Deputado Estadual Nino de Enoque Fortalece Parceria com o ITERPE em Visita ao Diretor Presidente Henrique Queiroz

O deputado estadual Nino de Enoque visitou o Instituto de Terras e Reforma Agrária de Pernambuco (ITERPE), onde conversou com o diretor Henrique Queiroz assuntos como a área da barragem Engenho Pereira e uma emenda parlamentar para fortalecer o ITERPE e apoiar a agricultura familiar.

A parceria visa impulsionar o investimento no campo e beneficiar comunidades rurais, fortalecendo o compromisso mútuo com o desenvolvimento sustentável da agricultura em Pernambuco.

21ª edição da Parada da Diversidade de Pernambuco acontece dia 18 setembro, na Avenida Boa Viagem

O Fórum LGBT de Pernambuco, uma das entidades responsáveis pela Parada da Diversidade do estado, confirma a realização da 21ª edição da festividade. O evento, que durante a pandemia foi realizado em formato virtual, já tem data marcada: 18 de setembro de 2022, na Avenida Boa Viagem, Zona Sul do Recife.

Essa será a 21ª edição da Parada da Diversidade de Pernambuco, que espera colorir a Avenida Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, esperando cerca de 500 mil pessoas. A concentração da parada acontece no Parque Dona Lindu, a partir das 8h, onde serão realizadas falas políticas e apresentações artísticas. O desfile dos trios elétricos está previsto para iniciar às 13h, sentido Padaria Boa Viagem. A programação será divulgada na próxima semana.

Com o tema “Nosso corpo é político e nosso voto é por direitos LGBT”, a parada deste ano busca debater com a população a respeito das eleições que acontecem em outubro, quando o eleitorado brasileiro irá às urnas escolher seus representantes.

Raquel Lyra garante R$ 1,7 bilhão em ato com o presidente Lula

Ao lado do presidente Lula, governadora assinará contrato de empréstimo com a Caixa para obras de infraestrutura e saneamento

Dois dias após reunir-se em Pernambuco com os ministros da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, a governadora Raquel Lyra (PSDB) estará nesta quarta-feira (12/07) em Brasília.

Junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assinará contrato de empréstimo com a Caixa Econômica Federal para o Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa). A operação, segundo o Estado, envolve R$ 1,7 bilhão, verba que será destinada a saúde, mobilidade, água e habitação.

O ato está marcado para as 15h, no Palácio do Planalto, e deve contar com a presença dos ministros das Cidades, Jader Filho; e de Relações Institucionais, Alexandre Padilha; da presidente da Caixa, Rita Serrano, e dos dois senadores do PT de Pernambuco, Humberto Costa e Teresa Leitão.

O gesto sinaliza a disposição de o presidente estreitar os laços com Raquel Lyra, que no segundo turno das últimas eleições preferiu não anunciar em quem votaria para a Presidência da República.

Este será o segundo crédito que o Estado garante junto a bancos nacionais depois que a Assembleia Legislativa autorizou, em maio, o Poder Executivo a contrair empréstimos de até R$ 3,4 bilhões com instituições financeiras nacionais e internacionais.

Na última visita de Lula a Pernambuco, no início de junho, a governadora assinou um contrato de financiamento de R$ 900 milhões junto ao Banco do Brasil para obras de infraestrutura.

Na ocasião, Raquel Lyra anunciou que as rodovias estaduais seriam prioridade, entre elas a PE-15, que liga os municípios de Olinda, Paulista e Abreu e Lima, e a PE-33, no Cabo de Santo Agostinho, facilitando o acesso ao câmpus da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e ao Instituto Federal de Pernambuco (IFPE).

A formalização do empréstimo, que teve a participação da superintendente do Banco do Brasil em Pernambuco, Ana Paula Matos, aconteceu durante a cerimônia de relançamento do Programa Farmácia Popular, no Compaz Ariano Suassuna, na Zona Oeste do Recife.

Na segunda-feira, depois de sobrevoar os 15 municípios da Mata Sul em situação de emergência, em decorrência do volume de chuva da semana passada, a governadora recebeu os ministros Waldez Góes e Wellington Dias no Palácio do Campo das Princesas.

Agradeceu a agilidade do Governo Federal em reconhecer o estado de emergência e, consequentemente, liberar carros-pipa, para facilitar a limpeza nos municípios, e cestas básicas.

O Estado solicitou cinco mil cestas e 3.800 já haviam sido liberadas até a segunda-feira (10/07). No mesmo encontro, a governadora reforçou a importância de máquinas e equipamentos do Exército para ajudar no desbloqueio de rodovias.

