Marília sofre décima derrota na Justiça Eleitoral por divulgar fake news

A candidata Marília Arraes chegou hoje à décima condenação da Justiça Eleitoral pela divulgação de mentiras por parte de sua campanha eleitoral. Desta vez, Marília será obrigada a retirar do ar conteúdo falso sobre o pagamento do piso nacional aos professores de Caruaru.

Marília propagou que Raquel não teria pago o piso durante sua gestão como prefeita do município, o que é mentira, conforme atesta a decisão judicial baseada em Leis Municipais e atos administrativos, que comprovam a equivalência entre o piso salarial determinado pelo Ministério da Educação e o efetivamente pago aos professores municipais da rede pública de Caruaru, na gestão de Raquel.

Marília também foi punida por afirmar na propaganda que a gestão municipal de Caruaru deixou de receber R$ 150 milhões a partir de um acordo com a Advocacia Geral da União.

A decisão foi assinada pelo desembargador eleitoral Dário Rodrigues Leite.

Moraes manda redes sociais tirarem do ar post de Latino com fake news sobre Lula

Apoiador de Bolsonaro, cantor insinuou que, se Lula for eleito, banheiros passarão a ser unissex. Para Moraes, post busca ‘desinformar a população acerca de temas sensíveis’.

O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou às redes sociais YouTube e Twitter que retirem do ar uma publicação feita pelo cantor Latino com fake news sobre o ex-presidente Lula (PT).

Apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), o cantor publicou uma mensagem insinuando que, se Lula for eleito, meninas e meninos passarão a frequentar o mesmo banheiro nas escolas. A campanha de Lula, então, acionou o TSE e pediu que o conteúdo fosse retirado do ar.

Ao analisar o pedido, Alexandre de Moraes entendeu que a publicação busca “desinformar a população acerca de temas sensíveis”.

“A Constituição Federal não autoriza, portanto, a partir de mentiras, ofensas e de ideias contrárias à ordem constitucional, a Democracia e ao Estado de Direito, que os pré-candidatos, candidatos e seus apoiadores propaguem inverdades que atentem contra a lisura, a normalidade e a legitimidade das eleições”, escreveu Moraes.

O colunista do g1 Valdo Cruz informou que a campanha de Bolsonaro tem a chamada “guerra santa” como estratégia eleitoral, buscando atrair o eleitorado evangélico. Diante disso, Bolsonaro e seus apoiadores têm disseminado diversas fake news sobre Lula.

O próprio presidente Jair Bolsonaro tem dito em discursos que, se Lula for eleito, os banheiros passarão a ser unissex nas escolas. Lula, porém, nunca apresentou essa proposta nem disse que, se eleito, adotará tal medida.

Combate às fake news
O TSE tem adotado uma série de decisões para combater a disseminação de fake news durante o período eleitoral.

Nesta quinta (20), por exemplo, o tribunal aprovou uma resolução que dá mais agilidade ao processo de retirada do ar das fake news.

Um dia antes, na quarta (19), a proposta foi discutida numa reunião entre Moraes e representantes das plataformas digitais.

Além disso, em fevereiro, o TSE firmou um acordo com diversas redes sociais para que medidas fossem adotadas para conter as fake nes.