PRTB anuncia nesta terça-feira candidato à Presidência da República para as eleições de 2026

Presidente nacional da legenda, Leonardo Avalanche confirma divulgação do nome que disputará o Palácio do Planalto e afirma que partido buscará protagonismo no cenário político nacional

O presidente nacional do PRTB, Leonardo Avalanche, está pronto para mexer no tabuleiro das eleições presidenciais de 2026. Amanhã, a legenda revelará oficialmente o nome que representará o PRTB na corrida ao Palácio do Planalto, consolidando a decisão da sigla de não ser apenas uma espectadora diante da crise de representatividade que atravessa a direita no país.

Em um momento em que a política nacional se mostra fragmentada, o PRTB reafirma sua identidade como o único partido conservador que, de fato, se mantém antissistema. Com a mesma força e vigor que demonstrou na eleição de Pablo Marçal em 2024, quando desafiou as estruturas tradicionais e provou ser a voz de um movimento que não se rebaixa e não se vende, o partido agora avança para a disputa nacional. “Nosso objetivo é oferecer ao povo um candidato com coragem para romper com o sistema e defender, sem rodeios, os interesses da população.

Esta candidatura nasce do compromisso com o eleitor que busca um país de primeiro mundo, com menos impostos e mais oportunidades para o desenvolvimento real das famílias. O Brasil não precisa de mais do mesmo, mas de uma liderança que represente a mudança concreta e racional. Leonardo Avalanche mantém a convicção de que o Brasil pode e deve se tornar um país de primeiro mundo através de uma gestão correta, técnica e limpa. Amanhã, o PRTB apresenta ao país a alternativa que a direita tanto clama: uma opção limpa, firme e verdadeiramente comprometida com o Brasil.

Maioria dos vereadores de Garanhuns declara apoio a Marília Arraes e reforça palanque de Lula em Pernambuco

Pré-candidata ao Senado recebe adesão de 14 dos 17 vereadores do município, amplia base política no Agreste Meridional e fortalece aliança com João Campos, Sivaldo Albino e o presidente Lula para as eleições de 2026

A pré-candidata ao Senado, Marília Arraes segue ampliando sua base aliada e garantiu, nesta segunda-feira, o apoio da absoluta maioria dos vereadores de Garanhuns, a maior cidade do Agreste Meridional. Dos 17 parlamentares, 14 anunciaram adesão total à pré-campanha da pedetista e do pré-candidato ao Governo, João Campos, que já contava com o referendo do prefeito Sivaldo Albino e do deputado estadual, Cayo Albino. Com cerca de 150 mil habitantes, dos quais 99.6 mil estão aptos a votar, a cidade é um dos principais colégios eleitorais da região.  

Durante o encontro, realizado nesta manhã, na Câmara Municipal, Marília agradeceu a parceria e confiança dos vereadores e destacou a importância da cidade para o projeto nacional liderado peço presidente Lula. “Receber esse apoio tem um significado muito especial para mim. Afinal, estamos falando de uma das cidades mais importantes de Pernambuco e uma referência para todo o Agreste Meridional. Isso demonstra que cada vez mais lideranças estão se somando ao projeto que defende um Pernambuco mais justo, com desenvolvimento, inclusão e parceria com o presidente Lula. Recebo essa demonstração de confiança com muita gratidão e responsabilidade. Ela fortalece nossa caminhada e renova o compromisso de lutar, no Senado Federal, para ajudar o presidente Lula a ampliar as conquistas do povo pernambucano e garantir que mais investimentos e oportunidades cheguem ao nosso estado”, destacou Marília.

Entre os parlamentares que se somam ao palanque de Marília estão o presidente da Casa, Johny Albino; o vice-presidente, Marcos Lins e os vereadores Alcindo Correia; Juca Viana; Professor Márcio; Leleu Andrade; Luizinho Roldão; Luzia da Saúde; Professora Nelma; Darliane de Natalício; Fabiana Zoobi; Bruno Taveira; Erivan Pitta e Matheus Martins.

Ainda em Garanhuns, Marília realizou várias reuniões com lideranças políticas de outros municípios para debater o cenário político, organizar agendas de atividades na região ao longo das próximas semanas e debater novas alianças.