Raquel Lyra também cobrou da União a conclusão de quatro barragens para evitar enchentes na Mata Sul: as barragens de Panelas II e de Gatos, que já têm convênio pactuado com o Ministério da Integração para a finalização das obras, e a inclusão nas listas de ações de infraestrutura das barragens de Igarapeba e de Guabiraba. Na região, apenas a de Serro Azul foi concluída.

O secretário de Recursos Hídricos, Almir Cirilo, aproveitou para registrar a importância de outras duas barragens no Agreste pernambucano, nos municípios de Correntes e Canhotinho.

Primeiro ato de Lula garante Bolsa Família, desoneração sobre combustíveis e revoga decretos

Presidente eleito assinou decretos e medidas provisórias ainda na noite deste domingo (1º)

O dia primeiro de janeiro não foi marcado apenas pela posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Em seu primeiro ato como presidente da República, ele assinou uma série de medidas provisórias (MPs) e decretos.

Entre as principais ações realizadas, está a medida que garante o pagamento de R$ 600 às famílias que recebem o Auxílio Brasil – que voltará a se chamar Bolsa Família -; a prorrogação por 60 dias da isenção de tributos federais dos combustíveis; e a reavaliação pela Controladoria Geral da União (CGU), em até 30 dias, de sigilos indevidos.

Os atos realizados pelo presidente eleito cumprem os compromissos assumidos por ele durante todo o período eleitoral, inclusive a busca por derrubar os sigilos impostos em documentos públicos criados no governo de Jair Bolsonaro.

As medidas provisórias são instrumentos que têm força de lei assim que são publicadas no Diário Oficial da União. Apesar disso, elas precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional para que assim se tornem legislações definitivas.

Combate ao armamento
Além das principais MPs, o atual presidente assinou, ainda, outra medida que tem o objetivo de organizar a Presidência da República e os ministérios, e também decretos, entre eles, o que reestrutura a política de controle de armas no país, com o objetivo de ampliar a segurança da população brasileira.

O decreto reduz o acesso às armas e munições e suspende o registro de novas armas de uso restrito de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) e suspende as autorizações de novos clubes de tiro até a edição de nova regulamentação.

Entre as restrições estabelecidas pelo decreto assinado pelo presidente Lula, estão a proibição do transporte de arma municiada, a prática de tiro desportivo por menores de 18 anos e a redução de seis para três na quantidade de armas para o cidadão comum, entre outras.

Pela assinatura do decreto, o presidente instalou a criação de um grupo de trabalho que terá 60 dias para apresentação de uma proposta de nova regulamentação do Estatuto do Desarmamento.

Compromisso ambiental
O meio ambiente também recebeu atenção no primeiro dia do governo Lula. O presidente eleito assinou um decreto que reestabelece o combate ao desmatamento na Amazônia, no Cerrado e em todos os biomas brasileiros. A ação concede ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) mais autonomia para atuação.

O despacho presidencial estabelece que o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima que apresente, em 45 dias, uma proposta de nova regulamentação para o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Um outro decreto assinado reestabelece o Fundo Amazônia e viabiliza a utilização de R$ 3,3 bilhões em doações internacionais para combater o crime ambiental na Amazônia.

Ainda por meio de decreto, Lula revogou a medida do governo de Jair Bolsonaro que incentivava o garimpo ilegal na Amazônia, em terras indígenas e em áreas de proteção ambiental.

Outras assinaturas
O presidente eleito assinou ainda outros decretos neste domingo. Entre eles, um despacho que determina aos ministros o encaminhamento de propostas que retirem do processo de privatização empresas como Petrobras, Correios e EBC; um outro que determina à Secretaria-Geral a elaboração de proposta de recriação do programa Pró-catadores; e o decreto que estabelece ao Ministério do Meio Ambiente a proposta de nova regulamentação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Lula é empossado pela terceira vez presidente do Brasil

Luiz Inácio Lula da Silva foi empossado, neste domingo (1º), presidente do Brasil pela terceira vez, dois meses depois de vencer Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais.

Lula, de 77 anos, que pronunciou seu “compromisso constitucional” no Congresso Nacional, em Brasília, terá o desafio de unir uma sociedade profundamente polarizada.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu ao palco do “Festival do Futuro”, no fim da noite desse domingo (1º), após participar de um jantar no Itamaraty. Ao lado da primeira-dama, Janja, ele iniciou seu discurso agradecendo: “Obrigado por vocês existirem”.

