Bolsonaro pode responder por crime eleitoral caso não prove denúncia de fraude

O ministro Fabio Faria, das Comunicações, acusou, ontem, que a campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) está sendo prejudicada com uma quantidade menor de inserções de rádio. Segundo ele, seriam 154 mil a menos que a do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nas últimas duas semanas. Faria anunciou que estava remetendo a documentação reunida ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cobrar o restabelecimento da isonomia entre os dois candidatos.

Porém, depois da apresentação dos supostos dados levantados por uma auditoria particular contratada pelo comitê de Bolsonaro, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, deu prazo de 24 horas para que sejam apresentadas provas que comprovem os números apresentados por Faria. Caso as acusações não sejam comprovadas, a coligação do presidente poderá ser enquadrada em crime eleitoral.

“Os fatos narrados na petição inicial não foram acompanhados de qualquer prova e/ou documento sério, limitando-se o representante a juntar um suposto e apócrifo ‘Relatório de Veiculações em Rádio’, que teria sido gerado pela empresa ‘Audiency Brasil Tecnologia’”, aponta o ministro.

Moraes cobra, ainda, o detalhamento das informações que embasariam as acusações de Fabio Faria. “Nem a petição inicial, nem o citado relatório apócrifo indicam eventuais rádios, dias ou horários em que não teriam sido veiculadas as inserções de rádio para a Coligação requerente; nem tampouco a indicação de metodologia ou fundamentação de como se chegou à determinada conclusão”, destacou Moraes.

Coletiva
A acusação de Fabio Faria foi feita em uma coletiva de imprensa, no Palácio da Alvorada, cuja convocação seria para “acompanhar a exposição de um fato grave”. Ao lado de Fabio Wajngarten, coordenador de comunicação da campanha de Bolsonaro, o ministro das Comunicações disse que uma auditoria constatou que as rádios, principalmente da Região Nordeste — onde Lula lidera com folga a corrida eleitoral —, não estão exibindo as propagandas encaminhadas pela campanha do presidente.

O ministro acusou que a maioria das rádios que “censuram” Bolsonaro estão na Bahia — onde Lula teve 69,73% dos votos no primeiro turno e o presidente, 24,31%. Segundo Faria, o petista tinha três em quatro inserções nas rádios. A auditoria teria apurado que não foram exibidos, durante 14 dias do segundo turno, 154 mil propagandas de Bolsonaro. De acordo com Faria, isso equivale 1.234 horas de programação.

Wajngarten classificou o episódio como “censura” e afirmou que a equipe de mídia vai revisar a prática desde o primeiro dia do primeiro turno. As inserções são pequenas propagandas de 30 segundos, durante a programação normal das emissoras de rádio e televisão.

O promotor de Justiça e promotor eleitoral Wesley Machado explicou que, caso uma emissora de rádio ou tevê não exiba uma propaganda eleitoral, pode sofrer graves consequências. “Inclusive a suspensão da programação normal, conforme prevê resolução do Tribunal Superior Eleitoral. A depender das circunstâncias do caso, pode se estar diante de uma hipótese de uso indevido dos meios de comunicação social”, explicou.

Para o cientista político Valdir Pucci, a denúncia deve ser investigada pela Justiça Eleitoral e, caso comprovada, a emissora que descumpre a lei deve ser punida. “Não acredito em suspensão do segundo turno por uma denúncia que ainda será apreciada pela Justiça. E não há previsão legal de suspensão de eleição neste caso, apenas a punição dos envolvidos”, disse.

A acusação feita por Faria vem em um momento de desgaste para a campanha de Bolsonaro com o ataque do ex-deputado Roberto Jefferson contra uma equipe de agentes da Polícia Federal, que foram levá-lo para regime fechado de prisão por violar as regras da detenção domiciliar. Além disso, pesquisa de intenção de votos do Ipec, divulgada ontem, mostra que Lula tem 50% contra 43% do presidente.

Debate comprova que Raquel é a mais preparada para governar Pernambuco

Candidata apresentou propostas de diferentes áreas para a transformação do estado

Demonstrando mais preparo e conhecimento para debater os problemas reais do estado, a candidata Raquel Lyra (PSDB) apresentou, mais uma vez, as propostas para pernambucanos e pernambucanas durante debate desta terça-feira (25) da TV Jornal. “A gente andou muito e debateu sobre a garantia de melhor qualidade de vida para a nossa gente, porque eu cheguei aos invisíveis. Aqueles que o governo normalmente não enxerga”, apontou Raquel, ao falar que é hora de comparar trajetórias e biografias.

“Andamos nas ruas do nosso estado, ouvindo as pessoas, entendendo as suas dores e buscando com ela, juntos, construir um estado melhor para a gente viver”, disse.

Raquel falou sobre as políticas de ressocialização para jovens. “Conheço a estrutura necessária para garantir o sistema socioeducativo funcionando de maneira adequada. Os adolescentes que não puderem estar cumprindo medidas socioeducativas em meio aberto, vamos estabelecer um recurso fundo a fundo, garantir dinheiro para as prefeituras, para a equipe multidisciplinar poder fazer o acompanhamento do jovem que estiver em cumprimento de medida socioeducativa, junto da sua família, acompanhando na escola com a turma da assistência social e reestruturar o sistema social educativo em Pernambuco. Isso não se faz com discurso, nem se faz com pegadinha.”

