Governo de Pernambuco e Unicef assinam acordo de cooperação para implementar a Busca Ativa Escolar no Estado

Iniciativa para garantir o direito ao ensino a todas as crianças e adolescentes pernambucanos, a Busca Ativa Escolar (BAE) foi implementada em Pernambuco através de parceria entre o Estado e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Na tarde desta quarta (30), a governadora Raquel Lyra e o representante do Unicef no Brasil, Youssouf Abdel-Jelil, assinaram um acordo que prevê a cooperação para iniciar a metodologia em todos os municípios do Estado. A cerimônia, ocorrida no Palácio do Campo das Princesas, ainda contou com a participação da vice-governadora Priscila Krause.

“Nós firmamos uma sólida parceria com o Unicef para garantir que nenhuma criança ficará fora da escola. Esse acordo é inédito em Pernambuco e envolve os 164 municípios para trabalhar a busca ativa escolar, visto que nos últimos anos, perdemos muitos alunos por conta da pandemia e do empobrecimento da população”, ressaltou Raquel Lyra. “Nós já começamos a fazer um diagnóstico profundo, buscando cada família, principalmente aquelas vulnerabilizadas, que tenham crianças fora da escola. Estamos construindo uma aliança para permitir o resgate de cada criança, seja da rede estadual ou do município, garantindo o direito de sonhar e o direito fundamental ao ensino de qualidade”, completou a governadora.

Através de uma metodologia disponibilizada pelo Unicef, será realizada a identificação, registro, controle e acompanhamento de crianças e adolescentes que estão fora da escola ou em risco de evasão. Todo o processo será acompanhado através de um banco de dados que irá armazenar as informações detalhando a situação de cada criança e adolescente por município, ficando disponível apenas para o comitê de profissionais envolvidos. A partir do levantamento será possível planejar, desenvolver e implementar políticas públicas que contribuam para a garantia do direito à educação.

A estratégia foi desenvolvida pelo Unicef e União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), e já é executada em 3.550 municípios e 22 estados brasileiros. “A educação é uma das prioridades do Unicef em todo o mundo. Fico muito animada por começar esse trabalho aqui em Pernambuco. Agradecemos à governadora Raquel Lyra pelo comprometimento em assinar este acordo. Iremos manter esse firme compromisso na busca por uma educação cada vez mais integrada”, afirmou a diretora-executiva do Unicef, Catherine Russell.

Por meio da cooperação, o Governo de Pernambuco irá criar um comitê gestor da Busca Ativa Escolar e um comitê intersetorial com a participação de diversos órgãos e da sociedade civil para elaborar o plano de ação. As equipes de diferentes setores públicos, como educação, saúde, mulher, assistência social e meio ambiente irão analisar as causas da exclusão e encontrar soluções a partir da oferta de política pública por cada pasta. As iniciativas serão acompanhadas pelo Unicef e Undime através de assessoria técnica, oferta de materiais e formações para os participantes.

De acordo com o Unicef, nos últimos seis anos, período de operação da plataforma, mais de 193 mil meninas e meninos foram encontrados pela BAE e retornaram às salas de aula em todo o Brasil. “A busca ativa de alunos pretende garantir o acesso e permanência de crianças e adolescentes na escola, além de controle e acompanhamento. É uma estratégia criada para enfrentar a exclusão e o abandono escolar. A parceria firmada com o Governo de Pernambuco vem para fortalecer a educação nos municípios e comunidades”, pontuou o representante do Unicef no Brasil, Youssouf Abdel-Jelil.

Compareceram à cerimônia as secretárias Ivaneide Dantas (Educação), Carolina Cabral (Desenvolvimento Social, Criança, Juventude e Prevenção à Violência e às Drogas), Ana Luísa Ferreira (Meio Ambiente), Lucinha Mota (Justiça e Direitos Humanos) e Mariana Melo (Mulher), além dos secretários Hercílio Mamede (Casa Militar) e Fernando Holanda (Assessoria Especial). O deputado estadual Renato Antunes, a presidente da Undime, Andreika Asseker e a cônsul-geral dos Estados Unidos, May Baptista, também acompanharam a agenda.

Fotos: Miva Filho/Secom

 

Descubra quanto tempo é necessário de sono de acordo com a sua idade

A quantidade de sono que uma pessoa precisa é recalibrada de acordo com o tempo, e os ritmos circadianos (mudanças regulares dos estados mentais e físicos ao longo de 24 horas) mudam com a idade. O jovem de 16 anos que ficava acordado até meia-noite pode se tornar um homem de 36 anos que fica sonolento às 22h. Aos 70, um homem que nunca teve problemas para dormir pode acordar às 4h, incapaz de recuperar o sono.

