UPE Garanhuns recebe maior painel artístico do mundo com todos os países da ONU

Exposição “Le Monde”, do artista Ailton Santana, apresenta 195 nações em obra de 356 metros e é exibida pela primeira vez completa no Brasil, com entrada gratuita.

A Universidade de Pernambuco (UPE) – Campus Garanhuns – recebe, com orgulho, a exposição do maior painel artístico em estilo Naif do mundo, reunindo representações culturais icônicas dos 195 países reconhecidos pela ONU (193 membros mais os dois observadores: Taiwan e Palestina).

Intitulada “LE MONDE”, a obra do artista plástico Ailton Santana é um marco nas artes visuais e tem em Garanhuns, na UPE, o primeiro espaço de exibição completa no Brasil.

Com 356 metros de comprimento e 1,50 metro de altura, o painel é formado por 86 partes que retratam elementos culturais, históricos, geográficos, naturais e simbólicos de cada nação. A criação monumental levou três anos para ser concluída e será submetida ao Guinness Book, com a expectativa de conquistar 11 títulos mundiais.

A presença da exposição no Campus Garanhuns reforça o papel da UPE como centro de excelência acadêmica e cultural do Agreste Meridional de Pernambuco. Mais do que um espaço de ensino, a universidade se consolida como ponto de encontro entre saberes, expressões artísticas e diálogo internacional, oferecendo acesso gratuito à arte e à educação de qualidade.

Coordenada pelo professor convidado Josevaldo Araújo de Melo e com curadoria da professora Denize Tomaz de Aquino (UPE), a mostra amplia as possibilidades de uso pedagógico, podendo dialogar com até 36 áreas do conhecimento, o que reforça seu caráter interdisciplinar e educativo.

“A UPE Garanhuns se orgulha de receber uma obra dessa magnitude. Essa é uma oportunidade rara para nossos estudantes, professores e toda a comunidade vivenciarem a arte em escala global, sem sair da cidade”, afirma a professora Denize Aquino.

O artista Ailton Santana, patrimônio vivo e imaterial da cidade de Correntes (PE), expõe suas obras na França há 20 anos. Para ele, a exibição na UPE é também um reconhecimento ao compromisso da universidade com a cultura e a educação pública de qualidade.

A visitação ao painel é gratuita e aberta ao público, representando um convite para que toda a região conheça o mundo através da arte, no coração do Agreste pernambucano

Mundo chega ao marco de 8 bilhões de habitantes, projeta ONU

A população mundial atingiu 8 bilhões de pessoas segundo relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) na segunda-feira (14/11). As conquistas em saúde pública, melhorias em saneamento, melhor acesso à agua potável e desenvolvimento de vacinas na última década foram fatores contribuintes para o rápido crescimento populacional. No entanto, o secretário-geral da ONU António Guterres alerta para a necessidade de diminuir as desigualdades. “Se não reduzirmos o enorme fosso entre os que têm e os que não têm, estaremos construindo um mundo de oito bilhões de pessoas repleto de tensões, desconfiança, crises e conflitos”, disse.

A estimativa da ONU é que o mundo ultrapasse 9 bilhões de habitantes por volta de 2037 e 10 bilhões em 2058. A organização internacional destaca a importância de investir cada vez mais em recursos para atender às necessidades crescentes das pessoas, mas também do meio ambiente. “O crescimento populacional contínuo aumenta a urgência dos esforços para garantir o desenvolvimento econômico e, ao mesmo tempo, proteger e preservar o meio ambiente. Compreender e planejar as mudanças demográficas futuras é essencial para alcançar o progresso contínuo em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), garantindo que ninguém seja deixado para trás”, diz.

António Guterres ressalta que a aceleração da crise climática afeta principalmente os mais pobres. “Estamos na direção de uma catástrofe climática, com as emissões e as temperaturas em contínuo crescimento. Inundações, tempestades e secas estão devastando países que em quase nada contribuíram para o aquecimento global”, pontuou o secretário-geral.

Gueterres espera que os líderes mundiais reunidos COP27 estabeleçam acordos sobre um modelo de compensação aos países do sul global pelas perdas e danos relacionados ao clima. O secretário-geral também defende que os países mais ricos deem apoio financeiro e técnico para ajudar as economias emergentes na transição dos combustíveis fósseis. “Esta é a nossa única esperança para cumprir as nossas metas climáticas”, enfatizou.

Para a ONU, alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) pode contribuir para desacelerar o crescimento da população mundial. “A expansão das oportunidades de educação e emprego contribui para o declínio da fecundidade, alterando os incentivos e as intenções em torno do casamento e da procriação. O acesso universal aos cuidados de saúde sexual e reprodutiva, incluindo o planejamento familiar, e a proteção dos direitos reprodutivos permitem que indivíduos e casais realizem melhor suas intenções de fecundidade, reduzindo o número de gestações indesejadas e, muitas vezes, levando a níveis mais baixos de fecundidade”, conclui.