Banco do Nordeste Alcança Recorde de R$ 21 Bilhões em Desembolsos do FNE no Primeiro Semestre de 2024

O valor representa um aumento de 25,8% em relação ao mesmo período de 2023, impulsionando o desenvolvimento econômico da região.

O Banco do Nordeste (BNB) encerrou o primeiro semestre de 2024 desembolsando o volume histórico para o período de R$ 21 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Isso representa um incremento de 25,8 % quando comparado com o primeiro semestre de 2023. Considerando todas as fontes de financiamento, os desembolsos somaram R$ 27 bilhões, alta de 11% com relação aos primeiros seis meses de 2023. Já as contratações somaram R$ 29 bilhões em novas operações, de janeiro a junho de 2024.

Os resultados neste primeiro semestre foram catalisados pelo esforço contínuo do Banco do Nordeste em atuar no cumprimento de sua missão, impulsionando a atuação de empresas e empreendedores individuais e promovendo o desenvolvimento econômico e social da região. A expansão dos nossos desembolsos e o volume de novas contratações vem em linha com a melhoria do nosso processo de concessão de crédito, ofertando produtos e serviços de qualidade, capazes de contribuir para uma efetiva mudança na vida das pessoas”, afirma o presidente do BNB, Paulo Câmara.

Quanto aos resultados financeiros, o BNB apresentou lucro líquido de R$ 1 bilhão, representando uma evolução de 11% em relação ao resultado do mesmo período de 2023. Já o Resultado Operacional alcançou o montante de R$ 1,9 bilhão, correspondendo a um crescimento de 15% ante o resultado do mesmo período do ano passado. Os números refletem o crescimento consistente das receitas de prestação de serviços, a reversão de contingências jurídicas e o impacto positivo das renegociações, oriundas do Programa Desenrola Brasil e da Lei 14.554/2023, na redução do efeito das provisões.

Fator relevante para o incremento no resultado foi o expressivo aumento na carteira de crédito administrada pelo Banco, que cresceu 15,4% em relação ao primeiro semestre de 2023, perfazendo o volume de R$ 143,2 bilhões.

O Banco do Nordeste tem buscado ser referência na alocação de recursos na sua área de atuação, o que tem se materializado com a crescente demanda apresentada ao Banco pelos empreendedores. Com isso, o BNB tem atuado na ampliação das parcerias com instituições multilaterais, além de monitorar as oportunidades de captação de novos recursos no mercado de capitais, com o objetivo de financiar investimentos sustentáveis e que promovam o impacto social e ambiental positivos, que são intrínsecos ao nosso modelo de negócios”, explica o diretor Financeiro e de Crédito do Banco do Nordeste, Wanger Alencar Rocha.

Ressalte-se a atuação do BNB no segmento de Micro e Pequenas Empresas (MPE), que apresentou evolução expressiva no número de operações contratadas, com incremento de 21,6% em relação ao resultado apresentado nos primeiros seis meses de 2023, além do acréscimo no volume contratado de 7,6% no mesmo período, alcançando o total de R$ 2,8 bilhões.

Adicionalmente, as contratações de operações de microfinanças, urbana e rural, também cresceram. Com seu programa de microcrédito urbano, Crediamigo, o BNB contratou R$ 5,46 bilhões, alta de 12,3%.

Já no Agroamigo, a evolução, na comparação semestre a semestre, foi de 147,3%, com um total de R$ 4,56 bilhões aplicados. O resultado demonstra o compromisso da Instituição com os segmentos de maior impacto social.

A inadimplência acima de 90 dias da carteira própria do BNB, de 2,6%, é destaque no final do primeiro semestre do ano, apresentando redução de 0,6 p. p. em relação ao mesmo período de 2023. O número reforça a qualidade do crédito concedido.

A rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido Médio ao final do período ficou em 18,9% ao ano, o que representou retração (- 1,4 p. p.) em relação ao observado no mesmo período do ano passado, reflexo do cenário de elevação do Patrimônio Líquido, devido à incorporação dos robustos crescimentos do lucro líquido ao longo do período. Destaque-se que a rentabilidade está alinhada com as melhores da indústria bancária, reforçando a produtividade do BNB, inclusive comparado aos pares.

Sobre o Banco do Nordeste (BNB)
O Banco do Nordeste é a maior instituição financeira de desenvolvimento regional da América Latina. Com 294 agências, está presente em mais de dois mil municípios de sua área de atuação, que abrange os nove estados nordestinos e parte de Minas Gerais e do Espírito Santo. O BNB tem como principal fonte de recursos o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

Banco do Nordeste Ascende 14 Posições no Ranking das 100 Marcas Mais Valiosas do Brasil

O Banco do Nordeste (BNB) reafirmou sua participação no ranking das 100 marcas mais valiosas do Brasil, divulgado na última semana pela consultoria Brand Finance, referência global na avaliação de marcas. A instituição financeira subiu 14 posições em 2023 na comparação com a classificação obtida no ano anterior, alcançando agora a posição de número 55.

