Licitações e contratos: os impactos da Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021)

A Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei nº 14.133/2021) representa uma das mais relevantes reformas do direito administrativo brasileiro nas últimas décadas. Ao substituir gradualmente a Lei nº 8.666/1993, o Pregão (Lei nº 10.520/2002) e o RDC, o novo marco busca modernizar as contratações públicas, fortalecer a governança e reduzir riscos de corrupção e ineficiência.

Objetivos centrais da Lei nº 14.133/2021

A nova legislação foi estruturada para responder a problemas históricos das contratações públicas, com foco em:

Planejamento e gestão de riscos

Transparência e controle

Profissionalização da administração pública

Eficiência e economicidade

Segurança jurídica para gestores e contratados

A lógica do “planejar antes de contratar” tornou-se um eixo estruturante do sistema.

Planejamento como etapa obrigatória

Um dos maiores impactos práticos da nova lei é a exigência de planejamento robusto, materializado por instrumentos como:

Estudo Técnico Preliminar (ETP)

Análise de riscos

Termo de referência mais detalhado

Plano de contratações anual

Essa mudança desloca o foco da licitação do ato final para todo o ciclo da contratação, reduzindo improvisos e falhas estruturais.

Novos regimes e modalidades

A Lei nº 14.133/2021 consolidou modalidades e introduziu novidades importantes, como:

Diálogo competitivo, voltado a contratações complexas

Critérios de julgamento mais flexíveis

Ampliação do uso do contrato integrado e semi-integrado

Esses instrumentos permitem soluções mais inovadoras, especialmente em projetos de tecnologia, infraestrutura e serviços especializados.

Fortalecimento da governança e do compliance público

Outro avanço significativo é a valorização da governança nas contratações públicas. A nova lei incentiva:

Estruturas internas de controle

Programas de integridade (compliance)

Segregação de funções

Responsabilização proporcional de agentes públicos

Essas medidas reduzem riscos de responsabilização indevida e aumentam a confiabilidade dos processos licitatórios.

Impactos para empresas contratadas

Para o setor privado, a nova lei traz tanto oportunidades quanto desafios. Entre os principais impactos estão:

Exigência de maior organização documental

Necessidade de compliance e integridade corporativa

Mais previsibilidade contratual

Redução de cláusulas excessivamente genéricas

Empresas preparadas tendem a competir em ambiente mais equilibrado e transparente.

Responsabilização e segurança jurídica

A Lei nº 14.133/2021 redefine parâmetros de responsabilização, buscando afastar punições automáticas e valorizar a análise de dolo, erro grosseiro e boa-fé do agente público. Isso representa um avanço importante na segurança jurídica dos gestores, historicamente expostos a riscos elevados.

Comentário do advogado Adonis Martins Alegre

“A Nova Lei de Licitações promove uma mudança de mentalidade na administração pública. O foco deixa de ser apenas o procedimento formal e passa a ser a governança, o planejamento e a gestão de riscos. Isso fortalece a segurança jurídica tanto do gestor público quanto das empresas contratadas, desde que a lei seja aplicada com técnica e responsabilidade.”, destaca o advogado Adonis Martins Alegre.

Desafios de implementação

Apesar dos avanços, a implementação da nova lei ainda enfrenta obstáculos, como:

Falta de capacitação técnica de servidores

Resistência cultural à mudança

Necessidade de adequação dos órgãos de controle

Curva de aprendizado para empresas e administrações

A transição exige investimento em treinamento, tecnologia e padronização de procedimentos.

Conclusão

A Lei nº 14.133/2021 inaugura um novo paradigma nas licitações e contratos administrativos, pautado por planejamento, governança e integridade. Seus impactos são profundos e tendem a se consolidar à medida que órgãos públicos e empresas se adaptam ao novo modelo.

Como ressalta o advogado Adonis Martins Alegre, a correta aplicação da Nova Lei de Licitações é fundamental para transformar o avanço legislativo em contratações mais eficientes, seguras e alinhadas ao interesse público, promovendo desenvolvimento com responsabilidade e transparência.

