Pernambuco lidera crescimento da atividade econômica no Nordeste e registra 2º maior avanço do Brasil

Dados do Banco Central apontam alta de 5,1% entre janeiro e maio de 2026, desempenho acima das médias regional e nacional, com recorde na série histórica do IBCR

Pernambuco acelera sua atividade econômica em 2026. Dados divulgados pelo Banco Central mostram que o Estado lidera o crescimento da atividade econômica no Nordeste e registra o segundo maior avanço do Brasil no acumulado de janeiro a maio, com alta de 5,1% — resultado bem acima da média da região (2,7%) e do país (1,2%). Na comparação com abril, a economia pernambucana também apresentou desempenho superior, com crescimento de 0,5%, enquanto o Nordeste recuou 0,6% e o Brasil avançou 0,1%.

Na comparação com maio de 2025, Pernambuco cresceu 1,5%, superando novamente o Nordeste (0,7%) e o Brasil (0,8%). No acumulado dos últimos 12 meses, o Estado registrou expansão de 3,2%, mantendo a liderança entre os estados nordestinos.

Em maio, o índice dessazonalizado alcançou 111,56 pontos, o maior patamar já registrado por Pernambuco na série histórica do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR). O resultado indica que a atividade econômica estadual está 11,6% acima da média de 2022, ano-base do indicador.

Para a secretária de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto, os números demonstram a consistência do desempenho da economia pernambucana.  “Os dados confirmam que Pernambuco mantém uma trajetória consistente de crescimento, mesmo em um cenário de desaceleração da economia nacional. O desempenho reflete um ambiente mais favorável aos investimentos, à geração de empregos e ao fortalecimento da atividade econômica no Estado, consolidando Pernambuco entre os principais destaques do país em 2026”, afirma.

Cenário – A expectativa para os próximos meses é de continuidade desse desempenho, impulsionado principalmente pelo setor de serviços, pela recuperação da indústria e pelo bom momento do mercado de trabalho formal. O cenário reforça a posição de Pernambuco como um dos principais motores do crescimento econômico do Nordeste.

Brasil acionará Lei da Reciprocidade após nova tarifa dos Estados Unidos, afirma Secom

Governo federal classifica como arbitrária e injustificada a sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros e anuncia que levará o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC)

O governo brasileiro rechaçou a decisão do governo dos Estados Unidos de impor nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros em função do resultado da investigação 301, relativa à proibição de importação relacionada ao trabalho forçado, e afirmou que irá acionar a Lei da Reciprocidade.

“Tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e levaremos o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC”, diz a nota divulgada nesta quinta-feira, 23, pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República.

Para a União, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) optou por manipular temas caros aos direitos humanos. “Na ausência de base legal interna para sustentar sua política comercial protecionista, o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais.”

Segundo a Secom, ao longo da investigação, o Ministério do Trabalho prestou explicações e apresentou documentação sobre a legislação brasileira e a atuação das autoridades aduaneiras para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado. Destacou ainda que o Brasil é reconhecido há décadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) pelos “fortes compromissos assumidos no combate ao trabalho forçado”.

“Somos signatários de 66 Convenções em vigor na OIT. Enquanto os Estados Unidos, que se arrogam o direito de nos julgar e de impor sanções, ratificaram apenas 10 dessas Convenções.” A nota destaca ainda que o Brasil ratificou todos os quatro instrumentos da OIT relacionados ao trabalho forçado, e os Estados Unidos só ratificaram um desses instrumentos.

O governo lembra ainda que os acordos de livre comércio celebrados pelo Brasil e pelo Mercosul contêm compromissos de eliminação do trabalho forçado e compulsório e de aplicação efetiva dessas proibições.

“Tipificamos como crime não apenas a submissão ao trabalho forçado, mas as jornadas exaustivas, as condições degradantes de trabalho e restrição de locomoção. Responsabilizamos as empresas e indivíduos, aplicando multas severas, e mantemos um cadastro de ‘Lista Suja’ de empregadores”, diz a nota.

Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros entra em vigor e afeta parte das exportações

Nova taxação atinge cerca de 18% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano, enquanto mais de 2 mil produtos foram isentos; governo federal ainda avalia medidas de resposta

Entrou em vigor nesta quarta-feira, 22, a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A taxação foi justificada pelo governo americano como uma “punição” por práticas comerciais consideradas desleais após uma investigação que envolveu temas díspares como o Pix, etanol e desmatamento na Amazônia.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a nova tarifa deve atingir cerca de 18% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano – o equivalente a US$ 7,4 bilhões, considerando os embarques registrados em 2024. Se considerada a pauta exportadora de 2025, a participação dos setores alcançados pela medida cai para 15% das vendas aos Estados Unidos, correspondendo a US$ 5,8 bilhões.

Isso porque junto com o anúncio da nova tarifa veio também uma grande lista de exceções. Ao todo, 2.126 produtos brasileiros ficaram de fora da sobretaxa de 25%. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) justificou a isenção afirmando que tais insumos são matérias-primas que poderiam levar à indisponibilidade de oferta doméstica e causar “perturbações” na economia americana caso fossem submetidas à nova tarifa. Dentre os produtos que ficaram de fora estão café, suco de laranja e carne bovina.

O governo brasileiro considerou a taxação injustificável do ponto de vista técnico, uma vez que os Estados Unidos têm superávit no comércio com o Brasil. Mas especialistas consideram improvável que haja uma retaliação na mesma moeda, com o Brasil sobretaxando produtos americanos.

Nesta terça-feira, 21, após reuniões com o setor privado afetado pela tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse que a Lei da Reciprocidade Econômica é um processo que tem etapas. Ele foi indagado por jornalistas sobre o fato de alguns dos setores se posicionarem contra a aplicação da lei.

“Foi aprovada uma lei, a Lei da Reciprocidade, por unanimidade (pelo Congresso). É um processo que tem um conjunto de etapas, passando por audiências públicas, enfim. A ideia não é retaliação. Dizem que olho por olho, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos”, disse Alckmin. “A reciprocidade é: ‘olha, nós estamos sendo injustiçados e nós queremos corrigir isso. Nós temos instrumentos para fazê-lo, no momento oportuno, da forma adequada'”, continuou.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que não há prazo para anunciar as medidas em resposta à tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. “Não tem prazo. Nós estamos colhendo as informações, colhendo os dados”, afirmou o ministro.

