Robson Ouro Preto é oficializado pelo PL como candidato a deputado estadual em Pernambuco

Empresário e comunicador teve o nome homologado durante a convenção estadual do Partido Liberal e disputará uma vaga na Assembleia Legislativa com apoio da direção da legenda e do presidente estadual Anderson Ferreira

Agora é oficial. O empresário e comunicador Robson Ouro Preto foi oficialmente apresentado pelo Partido Liberal (PL) como candidato a deputado estadual durante a convenção partidária da legenda em Pernambuco, consolidando seu nome na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. A homologação ocorreu na convenção estadual do partido, que oficializou seus candidatos para as eleições de 2026.

Apontado como uma das novas apostas da política pernambucana, Robson Ouro Preto chega à disputa com o respaldo da direção estadual do PL. O presidente estadual da legenda e candidato a deputado federal, Anderson Ferreira, reforça a estratégia de fortalecimento do partido no interior do Estado, especialmente no Agreste Meridional, onde fará dobradinha com Robson durante a campanha.

Com forte atuação nas áreas da comunicação, cultura, esporte e terceiro setor, Robson construiu uma ampla rede de relacionamento em Pernambuco e entra na corrida eleitoral defendendo a renovação política e o fortalecimento das pautas voltadas ao desenvolvimento regional.

A parceria entre Robson Ouro Preto e Anderson Ferreira será intensificada em todo o Agreste Meridional, região considerada estratégica para o crescimento eleitoral do PL. A expectativa da legenda é ampliar sua representatividade na Assembleia Legislativa de Pernambuco e na Câmara dos Deputados.

A oficialização da candidatura marca um novo capítulo na trajetória de Robson Ouro Preto, que passa a integrar oficialmente o time do Partido Liberal na disputa eleitoral de 2026, contando com o apoio e a confiança da direção estadual da sigla para representar os pernambucanos no Legislativo estadual.

Maior convenção partidária do estado marca lançamento da candidatura à reeleição de Raquel Lyra pelo PSD

Convenção realizada neste domingo (2), no Bairro do Recife, oficializou a chapa com Priscila Krause como candidata à reeleição para vice-governadora e Túlio Gadêlha ao Senado, reunindo milhares de militantes, lideranças políticas e aliados em um dos maiores atos da campanha em Pernambuco

O PSD lançou, neste domingo (2), a candidatura da governadora Raquel Lyra à reeleição ao governo de Pernambuco. O anúncio foi feito durante convenção partidária realizada no espaço de festas Parador, no Bairro do Recife.

Raquel Lyra tenta conquistar um segundo mandato à frente do Palácio do Campo das Princesas, de onde saiu, neste domingo, em caminhada junto com militantes e lideranças políticas pelo Bairro do Recife até o local da convenção.

Na chapa encabeçada pela governadora, também foram oficializados os nomes de Priscila Krause (PSD), que vai se candidatar à reeleição como vice-governadora, e do deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), candidato ao Senado. No sábado (1º), o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) foi anunciado como o outro candidato a senador pelo grupo.

Advogada de formação, Raquel Lyra é filha do ex-governador João Lyra Neto e procuradora concursada do governo do estado. Iniciou a carreira política como deputada estadual, foi prefeita de Caruaru por dois mandatos e, em 2022, tornou-se a primeira mulher eleita governadora de Pernambuco.

Naquele ano, Raquel venceu a eleição em segundo turno, após terminar a primeira etapa da eleição atrás de Marília Arraes (à época, no Solidariedade) — que, hoje, é candidata ao Senado na chapa do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), principal adversário da governadora.

Em discurso na convenção, Raquel Lyra lembrou do marido, Fernando, que morreu no dia do primeiro turno das eleições de 2022.

Ela afirmou ter assumido o governo “com as contas quebradas” e disse ter ido a Brasília pelo menos 150 vezes, buscar investimentos para Pernambuco. Também falou sobre machismo na política e sobre ter sido a primeira mulher eleita para governar o estado.