Cris Arcangeli é incluída na lista de devedores da Prefeitura de São Paulo, revela colunista

Empresária e ex-Shark Tank tem dívida parcelada inserida em sistema que reúne mais de 140 mil processos fiscais

A renomada empresária Cris Arcangeli, reconhecida por sua participação como investidora no programa Shark Tank Brasil e por sua trajetória de sucesso no setor de beleza e inovação, teve seu nome incluído em uma extensa lista de mais de 140 mil devedores da Prefeitura de São Paulo. Segundo informações do jornal O Dia, este caso faz parte de um projeto de modernização da cobrança de dívidas ativas no município.

Os registros judiciais datam de agosto de 2025 e colocam o processo de Arcangeli no Acordo de Cooperação Técnica nº 085/2024, estabelecido entre o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Prefeitura. Esse acordo resultou no programa Execução Fiscal Eficiente, que centraliza as ações fiscais com parcelamentos ativos em um sistema automatizado.

O que envolve o programa Execução Fiscal Eficiente?

Este projeto foi concebido para lidar com o considerável volume de execuções fiscais que, em muitos casos, permanecem sem movimentação por longos períodos. Com a implementação deste novo sistema, procedimentos como notificações, atualização de valores e gestão de prazos são executados de forma automatizada, trazendo maior eficiência e transparência à cobrança de débitos públicos.

O caso de Cris Arcangeli em destaque

No caso específico da empresária, a dívida foi parcelada, o que implica na suspensão da cobrança judicial enquanto os pagamentos forem realizados dentro do prazo estabelecido. Durante esse período, é vedado protestar ou negativar o nome de Arcangeli. No entanto, qualquer atraso pode reativar o processo, possibilitando a aplicação de medidas como restrição de crédito e protesto em cartório.

A decisão judicial estipula que não serão aceitos pedidos genéricos de movimentação do processo. Dessa forma, a retomada da cobrança, em caso de descumprimento do acordo, é exclusivamente responsabilidade da Prefeitura. Caso não haja andamento dentro do prazo legal, o processo pode ser extinto por prescrição.

Transparência e impacto público

Um dos pilares do programa é a transparência: todas as movimentações estão acessíveis no sistema eletrônico do TJSP, podendo ser consultadas por qualquer cidadão. Isso promove maior visibilidade e confiança no desenrolar dos processos.

A inclusão de nomes conhecidos, como Cris Arcangeli, chama atenção, reforçando que a iniciativa afeta um grande número de contribuintes de maneira uniforme. No caso da empresária, a adesão ao parcelamento demonstra que a situação está sendo tratada dentro dos trâmites legais.

Repercussão na imagem da empresária

Para figuras públicas, questões fiscais podem impactar sua reputação. No entanto, é importante salientar que um débito parcelado não indica inadimplência, contanto que o acordo seja cumprido.

Cris Arcangeli segue ativa em seus empreendimentos e projetos, mantendo uma forte presença nas redes sociais. A inclusão de seu nome na lista não representa uma condenação, apenas um processo administrativo de cobrança em curso.

Reflexões sobre gestão fiscal

Este caso estimula uma reflexão mais ampla acerca da importância da gestão fiscal para empreendedores. Em épocas de instabilidade econômica, é comum que empresários optem por parcelamentos como uma estratégia para manter a regularidade de suas atividades.

A adesão ao programa Execução Fiscal Eficiente é uma alternativa legal que previne sanções mais drásticas e oferece um alívio financeiro a empresas e indivíduos. Para o público em geral, serve como um lembrete de que a organização financeira é crucial para a reputação e a sustentabilidade de qualquer empreendimento.

Kaizen reinventa o estudo e projeta R$ 3 milhões com mentoria personalizada

Victor Cornetta sempre teve um olhar diferente sobre a forma de aprender. Não se tratava de passar horas estudando ou decorar conteúdos, mas de entender como o conhecimento se conectava e o que realmente fazia sentido em cada etapa do processo. Ainda no colégio, ele já organizava seus estudos com clareza, associando conteúdos passados aos novos e criando uma lógica própria de aprendizado simples, funcional e eficiente.

