Alepe promove debate sobre segurança pública no Estado

Os parlamentares cobraram uma política de segurança mais clara, por parte do governo, e a valorização dos servidores da área.

A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) promove nesta quarta-feira (23) uma audiência pública sobre o tema, incluindo o programa recém lançado pelo governo do Estado, o “Juntos Pela Segurança”. Além de parlamentares, participam da discussão representantes do Sinpol, da Associação de Cabos e Soldados, o coordenador da Segurança Pública de Jaboatão dos Guararapes, os presidentes da Associação dos Concurseiros e da Comissão Oficial de praças da PM, entre outros órgãos envolvidos com o tema.

A audiência pública acontece às 10 horas, no auditório Ênio Guerra, na Alepe. No retorno aos trabalhos legislativos, no último dia 1º de agosto, o “Juntos Pela Segurança” pautou os discursos dos parlamentares na tribuna do plenário.

Embora reconheçam a importância da iniciativa, cujos investimentos estão previstos em mais de um bilhão de reais, os parlamentares cobraram uma política de segurança mais clara, por parte do governo, e a valorização dos servidores da área.

Autor do requerimento da audiência pública, o deputado Alberto Feitosa (PL) considera que o “Juntos Pela Segurança” se resume a “uma plataforma para coleta de propostas”. “Falta o governo definir metas de redução dos índices de violência e as estratégias para a diminuição da criminalidade no nosso Estado”.

A Comissão de Segurança da Alepe é presidida pelo deputado Fabrizio Ferraz. Integram o colegiado como titulares os deputados Antônio Moraes, Delegada Gleide Ângelo, Joel da Harpa, Romero Albuquerque.

Priorizando o debate técnico, Fabrizio Ferraz apresenta o balanço das atividades da Comissão de Segurança Pública da Alepe

A Comissão de Segurança Pública e Defesa Social da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) finalizou as atividades do primeiro semestre, apresentando o balanço das ações. Presidido pelo deputado estadual Fabrizio Ferraz (Solidariedade), o colegiado se notabilizou pelo debate técnico e pela análise criteriosa dos projetos em andamento na Casa em 2023.

Instalada em março deste ano, a Comissão realizou seis reuniões, sendo cinco ordinárias e uma extraordinária. Foram distribuídos 208 projetos de lei relacionados à segurança pública, com 25 deles discutidos e aprovados pelos parlamentares. O colegiado também realizou uma audiência pública, que discutiu a segurança no Centro do Recife.

“Tivemos um semestre produtivo, avançando no debate técnico da segurança pública. O número elevado de projetos sobre o tema mostra o quanto os deputados estão interessados em colaborar para o aperfeiçoamento da legislação estadual. Isso é muito bom para a população, que tem visto um parlamento atuante. Contribuímos com as nossas experiências, sugerindo melhorias para as iniciativas“, afirmou Fabrizio Ferraz.

Marília Arraes e Raquel Lyra frente a frente no último debate antes das eleições de domingo (30)

Este é o sexto embate do segundo turno das eleições 2022 ao Governo de Pernambuco

As candidatas ao Governo de Pernambuco Marília Arraes (Solidariedade) e Raquel Lyra (PSDB) participaram na noite deste quinta-feira (27) do último debate antes das eleições do próximo domingo (30).

O confronto, promovido pela TV Globo, começou às 22h, depois da novela Travessia. Foi o sexto deste segundo turno e contou com a mediação do apresentador Márcio Bonfim. Foram quatro blocos: dois com temas livres e dois com temas determinados.

Tema livre. 15 minutos para cada e o tema livre

A candidata Raquel Lyra foi a primeira a se apresentar, Usou dois minutos. Agradeceu a todos pelo carinho. Disse que Pernambuco quer mudar. Apresentou-se como a candidata da mudança de verdade. “A outra é a continuidade do que está aí”. Disse ter andado nos últimos dias do Litoral ao Sertão. Fez a Marília uma pergunta sobre o que ela fará para melhorar o saneamento básico para que haja mais qualidade de vida.