“Duvidaram que uma mulher filha do interior pudesse ter a capacidade de devolver Pernambuco. Não a sua capacidade de investir, mas de fazer as pessoas acreditarem no presente, olhando para o futuro. Tentaram segurar nosso mandato de tudo que é jeito, inventaram todas as formas, cobraram de mim como nunca cobraram a um homem governador de Pernambuco”, afirmou.

Raquel Lyra também falou sobre sua própria gestão e afirmou ter andado desde Petrolina, no Sertão, ao Recife, para convocar as pessoas.

“Vim andando de cidade em cidade, conclamando e convocando para que a gente pudesse estar aqui hoje. Porque nada, nada é capaz de superar a força de um povo que se une. Não que se une em torno de um projeto de poder, mas que se une em torno de fazer o nosso estado crescer, sem deixar ninguém para trás”, disse.

Raquel Lyra (PSD) durante a convenção que oficializou a candidatura dela à reeleição no governo de Pernambuco — Foto: Pedro Alves/g1

Quem também teve a candidatura confirmada foi a vice-governadora Priscila Krause, que vai concorrer ao mesmo cargo. Na convenção, ela falou sobre os dois candidatos a senador, e afirmou que eles, se eleitos, vão ajudar na governabilidade. Ela também elogiou a correligionária e disse que as duas estão “mais juntas que nunca”.

“Quando a gente chegou, vocês sabem que a casa estava desarrumada. Que deu um trabalho danado, mas a gente escolheu uma líder, uma governadora que não tem medo de desafios. Aliás, toda vez que a gente diz a Raquel ‘essa bronca é grande, ela fala ‘pois é com ela eu vou me abraçar’. E a gente se abraçou com essa bronca. Diante da sua mesa se colocaram problemas e escolhas para você fazer que não foram as mais fáceis, mas você fez, todas as vezes, as escolhas certas. Você apontou nos apontou os caminhos, juntou um time”, declarou.

Candidatos ao Senado

A composição da chapa foi consolidada após meses de negociações políticas e mudanças nas alianças partidárias.

Um dos principais movimentos ocorreu em março, quando o União Brasil rompeu com o grupo liderado por João Campos (PSB) e passou a integrar a base da governadora.

A aproximação levou Miguel Coelho, presidente estadual do União Brasil, a participar de agendas políticas e entregas do governo. Posteriormente, no entanto, ele perdeu a disputa interna da Federação União Progressista pela candidatura ao Senado para o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e anunciou, no sábado, a retirada de seu nome da disputa.

No mesmo dia, Eduardo da Fonte oficializou seu nome como candidato ao Senado, em convenção partidária do PP.

Na chapa majoritária, Raquel também conta com a candidatura de Túlio Gadêlha ao Senado. Ele era filiado à Rede, que compõe federação com o PSOL, e se filiou ao PSD para viabilizar seu nome como candidato a senador, já que as duas legendas estavam alinhadas com o grupo de João Campos.

Em discurso na convenção, Túlio Gadêlha disse se sentir honrado por ter sido escolhido para ser candidato pelo partido da governadora, e afirmou que, se eleito, terá a missão de construir pontes com o governo Lula (PT), numa eventual reeleição de Raquel Lyra.

“Eu sei que eu posso construir as pontes com o presidente Lula para trazer mais desenvolvimento pra Pernambuco. E eu sei o quanto é importante. Quem é Lula faz o ‘L’, mas eu quero dizer uma coisa muito importante. Nesse palanque aqui não existe ódio. Aqui existe respeito a quem pensa diferente, a quem lutam e trabalham por Pernambuco”, declarou.

Trajetória de Raquel Lyra

Raquel Teixeira Lyra Lucena é advogada e política, nasceu no Recife e é filha do ex-governador João Lyra Neto, que assumiu o governo em 2014, após a renúncia de Eduardo Campos (PSB) para concorrer à Presidência. Ele, que era o pai do atual adversário da governadora, morreu num acidente aéreo.

João Lyra Neto e Mércia Lyra tiveram, além de Raquel, outras duas filhas, Paula e Nara.

