Imprensa livre fortalece democracia, educação e desenvolvimento social

Em artigo, Janguiê Diniz destaca o papel estratégico do jornalismo na qualificação do debate público, na valorização da educação superior e no fortalecimento das instituições democráticas, tendo como exemplo o Prêmio ABMES de Jornalismo

Coluna Janguiê Diniz

Há instituições que são fundamentais em uma sociedade, e a imprensa é uma delas. Mais do que registrar acontecimentos, o jornalismo qualificado informa, investiga, contextualiza e amplia o debate público sobre os temas que definem o presente e o futuro de um país. Em um cenário marcado pela velocidade da circulação de informações, pela disseminação da desinformação e pela complexidade dos desafios, sua missão torna-se ainda mais relevante: oferecer à sociedade fatos rigorosamente apurados, múltiplas perspectivas e elementos que permitam a formação de uma opinião livre e consciente.

Essa contribuição também é indispensável para o fortalecimento da democracia. Ao acompanhar a atuação dos Poderes, investigar irregularidades, fiscalizar a aplicação de recursos públicos, cobrar transparência e dar visibilidade a temas de interesse coletivo, a imprensa exerce a função reconhecida como watchdog. Trata-se de um papel que ultrapassa a simples divulgação de notícias, sendo essencial para fortalecer as instituições democráticas e assegurar aos cidadãos condições para exercer plenamente sua cidadania.

Em outra frente, o bom jornalismo também identifica soluções, apresenta experiências inovadoras e dá visibilidade para iniciativas que produzem resultados concretos para a sociedade. Ao transformar boas práticas em conhecimento compartilhado, contribui para que ideias bem-sucedidas deixem de ser experiências isoladas e passem a inspirar novas políticas públicas, projetos institucionais e ações da sociedade civil. 

Em um país com dimensões continentais e profundas desigualdades como o Brasil, essa capacidade de conectar diferentes realidades talvez seja uma das maiores contribuições da imprensa para o desenvolvimento nacional. Uma experiência bem-sucedida implementada em uma universidade do Nordeste, uma pesquisa desenvolvida no Sul ou um projeto social realizado no interior do Centro-Oeste podem inspirar soluções em outros locais quando encontram no jornalismo um canal capaz de ampliar seu alcance.

Na esfera educacional, essa dupla missão é particularmente evidenciada. Ao mesmo tempo em que acompanha indicadores, analisa políticas públicas, questiona decisões governamentais e evidencia desafios históricos, o jornalismo também revela pesquisas científicas, projetos de extensão, iniciativas inovadoras de ensino, experiências de inclusão e histórias capazes de demonstrar o impacto transformador da educação na vida das pessoas.

No caso da educação superior, essa contribuição assume uma dimensão estratégica. Nela são formados profissionais qualificados, desenvolvidas pesquisas que impulsionam a inovação e produzidos conhecimentos que contribuem para o enfrentamento de desafios sociais, ambientais, tecnológicos e econômicos. Ainda assim, muitos desses temas permanecem distantes do cotidiano da população. O jornalismo é essencial para reduzir essa distância e ampliar a compreensão da sociedade sobre o papel da educação superior como vetor de desenvolvimento, competitividade, inovação e redução das desigualdades.

Foi justamente a partir desse entendimento que, em 2017, na minha primeira gestão como presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), criei o Prêmio ABMES de Jornalismo. Hoje em sua nona edição, a iniciativa nasceu com o objetivo de reconhecer e valorizar profissionais que contribuem para qualificar o debate público sobre a educação superior, estimulando uma cobertura jornalística pautada pelo rigor da apuração, pela profundidade das análises e pelo compromisso com o interesse público. 

Ao longo de quase uma década, a premiação consolidou-se como referência para os profissionais da imprensa, acompanhando o amadurecimento da produção jornalística sobre o tema. Essa evolução é perceptível não apenas no crescimento da participação, mas sobretudo na qualidade dos trabalhos apresentados. 

A edição de 2026 registrou o recorde de 322 inscrições e, segundo a comissão julgadora, composta pelos imortais da Academia Brasileira de Letras Arnaldo Niskier, Antonio Secchin e Merval Pereira, a definição dos vencedores foi desafiadora diante do elevado nível das reportagens finalistas. A avaliação considerou aspectos como relevância, qualidade narrativa, consistência editorial e rigor na apuração.