Mesmo sem ser o aluno que vivia mergulhado nos livros, seus resultados surpreendiam. Enquanto muitos se desgastavam tentando dar conta de tudo, Victor usava o tempo de forma estratégica, equilibrando rotina, foco e vida pessoal. O que parecia apenas uma visão prática da rotina, com o tempo, se revelou como a origem de uma metodologia.

Da engenharia à educação

Durante a graduação em Engenharia Civil pela UFRN, essa forma de pensar ganhou contornos mais nítidos. Dando aulas particulares para alunos do ensino médio, Victor percebeu que o problema não era apenas a dificuldade com o conteúdo. O maior desafio era o aluno não entender como ele próprio aprendia. “Não era só a matéria. O que mais atrapalhava os estudantes era não ter clareza sobre o próprio processo de aprendizagem”, lembra.

Depois de formado, ele aprofundou seus estudos com uma pós-graduação em Tendências Educacionais, o que consolidou os fundamentos da metodologia que ele viria a aplicar com os alunos da Kaizen.

Uma mentoria com DNA de estratégia

Entre uma explicação e outra, ele identificou três padrões: falta de visão sobre o processo de aprendizagem, ausência de estratégia personalizada mesmo nas aulas individuais que, em vez de promover autonomia, gerava dependência. Ele então enxergou a chance de criar um modelo inovador. Em vez de repetir fórmulas prontas, sua proposta foi desenvolver uma mentoria com método, de escuta ativa e construção de confiança.

Foi esse movimento que deu origem à Kaizen, a mentoria que fundou em 2018 com investimento próprio, vindo de uma fonte pouco convencional: sua passagem como jogador profissional de pôquer.

A Kaizen nasceu da pergunta que guiava sua trajetória desde o colégio “Se já estou ensinando a matéria, por que não ensinar o aluno a estudar também?” Essa foi a pergunta que moveu Victor, na época professor de aulas particulares, a repensar o modelo tradicional de ensino. Percebendo que estava apenas remediando problemas de desempenho escolar, o especialista em educação desenvolveu uma metodologia inovadora que deu origem à Kaizen Mentoria.

Expansão e tecnologia

Em 2021, a Kaizen se estruturou de forma mais robusta. Desde o início, Victor contou com a parceria de Gustavo Peralba, engenheiro civil e cofundador da empresa, presente desde sua fundação, em 2018. Juntos, idealizaram uma mentoria que unisse estratégia, tecnologia e personalização.

Nos anos seguintes, chegaram Arthur Marques, Frederico Von Sosten e Guilherme Fortes, que hoje compõem a diretoria. Guilherme atua como diretor de expansão, Frederico e Arthur são responsáveis pela área pedagógica. Todos compartilham da mesma visão: a educação precisa ser transformadora, e exige conexão real com cada aluno.

Atualmente, a startup acompanha mais de 300 alunos em 10 estados brasileiros, com presença nas principais capitais do Sudeste e Nordeste. A projeção é atingir R$ 3 milhões em faturamento até o fim de 2025.

Confiança como método

Para Victor, a métrica mais relevante é a constância que acontece a cada encontro. Mas os dados também são muito importantes, por exemplo, na planilha de metas, construída durante a mentoria em conjunto com o estudante, o aluno sabe exatamente o que tem que cumprir a cada encontro e a sua família consegue acompanhar o desenvolvimento educacional.

Quando o aluno cumpre as suas metas semanais e ver que é possível tirá-las do papel, isso gera confiança, autonomia e tranquilidade para aproveitar o seu tempo livre.

Com rotinas que cabem na vida real, uma mentoria que escuta antes de planejar e um time que caminha junto, a Kaizen não ensina só a estudar, ensina a construir confiança, dia após dia, e essa é a jornada que Victor Cornetta escolheu seguir.

Sobre
Fundada em 2018, a Kaizen é uma startup de educação com foco em mentorias personalizadas para estudantes do Ensino Fundamental ao Superior. Combinando orientação acadêmica, personalização de estudos e tecnologia, a empresa já atendeu milhares de alunos em diversas regiões do país, promovendo autonomia, estrutura e desempenho.