O festival foi uma série de shows organizados pela primeira-dama para o dia da posse, e contou com a presença de vários artistas, que deram voz a gritos de protestos em favor da democracia, como Maria Rita, Pabllo Vittar, Martinho da Vila e Valesca Popozuda.

Aplausos
Acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin e da primeira-dama, Lula chegou ao Festival do Futuro às 23h. Antes de o presidente falar, ouviu um discurso de dez minutos do poeta popular Antônio Marinho, de São José do Egito (PE), que relatou as dificuldades e as superações do povo nordestino.

A participação no festival encerrou, de maneira informal, a maratona de desfiles, discursos, assinaturas e recepções, no mais próximo contato dele com o povo que lotou a Esplanada para a posse e permaneceu no local para o evento musical.

— Eu queria, em nome do Geraldo Alckmin, da Lu, da Janja e de todas as pessoas que trabalharam para que esse evento pudesse ser realizado (…), obrigado por vocês existirem. Obrigado por vocês fazerem o que fizeram. Eu digo todo santo dia: tenho certeza que tem o dedo de Deus na minha cabeça, porque não é possível passar pelo que eu passei, sofrer o que sofri, e por causa de vocês estou aqui outra vez subindo a rampa do Palácio do Planalto — disse o presidente.

Por diversas vezes, o público interrompeu as falas para aplaudir o presidente e cantar o coro “Olê, olê, olá, Lula”, que caracteriza as campanhas eleitorais do presidente desde o fim dos anos 1980.

Assunto presente em seus dois discursos anteriores no dia da posse, Lula voltou a defender que mulheres ganhem salários de igual patamar com homens que ocupam o mesmo cargo, ou desempenhem a mesma função.

— Agradeço sobretudo às queridas companheiras mulheres; se preparem porque uma de nossas conquistas será garantir que a mulher terá o direito de ganhar o mesmo salário quando exercer o mesmo trabalho que um homem. Que a mulher tem que fazer política, decidir o destino deste país, e que a mulher tem que estar onde ela quiser, fazendo o que ela quiser — disse o petista.

— Para agradecer a vocês, às mulheres, eu vou dar um beijo na Janja! Só não pode ser muito, porque o presidente e a primeira-dama não podem beijar muito em público — brincou Lula.

Em seguida, o petista ainda incentivou seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), a beijar a mulher, Lu Alckmin.

— Ô Geraldo, quer dar um beijo na Lu, Geraldo? — completou, aos risos.

— Esse meu boy é demais! — encerrou Janja.

Janja falou um pouco antes de deixar o palco. “Aproveitem a festa. A alegria tomou posse e não vai sair daqui mais”, declarou. No fim, ainda brincou: “Esse meu boy [o presidente Lula] é demais”.

Após Lula, Janja e Alckmin saírem, houve uma pane elétrica que interrompeu o fornecimento de energia para o palco, por volta das 23h20. Às 23h50, os shows recomeçaram.

Manifestações populares
O dia de shows nos palcos Elza Soares e Gal Costa começou com um cortejo de manifestações populares e com um show intitulado “Brasília de Todos os Ritmos”, que reuniu artistas da cidade. A diversidade de artistas e estilos musicais encontrou “convergência” na promoção dos encontros. Nenhum artista subiu sozinho ao palco.

Margareth Menezes cantou com o grupo Baianasystem. E Gaby Amarantos convidou Aíla, Kâe Guajajara e Jaloo para participarem do seu show.

O primeiro show a ser transmitido ao vivo foi o do pastor evangélico Kleber Lucas, com a participação de Clóvis Pinho, Leonardo Gonçalves, Mn Mc e Sarah Renata. Eles cantaram louvores religiosos. A apresentação começou com uma declaração da cantora Sarah Renata.

— O próprio Jesus nos deu uma dica de como identificar quem são os verdadeiros seguidores de Cristo. A Bíblia diz assim: ‘Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros’ [João 13:35]. Então, a ‘régua’ de Cristo é o amor, não o moralismo. Se você vir por aí, ainda que seja em nome de Deus e da família tradicional brasileira, exclusão, racismo e violência, essa não é a ‘régua’ de Cristo. Ela é o amor. — disse a cantora, antes de começar a cantar o louvor gospel “Renova-me”, da bolsonarista Aline Barros.

