destacou a necessidade de ações que promovam a equidade e a diversidade no ambiente acadêmico. “Desde 2025, implementamos Ações Afirmativas no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), pois acreditamos que a diversidade na ciência começa na base, dando oportunidades desde a IC para grupos sub representados”, observa. No ano de implementação das cotas, 20% das bolsas foram destinadas a políticas de inclusão, voltadas para estudantes negros e negras, quilombolas, indígenas e pessoas com deficiência. Em 2026, esse percentual subiu para 30%, passando a contemplar também discentes de graduação que são mães.

A professora Dayanne Diniz, vice-diretora do i-Litpeg/UFPE, instituição que sediou o encontro, também esteve presente. Ao desejar que a Jornada reafirme o compromisso com uma ciência cada vez mais inclusiva, Dayanne reforçou o papel central da pesquisa na graduação. “A IC ocupa um lugar importante nesse processo de formação, pois é o momento em que os jovens têm o primeiro contato com a pesquisa, despertam seu pensamento crítico e passam a enxergar a ciência como um verdadeiro instrumento de transformação social”, observou Dayanne.

O diretor de Sensibilização e Difusão Científica da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco, Diogo Lopes, destacou o valor da experiência científica independentemente do caminho escolhido pelo estudante. “Mesmo que muitos estudantes não sigam formalmente a carreira acadêmica, a IC oferece acesso a ferramentas fundamentais que contribuem para qualquer trajetória profissional. Afinal, essa formação vai muito além da pesquisa, contribuindo diretamente para a construção de cidadãos conscientes”, concluiu Diogo.

Após a mesa de abertura, o público acompanhou as palestras do professor Sergio Campello, diretor da Escola Politécnica de Pernambuco (Poli/UPE), e da diretora científica da Facepe, professora Flávia Lucena. Ambos compartilharam como a iniciação científica impactou suas próprias trajetórias.

O professor Sergio destacou que a IC foi o alicerce de suas conquistas profissionais: seu primeiro projeto de graduação em Engenharia Eletrônica desdobrou-se em seu mestrado e, mais tarde, no doutorado. Ele ressaltou, contudo, que o maior legado vai além dos diplomas. “Minha trajetória mostra como a Iniciação Científica é a base de tudo. A passagem que fiz pela IC, combinada com a monitoria, pavimentou o meu caminho. Mas, quando olho para trás, percebo que o verdadeiro patrimônio não são apenas os títulos, mas as pessoas que influenciei ao longo dessa trajetória e a oportunidade de testemunhar a transformação profunda que a educação proporciona” afirmou.

Já a professora Flávia apontou a urgência de discutir a sub-representação feminina nos níveis mais altos das carreiras técnica, acadêmica e profissional. Engenheira de pesca, a Diretora Científica da Facepe entrou no mundo administrativo no decorrer do Governo de Transição, em 2022. “Em 2023, continuei em Brasília, quando assumi a Secretaria Nacional do Ministério da Pesca e Aquicultura. A área da gestão, pela qual eu tomei gosto, é um campo majoritariamente masculino. Sentimos de perto o ‘Efeito Tesoura’, fenômeno que descreve a diminuição drástica da participação feminina ao longo da trajetória acadêmica e profissional”, ressaltou, defendendo a criação de políticas específicas para mitigar a redução da presença de mulheres nos ambientes técnicos e políticos.

Encerramento e premiação – A cerimônia de encerramento da 30ª Jornada de Iniciação Científica da Facepe ocorrerá de forma remota no dia 9 de junho, com início às 10h. Na ocasião, serão anunciados os trabalhos de maior destaque desta edição, com a entrega de Menções Honrosas e do “Prêmio Ricardo Ferreira ao Talento Jovem Cientista”, honraria que reconhece os grandes talentos do ano.

Luciano Duque comemora conquista da Escola Técnica Estadual em Pesqueira

Anúncio feito pela governadora Raquel Lyra atende a antiga demanda do município; investimento previsto é de R$ 25 milhões.

 

O deputado estadual Luciano Duque celebrou o anúncio da construção da Escola Técnica Estadual (ETE) em Pesqueira, feito pela governadora Raquel Lyra durante a edição do programa Ouvir para Mudar, em Caruaru, na última sexta-feira (22). A iniciativa atende a um antigo sonho do município e foi fruto da articulação do prefeito cacique Marcos junto ao Governo do Estado, com o apoio do parlamentar.

A Escola Técnica vai abrir novas portas para os jovens de Pesqueira, garantindo oportunidade de aprendizado e inserção no mercado de trabalho. É um passo concreto para o futuro da nossa juventude”, destacou Luciano Duque. O investimento previsto para o educacional é de R$ 25 milhões.

O deputado ressaltou ainda que a conquista reforça a importância do diálogo entre lideranças locais e o Governo do Estado. “Essa é uma vitória coletiva, que mostra o quanto podemos avançar quando unimos forças pelo bem do povo. Pesqueira está de parabéns por essa conquista, e seguimos juntos para trazer mais desenvolvimento e oportunidades para o Agreste e para o Sertão”, completou.