Suíça celebra união histórica no 1º de agosto e comunidade comemora data no Brasil e em Recife

No dia 1º de agosto, a Suíça celebra seu feriado nacional em homenagem à assinatura da Carta Federal de 1291, marco da fundação da Confederação Suíça. O documento selou um pacto de auxílio mútuo entre as regiões de Uri, Schwyz e Unterwalden, simbolizando a união que deu origem ao país moderno. Este momento é lembrado como o nascimento oficial da Suíça, reafirmando os valores de solidariedade, autonomia e cooperação entre os cantões suíços.

A data é comemorada anualmente dentro e fora do território suíço com eventos cívicos, fogos de artifício e manifestações culturais que reforçam o orgulho nacional e a identidade helvética.

No Brasil, a Festa Nacional da Suíça é celebrada em várias cidades com o apoio das representações diplomáticas, consulados e associações suíças. Os eventos reúnem membros da comunidade suíça, descendentes, amigos do país e autoridades locais, promovendo o fortalecimento dos laços entre os dois países.

Celebração no Recife

Na capital pernambucana, a comemoração de 2025 será realizada no dia 1º de agosto, a partir das 19h, no espaço Seu Boteco, localizado na Avenida Alfredo Lisboa, s/n, bairro do Recife Antigo. O evento é organizado pelo Cônsul Honorário da Suíça no Recife, Rodolfo Fehr, em parceria com a Sociedade Beneficente Suíça.

A programação inclui atrações culturais, gastronomia típica suíça e momentos de confraternização entre os participantes. A participação é mediante aquisição de convites. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (81) 99472-9308.

Olinda Aberta: Festival celebra a memória, a cultura e a criatividade no coração do Sítio Histórico

No sábado, 10 de maio de 2025, das 10h às 22h, o Sítio Histórico de Olinda será palco de uma ocupação vibrante e plural com a realização do Festival Olinda Aberta — uma iniciativa da Associação dos Empreendedores e Amigos e Moradores do Sítio Histórico de Olinda, em parceria com coletivos culturais e moradores locais.

Com o tema “Resgatando Memórias”, o festival convida moradores, turistas e amantes da cidade a viver um dia inteiro de celebração à memória afetiva, ao patrimônio cultural e à força criativa de Olinda. Serão cerca de 100 espaços participantes e uma estimativa de 300 atividades simultâneas, movimentando 11 ruas do centro histórico com música, teatro, feiras, arte, trilhas guiadas, experiências sensoriais, oficinas e ações educativas.

Entre as atrações, também haverá oficinas voltadas para o público infantil, com atividades de artes em geral como pintura, cerâmica e escultura, além de aulas de capoeira, teatro e dança, reforçando o compromisso do festival com a formação cultural e a inclusão de todas as idades na programação.

A expectativa é atrair mais de 15 mil pessoas em um único dia, promovendo impacto direto na economia local e fortalecendo os laços comunitários. Todo o evento será realizado com base em uma curadoria colaborativa, com protagonismo dos próprios moradores, artistas, guias e empreendedores da cidade.

🎭 Cultura, Economia Criativa e Cuidado com a Cidade

O Festival Olinda Aberta está estruturado em quatro grandes eixos: Cultura e Patrimônio, Economia Criativa e Turismo Sustentável, Cidade e Comunidade, e Tecnologia e Inovação Social. A programação valoriza a produção artística local e o uso simbólico dos espaços históricos de forma inclusiva e acessível.

A iniciativa também conta com apoio de instituições públicas e privadas, e está sendo organizada com diálogo direto com os moradores e empreendedores locais. Um plano de mobilidade com foco no direito de ir e vir será colocado em prática, garantindo o acesso a quem estiver hospedado ou com reservas em restaurantes, além de ações educativas e informativas nas ruas e redes sociais.

🏛️ Patrimônio Vivo: Museus Abertos e Passaporte Cultural

Entre os destaques da programação, está a proposta de abertura gratuita do Museu Regional de Olinda e das Igrejas da Cidade. Para os portadores do passaporte oficial do evento, que será distribuído a um valor simbólico de R$ 20,00 durante o festival, haverá uma série de benefícios nos espaços e experiências participantes.