Antes da parada para a cerimônia oficial da posse de Lula, a cantora, compositora e ativista indígena Kaê Guajajara subiu ao palco para dar voz às causas dos povos indígenas do Brasil. Moradora do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, Kaê entoou rap com letra que fazia referência

— Estou aqui hoje, depois de muita resistência a toda colonização que os povos originários vêm enfrentando, nas favelas e nas cidades. Pandemia atrás de pandemia, nós estamos resistindo mesmo com as aldeias dentro das cidades. Somos resistência assim como a aldeia Maracanã é, no Rio de Janeiro — afirmou Kaê.

À noite, em show intitulado “Outra Vez Cantar”, o festival reuniu Alessandra Leão, Chico César e Geraldo Azevedo, Fernanda Takai, Francisco El Hombre e Luê, Flor Gil, Johnny Hooker, Lirinha, Marcelo Jeneci, Odair José, Otto, Paulo Miklos, Tulipa Ruiz e Thalma De Freitas.

Depois, em “Amanhã Vai Ser Outro Dia”, reuniu Aline Calixto, Fernanda Abreu, Jards Macalé, Maria Rita, Martinho Da Vila, Paula Lima, Leoni, Renegado, Rogeria Holtz, Teresa Cristina, Romero Ferro, Zélia Duncan e Delacruz.

Em última live como presidente, Bolsonaro chora, condena atos terroristas e fala sobre governo Lula

Presidente afirmou que ‘nada justifica’ tentativa de explosão de bomba nos arredores de aeroporto em Brasília

A dois dias de deixar o poder, o presidente Jair Bolsonaro fez nesta sexta-feira um pronunciamento de quase uma hora nas redes sociais. Ao longo da transmissão, ele se defendeu de críticas, chorou, falou pela primeira vez do governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e condenou atos terroristas em Brasília. Apoiadores de Bolsonaro foram alvos de uma operação da Polícia Federal após incendiarem veículos e tentarem explodir uma bomba nos arredores do aeroporto de Brasília.

— Nada justifica, aqui em Brasília, essa tentativa de um ato terrorista, aqui na região do aeroporto de Brasília. Nada justifica. Um elemento, que foi pego, graças a Deus, com ideias que não coadunam com qualquer cidadão — disse Bolsonaro.

Após sofrer a sua primeira derrota nas urnas, Bolsonaro ficou a maior parte do tempo recluso no Palácio do Alvorada e evitou fazer declarações públicas. Dois dias depois da eleição, o presidente fez um breve pronunciamento no Palácio da Alvorada, agradecendo os votos e comentando protestos de apoiadores, mas sem mencionar a derrota. No dia seguinte, divulgou um vídeo em redes sociais solicitando que manifestantes liberassem rodovias.

Depois disso, ficou 37 dias sem fazer declarações, até que realizou um discurso para apoiadores no Alvorada, no dia 9. Desde então, permaneceu em silêncio até a transmissão desta sexta; 0

O presidente afirmou que “foi difícil ficar dois meses calado”. Nos últimos dias, o mandatário foi pressionado por aliados a fazer um pronunciamento público aos seus apoiadores antes de deixar o cargo e se posicionar como o principal líder da oposição.

Para não passar a faixa presidencial a Lula, Bolsonaro deverá viajar nesta sexta-feira para os Estados Unidos, onde deverá ficar ao menos um mês. Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) já está à disposição do presidente em Brasília.

Bolsonaro deve virar presidente de honra do PL quando deixar o Planalto

O modo do presidente Jair Bolsonaro (PL) digerir a notícia de derrota nas eleições é um sinal de que não facilitará a vida do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e, ao contrário do que disse anteriormente sobre um recolhimento, se colocará como a maior liderança de oposição da gestão. Em seu discurso mais de 44 horas após a apuração das urnas, Bolsonaro apontou a nova bancada formada, com 99 deputados e 14 senadores, e destacou que sob seu comando “a direita nasceu de verdade” e que os “sonhos seguem mais vivos que nunca”.

Contudo, após perder o foro privilegiado como presidente no ano que vem, Bolsonaro poderá enfrentar problemas na Justiça, como a suspensão do sigilo de 100 anos, prometida pelo oponente, o que pode prejudicar sua influência política. O presidente é investigado em quatro inquéritos que podem ir à primeira instância relacionados às milícias digitais, suposta intervenção na Polícia Federal, disseminação de notícias falsas na pandemia e o vazamento de dados de uma investigação sigilosa da PF sobre suposto ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em uma live.

Desde o dia 30, Bolsonaro segue em clima de luto pela perda da cadeira presidencial, mantendo-se recluso na maior parte do tempo no Palácio da Alvorada. Também deixou de fazer as costumeiras lives e encontros com apoiadores no “cercadinho”, focando na articulação de seu futuro. No começo do ano, deve assumir como presidente de honra do PL, que bancará seu salário, assim como despesas de advogados e aluguel de uma casa em Brasília. O plano é que o presidente continue como um expoente influente e possa se cacifar para concorrer à Presidência em 2026.

