Pernambuco: 62,5% dos alunos do ensino médio estão matriculados em tempo integral

No estado, 885 colégios realizaram, no ano passado, 259,5 mil matrículas nessa modalidade. Presidente Lula sancionou lei que institui o programa Escola em Tempo Integral e pretende ampliar em 3,2 milhões o número de matrículas em todo o país até 2026.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a lei que institui o programa Escola em Tempo Integral (ETI). Em 2023, a ação pretende ampliar em 1 milhão o número de matrículas de tempo integral nas escolas de educação básica de todo o Brasil. A cerimônia de sanção, com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, foi realizada nesta segunda (31/7), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).

“É com a universalização do acesso à educação pública — e no aprimoramento da qualidade do ensino — que erguemos as bases de uma sociedade mais consciente, mais justa e menos desigual. E é com a educação em tempo integral que avançamos ainda mais em direção ao país que precisamos reconstruir”, ressaltou o presidente Lula.

No Brasil, de acordo com o Censo Escolar 2022, 6,9% das escolas públicas possuem entre 20% e 50% dos seus estudantes matriculados em tempo integral. O censo ainda aponta que 50,7% das escolas não possuem nenhum estudante com jornada integral.

O programa visa ampliar o número de matrículas já nos anos de 2023 e 2024. Um investimento de R$ 4 bilhões vai permitir que estados, municípios e o Distrito Federal possam expandir a oferta de jornada em tempo integral em suas redes. Depois, a meta é alcançar, até o ano de 2026, cerca de 3,2 milhões de matrículas.

PERNAMBUCO – Pernambuco é o estado brasileiro com maior percentual de estudantes do ensino médio matriculados em instituições de ensino integral. São 62,5%, segundo informações do Censo Escolar 2022 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Em 2021, esse índice era de 58,5%.

A proporção de matriculados em instituições integrais no ensino fundamental também apresenta crescimento. Eram 3,9% em 2021 e saltaram para 7,8% no ano passado. Levando em conta o número total de escolas no estado, 885 (14,9%) oferecem ensino em tempo integral em Pernambuco, com 259.554 mil alunos matriculados nessa modalidade, ou 17,5%.

 

META DO PNE — A meta 6 do Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece o objetivo de ofertar a educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de modo que atenda a, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica. Para tanto, os estudantes devem ter, pelo menos, sete horas de atividades escolares.

Até 2024, quando o PNE completa o ciclo de 10 anos de vigência, será necessário um crescimento de 27,6% para que a meta seja atingida. Nos últimos anos, na direção oposta, o Relatório do 4º Ciclo de Monitoramento das Metas PNE 2022 mostrou que o percentual de matrículas em tempo integral na rede pública brasileira caiu de 17,6% (em 2014) para 15,1% (em 2021). Ainda segundo o relatório, o indicador referente ao percentual de escolas de tempo integral no Brasil era de 22,4% (2021).

Todas as etapas da educação básica — creche e pré-escola, anos iniciais e anos finais do ensino fundamental e ensino médio — podem ser contempladas com o Escola em Tempo Integral. A ação é destinada a todos os entes federados, que poderão aderir voluntariamente ao programa e pactuar metas junto ao MEC, por meio do Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (Simec).

RECURSOS PARA PREPARAÇÃO — O investimento do Governo Federal vai permitir que estados, municípios e o Distrito Federal, em uma primeira etapa, pactuem com o MEC novas metas de matrículas em tempo integral (jornada escolar igual ou superior a 7 horas diárias ou 35 horas semanais). “Cada estado e município vai fazer o seu planejamento e vamos disponibilizar 50% dos recursos nesse primeiro momento”, disse o ministro Camilo Santana. “E o restante (50%) após a implantação das novas matrículas”, completou.

As parcelas serão transferidas levando em conta as matrículas pactuadas, o valor do fomento e os critérios de equidade. O valor que cada Secretaria de Educação receberá ao repactuar as metas é variável, de acordo com a capacidade de financiamento do ente federado (valor mínimo, valor máximo, valores intermediários, considerando o VAAT).

Nas etapas seguintes, o programa implementará estratégias de assistência técnica junto às redes de ensino. Estão previstas ações para formação de educadores, orientações curriculares, fomento a projetos inovadores, estímulo a arranjos intersetoriais, melhoria de infraestrutura, além da criação de indicadores de avaliação.

SEMINÁRIOS REGIONAIS — Nesta terça-feira, 1º/8, às 19h, o MEC inicia o ciclo de seminários “Programa Escola em Tempo Integral: princípios para a Política de Educação Integral em Tempo Integral”. A abertura vai reunir especialistas em um debate com transmissão ao vivo no canal do MEC no YouTube.

Após a conferência de abertura, serão realizados seminários presenciais nas cinco regiões do país, de agosto a outubro. O primeiro, no Centro-Oeste, será em Cuiabá (MT), nos dias 3 e 4 de agosto. Em seguida, estão previstos encontros em Belém (PA), dias 23 e 24 de agosto;  Recife (PE), dias 13 e 14 de setembro; Porto Alegre (RS), dias 27 e 28 de setembro; e Diadema (SP), nos dias 4 e 5 de outubro, fechando o primeiro ciclo.