“Continuar negociando, essa é a orientação e, mais do que isso, continuar dialogando aqui internamente com o setor produtivo de modo a assimilar essa decisão do governo norte-americano, que não deixa de ser injusta, indevida, descabida”, disse. E prosseguiu: “Mas o fato de ser injusta, descabida, indevida não significa que o governo brasileiro não vá adotar todas as medidas para, primeiro, socorrer quem precisa do governo brasileiro, o nosso setor produtivo, e, ao mesmo tempo, tentar reverter a decisão”.

Mineração brasileira concentra benefícios fora das estatísticas e amplia custo fiscal aos Estados

Cerca de 90% da produção nacional de minério de ferro não paga ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) por ser destinada à exportação — um dos fatores que colocam a mineração brasileira entre os setores menos onerados do mundo e impõem perdas bilionárias aos cofres estaduais. Sustentado por desonerações pouco visíveis nas estatísticas oficiais, o modelo, segundo a Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (AMIG Brasil), reforça a especialização do país na exportação de commodities com baixo valor agregado e limita os efeitos da atividade sobre a industrialização.

Esse arranjo ajuda a explicar a ausência de mineradoras na lista de beneficiários de incentivos fiscais divulgada pelo governo de Minas Gerais, em 23 de junho. Para Waldir Salvador, consultor de relações institucionais e econômicas da AMIG Brasil, o dado não indica falta de benefícios ao setor, mas reflete a forma como essas vantagens são estruturadas. “Parcela relevante dos incentivos à mineração opera fora dos registros formais de renúncia tributária”, afirma.

A tributarista e consultora da AMIG Brasil, Flávia Vilela Caravelli, explica que os dados divulgados por Minas Gerais contemplam benefícios fiscais relacionados à isenção, crédito presumido, base de cálculo reduzida e redução de alíquotas, não envolvendo os benefícios fiscais caracterizados como imunidade. Embora, inicialmente a desoneração sobre a exportação tenha sido veiculada como isenção heterônoma por lei complementar, a Emenda Constitucional nº 42/2003 elevou, formalmente, o benefício à categoria constitucional, caracterizando-o como imunidade. Esta alocação constitucional afastou a própria incidência tributária, enquanto na isenção ocorre a incidência mas há uma dispensa legal de sua cobrança.

O levantamento da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) inclui  apenas as empresas que operam na fase de industrialização do minério e seus subprodutos, titulares de Tratamentos Tributários Setoriais celebrados com o Estado de Minas Gerais através de Regimes Especiais. Na relação aparecem grupos como ArcelorMittal e Usiminas, mas os valores estão concentrados nas operações siderúrgicas, e não na extração de minério de ferro.

A principal explicação está no fato de que, desde 1996, inicialmente com a Lei Kandir e hoje com a Constituição de 1988, não incide o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas exportações. Na prática, a maior parte do minério produzido no país não sofre incidência do imposto. “A desoneração das exportações produz um efeito relevante, mas não entra na contabilidade oficial das renúncias”, diz Salvador.

O impacto sobre as finanças estaduais é expressivo. Estimativas indicam que Minas Gerais deixa de arrecadar entre R$ 7 bilhões e R$ 9 bilhões por ano em função desse mecanismo, sendo cerca de 30% desse valor diretamente relacionado ao minério de ferro. Como a desoneração não é classificada juridicamente como renúncia fiscal, ela fica fora dos cálculos oficiais, o que tende a subestimar o nível de benefício concedido ao setor.

Mesmo nos casos em que há incidência de ICMS nas cadeias anteriores— como na aquisição de insumos e energia elétrica — as empresas em o direito à manutenção de créditos com a exportação, ampliando, na prática, o alcance das desonerações.

Os municípios também suportam perdas com a não incidência do ICMS sobre as exportações. Estudo realizado pela UFMG considerando os dados de tributação de 2023 e a simulação da incidência do ICMS em MG antes da Lei Kandir, demonstrou que haveria “ganho de 9,9% na receita com a incidência de 6% de ICMS nas atividades mineradoras. Este aumento resulta do fato dos municípios mineradores se apropriarem de 65% do adicional de ICMS estimado. (…) Nos municípios mineradores, a receita de ICMS  aumenta 56% e a receita da CFEM reduz 12%, contudo, o saldo fiscal é amplamente positivo.”

O caso mineiro ilustra um padrão mais amplo: enquanto estados e municípios produtores concentram perdas de arrecadação, a maior parte dos incentivos diretos é concedida no âmbito federal.

Incentivos federais ampliam vantagens

No plano federal, os benefícios são mais explícitos. Empresas instaladas em áreas da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) têm acesso a incentivos como redução de até 75% do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e a possibilidade de reinvestimento de até 30% do tributo devido.

Companhias com operações em Carajás (PA) e no Vale do Jequitinhonha (MG) estão entre as beneficiadas. Dados do Portal da Transparência indicam que, em 2023, os incentivos fiscais concedidos a mineradoras de minério de ferro somaram R$ 5,2 bilhões.

Levantamento do Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração (CNDTM) aponta R$ 26,29 bilhões em incentivos e renúncias fiscais em um único ano para empresas do setor. Nove mineradoras figuram entre as 100 maiores beneficiárias do país, incluindo Vale, Yara, Mosaic, Braskem, ArcelorMittal, Usiminas, Ternium, Paranapanema e Mineração Caraíba.

A tributarista e consultora da AMIG, Flávia Vilela Caravelli, aponta para a natureza fiscal do imposto de renda e obrigatória adoção do princípio da capacidade contributiva, o que não justifica a eleição de projetos de mineração na região da Sudam para obtenção de vantagens fiscais. “Há uma completa inversão do princípio da capacidade contributiva, tendo em vista que o poder econômico das mineradoras está evidente em seus balanços, sendo demonstrada, ao contrário, a baixa tributação a que são submetidas no país.” 

Por outro lado, os benefícios fiscais para a região da Sudam têm por finalidade atrair projetos e investimentos para atividades e setores econômicos que poderiam ser realizadas em outros locais do território nacional, com menor custo. “A atividade de mineração não precisa de incentivo pois só pode ser realizada nos territórios em que há a riqueza mineral, contrariando a lógica da finalidade do benefício fiscal.” Destaca e cita como exemplo, a qualidade da riqueza mineral do norte do país, em razão do teor altíssimo de ferro, o que, per si, já é suficiente para atrair as grandes mineradoras para atuar na região. 

O estudo também associa o setor a impactos sociais relevantes. Entre 2020 e 2022, essas empresas estiveram ligadas a 776 ocorrências de violência e violações territoriais, afetando ao menos 768,7 mil pessoas. No caso da Vale, que recebeu R$ 19,2 bilhões em renúncias em 2021, o levantamento considera também ocorrências envolvendo a Samarco.