Marília se apresentou, lembrando que no primeiro turno teve muitas candidaturas. Foi atípico. “Temos dois projetos em jogo: não dá pra ficar em cima do muro. Não dá pra repetir uma mentira mil vezes” Provocou a adversário ao dizer que ela não tem coragem de dizer que é a candidata de Bolsonaro. Disse que no Nordeste o maior problema é a falta de prioridade e assegurou que vai fazer política para quem precisa de verdade. Criticou a ex-prefeita de Caruaru, dizendo que a cidade não é a ilha da fantasia mostrada por Raquel. “Parece a síndrome da Pollyanna. O mundo se acabando e ela se pegando a detalhes”. Marília citou o presidente Lula e lembrou que hoje é o aniversário dele. Mandou parabéns. Não é possível deixar o bolsonarismo tomar conta de Pernambuco. Lula vai ajudar no Estado. Usou cinco dos 15 minutos Por que você tem vergonha de dizer que é candidata de Bolsonaro

“Aqui não é briga na cozinha da tua casa. Não sou teu primo”, atacou Raquel sobre a briga de Marília com o prefeito do Recife, João Campos (PSB). Disse que parentes de Marília tem vários cargos no Governo do Estado. E garantiu que a Compesa vai funcionar. Prometeu resolver com adutoras e obras inacabadas. Antecipar os prazos da PPP da Compesa. Não vai descansar enquanto não resolver. Ela não respondeu a pergunta do saneamento e eu vou fazer outra sobre saúde pública. Qual é seu plano para melhorar a saúde pública?

Marília cobrou respeito à família dela. E fez questão de explicar as inserções tiradas do ar: “A gente perguntava: será que ela é Bolsonaro? Todo mundo de Bolsonaro está ao lado dela. Querem formar uma trincheira anti-Lula”. A candidata se voltou para a questão de saneamento e declarou ser um serviço que não se faz sozinho. E disse que ia falar da família de Raquel, mas falar de bem. Citou o tio de Raquel Fernando Lyra, ex-ministro da Justiça. “Seu tio sempre teve lado você está tendo atitude oportunista. Você sabe de que lado estou. Para saúde, temos um plano específico de restaurar o que já existe. Em relação às mulheres há projetos específicos, anunciou, pedindo que acompanhem as propostas pelas redes sociais.

Raquel alfinetou, dizendo que a candidata não explica como vai fazer saneamento e fala por alto sobre saúde pública. “Onde ela enxerga lulistas e bolsonaristas, eu vejo pernambucanos”. Raquel listou as propostas que têm para saúde, entre elas a de garantir apoio aos municípios para as ações locais. Estarei pedindo a qualquer presidente que esteja lá. Falamos de saúde, saneamento e citou habitação.

“Pode até pedir a Bolsonaro, mas ele não vai dar”, disparou a candidata do Solidariedade. Segundo Marília, o presidente não quer que Pernambuco se desenvolva. “Você pode até pedir ao seu presidente, mas ele não vai dar”, declarou. E aproveitou para questionar sobre o transporte público.

Campanha da mentira, de quem inventa muitas histórias. Falou de transporte e de habitação. Disse que vai tomar de conta do metrô. Lembrou que Paulo Câmara passou por três presidentes da República. Afirmou que haverá tarifa única, requalificação dos terminais. Capacidade de tirar projetos do papel. Ela tem pouco a dizer sobre o que vai fazer. Eu quero saber o que a senhora vai fazer para os deficientes.

Ela desmontou a coordenadoria de deficientes quando chegou a Caruaru. Um dia antes de o pai de Raquel assumir o Governo institiuiu que a empersa dele prestasse serviços a todo o Estado. Há conflito de interesse. Não há como mudar. Informou que desde adolescente defende bilhete único, desde que era vereadora do Recife. Por que a passagem em Caruaru é mais cara que a do Recife?