Para o presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, estar entre as marcas mais valiosas do país é reflexo do compromisso contínuo do BNB com a excelência e a inovação na prestação de serviços financeiros, especialmente voltados para o desenvolvimento sustentável em sua área de atuação.

Estamos bastante satisfeitos em ser reconhecidos como uma marca de valor crescente, o que fortalece nossa missão de impulsionar o desenvolvimento econômico e social em nossa região. O país segue firme em sua trajetória de reconstrução e retomada de crescimento, e o Banco do Nordeste, como braço importante do Governo Federal, tem colaborado com esse propósito”, afirmou o executivo, que assumiu a presidência do BNB em março do ano passado.

A Brand Finance tem escritório em mais de 20 países. A consultoria internacional considera fatores como desempenho financeiro, influência de mercado, força da marca e potencial de crescimento para determinar a posição das empresas em seu ranking.

Contaminação de peixes de água doce vira preocupação no mundo

Tucunaré, pirarucu, tambaqui e tilápia são alguns dos peixes de água doce mais consumidos no Brasil, especialmente por comunidades ribeirinhas da região norte. Porém, espécies de rios ou lagos podem ser prejudiciais à saúde. Uma pesquisa divulgada na revista Environmental Research mostrou que o consumo anual de uma única porção corresponde à ingestão de água potável contaminada com PFAS durante um mês. Esses químicos, chamados substâncias per e polifluoralquílicas (PFAS), são utilizados em diversos produtos, para deixá-los impermeáveis, antiaderentes e resistentes a manchas e, em níveis elevados, são nocivas. “A extensão em que o PFAS contaminou os peixes é impressionante”, disse, em nota, Nadia Barbo, estudante de pós-graduação da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, e pesquisadora principal do projeto.

Durante a análise, foi descoberto que a quantidade média das substâncias químicas era 280 vezes maiores em peixes de água doce frescos, comparado a algumas espécies vendidas comercialmente. Os dados do teste realizado pela Agência de Proteção Ambiental e da Administração de Alimentos e Medicamentos apontaram que uma única refeição contendo o alimento pode levar a uma exposição aos PFAS semelhante ao que ocorreria com o consumo diário de outras espécies de frutos-do-mar durante um ano.

Os cientistas analisaram dados de mais de 500 amostras de filés de peixe coletados nos Estados Unidos pela Agência de Proteção Ambiental (EPA), de 2013 a 2015. O nível médio de concentração dos químicos foi de 9,5 mil nanogramas por quilo. Nos Grandes Lagos da América do Norte, chegou a 11,8 mil nanogramas por quilo. “As descobertas são um problema particular para comunidades preocupadas com a justiça ambiental, cuja sobrevivência, muitas vezes, depende da ingestão de peixes de água doce que elas capturam”, destacaram, em nota, os pesquisadores do Grupo de Trabalho Ambiental da EPA.

Regulamentação
A médica nutróloga Marcella Garcez, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) e membro da Sociedade Brasileira para o Estudo do Envelhecimento, ressalta que os PFAS são toxinas permanentes que, ao se acumularem na água, no solo, no ar e até nos organismos vivos, podem afetar as funções reprodutivas e o desenvolvimento desde a gestação. “Elas conseguem atravessar a barreira placentária, o sistema imune e causar danos em tecidos do fígado, pâncreas, rins, pulmões, cérebro e até o leite materno”, diz.

De acordo com os autores do artigo, os resultados do estudo reforçam a necessidade de regulamentação estrita para esse tipo de químico considerado tóxico. “As pessoas que consomem peixes de água doce, especialmente aquelas que pescam e comem peixe regularmente, correm o risco de apresentar níveis alarmantes de PFAS em seus corpos. Crescendo, eu ia pescar toda semana e comia aqueles peixes. Mas, agora, quando vejo peixes, só penso na contaminação por PFAS”, contou, em um comunicado, David Andrews, Ph.D, cientista sênior do EWG e um dos principais autores do estudo.

Apesar de destacar a importância do estudo para questões de saúde pública, Tasha Stoiber, cientista sênior do Grupo de Trabalho Ambiental e coautora do artigo, afirma que o teste recebeu pouca atenção. “O que é bastante surpreendente, dados os altos níveis de PFAS encontrados nos peixes de água doce. E, até onde sabemos, existem muito poucas publicações analisando esses dados da EPA”, ressalta.

Uso amplo
A médica nutróloga Marcella Garcez, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e membro da Sociedade Brasileira para o Estudo do Envelhecimento, explica que as PFAS são milhares de diferentes produtos químicos sintéticos que, por suas propriedades hidrofóbicas e lipofóbicas (repelir água e gordura), são amplamente utilizados em aplicações domésticas e produtos industrializados, desde embalagens para alimentos, utensílios de cozinha, vestuário, maquiagens, adesivos, espumas de combate a incêndio, protetores de carpetes, utensílios antiaderentes, produtos resistentes à água, fio dental, roupas cirúrgicas, cortinas, aeronaves, telefones celulares e semicondutores, entre outros.

