Igualdade salarial: agora é lei e vai doer no bolso, diz Simone Tebet

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, comentou nesta quarta-feira (5) a sanção da Lei 14.611 de 2023, que trata da obrigatoriedade de igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens. “Agora é lei. Vai doer no bolso”, disse, ao participar de entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom dia, ministra. 

“Comecei a fazer política há 20 anos, naquela época em que a gente sofria violência política e nem podia dizer. A violência política contra a mulher era uma coisa que a gente sofria e não sabia. Aquela coisa do autoritarismo, os parlamentares de dedo em riste na nossa cara, com o seu físico, impondo uma certa conduta, numa ameaça velada”, recordou. 

O texto da lei prevê que, na hipótese de discriminação por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade, o pagamento das diferenças salariais devidas não afasta o direito de quem sofreu discriminação de promover ação de indenização por danos morais, considerando-se as especificidades do caso concreto. 

Penalidade da lei

“O Ministério do Trabalho está pronto para fiscalizar. Aqueles poucos, ou muitos, não sei, que pagam menores salários para mulheres só pelo fato de serem mulheres vão ter a penalidade da lei”, avaliou Tebet, ao destacar que o governo prepara um serviço do tipo Disque Denúncia para atender ao tema e aplicar as multas devidas, que podem chegar a até dez vezes a diferença do salário pago para a mulher. 

“A regulamentação ainda não está pronta. Vai ser feita o mais rápido possível, mas o importante é que é lei e é uma lei que já pegou”, analisou.

“Há mais de 10 anos que venho recebendo essa demanda por parte de mulheres trabalhadoras, do chão de fábrica, comerciárias, da iniciativa privada. Até porque, no serviço público, isso não acontece. Homens e mulheres, no serviço público, já têm igualdade salarial porque a Constituição assim determina”, finalizou.

Lula discute hoje com Pedro Sánchez acordo entre Mercosul e União Europeia

No dia seguinte após assumir a presidência temporária do Mercosul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversa por telefone, nesta quarta-feira (5/7), com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. Assim como o mandatário brasileiro no contexto sul-americano, a Espanha ocupa o cargo de liderança temporária no bloco europeu.

Conforme a agenda do brasileiro, a ligação telefônica está marcada para 15h, no horário de Brasília. Os dois líderes devem debater os próximos passos para concretizar o tratado de livre comércio entre os blocos, travado há mais de duas décadas, e dar continuidade ao diálogo aberto durante a visita do brasileiro a Madri, no final de abril.

Uma nova medicina ocupacional para um novo mercado de trabalho

O mercado de trabalho no Brasil mudou nos últimos anos e junto com ele, a medicina ocupacional e o acompanhamento da saúde do trabalhador. Esqueça a visão de saúde de trabalho como simples realizações de exames admissional e demissional. A legislação brasileira exige uma série de normas a serem cumpridas pelas empresas, possuam elas atividades de risco ou não.

A legislação exige atualização e novas tecnologias e é nesse campo que a JBM Ocupacional vem atuando, desde 2019, oferecendo soluções práticas e acessíveis às empresas, desde a realização de exames e atestados ocupacionais a elaboração de programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional e de Gerenciamento de Riscos.

“A JBM ocupacional nasceu de um sonho de transformar o mercado de medicina do trabalho, trazendo muita inovação e novas formas de atendimento ao cliente. Atuamos nos setores que abrangem a Medicina e Engenharia do Trabalho, focados na prevenção de doenças ocupacionais, melhoria do ambiente de trabalho, trazendo ganhos exponenciais tanto para o empregado quanto para o empresário”, explica Lucas Melo, sócio-fundador da JBM Ocupacional.

Desde de janeiro de 2022, com a mudança das Normas Regulamentadoras (NRs) da CLT, passou a ser exigido das empresas o registro de uma série de informações de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) no eSocial, sistema eletrônico do Governo Federal que integra informações fiscais, previdenciárias e trabalhistas, incluindo saúde e segurança do trabalho. E, desde janeiro deste ano, o descumprimento da prestação dessas informações, como o registro inadequado de empregados e o não fornecimento de informações corretas e completas, sobretudo no que se refere à saúde e segurança no ambiente de trabalho, pode levar à aplicação de penalidades administrativas e financeiras.