Baixa tributação e desindustrialização

Estudo do Cedeplar/UFMG, contratado pela AMIG Brasil, indica que “Os dados da PIA 2021 mostram que a extração de ferro recolhe 0,94% do faturamento bruto com ICMS, a indústria de transformação recolhe 7,89% e a indústria como um 444 todo são 7,40%” evidenciando a desigualdade tributária entre os setores industriais nacionais. 

A nível mundial, o Brasil está entre as menos oneradas do mundo, inclusive em comparação com Austrália, Canadá, Estados Unidos e China.

Apesar disso, o país mantém baixa agregação de valor. “O Brasil é o segundo maior exportador de minério de ferro do planeta, mas ocupa apenas a nona posição na produção de aço”, afirma Salvador.

Esse padrão se conecta ao processo de desindustrialização. A participação da indústria de transformação no PIB, que já superou 30% na década de 1980, hoje gira em torno de 10% a 11%.

Entre os fatores estão a concorrência internacional — especialmente da China —, o câmbio valorizado, os juros elevados e a ausência de políticas industriais consistentes.

Minerais críticos expõem fragilidades

A corrida global por minerais críticos e terras raras amplia esse diagnóstico. O Brasil detém cerca de 21 milhões de toneladas desses elementos — aproximadamente 23% das reservas globais —, mas sua produção ainda é residual: cerca de 20 toneladas no último ano, menos de 0,01% do consumo mundial.

A China produziu cerca de 270 mil toneladas no mesmo período e domina as etapas de processamento. O padrão se repete: o Brasil exporta matéria-prima de baixo valor e reimporta produtos tecnológicos com alto valor agregado, muitas vezes até 100 vezes mais caros. A entidade alerta que o Projeto de Lei nº 2780/2024 e apensados, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, aprovado na Câmara dos Deputados e que aguarda apreciação do Senado Federal, não muda este cenário. 

No texto apresentado, o relator prevê garantias para a realização de pesquisas e desenvolvimento por parte das empresas que irão explorar os territórios. A AMIG Brasil questiona: “haverá medidas que garantam que essas pesquisas promovam, de fato, o desenvolvimento dos territórios explorados e políticas de fomento à transformação econômica dos minerais críticos em bens de maior valor agregado nos próprios territórios de onde a matéria-prima será extraída? Onde estão os mecanismos obrigatórios de industrialização local? Quem garante que os municípios não continuarão apenas exportando minério bruto enquanto absorvem destruição ambiental, pressão sobre infraestrutura pública e degradação territorial? Ninguém!”, ressalta Waldir Salvador.

A AMIG Brasil alerta que o país não dispõe de política consolidada de industrialização mineral nem de estrutura regulatória robusta. A Agência Nacional de Mineração (ANM) enfrenta limitações de pessoal e recursos, o que compromete a fiscalização.

Relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) já apontaram falhas no monitoramento de barragens e fragilidades institucionais. Ainda assim, projetos em discussão no Congresso buscam ampliar a atividade mineral sem necessariamente fortalecer o órgão regulador.

Impacto local e retorno limitado

Nos territórios mineradores, a ausência de políticas de agregação de valor limita os efeitos positivos da atividade. Municípios permanecem dependentes da extração, absorvendo impactos ambientais, pressão sobre serviços públicos e conflitos territoriais, enquanto parcela significativa da renda é capturada fora dessas regiões.

Sem mecanismos que estimulem a industrialização local, a mineração segue como vetor de exportação de recursos naturais, com baixo efeito multiplicador e elevado custo fiscal para estados produtores. “O país naturalizou um modelo que transfere riqueza para fora, penaliza estados e municípios e ainda é tratado como se fosse neutro do ponto de vista fiscal. Isso não é apenas uma distorção — é uma escolha política. Se o Congresso Nacional e o governo federal não enfrentarem essa agenda de forma direta, revisando incentivos e criando condições reais para agregar valor no país, o Brasil continuará abrindo mão de receita, aprofundando desigualdades regionais e comprometendo sua própria estratégia de desenvolvimento”, afirma Salvador.

Coca-Cola, eBay e Tesla pedem a Trump recuo em tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

Empresas norte-americanas enviaram manifestações ao governo dos Estados Unidos contra proposta de taxação e alertaram para impactos em custos, cadeias de suprimentos e produção interna

As multinacionais norte-americanas Coca-Cola, eBay e Tesla se manifestaram contra a proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

As empresas enviaram contribuições ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) durante o período de consulta pública, encerrado em 1 de julho, pedindo mudanças na medida anunciada pelo governo de Donald Trump.

A proposta foi apresentada com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana, que permite aos Estados Unidos impor tarifas sobre produtos de países considerados responsáveis por práticas que prejudiquem o comércio americano.

O governo Trump justificou a iniciativa alegando preocupações relacionadas ao comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

Nas manifestações encaminhadas ao USTR, as empresas argumentam que a taxação pode provocar aumento de custos, prejudicar cadeias globais de suprimentos e afetar consumidores e fabricantes dos próprios Estados Unidos.

Coca-Cola pede isenção para insumos brasileiros

A Coca-Cola solicitou que o governo americano mantenha a isenção prevista para insumos de laranja importados do Brasil e inclua tratamento semelhante para derivados de limão utilizados na produção de bebidas.

Segundo a empresa, a substituição dos fornecedores brasileiros não seria imediata e exigiria novos processos de certificação, testes de segurança alimentar e validação de produtos, elevando os custos da operação.

A companhia também destacou a redução da produção de laranjas nos Estados Unidos, especialmente na Flórida, afetada por doenças, eventos climáticos e mudanças no uso da terra. Para a empresa, o Brasil se tornou um fornecedor essencial para suprir a demanda da indústria americana.

Tesla cita dependência da cadeia de suprimentos

A Tesla afirmou apoiar medidas voltadas ao fortalecimento da indústria americana, mas ressaltou que a transição para uma cadeia de suprimentos totalmente nacional levará tempo.

A montadora argumentou que determinados componentes e matérias-primas ainda dependem de fornecedores brasileiros e pediu que esses produtos sejam excluídos da lista de itens sujeitos à tarifa.

Segundo a empresa, impor restrições antes que existam alternativas viáveis no mercado interno pode gerar impactos negativos para fabricantes e consumidores dos Estados Unidos.

eBay pede exclusão de produtos usados

O eBay defendeu que produtos usados, seminovos e de segunda mão sejam excluídos da nova tarifa.