Uma vez atrás da outra ela traz mentiras. Meu pai é dono de empresa de ônibus, maldade a sua. O transporte não é metropolitano. Vamos garantir atendimento precoce, descentralização dos serviços para deficientes.

Marília cobrou porque Raquel não explicou por que a passagem emm Caruaru é mais cara que no Recife. E diz que ela não explicou porque a família dela tem o monopólio.

Tema determinado: Educação e Mulheres

No segundo bloco, as candidatas responderamo a perguntas específicas. Foram 6 temas e elas tiveram que escolher 4 temas. Quem iniciou a nova fase foi a candidata Raquel Lyra, que iniciou falando sobre educação. Marília propôs ajuda entre entes federativos para o aumento da vaga de creches no Estado. De acordo com a candidata do Solidariedade, é necessário ter um trabalho do Estado com os municípios e a União. Além disso, enviar um projeto para levar 60% das escolas do Ensino Fundamental para o sistema integral de ensino. “Cada município terá sua particularidade respeitada”, afirmou.

Por sua vez, Raquel, ao falar sobre o número de vagas de creches, detalhou a sua ideia para o tema. “Minha proposta é que o Governo do Estado construa no município e mantê-la por um ano”, disse. Ela garantiu, ainda, que adquiriu experiência na construção ao citar gastos na construção de creches. A tucana também citou a entrada do Ensino Fundamental no sistema integral, ao prometer 40% das crianças do Estado. Para ela, o professor é parte fundamental na educação.

O próximo tópico escolhido foi a situação das mulheres do Estado. Marília perguntou sobre a situação da maternidade de Caruaru, construída sob o governo de Raquel. Em resposta, a tucana disse que viajou várias vezes a Brasília para tentar tirar do papel e provocou a sua rival. “Eu queria ver o projeto da maternidade, pois ele não existia”, disse. Ela disse ainda que uma das suas propostas é a construção de cinco novas maternidades no Estado e que vai captar recursos com a União.

Perguntada sobre a construção de maternidades no Estado, Marília disse que não “está para brincar com Pernambuco” e que “não dá para chegar com discurso decorado”. Ela disse ainda que vai garantir que recupere alguns hospitais que já existem no Estado para serem transformados em maternidades. “Pernambuco tem muita coisa abandonada”, criticou.

 

No terceiro bloco as candidatas têm cada uma, mais 15 minutso para temas livres

Marília alegou que nomes do governo Paulo Câmara, como o ex-secretário de Turismo Rodrigo Novaes está ao lado de Raquel com promessas inclusive de ficar no cargo. Dirigiu à adversária pergunta sobre o Pacto pela Vida.

Raquel reagiu dizendo que André de Paula (candidato ao Senado) e Sebastião Oliveira (candidato a vice, ambos na chapa de Marília) são nomes que foram ligados ao governador. E sobre a segurança aproveitou para listar ações na Capital do Agreste. Citou o Juntos pela Segurança. Investimeentos na tropa, concurso permanente, reestruturação da Polícia Cientifica, estancar a violência. E questionou como Marília, aliada de Paulo Câmara, faria diferente.

A neta do ex-governador Miguel Arraes disse ser preciso reconhecer que o Pacto pela Vida deu certo, e que dexiou de funcionar quando passou para as mãos do pai de Raquel, João Lyra Neto. Informou que vai reestruturar o Pacto, mudar a estrutura da SDS e disse que as polícias vão despachar diretamente com a governadora. Anunciou que vai integrar as polícias à Guarda Municipal. E reforçou o combate ao feminicídio. “Tolerância zero para o agressor”, disse. Também citou os presídios e o crime organizado, alertando que é preciso ter coragem. “Mas a minha adversária não tem coragem nem de assumir quem é seu presidente”, retrucou. Marília aproveitou para dizer que Bolsonaro incita a violência e não dá para falar em combater e questionou sobre o Biesp.

