Brasil deve receber 36 milhões de doses da nova vacina até fevereiro; veja o cronograma

Ministério da Saúde planeja a publicação de uma nota técnica com as orientações sobre a distribuição dos imunizantes e a quem eles serão destinados

O Brasil deve receber 36,3 milhões de doses da nova geração de vacinas contra a Covid-19 até fevereiro, segundo cronograma divulgado pela farmacêutica Pfizer. Na última sexta-feira, chegou ao país a primeira remessa com 1,4 milhão de imunizantes que elevam a proteção contra a cepa Ômicron.

O Ministério da Saúde planeja a publicação de uma nota técnica com as orientações sobre a distribuição das vacinas e a quem elas serão destinadas.

As chamadas vacinas bivalentes são versões atualizadas dos imunizantes aplicados hoje. Para induzir a resposta imunológica, além de uma parte feita com a variante original do novo coronavírus, descoberta em 2019, elas contam com uma parte da variante Ômicron, predominante no mundo há cerca de um ano.

Há dois imunizantes do tipo desenvolvidos pela Pfizer: um cuja parte da Ômicron é baseada na subvariante BA.1, primeira versão da variante que circulava em janeiro, e outra com base nas subvariantes BA.4/BA.5, que predominaram durante a metade do ano até a chegada da BQ.1 e outras linhagens.

Ainda que as versões da Ômicron que crescem hoje no Brasil e no mundo, como a BQ.1, não sejam as contempladas nas vacinas, especialistas explicam que se espera uma proteção maior das aplicações também contra elas, já que são ramificações da mesma cepa.

“As vacinas bivalentes oferecem proteção contra mais de uma cepa do vírus e devem expandir a resposta imune. Será um importante reforço para nossa campanha de vacinação”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em comunicado.

Os imunizantes atualizados receberam o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como uma dose de reforço para a população acima de 12 anos no dia 22 de novembro. Em países como os Estados Unidos, a injeção é orientada no período de 4 meses após a última dose.

As 1,4 milhão de unidades que o Brasil recebeu na sexta-feira foram da vacina adaptada para a BA.1. Duas novas entregas do mesmo imunizante estavam planejadas até esta segunda-feira, totalizando 4,5 milhões de unidades. Segundo o ministério, após chegarem ao país, as vacinas passam por avaliação e análise no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).

Em nota, a pasta afirma que nos próximos dias será publicada uma nota técnica com as informações sobre a distribuição, a aplicação dos imunizantes e o público-alvo. No entanto, ressalta que as doses atuais da vacina, disponíveis nos postos de saúde, seguem eficazes para prevenir casos graves e óbitos da doença.

Por isso, o ministério orienta que aqueles com alguma dose atrasada procurem os postos imediatamente, mesmo após o prazo, para atualizar o esquema vacinal. Apenas o ciclo completo – de três doses para todos acima de 12 anos, e quatro para os com mais de 40 – proporciona a proteção elevada contra quadros graves e mortes pela Covid-19.

Cronograma de entregas
De acordo com a Pfizer, até o próximo dia 19 está prevista a entrega de mais 4,4 milhões de doses da vacina bivalente adaptada para a subvariante BA.1 da Ômicron. Junto com as 4,5 milhões enviadas até hoje, serão totalizadas 8,9 milhões de unidades da versão.

Em seguida, o Brasil receberá cerca de 27,4 milhões de doses da outra vacina bivalente, a adaptada para as subvariantes BA.4/BA.5. Com isso, ao longo de dois meses, é esperado que 36,3 milhões de unidades de ambos os imunizantes tenham chegado ao país.