Para a plataforma de comércio eletrônico, a taxação sobre bens revendidos não afeta os fabricantes investigados nem contribui para corrigir eventuais distorções comerciais.

A empresa argumenta que a medida penaliza apenas revendedores e consumidores, além de estimular a compra de produtos novos, contrariando o objetivo da política comercial proposta pelo governo americano.

 

IA já é utilizada por mais da metade das incorporadoras brasileiras, aponta pesquisa

Estudo revela que 56,5% das empresas do setor imobiliário já adotam Inteligência Artificial, com foco em produtividade, redução de custos e melhoria no atendimento

A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser uma promessa de futuro para se consolidar no dia a dia do mercado imobiliário do País. De acordo com a pesquisa “Panorama da Inteligência Artificial no Mercado Imobiliário Brasileiro 2026”, desenvolvida pela BCB Inteligência em parceria com a Morada.ai e a Upload, 56,5% das incorporadoras brasileiras já utilizam IA em alguma etapa de suas operações. O dado reflete a busca acelerada de um setor tradicional por maior competitividade, eficiência e redução de custos.

A maior parte desse movimento é recente: 41,7% das empresas adotaram as ferramentas em um período que varia de um a três anos, sinalizando que a transformação digital ainda atravessa um processo de consolidação. Em vez de desenvolverem sistemas próprios em casa — o que representa apenas 15,4% dos casos —, a ampla maioria das organizações (67,9%) opta por contratar soluções prontas de terceiros.

Para Bruno Cantalupo, diretor da BCB Inteligência, o levantamento quebra o mito de que a inovação tecnológica está restrita às grandes corporações. O executivo destaca que o divisor de águas entre as companhias é a maturidade na gestão da ferramenta.

“A principal contribuição desta pesquisa é mostrar que a Inteligência Artificial já entrou definitivamente na agenda do mercado imobiliário brasileiro. O que observamos é que a diferença entre as empresas que estão avançando mais rápido e as demais não está no tamanho da operação, mas na capacidade de transformar interesse e testes pontuais em implantação estruturada, processos, governança e resultados mensuráveis. A IA tem potencial para gerar ganhos significativos de produtividade, mas seu impacto real depende da forma como as empresas incorporam essa tecnologia ao dia a dia dos negócios.”

Impacto nas operações

Os reflexos da automação já são sentidos no balanço das empresas. Quem utiliza a tecnologia aponta como principais benefícios a melhoria no atendimento ao cliente (35%), o ganho de produtividade (31,2%), a redução de custos (30,8%) e o suporte para tomadas de decisões mais estratégicas (30,8%).

Geograficamente, o estado de São Paulo lidera o perfil da amostra com 41,4% das empresas participantes, seguido por Minas Gerais (8,7%), Santa Catarina (8%) e Paraná (7,1%). O perfil predominante dos respondentes é de empresas de médio porte, que possuem entre 51 e 200 colaboradores (36,5%).

As áreas e os dilemas da IA no setor

Se por um lado plataformas como Claude e ChatGPT ganham espaço na gestão de obras, dúvidas sobre retorno financeiro e falta de mão de obra qualificada travam adesão de empresas restantes.

A aplicação da Inteligência Artificial no mercado imobiliário brasileiro tem frentes muito claras de atuação. O “Panorama da IA no Mercado Imobiliário” identificou que o marketing comercial e o gerenciamento de obras são as áreas que mais sentem o impacto da tecnologia, liderando com 31,6% das citações cada. Logo atrás aparecem os setores de projetos e engenharia (26,5%), redução do quadro de colaboradores (26,5%), controle financeiro (25,5%) e automação de processos internos (21,4%).

Esse ecossistema digital é alimentado por uma diversidade de grandes modelos de linguagem. O assistente Claude lidera a preferência do setor, sendo utilizado por 22,7% dos entrevistados. O ChatGPT aparece na sequência com 19,9%, seguido pelo Gemini (13,1%) e pelo Copilot (9,1%).

O que trava os 43,5% restantes?

Apesar do avanço, uma parcela significativa do mercado ainda se mantém à margem da tecnologia por entraves gerenciais e operacionais. Entre as empresas que ainda não utilizam IA, a incerteza sobre o Retorno sobre o Investimento (ROI) é o principal freio (23,8%). A escassez de profissionais preparados para lidar com as ferramentas aparece em segundo lugar (19,5%), empatada com a falta de conhecimento geral sobre o tema (17,3%) e a existência de outras prioridades institucionais mais urgentes (17,3%).

Ainda assim, o apetite do setor por modernização segue forte. Para o futuro próximo, as companhias que pretendem entrar no segmento demonstram maior interesse em aplicar IA na análise de crédito (21,1%) e em projetos de engenharia (20%). O orçamento também deve acompanhar essa tendência: 37,1% dos atuais usuários planejam elevar os investimentos em IA ainda este ano, enquanto 35,8% pretendem manter o patamar atual.

Ramon Azevedo, CEO da Morada.ai, projeta que o mercado imobiliário nacional desenha agora os contornos de uma mudança estrutural definitiva. “O mercado imobiliário está entrando em uma nova fase de adoção da Inteligência Artificial. A discussão já não é mais se as empresas vão utilizar IA, mas como aplicar essa tecnologia para gerar eficiência, produtividade e melhores decisões de negócio. O próximo passo será conectar dados, sistemas e processos para ampliar ainda mais o impacto da tecnologia nas operações”.

Batalha das Startups estreia 4ª temporada com foco em empreendedores que desafiam limites

Programa comandado por Janguiê Diniz reúne 32 startups brasileiras e aposta em formato inspirado nos esportes de combate para revelar novos talentos do empreendedorismo nacional

Comandado por Janguiê Diniz, programa da Record News reúne 32 startups de todo o país e aposta em formato inspirado nos esportes de combate para revelar os empreendedores que estão construindo o futuro do Brasil.

O principal game show de empreendedorismo da televisão brasileira está de volta. O Batalha das Startups estreia sua quarta temporada no dia 5 de setembro de 2026, às 21h15, na Record News, apresentando ao público um novo conceito, novos desafios e uma proposta ainda mais conectada à realidade dos empreendedores brasileiros.

Com o tema “O Código dos Obstinados”, a temporada parte de uma premissa simples: antes de toda grande empresa existe alguém que se recusou a desistir.

Capitaneado pelo empreendedor empresarial, investidor e educador Janguiê Diniz, o programa amplia sua missão de fomentar a cultura empreendedora no país ao colocar no centro da narrativa não apenas startups promissoras, mas principalmente os homens e mulheres que enfrentam diariamente os desafios de construir negócios, gerar empregos, criar soluções e transformar mercados.