Viúva, Raquel Lyra perdeu seu marido, o empresário Fernando Lucena, no dia das eleições de primeiro turno de 2022, quando era candidata a governadora. Ele teve um mal súbito e chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O casal teve dois filhos, João e Fernando, que têm 16 e 14 anos.

Raquel Lyra é formada em direito pela Universidade Federal de Pernambuco. Já trabalhou como advogada do Banco do Nordeste e, em 2002, assumiu o cargo concursado de delegada da Polícia Federal, onde permaneceu até 2005.

Ela renunciou ao cargo após passar no concurso para a Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Durante a gestão de Eduardo Campos, foi chefe da Procuradoria de Apoio Jurídico e Legislativo do governo, entre 2007 e 2010.

Foi eleita deputada estadual em 2010, pelo PSB, mas licenciou-se do cargo para assumir a Secretaria da Criança e da Juventude no segundo mandato de Eduardo Campos. Em 2014, foi reeleita deputada estadual com a terceira maior votação do estado.

Durante o mandato na Assembleia Legislativa, presidiu a Comissão de Constituição, Legislação e Justiça, foi vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente e membra titular da Comissão de Negócios Municipais e suplente da Comissão de Ética.

Saiu do PSB em março de 2016, ano em que lançou candidatura à prefeitura de Caruaru pelo PSDB. Foi eleita em segundo turno, com 93.803, o que corresponde a 53,15% dos votos válidos, e se tornou a primeira mulher a assumir o cargo na cidade. Em 2020, foi reeleita em primeiro turno, com 114.466 votos, ou 66,86% dos votos válidos.

Em 2022, deixou a prefeitura para disputar o governo de Pernambuco. Terminou o primeiro turno na segunda colocação e derrotou Marília Arraes no segundo turno, tornando-se a primeira mulher eleita governadora do estado.

Em março de 2025, Raquel deixou o PSDB e filiou-se ao PSD, legenda pela qual disputa a reeleição.

Calendário de convenções

As convenções são os eventos em que os filiados dos partidos se reúnem para escolher os candidatos nas eleições. A data limite é 5 de agosto.

Na sequência, os nomes devem ser registrados no Tribunal Superior (TSE) até o dia 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte. Nas eleições deste ano, em 4 de outubro, os brasileiros vão votar para:

  • presidente;
  • governador;
  • Senado (duas vagas por estado);
  • deputado federal;
  • deputado estadual.
Pesquisa Múltipla: Raquel Lyra lidera disputa pelo Governo de Pernambuco com 44%; João Campos tem 40%

Levantamento divulgado pelo Instituto Múltipla em parceria com o Blog do Nill Júnior aponta empate técnico dentro da margem de erro entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito João Campos (PSB). Na simulação de segundo turno, Raquel aparece com 45% contra 41%

A mais recente pesquisa de intenção de voto para o Governo de Pernambuco, divulgada nesta segunda-feira (27) pelo Instituto Múltipla, em parceria com o Blog do Nill Júnior, mostra a governadora Raquel Lyra (PSD) na liderança da disputa eleitoral de 2026. No cenário estimulado, a atual chefe do Executivo estadual aparece com 44% das intenções de voto, seguida pelo ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), que registra 40%. O pré-candidato Ivan Moraes (PSOL) soma 1%.

Ainda de acordo com o levantamento, 8% dos entrevistados afirmaram votar em branco ou nulo, 7% disseram estar indecisos e 1% preferiu não responder.

Considerando a margem de erro de 3,3 pontos percentuais, para mais ou para menos, o cenário configura empate técnico entre Raquel Lyra e João Campos. A governadora oscila entre 40,7% e 47,3%, enquanto o socialista varia entre 36,7% e 43,3%.

Segundo turno

Na simulação de segundo turno, Raquel Lyra mantém a dianteira, com 45% das intenções de voto, contra 41% de João Campos. Outros 7% declararam voto branco ou nulo, 6% estão indecisos e 1% não opinou.