“É claro que todo batalhão de polícia é importante”, pontuou Raquel e depois falou sobre corrupção. Contou sete operações da Polícia Federal contra o Governo Paulo Câmara. Ressaltou o papel importante da sua candidata a vice, Priscila Krause. “Enquanto isso, seu candidato a vice foi alvo de operação que investigava desvio de verba”. E perguntou qual

Marília chamou Raquel de Irresponsavel e leviana ao falar de Sebastião (Oliveira). “É uma pessoa do bem e foi secretário na mesma época em que você estava no Governo. Não vou ficar comepetindo quem foi mais oposição: eu ou Priscila.” E destacou que a candidata a vice é a favor de Bolsonaro, enquanto ela (Marília) sempre trabalhou em defesa dos professores. Declarou que as pessoas que estão ao lado dela (de Raquel) querem fechar o Congresso e são antidemocrática. “Não adianta me colar com Paulo Câmara. Porque estou ao lado de Lula”

Raquel reforçou a pergunta sobre o combate à corrupção. E Marília disse que existe um projeto de transparência para governar. A ex-prefeita de Caruaru disse que foi destaque e teve reconhecimento da ONU de gestão eficiente do recurso público. “Dinheiro público é sagrado”, enfatizou. Mandou beijo para Priscila e disse que estão do lado certo: o lado sério. Falta transparência nos dados da economia, do orçamento e também nos números da violência. “Vamos dar transparência. Para que o cidadão comum acompanhe o governo” E instigou Marília a explicar como vai tratar o Sassepe, o plano de saúde dos servidores públicos do Estado.

Antes de responder sobre o Sassepe, Marília perguntou a Raquel se ela acha que o Governo Bolsonaro é corrupto ou não “Se tiver corrupção, merece ser punida. Diga a senhora onde a senhora quer chegar”, irritou-se Raquel, alegando que “a senhora vai ficar com suas perguntas”. Marília declarou que não vai apenas recuperar o Sassepe, mas valorizar os servidores e requalificar os serviços. Vou mudar de assunto, disse Raquel, querendo saber qual a proposta de desenvolvimento para o Sertão de Itaparica.

A tucana criticou a nacionalização do debate colocada por Marília. “Não seja leviana de colocar palavras na minha boca. Quem praticou corrupção deve ser punido, em qualquer governo, onde quer que seja. O debate presidencial é amanhã”, alfinetou.

Tema determinado: Violência e Energia Renovável

O primeiro tema foi violência. Marília perguntou sobre as propostas sobre como os jovens podem ter mais perspectiva. Raquel começou falando sobre suas ações em Caruaru. Segundo ela, foi lançado um plano de governo para combater a criminalidade na cidade do Agreste pernambucano. “(Queremos) garantir que os jovens tenham voz e vez (…) como a gente fez no Morro do Bom Jesus”, disse a tucana. Ela disse que irá coordenar pessoalmente o programa Juntos pela Segurança em todo o Estado.

Marília Arraes criticou a gestão de Raquel enquanto ela foi prefeita de Caruaru e secretária da Juventude ainda no governo Eduardo Campos. “É muito triste ver a candidata ver uma insensibilidade. (…) Uma líder de verdade não vive de justificativa” afirmou. Marília aproveitou para citar o caso de uma rebelião em uma unidade da Funase. Em sua defesa, Raquel disse que nunca assumiu a unidade prisional enquanto gestora.

Raquel lembrou ainda os tempos que Marília foi secretária na Prefeitura do Recife. “A diferença entre quem faz e quem só fala está posta”, disse. Em resposta, Marília disse que não teve orçamento na pasta e citou obras, como reformas nas escolas e regularização na classe dos professores.