A ex-prefeita de Caruaru também falou sobre o combate à violência contra a mulher. “Como prefeita de Caruaru, a gente combateu a violência contra a mulher. Centro de Referência Maria Bonita, com equipe multidisciplinar. Vamos levar isso para os demais municípios de Pernambuco. A gente vai dobrar o número de delegacias da mulher funcionando, 24 horas por dia, 7 dias por semana”, afirmou Raquel.

Outras propostas na área de turismo, transporte público, infraestrutura e combate à desigualdade social também foram apresentadas. Elas podem ser conferidas também no Plano de Governo, disponibilizado no site: https://www.raquellyra.com.br/

“Eu vou cuidar de verdade, acolher, proteger. É assim que fiz a minha vida inteira. É assim que eu vou continuar a fazer”, finalizou Raquel.

 

WhatsApp é restabelecido depois de apagão global

O grupo americano Meta afirmou, nesta terça-feira (25), que resolveu o apagão mundial que afetou os bilhões de usuários de seu aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp e pediu desculpas.

“Sabemos que as pessoas tiveram problemas para enviar mensagens no WhatsApp hoje”, disse à AFP um porta-voz da Meta. “Resolvemos o problema e pedimos desculpas por qualquer inconveniente”, destacou.

A origem do problema ainda não foi especificada.

Algumas horas antes, o DownDetector.com, que acompanha as falhas dos serviços digitais, informou que havia observado uma grande interrupção do WhatsApp.

“Os relatos dos usuários indicam que o WhatsApp está tendo problemas desde as 09h17” (04h17 no horário de Brasília), informou o site, registrando milhares de reclamações de usuários de todo o mundo.

O incidente foi confirmado pela Meta, que afirmou que faria todo o possível para restaurar o WhatsApp “o mais rápido possível”.

Segundo os relatos nas redes sociais, os usuários não conseguiam enviar mensagens nem se conectar com o serviço.

O WhatsApp, que superou os 2 bilhões de usuários no mundo em fevereiro de 2020, é um dos aplicativos de mensagem gratuitos mais populares do mundo.

Foi comprado pelo Facebook em 2014 por pouco mais de 19 bilhões de dólares, a maior compra já realizada pelo grupo de Mark Zuckerberg.

No Twitter, a hashtag #whatsappdown (WhatsApp caiu, em tradução livre) foi uma das tendências mais populares do mundo esta manhã.

Os usuários do Twitter zombaram da interrupção do serviço de mensagens instantâneas, afirmando que a rede do pássaro azul desfrutaria e experimentaria um fluxo maior de conexões.

Uma vez que o serviço foi restaurado, muitos internautas expressaram seu alívio.

No Instagram (grupo Meta), milhões de mensagens mencionaram o apagão com a hashtag #Whatsapp.

As plataformas da Meta, que incluem as redes sociais Facebook e Instagram, bem como os serviços de mensagens WhatsApp e Messenger, já foram vítimas de um apagão generalizado sem precedentes no ano passado.

A extensão e a magnitude dessa interrupção de quatro serviços usados por bilhões de pessoas foram um incidente gigantesco, a ponto de o Downdetector identificá-lo como “o maior já visto” nas mídias sociais.

O Facebook então reconheceu que o incidente foi devido a um erro de sua parte e não a um problema técnico.

Marília e Raquel terão disputa acirrada para Palácio

Levantamento da Potencial Pesquisa, em parceria com a Folha de Pernambuco, mostra empate técnico

O levantamento para o Governo de Pernambuco realizado pela empresa Potencial Pesquisa, em parceria com a Folha de Pernambuco, aponta a candidata Raquel Lyra (PSDB) com 50,1% da intenção de votos estimulada. Marília Arraes (Solidariedade) aparece com 46,3%, configurando empate técnico no limite da margem de erro que chega a 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos.

Mil pessoas, de todas as regiões do Estado, foram entrevistadas por telefone, entre os dias 19 de outubro e 24 de outubro de 2022.

Mulheres
Maioria dos que responderam o levantamento é mulher (53,6%), contra 46,4% de homens. O maior percentual (24,5%) se concentra na faixa etária de 45 a 59 anos e o menor (1,7%), entre 16 e 17 anos. A partir dos 70 anos, o eleitor não é mais obrigado a votar, mas 58 (5,8%) deles, até os 79 anos, e 2,6% com idade superior a 79 anos foram entrevistados. 20,7% têm de 25 a 34 anos e outros 20,7%, de 35 a 44. De 60 a 69 anos de idade, o índice chega a 10,6%; 8,4%, de 21 a 24 anos, e 5%, de 18 a 20 anos.

Entre as pessoas consultadas, 25,5% disseram ter ensino médio completo; seguidas por 24,1% com fundamental incompleto; e 15,6% com ensino médico incompleto; 10,9% delas apenas leem e escrevem; 7,9% têm o superior completo, enquanto 6,7% se declararam analfabetas; 4,8% fizeram o fundamental completo e 4,5% não concluíram o ensino superior.

Renda mensal

Sobre a renda mensal familiar, 594 pessoas (59,4%) afirmaram ter até dois salários mínimos como renda mensal; 271 recebem mais de dois e até cinco salários mínimos; 80 mais de cinco e até dez salários; e 55 entrevistados declararam renda mensal superior a dez salários mínimos. Maioria dos entrevistados (24,4%) vivem na Região Metropolitana; 17, 4% estão no Recife e 12% no Agreste Central. Na Mata Norte estão 8,2% dos consultados, enquanto 7,4% vivem no Agreste Meridional; 6,2% na Mata Sul e 6,2% no Agreste Setentrional. No Sertão foram 14,4%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o nº PE-06181/2022.