Nos Estados Unidos, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças têm recomendações específicas para o quanto de sono as pessoas devem ter a cada noite de acordo com a sua idade. Compreender as necessidades de sono ao longo das diferentes fases da vida – e solucionar os problemas que surgem – pode abrir caminho para uma melhor noite de sono.

— Em cada período importante de nossas vidas, nosso sono muda um pouco — disse Alicia Roth, psicóloga clínica de saúde no Centro de Distúrbios do Sono da Cleveland Clinic, nos Estados Unidos. — Isso é algo em que trabalho muito com os pacientes. Talvez o relógio interno deles tenha mudado. Temos que ajustar nossas expectativas.

Para que você comece a caminhar para um descanso melhor, perguntamos aos especialistas do sono sobre alguns dos problemas mais persistentes que surgem durante cada fase da vida.

0 a 5 anos: bebês, crianças e pré-escolares
O sono talvez seja mais crítico durante os primeiros anos de vida, e os bebês dormem por longos períodos, tanto durante o dia quanto à noite. Os recém-nascidos passam de 14 a 17 horas dormindo todos os dias; quando os bebês atingem a marca de 4 meses, eles tendem a dormir um pouco menos, cerca de 12 a 16 horas em um período de 24 horas.

À medida que os bebês vão crescendo até a idade pré-escolar, eles precisam de menos sono, cerca de 10 a 14 horas em um período de 24 horas. É importante que as crianças desta idade tenham uma hora de dormir consistente e uma rotina noturna simples (que pode incluir uma história ou música para dormir), especialmente quando eles eliminam as sonecas.

À medida que os bebês vão crescendo até a idade pré-escolar, eles precisam de menos sono, cerca de 10 a 14 horas em um período de 24 horas. É importante que as crianças desta idade tenham uma hora de dormir consistente e uma rotina noturna simples (que pode incluir uma história ou música para dormir), especialmente quando eles eliminam as sonecas.

Os pesquisadores não sabem ao certo por que essa mudança acontece, mas sabem as consequências disso: muitos adolescentes são cronicamente privados de sono porque acordam muito cedo para a escola. Nessa fase, eles também podem estar estressados no momento de deitar, em decorrência dos estímulos ao longo do dia.

20 a 34 anos: maioridade
Na faixa dos 20 e 30 anos, você deve ter entre sete e nove horas de sono todas as noites. Mas como você sabe se suas necessidades estão na extremidade superior ou inferior desse espectro? Preste atenção em como você está cansado durante a semana. Os especialistas sugerem passar vários dias sem definir alarmes e apenas acordar quando seu corpo quiser naturalmente, o que você pode experimentar em um fim de semana de três dias.

35 a 40 anos: início da meia-idade
Ao sair do início da idade adulta e entrar na meia-idade, você ainda desejará ter sete ou mais horas de sono. Nessa idade, os maus hábitos de sono dos 20 e 30 anos podem começar a afetá-lo: à medida que envelhecemos, é mais difícil se recuperar de uma noite ruim de descanso. O sono é fundamental para nos ajudar a processar nossas emoções e regular nosso humor, portanto, além de fazer você se sentir fisicamente exausto, dormir mal pode deixá-lo mais irritado e apático.

A falta de sono também pode dificultar o foco. Para essa faixa etária, é comum também a influência do consumo de bebida alcoólica e de cafeína ao longo do dia. A rotina de trabalho intensa compromete que a pessoa consiga um tempo de sono adequado.

41 a 50 anos: meia-idade
Esses são os anos durante os quais o sono pode ficar em segundo plano em relação ao trabalho e às obrigações familiares, disse o Dr. Sabra Abbott, especialista em medicina do sono na Feinberg School of Medicine da Northwestern University. É uma época da vida em que pode ser difícil priorizar hábitos saudáveis, como dormir bem.

Você deve almejar sete ou mais horas de sono, e economizar pode ter grandes implicações – nosso sistema imunológico é afetado quando estamos privados de sono e podemos ficar doentes com mais facilidade quando não descansamos o suficiente. Além disso, quanto mais velhos ficamos, mais difícil é recuperar de uma noite de sono ruim, disse o Dr. Roth.

Algumas pessoas acreditam que podemos nos acostumar com sono insuficiente, mas isso é um mito, disse a Dra. Indira Gurubhagavatula, especialista em sono da Penn Medicine. Quanto menos dormimos, mais nosso débito de sono aumenta, o que significa que ficamos mais cansados e precisamos descansar mais tarde.

“Isso só pode ser pago com sono”, disse ela. “Não há substitutos ou atalhos.”

51 a 60 anos: fim da meia-idade
À medida que você atinge os estágios posteriores da meia-idade, estresses e ansiedades adicionais podem alimentar novos problemas de sono. Nessa fase, é comum o surgimento da chamada apneia do sono. No caso das mulheres, há ainda o fator menopausa, que dificulta ainda mais o momento de dormir.