No último tema, foi falado sobre energia renovável. Raquel perguntou sobre as propostas de Marília e mudança da matriz energética no Estado. Marília afirmou que uma de suas propostas é levar gás natural até o Sertão do Estado. “Há um desmatamento enorme, pois no polo gesseiro ainda funciona à base de lenha”, disse a candidata do Solidariedade. Raquel falou sobre suas ideias para o tema, como investimentos na área. “Podemos fazer de Pernambuco um modelo de estado que vende a matriz verde para o mundo inteiro”, disse.

Ao final do tema, Marília e Raquel ficaram discutindo sobre as sanções de acordo com a política ambiental do governo federal e sobre investimento em proteína animal.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Marília Arraes (Solidariedade)

“Queria agradecer a Deus a oportunidade estar aqui em uma campanha atípica, pois vivemos um momento de violência política no Brasil. Me considero muito sublime, pois enfrentei diversos obstáculos nas eleições. Esta resistência é por ela e para todos os filhos que estão assistindo. Quero falar sobre o eleitor de Lula: reflita bem sobre o projeto que está em jogo em Pernambuco. Se vai se criar um núcleo de resistência bolsonarista ou se vamos ter um que priorize o povo. Vocês sabem que não sou continuidade. No primeiro turno, houve mais de 270 mil votos no 13 e 80 mil para 70. Meu número é 77”.

Raquel Lyra (PSDB)

“Quero agradecer à Rede Globo e a todos os trabalhadores. A você que está assistindo até esta hora para ouvir sobre o futuro do Estado. Venho até aqui para falar sobre uma escolha que vai definir o futuro de Pernambuco nos próximos quatro anos. Domingo Pernambuco vai escolher se fica com o mesmo grupo que está no poder e que tem deixado um legado muito ruim para o nosso Estado ou se aposta em um novo caminho. Caminhei Pernambuco inteiro e consegui estar firme por ter recebido seu carinho e apoio. Estou aqui para ser o instrumento da transformação que o Estado precisa. Fui a prefeita que mudou Caruaru, mas não fiz sozinha. Transformei em uma cidade muito melhor para se viver. Colocamos a cidade de pé. O que a gente precisa em Pernambuco é ter um governo capaz de unir o nosso Estado e de tirar sonhos do papel. Meu número é 45”.

Debate comprova que Raquel é a mais preparada para governar Pernambuco

Candidata apresentou propostas de diferentes áreas para a transformação do estado

Demonstrando mais preparo e conhecimento para debater os problemas reais do estado, a candidata Raquel Lyra (PSDB) apresentou, mais uma vez, as propostas para pernambucanos e pernambucanas durante debate desta terça-feira (25) da TV Jornal. “A gente andou muito e debateu sobre a garantia de melhor qualidade de vida para a nossa gente, porque eu cheguei aos invisíveis. Aqueles que o governo normalmente não enxerga”, apontou Raquel, ao falar que é hora de comparar trajetórias e biografias.

“Andamos nas ruas do nosso estado, ouvindo as pessoas, entendendo as suas dores e buscando com ela, juntos, construir um estado melhor para a gente viver”, disse.

Raquel falou sobre as políticas de ressocialização para jovens. “Conheço a estrutura necessária para garantir o sistema socioeducativo funcionando de maneira adequada. Os adolescentes que não puderem estar cumprindo medidas socioeducativas em meio aberto, vamos estabelecer um recurso fundo a fundo, garantir dinheiro para as prefeituras, para a equipe multidisciplinar poder fazer o acompanhamento do jovem que estiver em cumprimento de medida socioeducativa, junto da sua família, acompanhando na escola com a turma da assistência social e reestruturar o sistema social educativo em Pernambuco. Isso não se faz com discurso, nem se faz com pegadinha.”

A ex-prefeita de Caruaru também falou sobre o combate à violência contra a mulher. “Como prefeita de Caruaru, a gente combateu a violência contra a mulher. Centro de Referência Maria Bonita, com equipe multidisciplinar. Vamos levar isso para os demais municípios de Pernambuco. A gente vai dobrar o número de delegacias da mulher funcionando, 24 horas por dia, 7 dias por semana”, afirmou Raquel.