Poucas informações
Tendo em vista os riscos das substâncias per e polifluoralquílicas (PFAS) ao organismo humano, especialistas alertam para a necessidade de uma regulamentação que impeça as descargas desses químicos. Tasha Stoiber, coautora do artigo, afirma que os resultados apoiam a urgência dessas medidas. “Não existe um método prático para tratar as águas superficiais para a poluição de PFAS. Portanto, fechar a torneira é o que é necessário, o que inclui reduzir as descargas e acabar com os usos não essenciais de PFAS. E as empresas produtoras de PFAS devem ser responsabilizadas pela poluição”, declara.”O que também é necessário é uma orientação de proteção à saúde atualizada para o consumo de peixe. Alguns estados norte-americanos têm avisos atuais, mas muitos são baseados nos antigos níveis de aconselhamento de saúde vitalícios de 2016 da EPA”, diz.

No Brasil, não existe uma regulamentação específica que trate sobre esses produtos. O professor de Saúde Ambiental do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva Armando Meyer explica que essas políticas são responsabilidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Existem coisas muito pontuais, como uma companhia de água utilizar padrões americanos, mas não há uma regulamentação por parte da agência. Imagino que vá chegar ao Brasil, mas com alguma demora”, pontua.

Os estudos direcionados a esses compostos são recentes, assim, as regulamentações começaram a surgir há pouco tempo, afirma Meyer. O especialista explica que na Europa e nos Estados Unidos algumas existem normas, mas ainda muito simples. “Alguns países da Europa estão produzindo diretrizes mais restritivas: Alemanha, Holanda, Suécia e Dinamarca anunciaram formalmente a intenção de submeter uma restrição total desses produtos ao consumo humano”, destaca.

Banco do Nordeste e Alide Reafirmam Compromisso com Inclusão Produtiva e Sustentabilidade

O Banco do Nordeste (BNB) e os demais membros da Associação Latino-Americana de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (Alide) reafirmaram o compromisso de fortalecer o apoio à inclusão produtiva de pequenos empreendedores bem como a projetos de prevenção de riscos ambientais e de adaptação climática, especialmente nos setores agrícola e de infraestrutura.

A Declaração de Fortaleza foi anunciada nesta sexta-feira, 17, no encerramento da 54ª Reunião Anual da Alide, realizada na sede do BNB. A carta de compromissos foi aberta com uma manifestação de solidariedade à população do Rio Grande do Sul devido ao desastre ambiental que assola o estado.

As estratégias estabelecidas na declaração buscam cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. As instituições vinculadas à Alide se comprometeram a integrar critérios ambientais e sociais em suas operações financeiras, promovendo projetos sustentáveis e de alto impacto econômico.

O documento destaca o compromisso de reforçar o apoio aos setores produtivos para melhorar as condições macroeconômicas locais, como níveis de dívida e taxas de juros. Além disso, as instituições se comprometeram a facilitar a inclusão social e financeira de comunidades indígenas, jovens empreendedores, idosos e projetos liderados por mulheres.

O Banco do Nordeste e as demais instituições vinculadas à Alide reforçaram seus objetivos de desenvolvimento social e econômico para cada país e região. Temos grandes desafios, mas estamos investindo para levar crédito de qualidade a todos os setores, gerando empregos e renda para a população”, afirmou o presidente do BNB, Paulo Câmara.

Outros compromissos incluem a ampliação de recursos para educação básica, técnica e empreendedora, especialmente para micro e pequenas empresas. Os bancos membros da Alide também prometeram expandir a digitalização dos serviços financeiros para aumentar a produtividade e eficiência das economias locais. A declaração enfatiza a importância do investimento em infraestrutura sustentável como motor do crescimento econômico, destacando as parcerias público-privadas (PPPs) como fundamentais para alcançar resultados a médio e longo prazo.

Superintendente do Banco do Nordeste em Pernambuco Assume Cargo Estratégico na Caixa Econômica Federal

Pedro Ermírio Freitas, também pré-candidato à Prefeitura de Aliança, assume a vice-presidência de Agente Operador na Caixa.

Pedro Ermírio Freitas, superintendente do Banco do Nordeste em Pernambuco e pré-candidato à Prefeitura de Aliança, assume um papel estratégico ao ser nomeado vice-presidente de Agente Operador na Caixa Econômica Federal. A notícia foi confirmada pela própria instituição em comunicado divulgado nesta quarta-feira (24), destacando a trajetória e expertise do profissional.

Com uma carreira de 20 anos no BNB, Pedro Ermírio Freitas, graduado em Direito e pós-graduado em Gestão Bancária pela FGV, assume a liderança do setor que gerencia operações fundamentais, incluindo o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), loterias e os fundos de governo, como o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

A dualidade de sua atuação, tanto no setor bancário quanto na política local como pré-candidato à Prefeitura de Aliança, ressalta a amplitude e a relevância de sua contribuição. A movimentação de Pedro Ermírio na Caixa Econômica Federal aponta para uma gestão estratégica em áreas cruciais para o desenvolvimento socioeconômico, destacando o alinhamento entre sua experiência e as responsabilidades do novo cargo.