Ao longo da competição, 32 startups de diferentes regiões do Brasil disputarão o título de Startup Mais Promissora do Brasil. Mais do que apresentar modelos de negócio, os participantes serão submetidos a uma série de provas, desafios e avaliações que testarão competências essenciais para o sucesso empresarial, como liderança, gestão, inovação, comunicação, vendas, negociação, estratégia e capacidade de execução.

UMA TEMPORADA INSPIRADA NOS ESPORTES DE COMBATE

A grande novidade da quarta edição está em sua construção narrativa e visual. Inspirado no universo dos esportes de combate, o programa transforma a jornada empreendedora em uma verdadeira preparação para a arena. Os participantes passam por treinamentos, mentorias, resistência mental, desafios estratégicos e confrontos eliminatórios que simbolizam as batalhas enfrentadas por quem decide empreender.

A competição acontece em um ambiente que remete a uma grande academia de preparação, onde cada fase representa um novo nível de evolução até a chegada à Grande Arena, espaço reservado aos competidores que demonstrarem possuir o verdadeiro Código dos Obstinados.

“O empreendedor é alguém que aprende a conviver com a incerteza. Alguém que cai, levanta, corrige a rota e continua avançando. A obstinação é uma das características mais presentes nos grandes realizadores e é exatamente isso que queremos mostrar ao Brasil nesta temporada”, afirma Janguiê Diniz.

SQUAD TÉCNICO REÚNE REFERÊNCIAS NACIONAIS

Para avaliar, orientar e desafiar os participantes, o programa contará com um Squad Técnico formado por empresários, investidores, especialistas e influenciadores reconhecidos nacionalmente.

Entre os nomes já confirmados estão Gilberto Augusto, um dos maiores especialistas brasileiros em marketing e posicionamento de mercado; Pastor Cláudio Duarte, referência nacional em liderança, desenvolvimento humano e valores; o ex-lutador e empresário Rodrigo Minotauro, um dos maiores ícones do esporte brasileiro; Willian Bardi, especialista em crescimento empresarial; Gilmar Theobald, empresário e mentor; Carollyne Mota, executiva e estrategista de negócios; Adriana Duarte, conselheira e advogada empresarial; Cândida Catalde, referência em gestão e desenvolvimento empresarial; Mariana Scribel, especialista em posicionamento e inovação; Raony Falceta, empreendedor e investidor; Raul Canal, jurista e empresário; Janaína Guerra, especialista em liderança e gestão; Jenny Garzon, executiva internacional; Rosane Oliveira, empresária e mentora; e Ricardo Rodrigues, referência em desenvolvimento empresarial.

O grupo representa diferentes setores da economia e contribuirá para enriquecer a experiência dos participantes com avaliações práticas, mentorias e provocações estratégicas ao longo da competição.

CONVIDADOS ESPECIAIS E PARTICIPAÇÕES DE DESTAQUE

Além do Squad Técnico, a quarta temporada contará com a participação de convidados especiais que atuarão como sparrings, mentores, avaliadores e provocadores estratégicos ao longo da competição.

Entre os nomes convidados estão: Jânyo Diniz, Joaldo Diniz, Eduardo Cavalcante, Guto Galamba, Samuel Pereira, Kaká Diniz, Thiago Reis, Roberto Shiniashiki, Tathiana Deandhela, Victor Damázio, Popó Freitas e Reinaldo Zanon.

A temporada também contará com a participação de jurados convidados e especialistas reconhecidos em suas áreas de atuação, entre eles Sandra Cristina Janguiê, Alisson Zirgulick, Cristiane Costa, Danilo Vasconcelos, Graziela Cabral, Thomaz Otonari, Leandro Moura, Omar Faria, Paulo Mendes e Hugo Fernandes Damasceno.

As participações especiais ampliam a diversidade de experiências presentes no programa e proporcionam aos competidores contato direto com empresários, investidores, mentores e profissionais que são referência em seus segmentos, enriquecendo ainda mais a jornada de desenvolvimento dos participantes.

MAIS DO QUE UM PROGRAMA DE TELEVISÃO

Desde sua criação, o Batalha das Startups consolidou-se como uma das principais vitrines do empreendedorismo nacional, conectando startups, investidores, empresários e especialistas em uma plataforma de conteúdo, inspiração e desenvolvimento de negócios.

Ao longo das temporadas, o programa já apresentou dezenas de empresas inovadoras, histórias de superação e soluções capazes de impactar positivamente diferentes segmentos da economia brasileira. Mais do que descobrir empresas promissoras, o objetivo é revelar líderes, pessoas capazes de inspirar, inovar, superar desafios e construir o futuro.

LANÇAMENTO OFICIAL

O lançamento da nova temporada acontecerá em um coquetel exclusivo no dia 10 de julho de 2026, em São Paulo, reunindo participantes, investidores, empresários, patrocinadores, influenciadores, parceiros estratégicos e representantes da imprensa para conhecer em primeira mão os bastidores e as novidades desta superprodução.

SERVIÇO

Coquetel de Lançamento
Batalha das Startups – 4ª Temporada
Tema: O Código dos Obstinados
Data: 10 de julho de 2026
Horário: 19h

-O acesso demanda confirmação de presença com Carol Figueiredo pelo
Fone 11.96403.1073
Local:
Mentor Capital Group Hall
Ed. Riverview Corporate Tower
Av. Dr. Chucri Zaidan, 246 – Conj. 111 – 11º andar
São Paulo/SP

Estreia:
5 de setembro de 2026
Record News
21h15

Trabalho digno é ferramenta de transformação social e construção de futuro, defende Janguiê Diniz

Em artigo alusivo ao Dia do Trabalhador, educador e empreendedor destaca o papel do trabalho na geração de oportunidades, mobilidade social e desenvolvimento econômico, além da importância de ambientes corporativos que valorizem pessoas e incentivem o intraempreendedorismo

O mês de maio se inicia com o Dia do Trabalhador. A data nos convida à reflexão sobre o papel do trabalho na vida das pessoas e na construção da sociedade. Muito além de uma obrigação ou meio de subsistência, o trabalho é um dos principais instrumentos de mobilidade social, transformação individual e coletiva. É por meio dele que sonhos saem do papel, objetivos ganham forma e histórias de superação são escritas todos os dias.

