Fenearte 2023 supera expectativas e recebe pelo menos 315 mil pessoas, relata governo de Pernambuco

Neste ano, o governo do Estado garantiu um investimento de R$ 8 milhões, superior ao repasse dado à última edição, no valor de R$ 7 milhões.

Vitrine do artesanato brasileiro, a Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte) chegou ao fim, neste domingo (16), em sua 23ª edição. Realizado no Centro de Convenções de Pernambuco (Cecon-PE), o evento é conhecido como o epicentro da arte popular.

A feira, que é a maior de artesanato da América Latina, recorde de público, segundo o governo de Pernambuco, com base em dados parciais. Circularam, pelo pavilhão do Cecon-PE, 315 mil pessoas ao longo de 12 dias de evento. Em 2022, o saldo foi de 300 mil pessoas. A expectativa é que, na terça-feira (18), seja divulgado o balanço final da Fenearte, incluindo a movimentação financeira. A expectativa inicial era movimentar mais de R$ 40 milhões durante os dias de feira.

Com o tema “Loiceiros de Pernambuco – Arte da Terra, Poesia das Mãos”, a feira homenageou a ancestralidade do artesanato em cerâmica.

A maior feira de artesanato da América Latina recebeu mais de 5 mil expositores, entre artesãos de Pernambuco, de todo o Brasil e de diversos países – GUGA MATOS/JC IMAGEM

Neste ano, o governo do Estado garantiu um investimento de R$ 8 milhões, superior ao repasse dado à última edição, no valor de R$ 7 milhões.

A maior feira de artesanato da América Latina recebeu mais de 5 mil expositores, entre artesãos de Pernambuco, de todo o Brasil e de diversos países.

Ao todo, foram mais de 30 setores. O maior espaço foi dedicado aos artesãos pernambucanos, com 305 estandes. Outros 68 expositores do Estado ocuparam o estande do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Pernambuco (Sebrae-PE). Ao todo, a feirou conta com estandes de oito etnias indígenas, 73 municípios pernambucanos, 40 associações, todos os estados brasileiros e 27 países.

Há 17 anos participando da Fenearte como expositor, o mestre Nena, do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, faz peças de loiça desde criança. “Para mim é uma honra estar aqui na feira. Há seis anos, fui convidado para expor na alameda dos mestres, e este ano vi o meu trabalho ser reconhecido e homenageado. É marcante”, comemorou.

Paulo Câmara encerra ciclo de 8 anos de gestão com avanços e expectativas para o futuro

Com formações nas áreas de Economia e gestão pública, Paulo Câmara trilhou um caminho de desafios, inovação e desenvolvimento à frente do Governo de Pernambuco.

Foi no período em que era secretário da Fazenda de Pernambuco que Paulo Câmara (PSB) recebeu o que provavelmente seria um dos maiores desafios da sua vida: ser o candidato a governador apoiado por Eduardo Campos, que saía da administração estadual para se colocar em uma campanha à Presidência da República, em 2014. Paulo teve a maior votação entre todos os Estados do País, ao obter 68,08% dos votos válidos.

Em 2015, no primeiro ano de mandato, o desafio foi manter a base aglutinada, principalmente após a morte de Eduardo Campos, em 2014. O resultado, com isso, foi a saída de partidos de maior robustez da Frente Popular, como o PSDB e o DEM. Mesmo assim, Paulo, com seu tom conciliador, empreendeu o foco na gestão e na viabilização de políticas públicas para vários setores do Estado.

Veio a possibilidade de reeleição, e as urnas confirmaram o seu trabalho. Paulo também venceu com margem ampla, em 2018. No segundo mandato à frente do Estado, é possível destacar a criação do Consórcio Nordeste, em 2019, responsável por tratar de políticas públicas de desenvolvimento econômico para a região. No entanto, sua gestão foi bastante ocupada pelo enfrentamento à pandemia de Covid-19, a partir de 2020.

Mais de R$ 110 bilhões investidos em 8 anos
Nos oito anos de administração, o Governo contabiliza mais de R$ 110 bilhões em investimentos, gerando mais de 100 mil novos postos de trabalho. Dos mais de 500 empreendimentos anunciados, merece destaque a expansão da linha de produtos da montadora Jeep, em Goiana, que envolveu R$ 7,5 bilhões e gerou 9 mil empregos diretos.

