Zé Queiroz lidera ato de filiação ao PDT em Caruaru em preparação para apoio do PT nesta quinta (4)

Pré-candidato a prefeito mobiliza bancada e novos nomes em ação política significativa.

A movimentação política em Caruaru ganha destaque nesta quinta-feira (4) com o ex-deputado Zé Queiroz à frente de um evento de grande relevância. Pré-candidato a prefeito, Queiroz liderará um ato de filiação ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), antecedendo em três dias o encontro que marcará o apoio oficial do Partido dos Trabalhadores (PT) à sua candidatura.

Nesse encontro estratégico, que será realizado no escritório político de Zé Queiroz, a presença de importantes lideranças políticas está confirmada. Atualmente, o PDT conta com o vereador Fagner Fernandes na Câmara Municipal, e a bancada pode ser reforçada com nomes como Mano do Som (UB) e ex-parlamentares como Edjailson da Caru Forró (PSDB), Tafarel (PSDB) e Wagner do Santa Rosa (Republicanos).

Além desses, a vice-presidente do Coren, Thaise Torres, que conta com o apoio do deputado estadual Gilmar Junior (PV), também figura entre os possíveis novos membros do partido. A ação liderada por Zé Queiroz representa um passo estratégico na articulação política visando às eleições municipais, consolidando apoios e fortalecendo a base para a disputa eleitoral.

PDT Manifesta Interesse em Volta de Túlio Gadêlha, mas Migração Enfrenta Desafios Eleitorais e Crise Partidária

Deputado Federal Túlio Gadêlha Pode Retornar ao PDT, Mas Risco de Perda de Mandato Gera Cenário Desafiador.

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) expressa o interesse em reintegrar às suas fileiras o deputado federal Túlio Gadêlha, que deixou a legenda no final de 2021. Contudo, a possibilidade enfrenta desafios consideráveis, principalmente devido ao risco iminente de perda do mandato parlamentar, tornando o cenário político um campo minado.

A saída de Gadêlha do PDT no ano passado ocorreu em meio a discordâncias fundamentais com o partido, notadamente relacionadas ao apoio pedetista à candidatura de João Campos (PSB) à Prefeitura de Recife em 2020.

As atuais negociações entre o deputado e o PDT ocorrem em um momento estratégico, com movimentações intensas visando as eleições municipais. Gadêlha, cogitando disputar a prefeitura, encontra resistência na federação PSOL-Rede, que já planeja lançar a deputada estadual Dani Portela (PSOL) como candidata.

Entretanto, o cenário eleitoral ganha complexidade diante da crise interna no PDT no Ceará, onde o senador Cid Gomes, irmão do ex-presidenciável Ciro Gomes, pode migrar para o PSB. Uma eventual ruptura entre os partidos no Ceará poderia reverberar em Pernambuco, especialmente pela pressão do PT para indicar a vice do atual prefeito, retirando o PDT da gestão municipal.

A possível migração de Gadêlha para o PDT enfrenta um impasse significativo: a ameaça de perda do mandato parlamentar. Conforme as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a desfiliação justificada ocorre somente em casos de desvio do programa partidário, discriminação política pessoal e durante a chamada janela partidária.

Além disso, Gadêlha enfrenta tensões internas na Rede, sendo acusado por aliados de Heloísa Helena de agir em conjunto com uma tesoureira afastada pela presidente do partido, a ministra Marina Silva (Meio Ambiente). O retorno do deputado ao PDT não apenas representa um desafio pessoal, mas também reflete as nuances e instabilidades do atual cenário político no estado.

Partido de Ciro Gomes anuncia se apoia Lula ou Bolsonaro no segundo turno. Confira

Notícia foi dada pelo presidente do partido, Carlos Lupi, durante transmissão ao vivo na tarde desta terça-feira (4).

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, anunciou na tarde desta terça-feira (4) que a sigla marchará ao lado do ex-presidente Lula (PT) no segundo turno do pleito deste ano. A sigla participou da primeira fase da disputa com Ciro Gomes, candidato à Presidência da República que ficou na quarta colocação geral da corrida, atrás do próprio Lula, de Jair Bolsonaro (PL) e Simone Tebet (MDB).

“Nós tivemos uma hora e meia de reunião com toda a Executiva Nacional do partido, presidentes estaduais, presidentes de movimentos, os deputados federais de mandato e senadores e tivemos a decisão unânime de apoiar o mais próximo da gente, que é a candidatura do Lula, que eu chamo de candidatura do 12 mais 1”, afirmou o dirigente partidário, que já ocupou o cargo de ministro do Trabalho e Emprego na gestão do petista.

De acordo com Lupi, desde a última segunda-feira (3) foram iniciadas conversas com a direção do PT para alinhavar a aliança, quando foram apresentadas ao partido quatro propostas que a agremiação deseja que sejam avaliadas e incorporadas ao projeto petista nesta fase da campanha.

“A primeira é a questão da renda mínima, que é um projeto do Eduardo Suplicy, que o nosso Ciro aprovou e colocou na sua plataforma de governo; a renegociação da dívida do SPC e das pequenas empresas; e a questão das escolas em tempo integral e o código brasileiro do trabalho”, explicou o pedetista.

Na ocasião, Carlos Lupi destacou que, diferentemente de 2018, quando Ciro Gomes seguiu para Paris após ficar em terceiro lugar no primeiro turno, o aliado não deixará o País desta vez. Ele afirmou, ainda, que não enxerga incoerências no partido pelo fato de Ciro ter feito críticas duras a Lula na campanha deste ano.

“O processo político às vezes se acirra de uma maneira e eu vivenciei isso com Brizola e Lula em 1989. Um teria que engolir o ‘sapo barbudo’, o outro ‘fugiu com a saia da mãe’. Era uma coisa muito forte. Mas isso não impediu Brizola de apoiar Lula na campanha. O processo político às vezes descamba, no calor da emoção. Mas partido político existe para isso, quando ele decide, todos os seus filiados têm que acatar”, frisou Lupi.