Assim como no primeiro cenário, a diferença entre os candidatos também está dentro da margem de erro, caracterizando empate técnico.

Evolução dos levantamentos

Em comparação com as pesquisas anteriores realizadas pelo Instituto Múltipla, o cenário permanece equilibrado.

  • Fevereiro/2026: João Campos 42% | Raquel Lyra 29%
  • Maio/2026: Raquel Lyra 43% | João Campos 39%
  • Junho/2026: João Campos 43% | Raquel Lyra 38%
  • Julho/2026: Raquel Lyra 44% | João Campos 40%

Os números indicam estabilidade nas intenções de voto, com alternância na liderança entre os dois principais pré-candidatos ao longo dos últimos levantamentos.

Rejeição

O levantamento também mediu o índice de rejeição dos principais nomes da disputa.

  • Raquel Lyra: 33% afirmam que não votariam nela de jeito nenhum;
  • João Campos: 29% dizem que não votariam no socialista.

Quando questionados sobre voto certo, 41% afirmaram que votariam com certeza em Raquel Lyra, enquanto 37% disseram o mesmo em relação a João Campos. Outros 24% afirmaram que poderiam votar na governadora e 28% disseram que talvez votassem no candidato do PSB.

Metodologia

A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 26 de julho de 2026, com 900 entrevistados em Pernambuco. O levantamento possui registro PE-00028/2026, margem de erro de 3,3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Cenário estimulado Percentual
Raquel Lyra (PSD) 44%
João Campos (PSB) 40%
Ivan Moraes (PSOL) 1%
Branco/Nulo 8%
Indecisos 7%
Não opinaram 1%
Segundo turno Percentual
Raquel Lyra 45%
João Campos 41%
Branco/Nulo 7%
Indecisos 6%
Não opinaram 1%
PSD oficializa Ronaldo Caiado à Presidência e confirma Gilberto Kassab como vice

Convenção nacional da sigla, realizada em São Paulo, formaliza a chapa para as eleições de 2026. Durante o evento, Caiado destacou o apoio de Kassab e afirmou que sua candidatura representa uma alternativa à polarização política

O Partido Social Democrático (PSD) realiza neste domingo (26) sua convenção nacional para oficializar a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República. O evento começou às 9h e acontece na sede nacional da legenda, no Centro de São Paulo.

Durante o evento, Caiado afirmou que “não seria candidato se não fosse a coragem de Gilberto Kassab a enfrentar todos que achavam que podiam calar o Brasil e que não teria nenhum candidato fora da polarização”. 

Em formato de coletiva de imprensa, o partido também confirma o presidente nacional e fundador do PSD, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente na chapa. O nome de Kassab foi anunciado oficialmente pela sigla em 1º de julho, mas já era cotado para a posição desde junho.

Caiado deixou o governo de Goiás em março para se dedicar à disputa presidencial. Desde então, o estado passou a ser administrado pelo vice-governador Daniel Vilela (MDB).

Daniel Coelho lança pré-candidatura a deputado federal com apoio de Raquel Lyra em ato no Centro de Convenções

Evento reuniu lideranças do PSD e aliados de diversas regiões de Pernambuco, marcando o início da caminhada do ex-deputado rumo à Câmara Federal e reforçando o projeto político da governadora

Com o auditório do Centro de Convenções completamente lotado, Daniel Coelho (PSD) lançou, nesta quinta-feira (23), sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados. O ato contou com a presença da governadora Raquel Lyra (PSD), da vice-governadora Priscila Krause (PSD), além de vereadores, ex-vereadores e suplentes de várias regiões do Estado.

O lançamento marca o início da caminhada de Daniel Coelho rumo à Câmara dos Deputados e integra a estratégia do PSD de ampliar sua bancada federal e fortalecer o projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra.

Com dois mandatos como deputado federal, Daniel atuou em pautas ligadas ao meio ambiente e à causa animal. Nesse período, foi reconhecido sete vezes como o melhor deputado federal de Pernambuco, de acordo com o site Ranking dos Políticos. E, na última eleição, recebeu mais de 110 mil votos, ficando entre os candidatos mais votados do Estado.