O trabalho tem um valor que vai além do aspecto financeiro. Ele representa dignidade, propósito e identidade. Quando alguém trabalha, não está apenas gerando renda. Está construindo um futuro, desenvolvendo habilidades, conquistando autonomia e criando oportunidades. Em muitos casos, é o trabalho que possibilita a mobilidade social, permitindo que pessoas mudem sua realidade e ofereçam melhores condições para suas famílias. E esse impacto não se limita ao indivíduo. O trabalho transforma comunidades, fortalece a economia e contribui para o desenvolvimento do país. Cada profissional, independentemente da área ou função, tem um papel importante nesse processo. Do pequeno empreendedor ao grande executivo, do trabalhador informal ao profissional altamente especializado, todos contribuem para o funcionamento e o crescimento da sociedade e têm seu valor.

No entanto, falar sobre o valor do trabalho também exige abordar as condições em que ele é realizado. O trabalho precisa ser exercido de forma digna, em ambientes seguros, justos e respeitosos. Nenhuma atividade deve submeter o trabalhador a condições degradantes ou desumanas. A dignidade no trabalho não é um privilégio, é um direito. Nesse contexto, as empresas desempenham um papel fundamental. Organizações que entendem o valor do trabalho investem em seus colaboradores, promovem ambientes saudáveis e criam oportunidades reais de crescimento. Um bom ambiente de trabalho não é apenas aquele que oferece estrutura física adequada, mas também aquele que incentiva o desenvolvimento, reconhece esforços e valoriza pessoas. Empresas que cuidam de seus colaboradores colhem resultados mais consistentes. Equipes motivadas produzem mais, inovam mais e se comprometem mais com os objetivos da organização. É uma relação de reciprocidade: quando o colaborador se sente valorizado, ele naturalmente entrega o seu melhor.

É nesse cenário que ganha força o conceito de intraempreendedorismo. Cada vez mais, empresas percebem que seus próprios colaboradores podem ser agentes de inovação e crescimento. O intraempreendedor é aquele que, mesmo dentro de uma organização, pensa como dono, busca soluções, propõe melhorias e contribui ativamente para o desenvolvimento do negócio. Ele não apenas executa tarefas, mas participa da construção de resultados. Estimular esse comportamento é estratégico. Ao incentivar o intraempreendedorismo, as empresas criam um ambiente onde ideias são valorizadas, talentos são potencializados e oportunidades são ampliadas. O colaborador deixa de ser apenas parte da operação e passa a ser parte da evolução da empresa.

O trabalho, quando exercido com dignidade e propósito, transforma não apenas a realidade financeira, mas também a mentalidade. Ele ensina disciplina, desenvolve resiliência e fortalece o caráter. Cada desafio superado no ambiente profissional contribui para o crescimento pessoal. Por isso, ao refletirmos sobre o Dia do Trabalhador, é importante resgatar uma ideia simples, mas poderosa: o trabalho enobrece o homem, engrandece a alma e enriquece o bolso. Ele é, ao mesmo tempo, meio e caminho: meio para conquistar estabilidade e caminho para alcançar realização.

Mais do que celebrar, este é um momento de valorizar. Valorizar o esforço diário de milhões de brasileiros, reconhecer a importância de condições dignas de trabalho e reforçar o papel das empresas na construção de ambientes mais justos e produtivos. No fim das contas, o trabalho é uma das maiores ferramentas de transformação que existem. E, quando aliado à dignidade, ao respeito e às oportunidades, ele se torna capaz de mudar vidas — não apenas de quem o realiza, mas de todos que estão ao seu redor.

Janguiê Diniz  –     Fundador,  controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional,  presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group. – diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular

Carnaval de Pernambuco 2026 é o mais seguro desde 2004 e movimenta R$ 3,7 bilhões na economia

Com investimento de R$ 95,1 milhões, gestão estadual registra menor número de homicídios da série histórica e redução de até 51% nos roubos; ações integradas envolveram Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, Empresa Pernambucana de Turismo e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco

O Governo de Pernambuco realizou, em 2026, o Carnaval mais seguro da série histórica do Estado, iniciada em 2004. De 12 a 17 de fevereiro, na comparação com o período entre a quinta-feira de abertura das festas no Recife e Olinda até a Terça-Feira Gorda do ano passado, foram registradas reduções significativas nos principais índices de criminalidade do Estado, com destaque para os roubos de celulares (-51%), assaltos (-40,1%), furtos (-16,8%) e homicídios (-5%). Apenas nas áreas de segurança, cultura e turismo, no período momesco a gestão estadual investiu R$ 95,1 milhões em ações executadas do Litoral ao Sertão, garantindo tradição, diversidade, acesso às manifestações artísticas e impacto econômico tanto na Região Metropolitana quanto no interior. Cerca de R$ 3,7 bilhões circularam no Estado durante a folia.

Ao longo dos seis dias de festividades foram registrados 57 homicídios no Estado, o menor número de toda a série histórica, iniciada há 22 anos. Para efeito de comparação, em 2017 Pernambuco chegou a contabilizar 114 homicídios no Carnaval. Em 2025, foram 60 casos, o que representa uma diminuição de 5% em 2026.

Com um investimento de R$ 12,3 milhões realizado apenas pela Secretaria de Defesa Social (SDS), os roubos também registraram queda significativa neste ano: 40,1%. No primeiro Carnaval com o reforço dos “laranjinhas” e demais nomeados nas forças de segurança estaduais, as notificações passaram de 152 em 2025 para 91 registros entre as últimas quinta e terça-feiras. Os furtos, por sua vez, saíram de 1.211 casos para 1.077, uma redução de 16,8% em relação ao ano passado. Outro destaque foi a diminuição de 51% no número de celulares subtraídos, que foi de 1.922 em 2025 para 948 em 2026.

“Os números comprovam que realizamos o Carnaval mais seguro da nossa história. O êxito dos pontos de controle de acesso, utilizados pelo segundo ano consecutivo, foi fundamental para inibir a entrada de materiais ilícitos, como armas e drogas, além de identificar pessoas foragidas e apreender celulares furtados ou roubados”, afirmou Alessandro Carvalho, titular da SDS.

Uma das maiores potências culturais do país, Pernambuco realizou um investimento recorde nas áreas de turismo e cultura durante o Carnaval 2026: R$ 82,8 milhões. Deste total, R$ 35.919.900 são oriundos da Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur), R$ 27.002.700 da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), e R$ 19.881.900 da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE), consolidando a festa como uma política pública transversal que articula cultura, turismo, educação e desenvolvimento econômico.