SERVIÇO:
📍 Festival Olinda Aberta
🗓️ 10 de maio de 2025, das 10h às 22h
📌 Sítio Histórico de Olinda (11 ruas, dezenas de imóveis e praças ocupadas)
🎫 Atividades gratuitas e pagas – Passaporte disponível nos pontos oficiais

Contato para imprensa e influenciadores:
📩 [email protected]
📞 (81) 99928-6808 – Victor Castelo Branco
🔗 Instagram: @olindaaberta
📍 Site: olindaaberta.com

Projeto Mão na Massa, da Asa Indústria, retoma atividades em 2025 com mais vagas e novas turmas

A Asa Indústria, em parceria com a Casa Zero, segue firme em sua missão de transformar realidades por meio do Projeto Mão na Massa. Iniciada em 2024, a parceria impactou diretamente 182 pessoas em situação de vulnerabilidade social, promovendo qualificação profissional e desenvolvimento de habilidades práticas, com foco na inserção no mercado de trabalho e no empreendedorismo. Agora, em 2025, a iniciativa se renova e se expande, buscando alcançar ainda mais pessoas, inclusive familiares e amigos dos colaboradores da Asa.

Em números, o ano de 2024 foi marcante: foram realizadas 8 turmas com um total de 160 horas de formação, atendendo mais de 20 comunidades e impactando indiretamente mais de 728 pessoas. O sucesso do projeto motivou a ampliação das ações para este ano, com mais vagas e novas oportunidades de formação.

Turmas de 2025:

Ao longo de 2025, o projeto oferecerá quatro novas turmas divididas entre cursos de culinária e habilidades comportamentais (soft skills), somando 80 vagas.
As aulas acontecerão na Casa Zero, espaço parceiro localizado na Rua do Bom Jesus, nº 237, Recife Antigo.

Confira o calendário:

Culinária com Vitamilho

22 a 25 de abril | 9h30 às 13h30

Habilidades Comportamentais

05 a 09 de maio | 9h30 às 13h30

11 a 15 de agosto | 9h30 às 13h30

Culinária com Palmeiron

13 a 17 de outubro | 9h30 às 13h30

Os cursos de culinária apresentam receitas práticas utilizando produtos das marcas
Vitamilho e Palmeiron, aliadas a conteúdos como segurança alimentar, precificação e
apresentação de pratos. Já as turmas de habilidades comportamentais oferecem noções de logística, produção e administração, essenciais para quem deseja empreender ou conquistar uma vaga no mercado formal.

“Ver esse projeto crescer e alcançar tantas pessoas é um enorme motivo de orgulho para a Asa. Acreditamos no poder da educação e na transformação social através da oportunidade. O Mão na Massa é uma prova de que empresas e comunidades podem construir juntos um futuro mais justo e promissor,” destaca Franklin Almeida, diretor de Gente e Gestão do Grupo Asa.

Inscrições abertas

A Casa Zero é responsável por todo o processo de inscrições, que são realizadas de forma online pelo Instagram da instituição: @nacasazero. As turmas são divulgadas previamente ao longo do ano, e as vagas são limitadas.

Para Fábio Silva, CEO da Casa Zero, “a renovação da parceria é sinal claro de que estamos no caminho certo. É emocionante ver o impacto real nas comunidades e saber que estamos gerando renda, autoestima e perspectiva de futuro para tantas famílias.”

Com o olhar voltado para o futuro, o Projeto Mão na Massa se consolida como um exemplo de iniciativa social que alia cidadania, formação e inclusão, com o objetivo de construir pontes para um Brasil com mais oportunidades para todos.

Nova fase da Operação Farra do INSS tem foco em assessorias

A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deve deflagrar nesta semana a segunda fase da Operação Farra do INSS. O foco agora será escritórios de assessoria empresarial, jurídica e de contabilidade. O objetivo é apurar como essas assessorias atuavam e se tinham conhecimento das fraudes praticadas.

A PF vai investigar, por meio de nova operação de busca e apreensão, se esses escritórios tiveram participação em crimes de lavagem de dinheiro ou em práticas semelhantes. A estratégia, porém, gera questionamentos sobre os riscos de prejuízos irreversíveis à reputação antes da conclusão das investigações.