Com o mote “Por Pernambuco. Pelo Brasil”, Daniel destacou o compromisso de representar Pernambuco em Brasília e apoiar o projeto liderado por Raquel Lyra. Ao longo de mais de 20 anos de vida pública, exerceu mandatos na Câmara do Recife, na Assembleia Legislativa de Pernambuco e na Câmara dos Deputados. Integrou o governo Raquel Lyra como secretário de Turismo e Lazer e, em seguida, assumiu a Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha. À frente da pasta, participou da criação da Política Estadual de Controle Populacional Ético de Cães e Gatos e da implantação do maior programa de castração animal de Pernambuco, com a meta de realizar 40 mil procedimentos até o fim deste ano.  

“Em 2005, convoquei na Câmara do Recife a primeira audiência sobre a causa animal. Fui autor da Lei que proíbe tração animal e não permite animais expostos em praças públicas. No Congresso Nacional, fui relator da lei que garantiu o regime fechado para quem cometer crimes de maus-tratos contra animais. Em Brasília, vamos ampliar essas iniciativas e trazer mais investimentos para contribuir com a governadora Raquel Lyra”, declarou.

Em seu discurso, a governadora Raquel Lyra lembrou que Daniel Coelho teve papel importante na construção de sua candidatura ao Governo de Pernambuco e afirmou que sua experiência o credencia a retornar à Câmara dos Deputados. “Não tenho dúvida nenhuma de que você está pronto para voltar a representar Pernambuco e ajudar a gente nessa caminhada”, afirmou.

O lançamento também reuniu lideranças políticas, reforçando a articulação do PSD em torno da pré-candidatura de Daniel Coelho e do projeto político liderado pela governadora Raquel Lyra. Estiveram presentes o senador Fernando Dueire, os deputados estaduais Wanderson Florêncio, João de Nadegi e Antônio Moraes; a prefeita de Olinda, Mirella Almeida; o ex-senador Armando Monteiro; o ex-prefeito de Olinda, Professor Lupércio, e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho.

MC Leozinho desabafa nas redes: “É difícil ver pessoas da periferia duvidando que um deles possa chegar no Congresso Nacional”

Ícone do brega pernambucano e pré-candidato a deputado federal pelo PSDB afirma que o maior desafio da pré-campanha é enfrentar a descrença de moradores das periferias sobre a ocupação de espaços de poder por lideranças populares

Ícone do brega pernambucano e uma das vozes mais influentes da Região Metropolitana do Recife, o cantor MC Leozinho utilizou suas redes sociais para fazer um desabafo contundente sobre os desafios que tem enfrentado em sua nova jornada política. Pré-candidato a deputado federal pelo PSDB, o artista tocou em uma ferida social profunda ao relatar o que mais tem lhe chamado atenção e machucado durante as agendas de pré-campanha.

Segundo o cantor, o obstáculo mais doloroso não vem das barreiras políticas tradicionais, mas sim da falta de crença de quem compartilha das suas mesmas origens.

“É difícil ver pessoas da periferia duvidando que um deles possa chegar no Congresso Nacional”, desabafou o MC, evidenciando o peso do preconceito estrutural que faz com que a própria população periférica, muitas vezes, não se veja ocupando espaços de poder e decisão em Brasília.

Apesar dos desabafos e do teto de vidro que tenta se impor sobre lideranças populares, os bastidores políticos mostram um cenário de forte otimismo em torno do nome de MC Leozinho. Dentro do PSDB, o artista não é visto apenas como uma candidatura simbólica, mas sim como um nome forte e viável para conquistar uma vaga na Câmara Federal.

A pré-candidatura de MC Leozinho joga luz sobre a necessidade de renovação e representatividade na Câmara dos Deputados, desafiando a lógica de que o Congresso Nacional deve ser um espaço exclusivo das elites tradicionais. Para o cantor, a caminhada continua com o objetivo de provar que a periferia não só pode, como deve, estar no centro do debate político nacional.