Para a secretária de Cultura de Pernambuco, Cacau de Paula, o balanço confirma o papel do Carnaval como política pública estruturante: “Em 2026, conseguimos fortalecer ainda mais a cultura popular, ampliar o alcance das ações, valorizar nossos artistas e garantir que a festa chegasse a mais territórios, escolas e comunidades de todo o Estado. É cultura como direito, identidade e desenvolvimento social”, destacou.

O secretário estadual de Turismo e Lazer, Kaio Maniçoba, ressaltou sobre o balanço. “Sem dúvida nenhuma, nosso Carnaval foi o maior de todos os tempos. Mais seguro, de forma mais integrada entre as secretarias do Governo do Estado, fortalecendo para que os turistas tivessem a sensação de acolhimento, segurança e satisfação”, disse.

Segundo levantamento preliminar realizado pela Empetur, durante os dias de festa o Estado recebeu mais de 2,8 milhões de visitantes e teve uma taxa média de ocupação hoteleira de 98%, com permanência média de 3,7 dias. No Aeroporto do Recife, houve a circulação de 502.205 passageiros, um crescimento de 9,4%, na comparação com 2025. A maioria absoluta dos entrevistados (94%) avaliou a passagem pelo Estado como ótima ou boa nos principais itens da pesquisa: atrativos, hospitalidade, programação e manifestações culturais.

“O alto nível de satisfação dos visitantes e a forte intenção de retorno mostram que o Carnaval de Pernambuco é uma política pública consolidada e de excelência. Mais do que um grande evento, é uma estratégia permanente de promoção do destino, que faz com que as pessoas voltem ao nosso Estado em outros momentos do ano”, apontou o presidente da Empetur, Eduardo Loyo.

Editais e valorização da cultura popular – O Carnaval 2026 contou com 1.856 habilitados em editais, sendo 1.269 ligados diretamente à cultura popular e às tradições carnavalescas, além de 587 artistas de outros gêneros musicais. Por meio da Secult, Empetur e Fundarpe, foram realizadas 1.320 contratações artísticas, das quais 97% são de artistas pernambucanos.

A presidente da Fundarpe, Renata Borba, revelou a importância da valorização dos artistas da terra na grade de programação: “O Carnaval de Pernambuco reafirmou que a cultura é uma política pública essencial e transformadora. A interiorização das ações mostra que o investimento chega em todos os territórios, valorizando mestres, agremiações populares e artistas de todas as regiões do Estado”.

Pernambuco Meu País no Carnaval: Recife e Olinda – O Festival Pernambuco Meu País no Carnaval foi um dos principais eixos da programação. No Recife, durante o período pré-carnavalesco, nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro, o palco recebeu 26 atrações pernambucanas e nacionais, em shows que homenagearam o frevo, o movimento manguebeat, o samba e a pluralidade da cultura brasileira. A abertura oficial do Carnaval ocorreu no Terminal Marítimo de Passageiros.

Já no período carnavalesco, entre 13 e 17 de fevereiro, o Palco Pernambuco Meu País, instalado no Jardim do Cais do Sertão, no Recife Antigo, recebeu 52 artistas, bandas e agremiações. Com programação voltada prioritariamente à cultura popular, o polo reuniu expressões tradicionais, orquestras e artistas contemporâneos.

Em Olinda, o Governo do Estado patrocinou o Palco Pernambuco Meu País, na Praça do Carmo, reunindo atrações pernambucanas e nacionais. O investimento total foi de R$ 7 milhões, por meio de convênio, fortalecendo a programação oficial do município.

Cidades-polo e descentralização – Cinco municípios foram definidos como Cidades-polo do Carnaval 2026, recebendo programação estruturada e identidade visual do Pernambuco Meu País no Carnaval: Bezerros, Camaragibe, Jaboatão dos Guararapes, Nazaré da Mata e Triunfo. Esses territórios concentram, valorizam e difundem a cultura popular pernambucana durante o período carnavalesco, desempenhando papel estratégico na descentralização das ações culturais.

Saúde – Neste Carnaval, a Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) atuou na prevenção e acompanhamento de possíveis questões na saúde, além da fiscalização de bebidas e blitz. Nos sete dias de funcionamento, o Centro Integrado de Operações Conjuntas de Saúde (Ciocs) acompanhou 5.798 atendimentos assistenciais em 24 pontos monitorados.

“No Carnaval, reforçamos hospitais, monitoramos possíveis surtos e não tivemos registros de casos de arboviroses, além de ampliar ações como Lei Seca, autotestes de HIV e distribuição de preservativos. Agora, a orientação é reforçar a vacinação, diante do aumento esperado de síndromes gripais após as aglomerações”, explicou a secretária de Saúde, Zilda Cavalcanti.

Com a Vigilância Inteligente (VBE) e resposta rápida, entre o sábado (14) e a terça-feira (17), foram recebidas 96 notificações, sem registro de surtos ou arboviroses no período analisado. Além disso, a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (APEVISA) contabilizou 579 estabelecimentos fiscalizados, em todos os polos de folia, com 109 bebidas apreendidas e 44 inutilizadas.

Para a prevenção combinada de IST/HIV, ao todo, foram distribuídos 1.671.600 preservativos externos; 72.500 preservativos internos; 374.700 géis lubrificantes; 500 autotestes de HIV; e 31 dispensas de profilaxias, sendo 28 Pré-Exposição (PrEP) e 3 Pós-Exposição (PEP).

Já a Operação Lei Seca (OLS) também levou mais segurança às ruas com blitzes 24 horas nas principais vias de fluxo usadas no Carnaval 2026. Em números, foram feitas 18.439 abordagens, com 3.388 pessoas alcançadas em ações educativas e monitoramento de risco para proteger vidas.

Mulheres- A Secretaria da Mulher de Pernambuco encerrou o Carnaval 2026 com a distribuição de quase 2,5 milhões de materiais gráficos nos polos festivos de todas as regiões do Estado. A pasta levou informação, orientação e divulgou o web aplicativo Protege Mulher.

Como parte da estratégia integrada, a sede da secretaria esteve aberta todos os dias de Carnaval, oferecendo acolhimento, orientação e encaminhamentos para mulheres que precisaram de apoio durante o período festivo. Além disso, duas Unidades Móveis de Atendimento à Mulher circularam por polos estratégicos, garantindo escuta qualificada e acolhimento humanizado.

