Auditoria do TCE aponta possíveis irregularidades e prejuízo de mais de R$ 16 milhões em contratos da gestão João Campos no Recife

Relatório divulgado por colunista do Metrópoles cita indícios de superfaturamento, pagamentos antecipados e falhas na fiscalização de serviços contratados pela Prefeitura do Recife

Uma auditoria do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), divulgada pelo colunista Tácio Lorran, do Metrópoles, trouxe à tona uma série de irregularidades identificadas em contratos firmados pela Prefeitura do Recife durante a gestão do ex-prefeito João Campos (PSB).

De acordo com o relatório técnico, foram encontrados indícios de superfaturamento, pagamentos realizados antes da execução dos serviços, cobranças consideradas indevidas e falhas na fiscalização contratual. O prejuízo estimado pelos auditores ultrapassa R$ 16 milhões.

Um dos casos mais emblemáticos envolve contratos para instalação de sistemas de energia solar em escolas municipais. Segundo a auditoria, alguns itens teriam sido contratados com valores significativamente acima dos praticados no mercado, além de haver questionamentos sobre a efetiva execução de parte dos serviços pagos.

As informações também se relacionam a investigações conduzidas pelo Ministério Público de Pernambuco, ampliando os questionamentos sobre a gestão dos recursos públicos no período.

Embora o processo ainda esteja em tramitação e os envolvidos tenham direito à ampla defesa, os apontamentos do TCE colocam sob escrutínio uma administração frequentemente apresentada por seus aliados como referência de eficiência.

Afinal, quando os órgãos de controle falam em prejuízo milionário aos cofres públicos, a população tem o direito de conhecer os fatos e cobrar explicações.

Assita ao vídeo na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=MUXL8sFY1lA

GRAVÍSSIMO! Vereadores de Ibirajuba, no Agreste, rejeitam projeto de lei que incentiva uso de energia solar e que garante pagamento da conta de luz de famílias de baixa renda

Texto passará por segunda votação nesta semana; objetivo da prefeita da cidade, Maria Izalta é promover políticas públicas voltadas para a assistência social e reduzir os custos de energia dos prédios públicos

Em vídeo que circula nas redes sociais, a prefeita de Ibirajuba, no agreste de Pernambuco, Maria Izalta, revela que quase R$50 mil reais são pagos por mês, pela prefeitura, pelo consumo de energia de prédios públicos e alugados. Para reduzir este custo e também beneficiar famílias de baixa renda com o pagamento da conta de energia, a gestora encaminhou um Projeto de Lei para a Câmara de Vereadores da cidade. A proposta foi rejeitada pela maioria dos parlamentares na primeira votação. Nesta semana acontece a segunda votação do texto. A expectativa da autora é de garantir aprovação dos vereadores.

A prefeita vem enfrentando dificuldades para aprovação de projetos de lei. “Quando se fala em projeto que vem beneficiar a população, eles automaticamente revertem, como se o projeto fosse beneficiar Maria Izalta, a maioria dos vereadores consideram que os decretos têm outras intenções”, revela a prefeita. Mas, de acordo com Izalta, os interesses dela são outros: economizar os recursos públicos, incentivar energia renovável e limpa e atender ao público carente do município.

Em Ibirajuba, há pessoas que pagam valores que são diferentes da realidade econômica. A dona de casa, Silmaria Maria é uma das moradoras que está na expectativa pela aprovação do projeto. “É tudo caro, gente! Vem R$207 reais, vem outro papel de R$93 reais, e vem um de R$195 reais. Esse projeto que tá aparecendo vai ajudar aquelas pessoas que precisam”, conta.

Se aprovado, o projeto irá garantir por 30 anos, através do programa Energia Solidária, o pagamento da energia do público carente. De acordo com a prefeitura, a secretaria de Assistência Social será responsável pelo cadastramento das famílias beneficiadas. Com esta alternativa da energia solar fotovoltaica que é uma fonte renovável e limpa que utiliza a radiação solar para gerar eletricidade, se o projeto contar com o voto da maioria o município passará a produzir sua própria energia.