Usuário assíduo das redes sociais, o presidente se manifestou em apenas duas ocasiões desde a vitória de Lula, postando o vídeo do pronunciamento após a derrota e pedindo que manifestantes descontentes com o pleito desobstruíssem as rodovias do país. Nas poucas vezes que saiu da residência oficial, foi ao Palácio do Planalto reunir-se com aliados, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e se encontrar com o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), para tratar sobre a transição de governo. Já uma conversa em clima pacífico com Lula com direito a aperto de mãos ainda é incerta.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que já foi aliado de Lula, concederá uma entrevista coletiva à imprensa amanhã, às 14h, no Centro de Eventos e Convenções do Complexo Brasil 21, prédio da sede do partido, em Brasília. A expectativa é de que seja anunciada oposição ao governo Lula, com a ressalva de uma “oposição responsável” em pautas que ajudem o país, como a continuidade do Auxílio Brasil em R$ 600.

O sociólogo e analista político Pedro Célio analisa que, sob a gestão de Bolsonaro, o conservadorismo, antes envolto na política tradicional, surgirá no Congresso com voz própria. “Essa é uma das heranças dele, um elemento importante para que Bolsonaro se caracterize como o porta-voz da oposição da direita ao governo Lula.” Ele observa que outro fator importante será o desempenho do governo petista, especialmente nas políticas sociais e recuperação na área econômica, o que colocará Bolsonaro na cola do novo presidente.
“Lula se comprometeu especialmente nessas áreas. E essa pode ser uma área de atuação de Bolsonaro. Também ficou evidente que o atual presidente teve problemas na gestão, tanto é que um dos que o desgastou foi o do sigilo de 100 anos sobre a documentação envolvendo procedimentos seus, de aliados e de familiares, especialmente durante a pandemia. Ele deixará a Presidência com processos pendentes com previsão de que eles terão desdobramento na política”, disse.

O cientista político Rodrigo Prando, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, ressalta que Bolsonaro tem forte capital político, mas que algumas variáveis podem mudar o jogo e que é preciso ver se o presidente perderá a influência com o passar do tempo. “Apesar disso, a força política dele vai depender da sua própria articulação e de quanto os bolsonaristas que surgiram com ele vão continuar próximos dele. Agora que ele não está no poder, podem se afastar e buscar eles próprios se cacifar para ser a liderança da direita ou extrema direita no país”, comentou.

Na visão de André César, cientista político, sócio da Hold Assessoria, após a derrota, Bolsonaro manterá a base eleitoral mobilizada. “Bolsonaro passa por sua própria transição, como político e ex-mandatário. Nessa saída de cena momentânea, ele buscará manter a base bolsonarista mobilizada mantendo esse fogo aceso, além do discurso de contraponto a Lula. Esses dois movimentos serão fundamentais para ele se colocar como o principal opositor”, afirmou.

Josenildo Abrantes é pré-candidato a deputado federal no Amapá

O pré-candidato Josenildo Abrantes anunciou oficialmente que concorrerá à umas das vagas do Amapá para a Câmara dos Deputados em Brasília que acontece em outubro deste ano.

Atualmente atuando como secretário estadual de finanças do Amapá, Josenildo Santos Abrantes é graduado em administração de empresas, especialista em gestão pública e planejamento, há 22 anos é funcionário público de carreira da Sefaz, onde exerce a função de fiscal de tributos. Exerceu os cargos de secretário municipal de Receita, de Administração e de Gestão e Planejamento.

Entre suas atuações anunciou as políticas de valorização para todos os servidores públicos estaduais: aumento linear de 10% (para os efetivos, comissionados e contratos), além do auxílio alimentação de R$500,00 para os servidores efetivos e cargos comissionados, e não menos importante, o pagamento das promoções e progressões funcionais.

Tudo isso graças a uma força tarefa que nos possibilitou fazer o “dever de casa” durante quatro anos. Executando nosso plano de recuperação fiscal e os ajustes das contas, garantindo um equilíbrio financeiro que viabilizou o aumento para os servidores, bem como o pagamento das progressões.

Essa política de valorização vai injetar R$ 360 milhões na economia local, beneficiando todo o comércio amapaense. O servidor recupera seu poder de compra, aumentando o consumo, impactando positivamente na geração de emprego, renda, fortalecendo a economia.