Prêmio para os 54 medalhistas brasileiros

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) distribuirá R$ 4,65 milhões em premiação aos 54 medalhistas (contando atletas de esportes coletivos) da delegação brasileira nos Jogos de Tóquio-2020.

O valor foi anunciado pelo presidente da entidade, Paulo Wanderley, durante entrevista da entidade ao final do megaevento esportivo, na manhã deste domingo

A delegação conquistou 21 pódios nas Olimpíadas de Tóquio, sendo 7 medalhas de ouro, 6 de prata e 7 de bronze. Com isso, o país assegurou a 12ª colocação na classificação geral, seu melhor aproveitamento na história da competição.

A premiação por medalha, estabelecida pelo COB, é inédita. A confederação criou cotas de R$ 250 mil para campeões olímpicos (individual), R$ 150 mil para prata e R$ 100 mil para bronze.

Para equipes com até seis atletas, os valores totais são de R$ 500 mil pelo ouro, R$ 300 mil pela prata e R$ 200 mil pelo bronze, a serem divididos.

Nos esportes coletivos, o ouro vale, ao todo, R$ 750 mil. Para a prata, são R$ 450 mil, e para o bronze, R$ 300 mil.

A entidade que rege o esporte olímpico no Brasil diz que foram investidos R$ 46,5 milhões para a missão Tóquio, o que engloba os gastos com Jogos Sul-Americanos da Juventude, Pan-Americano, Jogos de Inverno, Olimpíadas, além de outras competições.

COB repudia atitude da seleção de futebol no pódio e promete ‘medidas’ contra CBF

Após conquistar o bicampeonato olímpico neste sábado, os jogadores da seleção subiram ao pódio com seus agasalhos amarrados na cintura e vestindo a camisa de jogo

Categorias: Esportes Olímpicos Seleção Brasileira

Por: Agência Estado

 

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) veio a público na madrugada deste domingo, pelo horário brasileiro, para “repudiar” a atitude da seleção brasileira masculina de futebol de não usar o uniforme oficial do Time Brasil no pódio, após a final olímpica, e prometer “medidas” contra a CBF.

Após conquistar o bicampeonato olímpico neste sábado, os jogadores da seleção subiram ao pódio com seus agasalhos amarrados na cintura e vestindo a camisa de jogo. Pelas regras do COB, todos os atletas que estão nos Jogos de Tóquio, independentemente da modalidade, devem usar o material da Peak, patrocinadora da entidade, no pódio e nas cerimônias oficiais.

Mas os jogadores descumpriram esse acordo e vestiram apenas o uniforme de jogo, da Nike, patrocinadora da CBF. A reportagem do Estadão observou no estádio Internacional de Yokohama que oficiais da organização da Olimpíada pediram aos atletas que vestissem os seus agasalhos, ainda no túnel que dá acesso ao gramado. Além de ignorar a recomendação, teve jogador que chegou a ironizar o pedido.

“O Comitê Olímpico do Brasil repudia a atitude da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e dos jogadores da seleção de futebol durante a cerimônia de premiação do torneio masculino”, escreveu o COB, em comunicado.

NA JUSTIÇA!

 

O comitê indicou que deve buscar ações jurídicas diante do descumprimento do acordo que havia sido assinado pelos jogadores. “No momento, as energias do Comitê estão totalmente voltadas para a manutenção dos trabalhos que resultaram na melhor participação brasileira na História das Olimpíadas. Por este motivo, apenas após o encerramento dos Jogos o COB tornará públicas as medidas que serão tomadas para preservar os direitos do Movimento Olímpico, dos demais atletas e dos nossos patrocinadores.”

 O time de futebol masculino foi o primeiro a não usar o agasalho da patrocinadora do COB.

No pódio do futebol masculino, as seleções da Espanha (vice-campeã) e do México (medalha de bronze) vestiram agasalhos dos seus respectivos comitês nacionais.