Diamagnética Brasil e Periso SA apresentam oficialmente a Terapia Diamagnética no Brasil

Apresentação da tecnologia e dos equipamentos que vêm revolucionando o tratamento de lesões na Europa acontecerá desta sexta (7) a domingo (9).

Já disponível no Brasil, a Terapia Diamagnética será lançada oficialmente esta semana, em workshop realizado pela Diamagnética e Periso SA no Beach Class Convention By Hôm, no bairro de Boa Viagem. A abertura do evento acontecerá na sexta-feira (7), com a apresentação dos equipamentos CTU S-Wave e da bomba diamagnética CTU Mega 20, seguida de demonstração do funcionamento dos aparelhos.

O sábado e domingo estão reservados a palestras de especialistas em Terapia Diamagnética de todo o mundo os doutores Felipe Torres e Pietro Romeu e as doutoras Karen Cárdenas, Stefany Duque e Iria Alfonso, que vão abordar temas como as respostas biológicas e o funcionamento das ondas diamagnéticas; resultados do tratamento de casos clínicos agudos, subagudos e crônicos com a tecnologia e utilização da terapia em patologias musculoesqueléticas cutâneas, vasculares e estéticas.

Desenvolvida pela empresa suíça Periso SA, a Terapia Diamagnética combina o efeito do campo magnético de alta intensidade e baixa frequência, associada a radiofrequência, proporcionando um tratamento indolor, não invasivo e muito mais veloz que os métodos e equipamentos tradicionais.

A Terapia Diamagnética ganhou este nome graças ao mecanismo de repulsão gerados nos tecidos biológicos submetidos à força de um campo magnético de altíssima intensidade e baixa frequência. A aplicação da terapia diamagnética nos locais afetados possibilita a regeneração do tecido lesionado e não apenas sua cicatrização, reduzindo significativamente os tempos de internamento e melhorando a qualidade de vida dos pacientes e controlando a dor de maneira surpreendente.

Na Europa, onde o equipamento é largamente utilizado por clubes profissionais de futebol e, inclusive, pela seleção espanhola, a nova tecnologia já tratou, em tempo recorde, problemas como contusões, distensões musculares ou torções, além de contribuir na recuperação muscular dos jogadores entre as partidas das múltiplas competições, chegando a ser apontada por veículos especializados como a arma secreta da Seleção da Espanha.

No campo esportivo, a tecnologia foi direcionada para a aceleração da recuperação de atletas de alto desempenho, que em geral recebem salários elevados e tornam cada dia de ausência em suas equipes um grande prejuízo financeiro para seus clubes. Desse modo, a tecnologia foi disponibilizada para o grande público com resultados impressionantes e já se espalha por todo o mundo.

PALESTRANTES:

Dr. Felipe Torres – Cirurgião, especialista em regeneração celular, neurologia, tratamento da dor,Ondas de Choque,Terapia Diamagnética e Doutor em células‑tronco na Heidelberg University – Alemanha, autor de inúmeras publicações científicas relacionadas ao uso de Terapia Diamagnética intracraniana para patologias severas e raras,membro da Sociedade Internacional de Medicina Fisiológica, Diretor da Cell Regeneration – Bogotá, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Academia Periso – Suíça, vice‑presidente da Academia Periso ‑ Suíça e Vice‑presidente da Associação Internacional de Terapia Diamagnética.

Dr. Pietro Romeo – Doutor em ortopedia e traumatologia pela universidade de Milão, especialista em ultrassonografia musculoesquelética, atraso na consolidação de fraturas, edema ósseo e artrose, autor de diversas publicações científicas, membro da Sociedade Italiana de Ondas de Choque e doenças osteoarticulares, especialista em Terapia Diamagnética e membro da Academia Periso.

Dra. Karen Cárdenas – Cirurgiã pela Universidade de Ciências em Saúde (FUCS – Bogotá), especialista em medicina física e desportiva pela FUCS – Bogotá, nutricionista pela Universidade Penn Foster – Pensilvânia – USA,mestre em HIV pela Universidade Rei Juan Carlos – Madri, diretora científica da AMBY – Clínica da Dor e Medicina Regenerativa, coordenadora de reabilitação e traumas com alta tecnologia, diretora e coordenadora em reabilitação em UTI de cirurgia vascular da Clínica Meta.

Dra. Stefany Duque – Urologista especializada em uroginecologia regenerativa e funcional e sexologia com especialização em uroginecologia e cirurgia reconstrutiva do assoalho pélvico pela Universidade de Bogotá, diplomada em medicina sexual e especialista em urologia na Universidade de Ciências de Saúde – Bogotá.