Prefeitura do Recife ultrapassa orçamento do turismo com campanha que exalta gestão de João Campos

Denúncia aponta que recursos destinados à promoção turística financiaram publicidade institucional da administração municipal; gastos da rubrica já alcançam R$ 18,9 milhões, acima dos R$ 15,6 milhões previstos na LOA para 2026

A Prefeitura do Recife está no centro de uma denúncia de desvio de finalidade orçamentária ao utilizar verbas destinadas à promoção turística para financiar propaganda política da gestão João Campos (PSB). De  acordo com reportagem publicada no blog do jornalista Manoel Medeiros a rubrica “promoção, estruturação e fortalecimento turístico”, que deveria atrair visitantes de outros destinos, está sendo usada para custear a campanha “Recife, faz gosto mostrar pro mundo”, veiculada na TV, streamings e redes sociais com foco na população local. Até julho de 2026, os gastos nessa área já somam R$ 18,9 milhões, ultrapassando os R$ 15,6 milhões previstos para o ano inteiro, conforme a Lei Orçamentária Anual – LOA.

As peças publicitárias destacam ações administrativas como a construção de pontes, hospitais e creches, temas que não possuem relação direta com o fortalecimento do setor turístico, mas sim com o apelo político-eleitoral. Além do desvirtuamento do recurso, os dados apresentados na campanha são questionados: enquanto a propaganda exalta “100 novas creches”, a gestão teria inaugurado cerca de apenas 15 unidades próprias, recorrendo a contratos com creches privadas de ONGs ligadas à lideranças políticas, cabos eleitorais de vereadores e em muitas localidades as “creches parceiras” apresentam infraestrutura precária e sinais de improviso. O foco das inserções em veículos de comunicação da própria cidade reforça a tese de uso indevido da máquina pública, já que o público-alvo do turismo reside, por lógica, fora da capital pernambucana.

Sob o comando do prefeito Victor Marques(PCdoB) que até abril era vice de João Campos, o montante total investido em publicidade, somando a institucional e a turística utilizada indevidamente, atingiu o patamar recorde de R$ 57,2 milhões. O pagamento desses valores está concentrado em cinco agências de publicidade, evidenciando uma estratégia agressiva de comunicação que prioriza a exaltação da gestão em detrimento da real divulgação do destino Recife para o Brasil e o mundo. O caso levanta sérias dúvidas sobre a transparência e a legalidade do uso de recursos públicos em um contexto de promoção política.

MC Leozinho desabafa nas redes: “É difícil ver pessoas da periferia duvidando que um deles possa chegar no Congresso Nacional”

Ícone do brega pernambucano e pré-candidato a deputado federal pelo PSDB afirma que o maior desafio da pré-campanha é enfrentar a descrença de moradores das periferias sobre a ocupação de espaços de poder por lideranças populares

Ícone do brega pernambucano e uma das vozes mais influentes da Região Metropolitana do Recife, o cantor MC Leozinho utilizou suas redes sociais para fazer um desabafo contundente sobre os desafios que tem enfrentado em sua nova jornada política. Pré-candidato a deputado federal pelo PSDB, o artista tocou em uma ferida social profunda ao relatar o que mais tem lhe chamado atenção e machucado durante as agendas de pré-campanha.

Segundo o cantor, o obstáculo mais doloroso não vem das barreiras políticas tradicionais, mas sim da falta de crença de quem compartilha das suas mesmas origens.

“É difícil ver pessoas da periferia duvidando que um deles possa chegar no Congresso Nacional”, desabafou o MC, evidenciando o peso do preconceito estrutural que faz com que a própria população periférica, muitas vezes, não se veja ocupando espaços de poder e decisão em Brasília.

Apesar dos desabafos e do teto de vidro que tenta se impor sobre lideranças populares, os bastidores políticos mostram um cenário de forte otimismo em torno do nome de MC Leozinho. Dentro do PSDB, o artista não é visto apenas como uma candidatura simbólica, mas sim como um nome forte e viável para conquistar uma vaga na Câmara Federal.

A pré-candidatura de MC Leozinho joga luz sobre a necessidade de renovação e representatividade na Câmara dos Deputados, desafiando a lógica de que o Congresso Nacional deve ser um espaço exclusivo das elites tradicionais. Para o cantor, a caminhada continua com o objetivo de provar que a periferia não só pode, como deve, estar no centro do debate político nacional.

Nova política de avaliação do ensino superior busca fortalecer qualidade e inovação no Brasil

Artigo de Janguiê Diniz destaca a reformulação do Sinaes pelo Inep, com novos critérios de avaliação, foco na formação dos estudantes e maior alinhamento às demandas da sociedade e do mercado de trabalho

Coluna Janguiê Diniz

Poucas políticas públicas tiveram impacto tão profundo na educação superior quanto a criação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Instituída em 2004, a estrutura consolidou uma cultura de avaliação que passou a orientar processos regulatórios, estimular melhorias acadêmicas e oferecer maior transparência à sociedade sobre a qualidade das instituições e dos cursos.