Outras propostas na área de turismo, transporte público, infraestrutura e combate à desigualdade social também foram apresentadas. Elas podem ser conferidas também no Plano de Governo, disponibilizado no site: https://www.raquellyra.com.br/

“Eu vou cuidar de verdade, acolher, proteger. É assim que fiz a minha vida inteira. É assim que eu vou continuar a fazer”, finalizou Raquel.

 

Marília Arraes inicia debate na Rádio Jornal e crava: “Vamos resgatar o nosso Estado com um projeto alinhado com o presidente Lula”

A candidata ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes, começou o debate na Rádio Jornal, na manhã desta quinta-feira (20), sendo clara sobre o motivo de querer ser a primeira governadora mulher de Pernambuco: “Pernambuco já deu certo com Lula e Eduardo Campos e vamos reconstruir nosso Estado, novamente, com um projeto alinhado ao do presidente Lula.”

Marília também falou sobre o histórico momento que Pernambuco vive com o protagonismo das mulheres na política. “Estou muito feliz em estar aqui hoje com as mulheres ocupando cada vez mais os espaços. Elegemos a primeira senadora da nossa história, que foi Teresa Leitão, e vamos eleger a primeira governadora. Vamos governar junto do presidente Lula”, continua.

Mais uma vez, Marília questionou a candidata Raquel Lyra sobre seu posicionamento para as eleições presidenciais, cruciais para o Brasil. E assim como tem feito, a candidata do PSDB, que tem todos os bolsonaristas do Estado em seu palanque, fugiu da pergunta. “Atitude você teria se tivesse posição para presidente. Estamos vivendo um momento entre civilização contra barbárie, da Democracia contra o respeito. Raquel, é preciso se posicionar e nós estamos com o presidente Lula. E você?”.

Marília também questionou Raquel sobre o abandono que a ex-prefeita deixou a tradicional Feira de Caruaru, uma das maiores e mais antigas do Brasil. “O povo de Caruaru sabe que não é verdade o que você acabou de falar. Você não sabe dialogar, Raquel. É autoritária igual ao presidente que você defende. Na sua gestão, você queria mudar a feira de lugar, mas isso não deu certo.”

Candidatos ignoram propostas e priorizam troca de ofensas em último debate antes do 1º turno

Por Rayanderson Guerra, da Estadão Conteúdo

Os candidatos à Presidência da República deixaram em segundo plano as propostas de governo e deram mais atenção às ofensas mútuas e aos embates agressivos no último debate antes da votação em primeiro turno.

O encontro promovido pela TV Globo, que avançou pela madrugada de hoje e reuniu sete postulantes, foi uma oportunidade para embates diretos entre os dois candidatos que lideram a disputa pelo Planalto.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) estiveram frente a frente no primeiro bloco do debate e reproduziram o clima mais acirrado da disputa presidencial.

Bolsonaro critica Lula no debate da Globo: “traidor da pátria”

Também participaram do evento Ciro Gomes (PDT), Felipe d’Avila (Novo), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil) e Padre Kelmon (PTB). Conforme pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, Lula lidera a disputa ao Palácio do Planalto com 50% dos votos válidos. Bolsonaro tem 36%.

Lula critica Bolsonaro no debate na Globo: “o povo vai te mandar para casa”

Entre acusações e direitos de resposta concedidos pela organização do debate, os rivais se acusaram da prática de corrupção.

“Nós não podemos continuar no País da roubalheira”, afirmou Bolsonaro, que repetiu uma dobradinha com Padre Kelmon, do PTB, e em referência aos governos do PT.

O chefe do Executivo federal disse que Lula montou uma “quadrilha” quando governou e que o País vivia uma “cleptocracia”.