Direitos Humanos – Durante o Carnaval 2026, o Governo de Pernambuco reforçou uma ampla mobilização de prevenção à violência, combate à discriminação, promoção do respeito à diversidade e defesa dos direitos do consumidor em 32 municípios pernambucanos. Coordenada pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência (SJDH), a ação levou informação, orientação e canais de denúncia aos principais polos carnavalescos do Estado, fortalecendo a rede de proteção social em um dos períodos de maior circulação de pessoas.

Com três campanhas educativas — de combate ao racismo, enfrentamento ao tráfico de pessoas e promoção do respeito à diversidade (combate ao etarismo, LGBTfobia, capacitismo é racismo) — a iniciativa alcançou foliões entre prévias e festividades de carnaval em cidades como Recife, Olinda, Caruaru, Bezerros, Gravatá, Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Goiana, Nazaré da Mata, Cabo de Santo Agostinho, Abreu e Lima, Camaragibe, Ilha de Itamaracá, Igarassu, Itapissuma, Vitória de Santo Antão, Moreno, Salgueiro, São José do Egito, Itapetim, Timbaúba, Jaqueira, Inajá, Itaíba, Buíque e Feira Nova, entre outros polos carnavalescos.

As campanhas também foram disponibilizadas nos camarotes da acessibilidade, voltados às pessoas com deficiência, ampliando o alcance das mensagens de prevenção e garantia de direitos. Durante o Carnaval, 330 pessoas tiveram acesso aos camarotes por meio do Programa Pernambuco Acessível. O PE Conduz percorreu diversos polos de festa, garantindo mobilidade, segurança, cuidado e acolhimento.

A mobilização contou ainda com a atuação do Procon-PE, que esteve nas ruas distribuindo material educativo e orientando comerciantes e consumidores sobre direitos e deveres nas relações de consumo durante a folia.

Raquel Lyra acompanha abertura do Carnaval no Recife e em Olinda

Governo de Pernambuco investe R$ 87,2 milhões e espera receber 2,5 milhões de turistas durante a folia

Dando início ao Carnaval na Região Metropolitana do Recife, a governadora Raquel Lyra destacou os investimentos do Estado para garantir segurança, infraestrutura e apoio cultural à festa, que mobiliza milhares de foliões e impulsiona a economia em todas as regiões. Ao lado da vice-governadora Priscila Krause, a chefe do Executivo estadual acompanhou a abertura da festividade em Olinda e no Recife, na noite desta quinta-feira (12), e ainda ressaltou o efetivo da segurança pública destinado aos municípios. Em Olinda e no Bairro do Recife serão empregados mais de 12 mil postos de trabalho extras das forças de segurança, entre esta quinta e a Quarta-Feira de Cinzas.

“Estamos aqui ao lado de todos os que fazem o Carnaval mais democrático do Brasil, que é o de Pernambuco. Estamos investindo mais de R$ 80 milhões no Estado inteiro. Do Litoral ao Sertão pernambucano tem a marca do Governo do Estado, apoiando as festas e eventos. São mais de 1,3 mil atrações contratadas, e mais de 90% destes artistas são pernambucanos. Também nos fazemos presentes com as Polícias Civil e Militar, para garantir que tenhamos o Carnaval mais seguro da história. Queremos que as pessoas venham curtir com o coração em paz e tranquilo”, ressaltou a governadora Raquel Lyra.

Nesta edição, o Governo de Pernambuco está investindo o valor recorde de R$ 87,2 milhões, garantindo mais tranquilidade aos foliões com ações em diversas áreas, como saúde, cultura e segurança. “O nosso efetivo está preparado para garantir a segurança na folia, e também utilizaremos a tecnologia ao nosso favor, com câmeras em pontos estratégicos, reconhecimento facial e drones que podem sobrevoar por até 12 horas ininterruptas”, reforçou o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.

A expectativa é de que 2,5 milhões de turistas venham a Pernambuco ao longo do ciclo carnavalesco. “O Estado se preparou para receber os turistas. Temos todo planejamento para bater recordes, com a expectativa de movimentação de R$ 3,2 bilhões nas atividades turísticas, além de ocupação de 95% de toda a rede hoteleira“, afirmou o secretário estadual de Turismo e Lazer, Kaio Maniçoba.

O Governo de Pernambuco segue atuando em parceria com as prefeituras, viabilizando a contratação de artistas de alcance local e nacional, fomentando as potencialidades e pluralidades culturais do Estado. A secretária de Cultura do Estado, Cacau de Paula, enfatizou que o governo preparou uma programação especial na Marim dos Caetés. “Neste ano, o Estado será o maior apoiador do Carnaval de Olinda. Também estamos com o Palco Pernambuco Meu País na Praça do Carmo, com o Cortejo de Brincantes, e com a mobilização de diversas secretarias“, destacou.

Para a prefeita de Olinda, o Carnaval do município transcende a folia. “Muito além da festa, o nosso Carnaval é a maior expressão cultural que temos a oferecer, fala sobre a geração de emprego, economia circular de longo prazo. A parceria com o Governo de Pernambuco nos possibilita a garantia de uma estrutura de qualidade“, pontuou a gestora municipal.

SEGURANÇA – A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco atuará de forma integrada em todo o Estado, com mais de 68 mil lançamentos das forças de segurança, contando também com o apoio de delegacias móveis e funcionamento em regime 24 horas das delegacias da Polícia Civil.

YOUTUBE – A governadora prestigiou, ainda, em Olinda, a abertura da Casa Carnaval das Memórias, iniciativa do YouTube Brasil com o Ministério da Cultura que abrigará influenciadores digitais no período momesco, propagando o Carnaval olindense para espectadores de todo o Brasil e até de outros países.

Acompanharam as agendas os secretários Carlos Braga (Assistência Social, Combate à Fome e Políticas Sobre Drogas); Túlio Vilaça (Casa Civil); Daniel Coelho (Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha); Joanna Figueirêdo (Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência); André Teixeira Filho (Mobilidade e Infraestrutura), Juliana Gouveia (Mulher), Paulo Paes (Administração Penitenciária e Ressocialização) e Cícero Moraes (Desenvolvimento Agrário), além dos presidentes de autarquias Renata Borba (Fundarpe) e Eduardo Loyo (Empetur); e o coronel Ivanildo Torres, comandante-geral da Polícia Militar de Pernambuco.

Também estiveram presentes o senador Fernando Dueire; deputados estaduais Joãozinho Tenório, Antônio Moraes e Jarbas Filho; os prefeitos Mano Medeiros (Jaboatão dos Guararapes), Júnior de Irmã Teca (Itapissuma), Padre Joselito (Gravatá), Juliana de Chaparral (Casinhas) e o vice-prefeito Felipe do Veneza (Paulista).