Parque eólico e hub aéreo inaugurados
Foram inaugurados o primeiro parque do Brasil a conjugar energias solar e eólica e o primeiro hub aéreo de cargas com voos internacionais a partir do Nordeste. Ainda houve projetos estratégicos como o da rede do Novo Atacarejo, que investiu mais de R$ 500 milhões em 16 cidades; o centro de distribuição do e-commerce Amazon, no Cabo de Santo Agostinho; e a Masterboi, que emprega cerca de 800 trabalhadores em Canhotinho, no Agreste.

Porto de Suape opera em alta e registra recorde
O Porto de Suape atingiu em 2020 a maior movimentação da sua história, com 25,6 milhões de toneladas de carga. Em julho deste ano, recebeu o maior navio porta-contêiner da sua história, com 334 metros de comprimento. O complexo reúne cerca de 150 empresas de capital nacional e internacional. São investimentos privados que chegam a quase R$ 75 bilhões, com mais de 23 mil empregos formais e informais.

Expectativa para o futuro
Agora a expectativa é de que Paulo Câmara ocupe um cargo no governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mantendo sua trajetória na vida política. “Estamos encerrando um ciclo de oito anos, deixando um legado importante para as próximas gerações de pernambucanos. São duas gestões em que, com certeza, a Educação foi um eixo estruturador”, afirmou. “Estamos entregando um Estado equilibrado, de pé, com as contas em dia e no caminho do desenvolvimento”, assegurou Paulo Câmara, em nota.

Fenearte 2022 supera expectativas e movimenta cinco vezes mais dinheiro do que o investido para realização

Nesta edição histórica, a Feira enalteceu a riqueza cultural do artesanato e o seu potencial de negócios com uma extensa programação

A 22ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte) chegou ao fim nesse domingo (17) com saldo de 300 mil visitantes e mais de R$ 40 milhões movimentados durante os 12 dias de realização, no Centro de Convenções, em Olinda.

A marca alcançada superou as expectativas do governo do Estado, que estimava a movimentação de 200 mil pessoas.

“Voltamos a realizar a feira no período tradicional de julho por meio de um esforço coletivo de vários órgãos e secretarias do Governo de Pernambuco. A Fenearte 2022 foi um feito grandioso, digna do grande público que a prestigia. A feira hoje concentra inúmeras expressões culturais e impulsiona o artesanato e demais expressões da economia criativa”, explicou o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), Roberto Abreu e Lima.

O evento celebrou os 30 anos do Manguebeat, movimento que surgiu em Pernambuco e reverberou no mundo inteiro.

Nesta edição histórica, a Feira enalteceu a riqueza cultural do artesanato e o seu potencial de negócios com uma extensa programação: salões de arte, exposições, desfiles de moda, oficinas gratuitas, rodas de conversas, aulas de gastronomia, visitas guiadas e uma ampla grade de atrações artísticas promovida pela Secretaria Estadual de Cultura e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – Fundarpe.

Marcaram presença cerca de 5 mil expositores distribuídos em 700 espaços, em uma área de 30 mil m². Com investimento de R$ 7 milhões, o evento gerou cerca de 2,5 mil postos de trabalho temporários.

Mestres do artesanato também compartilharam seus ofícios com diversas gerações em oficinas gratuitas, com rodas de diálogo e a prática das mais diversas atividades, indo muito além da teoria. Ao todo, 1.286 pessoas participaram de 14 oficinas.

O Sebrae/PE divulgou o resultado dos negócios realizados ao longo de três dias de feira. Participaram 40 lojistas e 40 artesãos. Por meio de 70 encontros, a movimentação financeira total foi superior a R$ 1,5 milhão, entre compras efetivas no evento e negociações.

Considerando a pluralidade da produção artesanal do Estado, a participação de Pernambuco na Fenearte foi de 80%. Outros expositores de 23 estados brasileiros e do Distrito Federal marcaram presença nesta vigésima segunda edição apresentando um rico panorama da produção artesanal do País.

A feira contou ainda com o setor internacional, que trouxe 26 países, entre eles Angola, Japão, China, Egito, Emirados Árabes, Filipinas, Peru, Turquia e Tailândia.

“Tivemos ampliação das vendas no espaço do Programa do Artesanato de Pernambuco que teve um incremento de 15% em relação a 2021 e de 40% em relação a 2019”, ressalta a coordenadora geral da Fenearte, Márcia Souto.