Manobra do Corinthians para suspender dívidas pode ser derrubada pela Justiça

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo retomou nesta quarta-feira (19) o julgamento do agravo interno cível interposto pela PixStar contra a decisão da Presidência do TJ-SP, que, em 27 de novembro de 2024, deferiu ao Sport Club Corinthians Paulista o Regime Centralizado de Execuções (RCE), previsto na Lei 14.193/2021.

A medida permite a centralização do pagamento das dívidas do clube, suspendendo execuções individuais movidas por credores. Durante a sessão, após o voto da Presidência pelo desprovimento do agravo, a Desembargadora Luciana Bresciani abriu divergência, acolhendo os argumentos da PixStar e votando pelo provimento do recurso.

Segundo a magistrada, a Lei 14.193/2021 criou a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e condicionou o acesso ao RCE à constituição desse modelo jurídico, o que não ocorreu no caso do Corinthians.
A Desembargadora destacou que não é possível dissociar o RCE da criação de uma SAF sem comprometer garantias legais dos credores.

Como exemplo, mencionou o artigo 10 da lei, que determina a transferência de receitas da SAF para pagamento de credores, e o artigo 20, que permite a conversão de dívidas em ações da SAF. Para Bresciani, sem a constituição da SAF, essas garantias deixam de existir, prejudicando credores. O posicionamento da Desembargadora já foi acompanhado por outros magistrados, levando o Desembargador José Jarbas de Aguiar a solicitar a retirada do processo da pauta para nova deliberação na próxima sessão do Órgão Especial do TJ-SP.

Caso a maioria dos 25 desembargadores siga a divergência, o pedido de centralização das execuções movidas contra o Corinthians será indeferido, reativando as cobranças individuais dos credores. Nelson Wilians, advogado da PixStar, ressaltou que “o voto da Relatora reforça a necessidade de interpretar a Lei 14.193/2021 de maneira sistêmica e teleológica, garantindo a intenção original do legislador: proteger os credores de manobras que poderiam permitir que clubes evitassem o pagamento de dívidas”.

Para o advogado, na prática, “o Corinthians buscou os benefícios do Regime Centralizado de Execuções sem se transformar em SAF, utilizando-se de uma interpretação ampliada da Lei 14.193/2021 para suspender execuções e organizar suas dívidas. Caso a tese da Desembargadora Bresciani prevaleça, essa estratégia será inviabilizada e o clube poderá enfrentar um cenário mais complexo para a gestão de seus passivos”.

“O desfecho do julgamento será decisivo para definir a possibilidade de clubes sem SAF utilizarem o RCE e promete impactar significativamente o cenário jurídico e financeiro do futebol brasileiro”, afirma Wilians.

Agravo Interno nº 2364688-24.2024.8.26.0000

No último dia em cartaz, ‘Ocupação Lia de Itamaracá – Paço do Frevo’ debate racismo na Cultura Popular

Em seu último dia em cartaz no Paço do Frevo, a Ocupação Lia de Itamaracá — que exalta o universo simbólico e a trajetória de uma das mais importantes mestras da cultura popular brasileira — promoverá a roda de diálogo “O Racismo na Cultura Popular – Reflexões e Proposições”. Será nesta quarta-feira, 21 de junho, a partir das 15h, com a presença de Lia no museu, onde estarão reunidos em debate representantes do meio cultural, acadêmico, político e da gestão pública. Os interessados devem se inscrever por meio de formulário, neste link. O catálogo da exposição já está sendo distribuído de forma gratuita aos visitantes do Paço. 

O encontro estava agendado para a última quarta (14), mas precisou ser remarcado por conta das fortes chuvas no Recife e na região metropolitana.

Para a roda de diálogo, estão confirmadas as presenças de Lia de Itamaracá; do seu produtor e empresário, Beto Hees; de Fabiano Santos, presidente da União dos Afoxés de PE e do Afoxé Alafin Oyó, membro da comissão de Cultura da OAB; e Geisa Agrício, gerente de Comunicação do Paço do Frevo. A mediação será de Michelle de Assumpção, curadora da Ocupação Lia de Itamaracá e autora de sua biografia.