Confira a programação do Ciclo de Seminários Programa Escola em Tempo Integral.

Inscrições para os Seminários Presenciais
 

HISTÓRICO – O Escola em Tempo Integral foi anunciado pelo Governo Federal em maio, durante solenidade com o presidente Lula, o ministro Camilo e governadores em Fortaleza (CE). Em seguida, o Executivo apresentou ao Congresso o Projeto de Lei (PL) nº 2617/23, com o intuito de instituir o programa. O PL foi aprovado na Câmara e no Senado Federal no início de julho. O texto aprovado no Senado permitiu, ainda, a repactuação dos recursos da Lei nº 14.172/2021 para fomentar a conectividade nas escolas.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Descubra quanto tempo é necessário de sono de acordo com a sua idade

A quantidade de sono que uma pessoa precisa é recalibrada de acordo com o tempo, e os ritmos circadianos (mudanças regulares dos estados mentais e físicos ao longo de 24 horas) mudam com a idade. O jovem de 16 anos que ficava acordado até meia-noite pode se tornar um homem de 36 anos que fica sonolento às 22h. Aos 70, um homem que nunca teve problemas para dormir pode acordar às 4h, incapaz de recuperar o sono.

Nos Estados Unidos, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças têm recomendações específicas para o quanto de sono as pessoas devem ter a cada noite de acordo com a sua idade. Compreender as necessidades de sono ao longo das diferentes fases da vida – e solucionar os problemas que surgem – pode abrir caminho para uma melhor noite de sono.

— Em cada período importante de nossas vidas, nosso sono muda um pouco — disse Alicia Roth, psicóloga clínica de saúde no Centro de Distúrbios do Sono da Cleveland Clinic, nos Estados Unidos. — Isso é algo em que trabalho muito com os pacientes. Talvez o relógio interno deles tenha mudado. Temos que ajustar nossas expectativas.

Para que você comece a caminhar para um descanso melhor, perguntamos aos especialistas do sono sobre alguns dos problemas mais persistentes que surgem durante cada fase da vida.

0 a 5 anos: bebês, crianças e pré-escolares
O sono talvez seja mais crítico durante os primeiros anos de vida, e os bebês dormem por longos períodos, tanto durante o dia quanto à noite. Os recém-nascidos passam de 14 a 17 horas dormindo todos os dias; quando os bebês atingem a marca de 4 meses, eles tendem a dormir um pouco menos, cerca de 12 a 16 horas em um período de 24 horas.

À medida que os bebês vão crescendo até a idade pré-escolar, eles precisam de menos sono, cerca de 10 a 14 horas em um período de 24 horas. É importante que as crianças desta idade tenham uma hora de dormir consistente e uma rotina noturna simples (que pode incluir uma história ou música para dormir), especialmente quando eles eliminam as sonecas.

À medida que os bebês vão crescendo até a idade pré-escolar, eles precisam de menos sono, cerca de 10 a 14 horas em um período de 24 horas. É importante que as crianças desta idade tenham uma hora de dormir consistente e uma rotina noturna simples (que pode incluir uma história ou música para dormir), especialmente quando eles eliminam as sonecas.

Os pesquisadores não sabem ao certo por que essa mudança acontece, mas sabem as consequências disso: muitos adolescentes são cronicamente privados de sono porque acordam muito cedo para a escola. Nessa fase, eles também podem estar estressados no momento de deitar, em decorrência dos estímulos ao longo do dia.

20 a 34 anos: maioridade
Na faixa dos 20 e 30 anos, você deve ter entre sete e nove horas de sono todas as noites. Mas como você sabe se suas necessidades estão na extremidade superior ou inferior desse espectro? Preste atenção em como você está cansado durante a semana. Os especialistas sugerem passar vários dias sem definir alarmes e apenas acordar quando seu corpo quiser naturalmente, o que você pode experimentar em um fim de semana de três dias.

35 a 40 anos: início da meia-idade
Ao sair do início da idade adulta e entrar na meia-idade, você ainda desejará ter sete ou mais horas de sono. Nessa idade, os maus hábitos de sono dos 20 e 30 anos podem começar a afetá-lo: à medida que envelhecemos, é mais difícil se recuperar de uma noite ruim de descanso. O sono é fundamental para nos ajudar a processar nossas emoções e regular nosso humor, portanto, além de fazer você se sentir fisicamente exausto, dormir mal pode deixá-lo mais irritado e apático.

A falta de sono também pode dificultar o foco. Para essa faixa etária, é comum também a influência do consumo de bebida alcoólica e de cafeína ao longo do dia. A rotina de trabalho intensa compromete que a pessoa consiga um tempo de sono adequado.

41 a 50 anos: meia-idade
Esses são os anos durante os quais o sono pode ficar em segundo plano em relação ao trabalho e às obrigações familiares, disse o Dr. Sabra Abbott, especialista em medicina do sono na Feinberg School of Medicine da Northwestern University. É uma época da vida em que pode ser difícil priorizar hábitos saudáveis, como dormir bem.