Paraná Pesquisas aponta virada de Raquel Lyra sobre João Campos na disputa pelo Governo de Pernambuco

Levantamento realizado entre 7 e 9 de julho mostra governadora numericamente à frente do prefeito do Recife no cenário estimulado e indica mudança no quadro da corrida eleitoral em relação à pesquisa anterior do instituto

A nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas sobre a disputa pelo Governo de Pernambuco aponta uma alteração em relação ao levantamento anterior realizado pelo próprio instituto. No cenário estimulado em que Raquel Lyra e João Campos são apresentados aos entrevistados, a governadora aparece com 46,8% das intenções de voto, enquanto João Campos registra 42,5%. Ivan Moraes soma 1,3%, enquanto 6,1% dos entrevistados afirmaram votar em branco ou nulo e 3,4% disseram não saber ou preferiram não responder.

Além da liderança de Raquel Lyra neste cenário, o comparativo com a pesquisa realizada em dezembro de 2025 mostra uma mudança nos números dos dois principais pré-candidatos.

Segundo o levantamento, Raquel Lyra passou de 33,8% para 47,5% no cenário comparável, um avanço de 13,7 pontos percentuais. No mesmo período, João Campos foi de 55,1% para 43,3%, uma redução de 11,8 pontos percentuais.

A série de levantamentos do instituto indica uma aproximação entre os dois candidatos ao longo dos últimos meses e, nesta rodada, Raquel Lyra aparece numericamente à frente no primeiro cenário estimulado. Em relação ao levantamento anterior do Paraná Pesquisas, os números mostram crescimento da governadora e recuo de João Campos.

O resultado também se soma a um conjunto de pesquisas divulgadas recentemente por diferentes institutos, que vêm registrando uma disputa mais equilibrada pelo Governo de Pernambuco em comparação aos levantamentos realizados no ano passado.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas entre os dias 7 e 9 de julho de 2026, com 1.500 eleitores em 58 municípios de Pernambuco. O levantamento tem 95% de nível de confiança e margem de erro de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é PE-00478/2026.

Urna não é arquibancada

Em artigo, Janguiê Diniz reflete sobre os riscos da “futebolização” da política e defende um voto mais consciente, crítico e responsável em ano de Copa do Mundo e eleições presidenciais

Coluna Janguiê Diniz

Janguiê Diniz – Fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group; diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular

Em ano de Copa do Mundo e de eleições presidenciais, é inevitável que dois dos temas mais comentados pelos brasileiros ocupem espaço nas conversas, nas redes sociais e nos meios de comunicação. Embora ambos despertem interesse coletivo e mobilizem milhões de pessoas, existe uma diferença fundamental entre eles: enquanto o futebol é movido pela paixão, pela emoção e pela torcida, a política deveria ser guiada pela razão, pela análise e pela responsabilidade.

Torcer por uma seleção é um exercício legítimo de emoção. O futebol faz parte da cultura brasileira e desperta sentimentos intensos de pertencimento, identidade e entusiasmo. Durante uma Copa do Mundo, é natural que as pessoas defendam seu time, celebrem vitórias, lamentem derrotas e vivam intensamente cada partida. Nesse contexto, a paixão faz parte do espetáculo. Já as eleições seguem uma lógica completamente diferente. Quando um cidadão escolhe um presidente, um governador, um senador ou um deputado, não está escolhendo um time para torcer durante uma temporada. Está ajudando a definir os rumos do país, da economia, da educação, da saúde, da segurança pública e de inúmeras outras áreas que impactam diretamente a vida de milhões de pessoas.

Apesar disso, o que se observa cada vez mais é uma espécie de “futebolização” da política. Candidatos passam a ser tratados como ídolos intocáveis. Adversários são vistos como inimigos. O debate de ideias dá lugar aos confrontos emocionais. A análise racional é substituída por slogans, memes e ataques pessoais. Em vez de eleitores, surgem torcedores. Essa transformação é preocupante porque o fanatismo raramente convive bem com o pensamento crítico. O torcedor costuma defender seu time independentemente do desempenho em campo. O eleitor, por outro lado, deveria ser capaz de avaliar, questionar, concordar em alguns pontos e discordar em outros. A democracia saudável depende justamente dessa capacidade de reflexão.