No primeiro direito de resposta, o petista pediu “o mínimo de honestidade e de seriedade” do candidato à reeleição e citou acusações de prática de rachadinha pela família Bolsonaro, os sigilos de 100 anos decretados pelo presidente para documentos do governo e o “gabinete paralelo” no Ministério da Educação, como a propina em ouro cobrada por pastores – caso revelado pelo Estadão.

“Mentiroso, ex-presidiário, traidor da Pátria. Que rachadinha? Rachadinha é os teus filhos roubando milhões”, respondeu Bolsonaro. “Tome vergonha na cara, Lula”, emendou o presidente.

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

POLARIZAÇÃO Presidente e petista estiveram frente a frente e reproduziram o clima mais acirrado – REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Em novo direito de resposta, o petista disse que faria um decreto para acabar com os sigilos de cem anos decretados por Bolsonaro. “Não minta que é feio o presidente da República mentir”, criticou o petista.

A troca de agressões entre os dois candidatos que, segundo as pesquisas, disputam na prática a eleição, simbolizou um encontro eleitoral marcado também pela indisciplina dos postulantes. Por diversas vezes, o mediador, William Bonner, precisou repreender os candidatos – principalmente Padre Kelmon – para que respeitassem as regras.

Padre Kelmon e Lula batem boca em debate na Globo

Reformas

Embora coadjuvante no encontro eleitoral, propostas para o País foram pinceladas em determinados momentos.

Soraya Thronicke e Ciro, por exemplo, discutiram ideias para uma reforma fiscal, caso vençam as eleições. Soraya afirmou que sua proposta é substituir os impostos existentes por um único imposto sobre operações financeiras. ”

Também vamos desonerar a folha de pagamento e promover um programa de refinanciamento de dívida ativa. Esse pacote econômico que propomos é a maior questão do Brasil”, relatou Thronicke.

Ciro Gomes concordou com a candidata sobre a necessidade de uma reforma fiscal e apresentou que, em seu governo, também pretende renegociar as dívidas das famílias e promover um massivo programa de emprego, retomando 14 milhões de obras paradas.

Nome da chamada terceira via Simone Tebet (MDB) procurou manter uma postura de independência, mas concentrou suas críticas à gestão do atual governo no meio ambiente e afirmou que Jair Bolsonaro “foi o pior presidente da história do Brasil nesse aspecto”, ao falar sobre as queimadas no Pantanal e na Amazônia durante o atual governo.

Em resposta, Bolsonaro disse que as queimadas ocorreram por conta das secas nos últimos anos. Simone Tebet disse, na sequência, que Bolsonaro “mente tanto que acredita na própria mentira”, e voltou a defender medidas de preservação do meio ambiente.

Orçamento secreto

Em outro momento, Bolsonaro tentou fazer uma dobradinha com Luiz Felipe d’Avila, mas o candidato do Novo citou o orçamento secreto, esquema pelo qual o governo destina emendas parlamentares sem critérios e transparência, para garantir apoio de parlamentares no Congresso.

Globo/ João Miguel Júnior
Candidatos se encontraram pela última vez antes do primeiro turno – Globo/ João Miguel Júnior

O presidente afirmou que colocou um ponto final no “toma lá, dá cá” ao assumir o governo, sem mencionar sua aliança com o Centrão. Disse que colocou quadros técnicos nos ministérios e perguntou a d’Avila se esse estilo de governar deveria continuar.

O candidato do Novo, então, disse que o orçamento secreto está “acabando” com a política e “corroendo” a credibilidade do Congresso e da própria democracia.

“O orçamento secreto não é meu, eu vetei”, respondeu Bolsonaro. “Não existe da minha parte nenhuma conivência com esse Orçamento”, emendou. O presidente, contudo, voltou atrás no veto e acabou sancionando o esquema das emendas de relator para este ano. No enfrentamento, d’Avila também disse que nos últimos anos houve irresponsabilidade fiscal e descumprimento do teto de gastos.