Você deve almejar sete ou mais horas de sono, e economizar pode ter grandes implicações – nosso sistema imunológico é afetado quando estamos privados de sono e podemos ficar doentes com mais facilidade quando não descansamos o suficiente. Além disso, quanto mais velhos ficamos, mais difícil é recuperar de uma noite de sono ruim, disse o Dr. Roth.

Algumas pessoas acreditam que podemos nos acostumar com sono insuficiente, mas isso é um mito, disse a Dra. Indira Gurubhagavatula, especialista em sono da Penn Medicine. Quanto menos dormimos, mais nosso débito de sono aumenta, o que significa que ficamos mais cansados e precisamos descansar mais tarde.

“Isso só pode ser pago com sono”, disse ela. “Não há substitutos ou atalhos.”

51 a 60 anos: fim da meia-idade
À medida que você atinge os estágios posteriores da meia-idade, estresses e ansiedades adicionais podem alimentar novos problemas de sono. Nessa fase, é comum o surgimento da chamada apneia do sono. No caso das mulheres, há ainda o fator menopausa, que dificulta ainda mais o momento de dormir.

61 a 75 anos: idade de aposentadoria
Para aqueles que se aposentam – cerca de metade dos adultos com 55 anos ou mais nos Estados Unidos – sair da força de trabalho pode significar mais tempo para dormir, mas também pode levar a novas complicações. Mas mesmo se você ainda estiver trabalhando, novos problemas de sono podem surgir e os antigos podem persistir.

76 anos ou mais: adultos mais velhos
Quanto mais velho você fica, mais cedo tende a acordar. Nesta fase da vida, você pode cochilar perto do início da noite e acordar por volta das 5 ou 6 da manhã.

“Muitas vezes, recebo adultos mais velhos que procuram tratamento para insônia e dizem: ‘Quero dormir como na faculdade’”, disse o Dr. Roth. Mas os adultos com mais de 65 anos devem procurar cerca de sete ou oito horas – um pouco menos de sono do que precisavam quando adolescentes.

Você deve ser cauteloso ao usar medicamentos e suplementos para dormir, enfatizou o Dr. Roth – muitos medicamentos para dormir têm efeitos colaterais que podem piorar em pessoas idosas e também podem aumentar o risco de quedas. Aqui estão algumas outras questões que surgem entre os adultos mais velhos.

Marília perde tempo de TV por associar imagem de Raquel a Bolsonaro

A desembargadora eleitoral Virgínia Gondim Dantas determinou perda de 5 minutos de tempo de televisão da candidatura de Marília Arraes (SD) por tentar associar a imagem da adversária, Raquel Lyra (PSDB), ao atual presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL).

O direito de resposta concedido a Raquel Lyra será transmitido em várias inserções ao longo da programação das eleições.

Neste segundo turno Raquel não declarou apoio a nenhum candidato à presidência. Marília cita que “todo mundo em volta de Raquel é contra Lula e a favor de Bolsonaro. Será que ela é?”.

“Qualquer insinuação em sentido diverso é absolutamente inverídica, não passando de ilação desamparada de qualquer suporte fático, de modo a ser suficiente para ensejar o direito de resposta”, afirmou a desembargadora, Virgínia Gondim Dantas, na decisão.

Charlles manda recado para famílias que dominam a política em Pernambuco: “Aquele tempo de pai para filho e de filho para neto acabou”

O youtuber concedeu entrevista ao lado de Tiringa, com quem forma candidatura coletiva a deputado federal.

Durante uma entrevista realizada na cidade de Cupira, no último sábado, 17 de setembro, o youtuber Charlles, que lançou candidatura coletiva a deputado federal com Tiringa, explicou o que lhe motivou a entrar na política.

Charlles afirma que uma das principais razões é fazer diferente dos políticos tradicionais: “Estou falando com convicção, pois sou sertanejo guerreiro com sangue na veia”.

“O tempo da água escassa, pingando de gota em gota no nosso Sertão acabou, por que eu sou de lá. Agora é hora de gente nova como a gente abrir as comportas da água limpa, água produtiva e não aquela água que desce no canto do olho. A água da fome tá passando”, disse Charlles ao fazer críticas a ausência de políticas públicas para a população mais carente do interior do estado.

O candidato também comentou sobre o fato das famílias se perpetuarem no poder, colocando os filhos e netos nos cargos a cada nova eleição.

“Aquele tempo de pai para filho e de filho para neto acabou, agora é nós para vocês e vocês para nós…través, a gente entrando eles não deixem fazer muita coisa coisa não, porque estamos entrando pelo bem e para fazer o bem, mas uma coisa eu vou prometer aqui, se não me deixarem fazer nada eu vou incomodar até o último dia do meu mandatado”, disparou Charlles na entrevista.

“As pessoas já estão cansadas de viverem nessa vida de amanhã eu chego. Então chegou o momento das pessoas aproveitarem a oportunidade…se não aproveitarem será mais quatro anos de sofrimento pelo frente”, disse Tiringa ao defender a candidatura lado lado de Charlles.

Vídeo:

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