Datas de entrega e total de doses

9 de dezembro (sexta-feira): 1.440.000 (BA.1)

11 de dezembro (domingo): 1.668.400 (BA.1)

12 de dezembro (segunda-feira): 1.440.000 (BA.1)

Até 19 de dezembro (segunda-feira): cerca de 4.400.000 (BA.1)

Até fevereiro: cerca de 27.400.000 (BA.4/BA.5)

Total: cerca de 36.300.000 (8,9 milhões de BA.1 e 27,4 de BA.4/BA.5)

Campanha de vacinação contra poliomielite e outras doenças começa nesta segunda; veja quem deve receber doses

O ‘Dia D’ de mobilização está marcado para 20 de agosto

Estão bem abaixo da meta as vacinas contra a poliomielite (55,97%), tríplice viral (64,02% na primeira dose e 37,30% na segunda), hepatites A e B (52,08% e 59,05%) e rotavírus (55,26%)

Com coberturas vacinais abaixo dos 70%, Pernambuco inicia, nesta segunda-feira (8), as campanhas nacionais contra a poliomielite e multivacinação para atualização da caderneta de menores de 15 anos.

Em Pernambuco, o cenário das coberturas vacinais para as principais vacinas presentes no calendário de rotina dos postos de saúde continua a preocupar.

Ministério da Saúde lança Campanha Nacional de Vacinação
Estão bem abaixo da meta as vacinas contra a poliomielite (55,97%), tríplice viral (64,02% na primeira dose e 37,30% na segunda), hepatites A e B (52,08% e 59,05%) e rotavírus (55,26%). O Ministério da Saúde preconiza que sejam atingidos pelo menos 90% de cobertura, a fim de se alcançar proteção para as doenças que podem ser prevenidas pela imunização.

Mais de 2,4 mil salas de vacinação no Estado estarão mobilizadas, de amanhã a 9 de setembro, para receber mães, pais e responsáveis pelas crianças e adolescentes para atualização da situação vacinal. O “Dia D” de mobilização nacional está marcado para o dia 20 de agosto.

O Programa Nacional de Imunização (PNI-PE) já encaminhou para os municípios pernambucanos cerca de 2 milhões de doses de vacinas para a realização das duas campanhas.

Em Pernambuco, 667.338 crianças com até 4 anos de idade estão aptas a receber a vacina de proteção contra a poliomielite. Para a doença, a vacinação acontece de forma indiscriminada na faixa etária de 1 a 4 anos.

Já na estratégia de multivacinação, a população-alvo são as crianças e os adolescentes menores de 15 anos não vacinados ou com esquemas vacinais incompletos.

A cobertura vacinal dos últimos anos para poliomielite tem preocupado os gestores de saúde. Quando se consideram as crianças menores de 1 ano, Pernambuco tem observado queda expressiva nesses indicadores. Desde o ano de 2019, a taxa de cobertura vacinal começou a ficar abaixo dos 95%, meta preconizada pelo Ministério da Saúde (MS), com 85,6%. Nos anos posteriores, esse índice continuou a cair: 71,7% em 2020 e 67% em 2021.

Poliomielite
“Atualmente, existem dois países endêmicos para poliomielite: Paquistão e Afeganistão. Desde novembro de 2021, foram identificados dois casos do poliovírus selvagem (PVS), um no Malawi e outro em Moçambique, áreas que até então eram consideradas livres da circulação do vírus, demonstrando que não devemos baixar a guarda quando o assunto é vacinação. Todos os países possuem risco de reintrodução de doenças, como é o caso do sarampo no Brasil”, afirma a superintendente de Imunizações do Estado, Ana Catarina de Melo.

Ela destaca que o Brasil não detecta casos de poliomielite desde 1990. Em 1994, o País recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem (PVS).

“Estratégias como funcionamento de salas de vacinação em horário alternativo e, até mesmo, nos fins de semana, assim como pontos volantes de imunização em locais com grande circulação de pessoas são muito bem-vindas para gerar meios de acesso da população aos imunizantes. Já realizamos a distribuição das doses das vacinas e das seringas de aplicação para que os gestores municipais iniciem suas ações, e Pernambuco possa melhorar seus índices de cobertura, a fim de proteger uma importante parcela de nossa população, formada por meninas e meninos abaixo dos 15 anos”, reforça o secretário Estadual de Saúde, André Longo.

A superintendente de Imunizações do Estado, Ana Catarina de Melo, frisa que as vacinas presentes no calendário nacional podem ser administradas de maneira simultânea ou com qualquer intervalo, após a aplicação da vacina contra a covid-19, na população a partir de 3 anos de idade.