Paralisação dos rodoviários gera caos na RMR e reacende debate sobre crise no transporte público

Atraso no repasse de subsídios à Urbana-PE deixa milhares sem transporte; deputado Rodrigo Farias cobra solução imediata.

A manhã de hoje começou caótica na Região Metropolitana do Recife, com a paralisação dos rodoviários devido ao atraso no pagamento do subsídio à Urbana-PE, responsável pela operação do transporte público no Estado. A suspensão das atividades pegou de surpresa milhares de trabalhadores que dependem do sistema para se deslocar, gerando filas intermináveis e aglomerações nos terminais. De acordo com o deputado estadual Rodrigo Farias (PSB), a situação evidencia uma grave crise no setor.

O parlamentar criticou duramente o atraso no repasse por parte do Governo do Estado. Segundo ele, a gestão precisa priorizar o transporte público, pois trata-se de um serviço essencial que afeta diretamente a população mais vulnerável. “É inadmissível que a irresponsabilidade administrativa deixe milhares de pernambucanos sem acesso ao transporte. O trabalhador está sofrendo, e é preciso uma resposta urgente para resolver esse problema de forma estrutural”, afirmou o parlamentar.

Para Farias, a paralisação dos rodoviários e o colapso do transporte público colocam em evidência a necessidade de revisão das políticas públicas no setor. “Para a população, a prioridade é simples: um transporte digno, eficiente e que funcione sem interrupções”, destacou o deputado.

Policiais Civis de Pernambuco Discutem Possível Greve em Assembleia Geral

Sinpol convoca reunião para avaliar falta de negociação com o governo Raquel Lyra.

O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) convocou uma assembleia geral para a próxima terça-feira (23), às 17h, na frente de sua sede em Santo Amaro, Recife, a fim de discutir a possibilidade de uma greve. A medida surge em resposta à ausência de negociações entre a categoria e o governo Raquel Lyra, agravada pela falta de diálogo em meio à crise na segurança pública.

O Sinpol justificou a iniciativa ressaltando que a situação crítica na segurança pública não tem recebido a devida atenção do governo estadual, o que impacta não apenas os policiais, mas também a população. O presidente do sindicato, Áureo Cisneiros, alertou para a falta de estrutura, defasagem salarial, piora nas condições de trabalho e a limitação do efetivo, comprometendo a resolução de crimes.

Áureo Cisneiros, que retornou ao comando do Sinpol após ser afastado no governo Paulo Câmara e retornado pela Justiça, reforça a promessa de valorização dos policiais feita durante sua reeleição no final do ano passado. Ele destaca a preocupação com os indicadores criminais de 2023, evidenciando um aumento nos homicídios, roubos de veículos e crimes contra transportes coletivos.

A falta de uma sinalização de negociação e a criação de uma mesa específica para tratar das demandas dos Policiais Civis intensificam a insatisfação da categoria. Em um contexto onde a criminalidade cresce, a greve surge como um alerta, enquanto a população e os policiais aguardam uma resposta efetiva do governo para enfrentar os desafios na segurança pública em Pernambuco.

Fonte: Blog de Jamildo