Passadas mais de duas décadas, entretanto, o contexto já não é o mesmo. A educação superior tornou-se mais diversa, as demandas do mercado de trabalho evoluíram e a sociedade passou a exigir evidências mais consistentes sobre a formação dos estudantes e os resultados produzidos pelas instituições. Era natural, portanto, que chegasse o momento de revisar estruturalmente a política nacional de avaliação.

É exatamente esse movimento que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vem conduzindo, com a participação de instituições públicas e privadas, por meio de grupos de trabalho. Mais do que atualizar formulários ou revisar indicadores isolados, trata-se da mais ampla reformulação do Sinaes desde sua criação.

O processo incluiu uma nova arquitetura para a avaliação in loco; a definição de dimensões transversais e específicas para cada grande área do conhecimento; consulta pública sobre os instrumentos de avaliação; realização de testes-piloto; elaboração de guias orientadores; e a construção de uma nova escala de conceitos. Trata-se de um percurso técnico e participativo que confere legitimidade e segurança à implementação do novo modelo.

Segundo o Inep, os testes permitiram aperfeiçoar os instrumentos e confirmar que a nova metodologia amplia a capacidade de diferenciar os cursos avaliados, fortalece a análise da experiência formativa oferecida aos estudantes, valoriza dimensões qualitativas contemporâneas e estimula uma atuação mais formativa das comissões de avaliação.

Além disso, pela primeira vez, a avaliação irá considerar as especificidades das diferentes áreas do conhecimento. Em vez de um único modelo, foram desenvolvidos instrumentos próprios para as dez grandes áreas da Classificação Internacional Normalizada da Educação (Cine Brasil), além dos exames específicos implementados nos últimos anos para os graduandos das licenciaturas e dos cursos de Medicina.

Outra inovação relevante consiste na reorganização do ciclo avaliativo. A proposta apresentada pelo Inep integra de maneira mais articulada a autoavaliação institucional, o Enade e as avaliações in loco. Dessa forma, o sistema passa a funcionar como um ciclo contínuo de produção de evidências sobre a qualidade da educação superior, permitindo um acompanhamento mais frequente e consistente da evolução dos cursos e das instituições.

Entre as mudanças na dinâmica das visitas in loco, estão o fim do formulário eletrônico preenchido previamente pelas instituições, a realização de análise documental prévia, a avaliação amostral de polos de educação a distância e a possibilidade de a instituição solicitar reconsideração de aspectos do relatório antes mesmo da fase recursal. São alterações que reduzem burocracias desnecessárias, aumentam a previsibilidade do processo e tornam a avaliação mais focada naquilo que realmente importa.

Talvez a mudança mais significativa esteja justamente naquilo que o novo modelo pretende avaliar. Durante muitos anos, os instrumentos concentraram grande parte de sua atenção na verificação da existência de documentos, normas e estruturas. Esses elementos continuam sendo importantes, mas deixam de ser suficientes. A nova lógica busca produzir evidências sobre aquilo que efetivamente acontece na formação dos estudantes.

Agora, o objetivo é identificar o que cada instituição realiza de forma diferenciada, produzindo informações capazes de apoiar decisões acadêmicas e políticas públicas. Ao substituir uma lógica excessivamente padronizada por avaliações mais aderentes às características de cada área, o novo modelo permite que boas práticas de ensino, inovação, responsabilidade social, integração com o setor produtivo, empregabilidade e impacto regional passem a produzir evidências concretas da qualidade institucional.

Nessa linha, não há dúvida de que os estudantes também serão beneficiados. Avaliações mais precisas oferecem melhores referências para a escolha dos cursos, fortalecem os processos de melhoria contínua e incentivam uma formação mais conectada às competências exigidas pela sociedade e pelo mundo do trabalho. 

A previsão do Inep é de que a nova política nacional de avaliação da educação superior comece a ser aplicada ainda neste ano. Naturalmente, nenhuma reforma dessa dimensão se esgota com a sua publicação. Seu sucesso dependerá da qualidade da implementação, do diálogo permanente entre o órgão e as instituições de ensino e da capacidade permanente de aperfeiçoamento do sistema.

Os sinais, contudo, são promissores. Ao construir um modelo mais técnico e mais aderente à realidade da educação superior, o país dá um passo importante para que a avaliação deixe de ser vista apenas como instrumento regulatório e passe a cumprir plenamente sua vocação: induzir qualidade, orientar melhorias e fortalecer o papel transformador da educação superior para o desenvolvimento do Brasil.

*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular; fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.