“O racismo que Lia enfrentou ao longo da vida também é um tema esmiuçado na Ocupação Lia de Itamaracá – Paço do Frevo. Práticas racistas explícitas, por exemplo, permeiam em um recorte de jornal de 1973, que descreve pela 1ª vez a existência de Lia de Itamaracá, até então conhecida em todo país como personagem de uma famosa ciranda, intitulada ‘Quem me deu foi Lia’, lançada na voz de Teca Calazans, em 1969. ‘Escurinha’, ‘boneca de piche’ e ‘empregadinha’ são alguns dos adjetivos utilizados pelo jornalista que escreve a matéria, revelando a naturalização do racismo que hoje configura crime. A roda de diálogo é um convite à troca de experiências, reflexões e proposições que precisam ser feitas para encararmos o problema do racismo estrutural brasileiro e deixarmos no legado da mostra uma contribuição para esse debate, sob o ponto de vista da cultura popular, que é feita por mãos, corpos e vozes negras”, diz Michelle de Assumpção.

“Eu sempre encarei de frente o racismo, ele sempre existiu, mas eu nunca baixei minha cabeça. E é o que digo a todas que enfrentam esse problema: seja mais você, se fortaleça e encare”, reflete Lia de Itamaracá, que chega a tratar do assunto em entrevistas que foram levadas à mostra, no Paço do Frevo.

O CATÁLOGO – O catálogo da exposição foi construído a partir dos eixos que nortearam a própria Ocupação, que compreendem o Território, a Casa, a Raça e a Trajetória da artista. Lia de Itamaracá, a ilha que a gestou, de onde sai para o mundo e para onde sempre retorna, é o fio condutor dessa história que deixa o registro de todo o processo da mostra. A publicação é composta por fotos do espaço expositivo e por retratos da artista feitos pelo fotógrafo Ytallo Barreto, que tem acompanhado de perto a trajetória de Lia. Traz ainda uma série de textos sobre a cirandeira, não apenas celebrando um importante momento da sua carreira, mas constituindo uma memória de sua longeva e fascinante história de vida e obra.

A EXPOSIÇÃO  Já visitada por cerca de 30 mil pessoas desde o dia 21 de março, a ‘Ocupação Lia de Itamaracá – Paço do Frevo’ celebra a terra, o mar, os sons e todo o universo de uma das maiores artistas da música popular brasileira. A exposição é um tributo e um reconhecimento à trajetória de uma artista cuja vida e obra vêm seduzindo gerações e fortalecendo a identidade do povo pernambucano a partir da Ciranda e de outros gêneros da cultura popular. Traz documentos, figurinos, objetos pessoais, fotografias, mobiliários e diversos recursos audiovisuais, como videoclipes e imagens recentes de apresentações da artista pelo mundo. 

Com o patrocínio do Itaú, da Rede e o apoio cultural e financeiro do Itaú Cultural, a exposição tem a realização do Paço do Frevo e do Centro Cultural Estrela de Lia. A entrada se dá através do ingresso do museu, que custa R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia), com gratuidade às terças-feiras.

PAÇO DO FREVO – Reconhecido pelo IPHAN como centro de referência em ações, projetos, transmissão, salvaguarda e valorização de uma das principais tradições culturais do Brasil, o Frevo. Patrimônio imaterial pela UNESCO e pelo IPHAN, o Frevo é um convite à celebração da vida, por meio da ativação de memórias, personalidades e linguagens artísticas, que no Paço do Frevo encontram seu lugar máximo de expressão, na manutenção de ações de difusão, pesquisa e formação nas áreas da dança e da música, dos adereços e das agremiações do Frevo.

O Paço do Frevo é uma iniciativa da Fundação Roberto Marinho, com realização da Prefeitura do Recife, por meio da Fundação de Cultura da Cidade do Recife e da Secretaria Municipal de Cultura e a gestão sob o Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG). Por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, tem o patrocínio master do Instituto Cultural Vale, o papel de mantenedor do Grupo Ultra, patrocínio do Banco Itaú e da White Martins. Conta com o apoio do Grupo Globo, Pernambucanas, Rede e Valgroup.