Também merece destaque a diversidade de temas contemplados pelas produções vencedoras. As reportagens premiadas abordaram questões centrais para compreender as transformações pelas quais passa o ensino superior brasileiro, como a regulamentação da educação a distância, os impactos da inteligência artificial e das novas tecnologias nas universidades, a presença crescente de pessoas com mais de 60 anos nas salas de aula e a influência da graduação na melhoria da renda das famílias. Embora tratem de assuntos distintos, todas compartilham uma característica em comum: demonstram como a educação superior dialoga com os grandes desafios contemporâneos.

Mais do que reconhecer boas reportagens, o Prêmio ABMES de Jornalismo reafirma uma convicção que se fortalece a cada edição: uma educação superior forte depende de um debate público igualmente qualificado. E esse debate somente é possível quando existe uma imprensa livre, ética, plural e comprometida com a produção de informação confiável. 

Valorizar jornalistas que se dedicam à cobertura educacional significa incentivar uma sociedade mais bem informada, fortalecer a circulação de boas ideias e ampliar a visibilidade de iniciativas capazes de inspirar transformações em diferentes partes do país. Em última análise, reconhecer o jornalismo comprometido com a educação superior é reconhecer que democracia, conhecimento e informação de qualidade caminham lado a lado. Afinal, sociedades que valorizam a liberdade de imprensa e a educação constroem instituições mais sólidas, cidadãos mais conscientes e um futuro muito mais promissor.

*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular; fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Urna não é arquibancada

Em artigo, Janguiê Diniz reflete sobre os riscos da “futebolização” da política e defende um voto mais consciente, crítico e responsável em ano de Copa do Mundo e eleições presidenciais

Coluna Janguiê Diniz

Janguiê Diniz – Fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group; diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular

Em ano de Copa do Mundo e de eleições presidenciais, é inevitável que dois dos temas mais comentados pelos brasileiros ocupem espaço nas conversas, nas redes sociais e nos meios de comunicação. Embora ambos despertem interesse coletivo e mobilizem milhões de pessoas, existe uma diferença fundamental entre eles: enquanto o futebol é movido pela paixão, pela emoção e pela torcida, a política deveria ser guiada pela razão, pela análise e pela responsabilidade.

Torcer por uma seleção é um exercício legítimo de emoção. O futebol faz parte da cultura brasileira e desperta sentimentos intensos de pertencimento, identidade e entusiasmo. Durante uma Copa do Mundo, é natural que as pessoas defendam seu time, celebrem vitórias, lamentem derrotas e vivam intensamente cada partida. Nesse contexto, a paixão faz parte do espetáculo. Já as eleições seguem uma lógica completamente diferente. Quando um cidadão escolhe um presidente, um governador, um senador ou um deputado, não está escolhendo um time para torcer durante uma temporada. Está ajudando a definir os rumos do país, da economia, da educação, da saúde, da segurança pública e de inúmeras outras áreas que impactam diretamente a vida de milhões de pessoas.

Apesar disso, o que se observa cada vez mais é uma espécie de “futebolização” da política. Candidatos passam a ser tratados como ídolos intocáveis. Adversários são vistos como inimigos. O debate de ideias dá lugar aos confrontos emocionais. A análise racional é substituída por slogans, memes e ataques pessoais. Em vez de eleitores, surgem torcedores. Essa transformação é preocupante porque o fanatismo raramente convive bem com o pensamento crítico. O torcedor costuma defender seu time independentemente do desempenho em campo. O eleitor, por outro lado, deveria ser capaz de avaliar, questionar, concordar em alguns pontos e discordar em outros. A democracia saudável depende justamente dessa capacidade de reflexão.

Quando a política se transforma em torcida organizada, perde-se algo essencial: a disposição para ouvir. O diálogo se torna impossível. Cada grupo passa a consumir apenas informações que confirmam suas próprias crenças. O adversário deixa de ser alguém que pensa diferente e passa a ser tratado como alguém que precisa ser derrotado a qualquer custo. Esse comportamento enfraquece o debate público e empobrece a democracia. Afinal, nenhum candidato é perfeito, assim como nenhum projeto político está livre de falhas. A maturidade democrática exige reconhecer virtudes e limitações em todos os lados. Exige compreender que governantes são servidores públicos, não celebridades ou líderes infalíveis.

Por isso, uma eleição presidencial exige um nível de responsabilidade muito maior do que uma simples preferência emocional. Antes de votar, é importante analisar a trajetória dos candidatos, sua experiência administrativa, sua capacidade de liderança, suas propostas, suas equipes e sua visão para o futuro do país. É preciso observar o histórico de realizações, a coerência entre discurso e prática e a viabilidade das promessas apresentadas.