61 a 75 anos: idade de aposentadoria
Para aqueles que se aposentam – cerca de metade dos adultos com 55 anos ou mais nos Estados Unidos – sair da força de trabalho pode significar mais tempo para dormir, mas também pode levar a novas complicações. Mas mesmo se você ainda estiver trabalhando, novos problemas de sono podem surgir e os antigos podem persistir.

76 anos ou mais: adultos mais velhos
Quanto mais velho você fica, mais cedo tende a acordar. Nesta fase da vida, você pode cochilar perto do início da noite e acordar por volta das 5 ou 6 da manhã.

“Muitas vezes, recebo adultos mais velhos que procuram tratamento para insônia e dizem: ‘Quero dormir como na faculdade’”, disse o Dr. Roth. Mas os adultos com mais de 65 anos devem procurar cerca de sete ou oito horas – um pouco menos de sono do que precisavam quando adolescentes.

Você deve ser cauteloso ao usar medicamentos e suplementos para dormir, enfatizou o Dr. Roth – muitos medicamentos para dormir têm efeitos colaterais que podem piorar em pessoas idosas e também podem aumentar o risco de quedas. Aqui estão algumas outras questões que surgem entre os adultos mais velhos.

Lula discute hoje com Pedro Sánchez acordo entre Mercosul e União Europeia

No dia seguinte após assumir a presidência temporária do Mercosul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversa por telefone, nesta quarta-feira (5/7), com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. Assim como o mandatário brasileiro no contexto sul-americano, a Espanha ocupa o cargo de liderança temporária no bloco europeu.

Conforme a agenda do brasileiro, a ligação telefônica está marcada para 15h, no horário de Brasília. Os dois líderes devem debater os próximos passos para concretizar o tratado de livre comércio entre os blocos, travado há mais de duas décadas, e dar continuidade ao diálogo aberto durante a visita do brasileiro a Madri, no final de abril.

Governadora Raquel Lyra e embaixadora do Reino Unido assinam acordo de cooperação

A governadora Raquel Lyra e a embaixadora do Reino Unido no Brasil, Stephanie Al-Qaq, assinaram um memorando de entendimento, nesta quarta-feira (28), no Palácio do Campo das Princesas. O acordo consolida a intenção de expandir parcerias em áreas de interesse mútuo, relacionadas a estratégias de descarbonização e mudanças climáticas, transição energética, agricultura sustentável, educação, comércio e investimento, e inovação e tecnologia. A vice-governadora Priscila Krause também participou do evento.

“Iniciamos um ciclo virtuoso de parcerias em que queremos que seja feita de maneira estruturada, sustentável e que permita Pernambuco conseguir enxergar novos horizontes e se posicionar no âmbito nacional, mas, sobretudo, internacional como palco de oportunidade e investimento. Com esse acordo podemos ter experiências de tudo que já foi vivenciado e experimentado no Reino Unido, podendo trazer para cá e conseguindo trabalhar o planejamento, a questão de adaptação e resiliência da mudança climática e a questão da transição energética, algo que tem sido tratado no mundo inteiro”, destacou Raquel Lyra.

Durante a solenidade, a embaixadora afirmou que uma das prioridades do acordo é buscar a adoção de programas de cooperação com finalidades, metas e resultados claros. “É uma honra poder assinar esse acordo de entendimento. Pernambuco é um Estado que tem muito potencial. Vamos começar a implementar projetos, trocas de experiências e conhecimentos em todas as áreas de interesse comum”, disse Stephanie Al-Qaq.

De acordo com o secretário da Assessoria Especial, Fernando Holanda, o restabelecimento das relações internacionais entre Pernambuco e diversos países tem sido uma prioridade do Governo de Pernambuco. “Nesses seis primeiros meses de mandato, a governadora já se reuniu com sete das maiores economias do mundo. A assinatura deste memorando de entendimento formaliza uma cooperação que já vem rendendo frutos durante este ano, como por exemplo, a participação do presidente do Porto de Suape na missão internacional no Reino Unido para o hidrogênio verde, além de workshops que estão sendo promovidos dentro de suas equipes técnicas”, afirmou.

Também estiveram presentes na solenidade os secretários estaduais Ana Luiza Ferreira (Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha), Regina Célia (Mulher), coronel Hercílio Mamede (Casa Militar), Mauricelia Vidal (Ciência, Tecnologia e Inovação), Carolina Cabral (Desenvolvimento Social, Criança, Juventude e Prevenção às Drogas), José Almir Cirilo (Recursos Hídricos e Saneamento) e Mariana Melo (executiva de Relações Internacionais); o presidente de Suape, Márcio Guiot; a cônsul do Reino Unido no Recife, Larissa Bruscky; e a head de Operações do UK Brasil Tech Hub, Gabriela Figueiredo.

Fotos: Miva Filho/Secom