Quando a política se transforma em torcida organizada, perde-se algo essencial: a disposição para ouvir. O diálogo se torna impossível. Cada grupo passa a consumir apenas informações que confirmam suas próprias crenças. O adversário deixa de ser alguém que pensa diferente e passa a ser tratado como alguém que precisa ser derrotado a qualquer custo. Esse comportamento enfraquece o debate público e empobrece a democracia. Afinal, nenhum candidato é perfeito, assim como nenhum projeto político está livre de falhas. A maturidade democrática exige reconhecer virtudes e limitações em todos os lados. Exige compreender que governantes são servidores públicos, não celebridades ou líderes infalíveis.

Por isso, uma eleição presidencial exige um nível de responsabilidade muito maior do que uma simples preferência emocional. Antes de votar, é importante analisar a trajetória dos candidatos, sua experiência administrativa, sua capacidade de liderança, suas propostas, suas equipes e sua visão para o futuro do país. É preciso observar o histórico de realizações, a coerência entre discurso e prática e a viabilidade das promessas apresentadas.

Mais do que escolher uma pessoa, o eleitor escolhe um projeto de poder e uma direção para a nação. Cada candidatura representa prioridades diferentes, estratégias distintas e formas particulares de enfrentar os desafios nacionais. Algumas propostas podem privilegiar determinadas áreas; outras podem adotar caminhos alternativos. Cabe ao cidadão avaliar essas diferenças com atenção e decidir, de forma consciente, qual projeto considera mais adequado para o futuro do país. A boa política não nasce da paixão cega, mas da participação consciente. Ela exige informação, reflexão e disposição para analisar fatos. Isso não significa abandonar convicções ou valores pessoais. Pelo contrário. Significa fundamentar essas convicções em argumentos sólidos e em uma avaliação responsável da realidade.

Também é importante compreender que o resultado de uma eleição não encerra a responsabilidade do cidadão. A democracia não termina na urna. Governantes devem ser acompanhados, fiscalizados e cobrados durante todo o mandato. Quem vota de forma consciente também exerce cidadania de forma contínua.

Em tempos de polarização intensa, talvez seja necessário resgatar uma verdade simples: candidatos não são times de futebol. Eles não precisam de torcedores incondicionais. Precisam de cidadãos atentos, críticos e participativos. O Brasil não ganha quando um lado humilha o outro. Ganha quando a população faz escolhas informadas e mantém a capacidade de diálogo, mesmo diante das divergências.

Neste ano em que Copa do Mundo e eleições dividem as atenções dos brasileiros, vale lembrar que a arquibancada é o lugar da paixão. A cabine de votação, por sua vez, deve ser o espaço da consciência. Porque, enquanto um resultado esportivo produz alegrias ou frustrações passageiras, uma eleição tem o poder de influenciar o destino de uma nação por muitos anos. E o futuro de um país é importante demais para ser decidido como se fosse uma partida de futebol.

MC Leozinho entra na política e anuncia pré-candidatura a deputado federal por Pernambuco

Com 25 anos de carreira no brega funk, artista afirma que quer levar a voz das periferias para o Congresso Nacional

Com uma trajetória marcada pela música, representatividade popular e forte ligação com as comunidades periféricas, MC Leozinho oficializou sua pré-candidatura a deputado federal pelo PSDB de Pernambuco. Reconhecido como um dos pioneiros do brega funk e um dos artistas mais populares do estado e do Nordeste, o cantor inicia uma nova etapa de sua história ao ingressar na vida pública.

Natural de Maranguape, no município de Paulista, MC Leozinho construiu uma carreira de aproximadamente 25 anos na música pernambucana, tornando-se referência para gerações de artistas e admiradores do gênero. Ao longo desse período, consolidou seu nome com sucessos que ultrapassaram as fronteiras de Pernambuco, levando a cultura das periferias para todo o Brasil.