Corrupção

O tema corrupção também confrontou, no terceiro bloco do debate, Ciro e Bolsonaro – que vinham se poupando de ataques. O pedetista disse que a atual gestão tem tantos casos de corrupção como os governos petistas.

O presidente voltou a repetir que não existem casos de delitos durante sua passagem pela Presidência. “Me aponte uma fonte de corrupção, não tem”, afirmou.

“Não ataque dessa maneira que o senhor deslustra a sua presença nesse programa”, concluiu o candidato à reeleição, após o pedetista listar acusações contra o presidente.

(Colaboraram Iander Porcella, Matheus de Souza, Giordanna Neves, Eduardo Gayer, João Scheller, Lais Adriana e Jessica Brasil Skroch)

 

Raquel vence debate da TV Globo e consolida presença no segundo turno

Única mulher a participar de todos os debates e com presença consolidada no segundo turno, a candidata ao Governo de Pernambuco, Raquel Lyra, mostrou mais uma vez na TV Globo por que é o melhor nome para conduzir o futuro de Pernambuco a partir de janeiro de 2023. Quem acompanhou a transmissão confirma: Raquel venceu o debate.

Preparo, experiência, sensibilidade, liderança e capacidade comprovada de gestão foram qualidades que se destacaram ao longo do debate e que têm sido cada vez mais percebidas pela população, resultando no crescimento da candidatura.

“Quero agradecer ao povo de Pernambuco por cada mensagem de confiança, por cada conversa olho no olho que pude ter ao longo destes últimos 15 meses que venho percorrendo todo o estado. Com muito trabalho, consegui transformar Caruaru, cuidando das crianças, das mulheres, da saúde da população. É isso o que quero fazer em Pernambuco. Esta é uma eleição de mulheres, e eu peço uma oportunidade de estar no segundo turno, para apresentar ainda mais tudo o que farei pelo futuro do nosso estado”, disse Raquel, em suas considerações finais.

A diferença entre a candidata que mais cresce nas pesquisas e os adversários ficou evidente em todos os blocos, sobretudo quando Raquel falou de sua trajetória, como prefeita de Caruaru eleita e reeleita, deputada estadual por duas vezes, secretária de Infância e Juventude do governo de Eduardo Campos, delegada da Polícia Federal e procuradora do estado.

Os avanços realizados em Caruaru, como o maior investimento da história em saúde e educação, também foram informações importantes que demarcaram a diferença entre a candidata e os demais concorrentes.

*Propostas –* Ao longo do debate, Raquel Lyra teve a oportunidade de apresentar algumas das principais propostas presentes no Plano de Governo, que foi construído de forma colaborativa, com a população e especialistas. Combate às desigualdades, construção de cinco maternidades, 60 mil vagas de creche, Carretas da Saúde, restaurantes populares fixos e móveis em todas as regiões do estado, recuperação das estradas, conclusão das obras inacabadas com geração de empregos, o maior programa de habitação e qualificação profissional de Pernambuco, e apoio aos pequenos empreendedores são algumas das propostas de Raquel que se destacam.

Fotos: Janaína Pepeu

Bolsonaro desiste de comparecer ao debate da Band neste domingo, confira

O debate está previsto para acontecer no próximo domingo (28).

O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) anunciou hoje (26), através de integrantes da sua campanha, que não irá participar do debate com outros candidatos realizado pela Band, no próximo domingo (28).

A equipe responsável por anunciar a desistência de Bolsonaro no debate afirmou que a decisão não está relacionada ao bom desempenho do seu concorrente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na entrevista de ontem no Jornal Nacional.

Com essa decisão, é provável que o candidato petista não compareça também, já que havia dito que só iria caso Bolsonaro fosse.

A informação sobre o comparecimento de Bolsonaro no debate da Band foi dada pela coluna Malu Gaspar do jornal O Globo.