Mais do que escolher uma pessoa, o eleitor escolhe um projeto de poder e uma direção para a nação. Cada candidatura representa prioridades diferentes, estratégias distintas e formas particulares de enfrentar os desafios nacionais. Algumas propostas podem privilegiar determinadas áreas; outras podem adotar caminhos alternativos. Cabe ao cidadão avaliar essas diferenças com atenção e decidir, de forma consciente, qual projeto considera mais adequado para o futuro do país. A boa política não nasce da paixão cega, mas da participação consciente. Ela exige informação, reflexão e disposição para analisar fatos. Isso não significa abandonar convicções ou valores pessoais. Pelo contrário. Significa fundamentar essas convicções em argumentos sólidos e em uma avaliação responsável da realidade.

Também é importante compreender que o resultado de uma eleição não encerra a responsabilidade do cidadão. A democracia não termina na urna. Governantes devem ser acompanhados, fiscalizados e cobrados durante todo o mandato. Quem vota de forma consciente também exerce cidadania de forma contínua.

Em tempos de polarização intensa, talvez seja necessário resgatar uma verdade simples: candidatos não são times de futebol. Eles não precisam de torcedores incondicionais. Precisam de cidadãos atentos, críticos e participativos. O Brasil não ganha quando um lado humilha o outro. Ganha quando a população faz escolhas informadas e mantém a capacidade de diálogo, mesmo diante das divergências.

Neste ano em que Copa do Mundo e eleições dividem as atenções dos brasileiros, vale lembrar que a arquibancada é o lugar da paixão. A cabine de votação, por sua vez, deve ser o espaço da consciência. Porque, enquanto um resultado esportivo produz alegrias ou frustrações passageiras, uma eleição tem o poder de influenciar o destino de uma nação por muitos anos. E o futuro de um país é importante demais para ser decidido como se fosse uma partida de futebol.

Bancada do União Brasil apoia Álvaro Porto e Gustavo Gouveia para a Mesa Diretora da Alepe

A bancada do União Brasil votará unida na eleição para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, marcada para o próximo dia 1º de fevereiro. Os cinco deputados eleitos que compõem o grupo manifestam apoio conjunto em favor das candidaturas dos deputados Álvaro Porto (PSDB) e Gustavo Gouveia (Solidariedade) para, respectivamente, a Presidência e a Primeira-Secretaria da Casa Joaquim Nabuco no biênio 2023-2024.

A capacidade de diálogo com os pares e com o Poder Executivo, bem como a relevante atuação na Casa Joaquim Nabuco dos postulantes foram apontados pelos parlamentares do União Brasil como alguns dos principais elementos para a consolidação desse apoio.

O grupo consolida o apoio aos colegas, ressaltando a confiança de que ambos vão trabalhar por uma Assembleia Legislativa mais fortalecida, com uma atuação compromissada e em sintonia com os anseios da sociedade pernambucana.

Recife, 27 de janeiro de 2023

Antonio Coelho
Cleber Chaparral
Romero Albuquerque
Romero Sales Filho
Socorro Pimentel

TCE-PE Adota Linguagem Simples em Suas Decisões para Facilitar Compreensão dos Cidadãos

A partir do último dia (21), o Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) vai publicar as notícias sobre as suas decisões com uma versão resumida em linguagem simples. A novidade vale tanto para decisões tomadas por um só conselheiro (chamadas monocráticas), quanto para as colegiadas (votadas nas Câmaras e no Pleno). 

O leitor poderá ler o resumo simplificado clicando no ícone no topo da matéria. Para retornar ao texto completo, que também estará escrito segundo os princípios da linguagem simples, basta fechar a caixa de diálogo. A primeira notícia simplificada já está no site do TCE-PE, e pode ser lida aqui. 

A medida faz parte do Projeto Linguagem Simples, uma das prioridades da gestão do conselheiro Valdecir Pascoal na presidência do TCE-PE. O objetivo é tornar as decisões do TCE-PE mais compreensíveis ao cidadão, respeitando o direito fundamental à informação. 

Resolvemos aderir a esse movimento mundial pela linguagem simples por entender que a cidadania não poderá ser plena enquanto a linguagem for excludente. Além disso, em uma quadra histórica como a que vivemos, marcada pelo avanço da desinformação no meio digital, comunicar-se com clareza torna-se ainda mais necessário”, explica o presidente do TCE-PE. 

O projeto também prevê, como piloto, a simplificação de documentos típicos, como relatórios de auditoria, votos e acórdãos. A ação segue a nota recomendatória 04/2023 da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon).