“Todas as empresas, inclusive as entidades sem fins lucrativos e empregadores pessoa física (exceto doméstico) optantes pelo SIMPLES precisam prestar informações de Saúde e Segurança do Trabalhador (SST) por meio do eSocial. Mas para além da legislação e da possibilidade de penalidades, é preciso ter em mente que investir em Saúde do Trabalhador e Segurança do Trabalho é trazer otimização de trabalho, melhora do clima no ambiente laboral, assim como aumento da produtividade e redução dos afastamentos por acidentes e doenças ocupacionais. Nunca é demais lembrar que, segundo a OIT, o Brasil é o 4° país com mais registros de acidentes de trabalho no mundo”, destaca Lucas Melo.

A JBM Ocupacional está presente em setores, atendendo clínicas, padarias, restaurantes, supermercados, escolas, clubes. Entre os clientes estão empresas como Grupo Ser Educacional, Cabanga Iate Club, Grupo NOVA, BRAVI Distribuidora, 1121 Forneria, EMECINCO Contabilidade, UNION Contadores, GRUPO EA, Unidade de Olhos do Recife, entre outros.

Grife brasileira se inspira em Lia de Itamaracá para desenhos de nova coleção

A cirandeira Lia de Itamaracá, Patrimônio Vivo de Pernambuco, é a modelo e inspiração da nova coleção da grife brasileira Psicotrópica. Os desenhos e cores da estampa foram criados pelo designer e artista visual Breno Loeser, que é mestre em Ciência da Religião e desenvolve trabalhos voltados para a visibilidade da arte afro-brasileira.

Inspirados no universo praieiro, pesqueiro e cirandeiro de Lia de Itamaracá, os modelos vão desde saia e vestidos longos, a kimono e chemise, remetendo ao vestuário majestoso da artista, com tecido 100% viscose e tule. “Celebramos a trajetória de vida de quase 80 anos de dona Lia, que é uma verdadeira resistência, em uma coleção que homenageia a arte e cultura brasileira a partir do universo simbólico de uma das artistas populares mais importantes do Brasil”, ressalta Raiana Pires, empresária e dona da marca Psicotrópica.

A ideia da collab especial com Lia de Itamaracá surgiu em uma das primeiras conexões de Raiana com a cultura popular do Nordeste, em uma viagem pelo litoral, em 2015, quando conheceu a Ilha de Itamaracá. “Fiquei encantada desde então, mas só ano passado entrei em contato com a artista e, em um encontro em São Paulo, fiz o convite durante uma conversa sobre ciranda, a ilha e suas inspirações: a mãe, o mar, a pesca e o canto”, lembra Raiana.

Crédito: Ytallo Barreto

 

“A coleção é linda, com roupas em tons quentes como a ciranda e a Ilha de Itamaracá. Me senti muito bela e muito contente vestindo esses modelos. Tenho certeza de que quem usar essas roupas vai sentir também o gostinho da nossa cultura tão rica e maravilhosa”, comentou Lia de Itamaracá, durante o ensaio fotográfico, que aconteceu em algumas locações da Ilha de Itamaracá, incluindo sua casa.

As fotos foram captadas pelas lentes de Ytallo Barreto, fotógrafo da ilha que vem acompanhando a trajetória de Lia, e foi especialmente convidado pela Psicotrópica para criar o ensaio. O lançamento da coleção, na loja virtual e física da Psicotrópica, está marcado para o dia 5 de julho, quando todas as peças da coleção estarão à venda no e-commerce da marca e na loja física, em São Paulo.

SOBRE A PSICOTRÓPICA
O universo psíquico sempre foi o fio condutor das criações da marca da estilista Raiana Pires, que criou a Psicotrópica em 2015, em Florianópolis, como forma de desbravar a beleza e a liberdade que habitam em meio aos transtornos mentais humanos.

“Somos mais do que uma marca de roupas coloridas, somos um projeto que nasceu da colagem, da poesia e da loucura de sermos nós mesmos. Acreditamos que a moda deve ser uma expressão genuína e individual, e é isso que buscamos transmitir em todas as nossas peças”, diz Raiana, que também tem formação como Assistente Social com experiência no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).