SERVIÇO

Roda de Diálogo “O Racismo na Cultura Popular, Reflexões e Proposições” Quarta-feira, 21 de junho, às 15h

Inscrições gratuitas através deste link  

Paço do Frevo – Praça do Arsenal da Marinha, s/n, Bairro do Recife, Recife
Horários: Terça a sexta, 10h às 17h | Sábado e domingo, 11h às 18h
Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia) – entrada gratuita às terças-feiras
*Confira aqui a política de gratuidade do museu

São João: profissionais alertam sobre riscos e cuidados com queimaduras

A Sociedade Brasileira de Queimadura alerta que, em um ano, cerca de um milhão de pessoas são acometidas por queimaduras acidentais. Entre esses casos, apenas 10% procuram atendimento médico. Ao todo, 70% dos acidentes acontecem dentro de ambientes internos e domiciliares.

Neste mês é celebrada a campanha de junho laranja, com o intuito de conscientizar a população e as autoridades sobre os riscos de acidentes com queimaduras e os traumas que podem ser causados. A médica e facilitadora do Centro de Simulação da FPS (CSim), Danielle Teti, explica que a população mais acometida são os homens jovens, de 19 até 59 anos. No entanto, o risco maior é para crianças e idosos.

Com a chegada das festas juninas, o número de queimaduras cresce. Segundo a médica, 95% das queimaduras no mundo acontecem em países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos, ou seja, apenas 5% em países desenvolvidos. “Isso reforça o hábito de investir em prevenção e orientação da população. Uma sociedade com mais informação vai ser menos atingida”, completa.

ORIENTAÇÕES – Entre as recomendações, sempre que for acender um fósforo, o ideal é fazê-lo longe do rosto para evitar que a chama chegue ao cabelo ou sobrancelha. Além disso, ao acender uma vela, não estar perto de produtos inflamáveis, tecidos, solventes, etc”, explica Danielle.

Além disso, mais uma orientação é manter as crianças longe da cozinha. Quando for preparar as comidas típicas, direcionar os cabos das panelas para área do fogão e não manipular álcool, querosene, gasolina ou qualquer líquido inflamável perto do fogo. Devido à tradição de fogueiras, a médica indica fazer uma menor e longe de árvores, papel e de produtos inflamáveis.

Outro ponto de atenção são os fogos.“Sabemos que nessa época do ano é tradição o uso de fogos de artifício. Por segurança, evitem. Eles são o grande perigo para quem manuseia de forma inapropriada ou inexperiente. Por isso, evitá-los previne incêndios e outros acidentes trágicos como queimaduras, cortes, surdez e perda de visão”, orienta a tutora de Enfermagem da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), Rubiane Souza.

O QUE FAZER – Mas, se por um acaso esse acidente vier a acontecer, o que pode ser feito? Danielle Teti orienta colocar a área queimada embaixo de uma água corrente fria, com um jato suave, por aproximadamente 10 minutos. “Se o acidente ocorrer em um local que possa gerar alguma contaminação (com insetos, poeiras, etc), cobrir com um pano limpo e úmido”, completa.

Rubiane também explica que não se deve colocar abrasivos como creme dental, nem temperos, itens culinários ou pós, como talcos. Em casos mais graves, em queimaduras decorrentes de combustíveis (gasolina, querosene, álcool) utilizados em substituição ao gás de cozinha também têm causado grande preocupação e lotação dos serviços que realizam atendimento de queimados. Para queimaduras de grande extensão, o recomendado é não tocar na queimadura com as mãos, estourar as bolhas ou retirar tecidos que estão em cima do local. Neste último caso, Danielle orienta ir a um hospital para remover com auxílio médico e uso de anestesia.

Acontecendo um acidente, você pode chamar o Samu no número de telefone 192 para que ele desloque o acidentado até um hospital onde o paciente será assistido, tratado de forma adequada de acordo com a gravidade da queimadura”, orienta a médica.

No CSim, são ministrados cursos de primeiros socorros com orientações do que se fazer durante um acidente, desde retirar a vítima do local, fazer uma abordagem para ver a gravidade da situação e encaminhar para um serviço de saúde. “Nós ensinamos o indivíduo a estabilizar, limpar, ajudar o paciente a sair daquele momento crítico e encaminhar para um serviço de urgência o mais rápido possível de forma segura, em todo o processo pré-hospitalar”, explica a facilitadora.