PSDB e Cidadania reúnem pré-candidatos e assessores para encontros temáticos sobre eleições de outubro

O PSDB Pernambuco e o Cidadania iniciaram nesta terça, 05, uma série de encontros com os pré-candidatos e pré-candidatas para debater temas importantes para as eleições de outubro. O calendário eleitoral foi um dos temas discutidos pelos advogados Túlio Vilaça e Yuri Coriolano, do PSDB, e Durval Lins, presidente do Cidadania no Recife na reunião de abertura, realizada na sede tucana na capital pernambucana, no Derby.

O calendário eleitoral, a documentação necessária para o registro de candidatura e a prestação de contas foram alguns dos assuntos abordados em pauta. “Esse foi um encontro muito produtivo, e que de alguma forma retrata o espírito da federação entre os partidos unidos no propósito de dar as informações de natureza jurídica e contábil preliminares àqueles que farão parte das chapas proporcionais, seja para deputado federal ou estadual”, destacou o presidente do Cidadania no Recife, Durval Lins.

“Conseguimos tirar dúvidas, falar sobre o calendário eleitoral e orientar os pré-candidatos. Vamos promover outros encontros como esse”, complementou o advogado Túlio Vilaça.

O presidente estadual do Cidadania, João Freire, avaliou a reunião como muito produtiva. “Essa é uma ação concreta e continuada do que representa a federação entre o Cidadania e o PSDB que seguem juntos com uma chapa proporcional que representa um novo projeto para Pernambuco”, afirmou.

“Esses encontros são fundamentais para termos orientações sobre questões importantes da fase de pré-campanha e da campanha e integrar cada vez mais a nossa chapa”, finalizou a deputada estadual Priscila Krause (Cidadania).

Fotos: divulgação

Deputado Fabrizio Ferraz cumpre agenda em Ibimirim

Nesse final de semana, o deputado estadual Fabrizio Ferraz cumpriu uma extensa agenda pelo Sertão do Moxotó e visitou o município de Ibimirim. Na companhia do ex-prefeito Adauto Bodegão, dos vereadores Mércio Vieira e Luan Almeida e diversas lideranças políticas, o parlamentar passou pelos povoados de Jeritacó, Puiú e pelo distrito do Moxotó. Ferraz recebeu o abraço do povo ibimiriense e tratou de questões como a melhoria do abastecimento hídrico na zona rural.

“ Nosso mandato é focado no desenvolvimento do Sertão pernambucano e acompanhar de perto as demandas de cada município é fundamental. Estamos trabalhando para que a reativação do perímetro irrigado do Moxotó ocorra o quanto antes e o município possa receber também novos investimentos em infraestutura”, disse.

Fabrizio Ferraz é um dos políticos mais atuantes da região e a expectativa é que sua votação nas próximas eleições cresça de maneira considerável em Ibimirim. “A confiança e o apoio da população é o que nos move. O trabalho segue firme”, finalizou o deputado.

Governadores do Nordeste vão lançar auxílio de R$ 500 para crianças e adolescentes cujos pais morreram na pandemia

Os governadores do Nordeste vão lançar, na próxima quarta-feira (25), um auxílio financeiro de R$ 500 para crianças e adolescentes que ficaram órfãos na pandemia de covid-19. O benefício será dentro do programa “Nordeste Acolhe”, a ser lançado durante evento em Natal (RN), pelo Consórcio Nordeste.

O objetivo é a promoção de ações de proteção social às crianças e aos adolescentes em situação de orfandade em decorrência da covid-19, no campo da política pública de assistência social integrada.

Os estudos para o programa foram de iniciativa da Câmara Temática da Assistência Social, composta pelas secretárias e secretários de assistência social dos nove estados da região.

O auxílio de R$ 500 deverá ser pago mensalmente até os jovens completarem a maior idade, ou seja, 18 anos.

“Inspirado na experiência do Estado do Maranhão, o Programa Nordeste Acolhe estabelece diretrizes para as ações dos estados consorciados de proteção social às crianças e adolescentes em situação de orfandade, seja bilateral ou de famílias monoparentais, em situação de vulnerabilidade e risco pessoal e social, com ações sobretudo nas áreas da saúde, educação e trabalho, com respeito às especificidades dos estados. Institui ainda auxílio financeiro de R$ 500 continuado como instrumento de segurança de renda, que deverá ser pago mensalmente até o alcance da maioridade civil”, diz nota do consórcio.

Na ocasião do lançamento, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), irá também assinar mensagem encaminhando à Assembleia Legislativa do estado o Projeto de Lei criando o Programa RN Acolhe. Os demais oito governadores deverão seguir o mesmo trâmite nos estados.

*Do blog de Jamildo