Iria Alfonso – Fisioterapeuta pela Universidade Europeia de Madrid ‑ UEM, Licenciada em atividade física e desportiva pela UEM e diplomada em docência pela Universidade de Pontevedra. Especialista em dor crônica , sensibilização central e periférica e terapia miofascial conservadora e invasiva. Especialista em fisioterapia e leitura postural para mulheres. Especialista em cadeias articulares e miofasciais e readaptação postural, especialista em biotecnologia, especialista em regeneração de patologias complexas com risco de amputação, tratamento e aceleração do pós‑ operatório das cirurgias, com dedicação especial aos procedimentos plásticos.Trabalha diariamente com a Terapia Diamagnética e Ondas de Choque,sendo uma das pessoas com maior experiência no mundo, se tornando instrutora oficial dessas terapias e CEO do Centro de Fisioterapia Integrativa Bienestar Salud Integrativa by Iria Alfonso.

SERVIÇO:

Evento: Lançamento da Terapia Diamagnética no Brasil
Data: 7 a 9 de Julho
Local: Beach Class Convention By Hôm – Rua Maria Carolina, 661, Boa Viagem – Recife/PE
Mais informações: Diamagnética Brasi (www.diamagnetica.com.br – @diamagneticabrasil)
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Saloá recebe Selo Ouro de Alfabetização em reconhecimento ao compromisso com a educação

Município foi premiado por avanços significativos na alfabetização de crianças na idade certa.

A Prefeitura de Saloá conquistou um importante reconhecimento nacional ao receber o Selo Ouro de Alfabetização, uma premiação que destaca os municípios comprometidos com o avanço da educação e a garantia da alfabetização na idade certa.

O prefeito Júnior de Rivaldo, acompanhado do vice-prefeito Cosme Barra Nova e do secretário de Educação Deangelles, esteve presente na cerimônia de entrega, reafirmando seu compromisso com a melhoria da qualidade do ensino em Saloá.

Esse reconhecimento é fruto de muito trabalho e dedicação de toda a equipe da educação, dos professores, coordenadores e gestores escolares. Seguimos firmes no propósito de transformar a vida das nossas crianças através do ensino de qualidade”, destacou o prefeito Júnior de Rivaldo.

O Selo Ouro de Alfabetização é concedido a municípios que demonstram avanços significativos na alfabetização das crianças nos primeiros anos do ensino fundamental, garantindo que os alunos desenvolvam as habilidades necessárias para um futuro promissor.

A conquista desse prêmio reforça o compromisso da gestão municipal com o desenvolvimento educacional e motiva ainda mais investimentos para que Saloá continue avançando na educação. Com informações da Prefeitura Municipal de Saloá.

Informações do Saloá Noticias.

Secretária Yanne Teles Visita Casa Das Juventudes De Paudalho Para Conhecer Iniciativas Voltadas Aos Jovens

O espaço oferece cursos e atividades culturais para mais de mil jovens, contribuindo para a inclusão social e a autonomia da juventude local.

A Casa das Juventudes de Paudalho, na zona da Mata Norte, é referência no estado na promoção de integração social e na oferta de serviços diversos voltados aos jovens e adolescentes da cidade. Para conhecer o funcionamento do equipamento, a secretária da Criança e Juventude de Pernambuco, Yanne Teles, visitou o espaço, nesta quarta-feira (11), onde foi recebida pela prefeita eleita da cidade, Paula Francinete.

Mais de mil jovens e adolescentes são atendidos semanalmente no local, que oferece cursos e oficinas de artesanato, pintura, informática, teatro, dança e pré-vestibular, entre outros. “As Casas das Juventudes são muito mais do que estruturas físicas, são portais para a construção e realização de sonhos e projetos de vida que transformam comunidades inteiras, fortalecendo os laços desses jovens com suas raízes e potencializando o sentimento de pertencimento”, destacou a secretária.

A agenda foi acompanhada pela equipe da superintendência da Juventude da SCJ-PE e pelo gestor da Casa, Edézio Costa. “Quando oferecemos atividades educativas e culturais, estamos ajudando os nossos jovens a se manterem longe de situações de risco, criando um ambiente seguro e produtivo”, frisou Edézio.

Pernambuco conta com 28 Casas das Juventudes, espalhadas em todas as regiões do estado. Os espaços oferecem aos jovens e adolescentes serviços de convivência, além de qualificações profissionais, culturais e sociais, com foco em adesões de programas municipais e estaduais, na busca da garantia de direitos e sempre visando a autonomia e inserção social dos jovens de 15 a 29 anos.

São Paulo – Na última sexta-feira (6), a secretária Yanne Teles, a convite da Secretaria da Justiça e Cidadania de São Paulo, prestigiou a inauguração de dois espaços da Juventude no estado, um na cidade de Paraibuna, onde cerca de quatro mil jovens deverão ser beneficiados, e outro em Santo Antônio do Pinhal, onde outros 1500 jovens e adolescentes terão acesso à cidadania ampliado a partir do equipamento. Na oportunidade, a gestora também conheceu o funcionamento do espaço na cidade de Cabreúva, a 78km da capital paulista. No local, cerca de mil jovens já foram atendidos no último ano.