A decisão de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados surge a partir da experiência acumulada nos palcos e do contato direto com a população. Durante sua trajetória artística, Leozinho acompanhou de perto as dificuldades enfrentadas por moradores das periferias, juventudes, trabalhadores da cultura e empreendedores das comunidades populares.

Conhecido pelo carisma e pela proximidade com o público, o artista afirma que pretende transformar sua visibilidade em uma ferramenta de defesa das demandas sociais, culturais e econômicas da população pernambucana. Sua pré-candidatura busca ampliar a representatividade de setores historicamente pouco presentes nos espaços de decisão política.

Além de ser um dos nomes mais conhecidos do brega funk, MC Leozinho é reconhecido por sua contribuição para o fortalecimento da cultura popular e pela valorização dos talentos das periferias. Agora, o cantor pretende levar essa experiência para o Congresso Nacional, defendendo pautas ligadas à cultura, juventude, geração de oportunidades, empreendedorismo e inclusão social.

A filiação ao PSDB marca oficialmente o início de sua caminhada rumo às eleições de 2026, quando buscará representar Pernambuco na Câmara Federal levando consigo a voz das comunidades que acompanharam sua trajetória artística ao longo de mais de duas décadas.

Caiado diz que Raquel não pode ser cobrada por apoio e defende neutralidade da governadora em Pernambuco

Pré-candidato à Presidência pelo PSD elogiou a gestão de Raquel Lyra e afirmou que terá palanque próprio no estado, mesmo sem pedido de voto da governadora

O ex-governador de Goiás e pré-candidato a presidente da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou estar tranquilo com o fato de a governadora Raquel Lyra (PSD) não pedir voto para ele em Pernambuco.

A gestora, que faz diversas sinalizações de unidade institucional com o presidente Lula, recebeu o “aval” do líder do partido, Gilberto Kassab, para declarar voto no petista, o que Raquel não fez até então, optando pela neutralidade. Em entrevista à CNB Recife, Caiado teceu elogios à chefe do Executivo estadual e disse que ela não pode ser cobrada.

“Com muita tranquilidade. Sabe porque? Porque você não pode cobrar da governadora, que mostra toda a sua capacidade ímpar de gestão. Me dou maravilhosamente bem com a governadora Raquel. competentemente você viu enfrentar o que é superar os primeiros anos de dificuldade, dar a volta por cima e agora se consolidar no processo deste ano e, sem dúvida nenhuma, um segundo mandato será consagrador”, afirmou.

Caiado explicou que nacionalmente muitos candidatos estão adotando a mesma estratégia, uma vez que há eleitores que votam em um nome de determinado partido para governador e outro para a presidente. 

“Neste momento você tem que entender que existe um processo de nacionalização que um governador não quer entrar nele, é mais do que normal. As pessoas, às vezes, que votam nela votam em outros presidentes. Neste momento, ela está cuidando de Pernambuco, a função dela neste momento é cuidar de Pernambuco. Meu palanque aqui eu terei, com deputados, com cadidato ao Senado, terei com prefeitos que é a densidade do PSD no estado” completou.

Apesar da fala de Caiado, o nome do PSD que tem despontado como favorito para o Senado é o do deputado federal Túlio Gadêlha, que representa a ala lulista na chapa de Raquel. A pré-candidatura dele, inclusive, foi costurada pelo Planalto. O Blog Cenário registrou, durante um evento do PSD com prefeitos em Brasília, Kassab afirmou que o parlamentar trabalha pelo presidente.

“Na minha cédula eu vou tirar o presidente Lula, respeitosamente, e vou por o Caiado. A Raquel vai ter o Túlio trabalhando por Lula e tantos de vocês aqui. Se o Lula tiver o apoio de vocês aqui, é porque merece o apoio de vocês. Eu vou pescar alguns para fazer a campanha para o Caiado”, disse em tom bem humorado.