IA já é utilizada por mais da metade das incorporadoras brasileiras, aponta pesquisa

Estudo revela que 56,5% das empresas do setor imobiliário já adotam Inteligência Artificial, com foco em produtividade, redução de custos e melhoria no atendimento

A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser uma promessa de futuro para se consolidar no dia a dia do mercado imobiliário do País. De acordo com a pesquisa “Panorama da Inteligência Artificial no Mercado Imobiliário Brasileiro 2026”, desenvolvida pela BCB Inteligência em parceria com a Morada.ai e a Upload, 56,5% das incorporadoras brasileiras já utilizam IA em alguma etapa de suas operações. O dado reflete a busca acelerada de um setor tradicional por maior competitividade, eficiência e redução de custos.

A maior parte desse movimento é recente: 41,7% das empresas adotaram as ferramentas em um período que varia de um a três anos, sinalizando que a transformação digital ainda atravessa um processo de consolidação. Em vez de desenvolverem sistemas próprios em casa — o que representa apenas 15,4% dos casos —, a ampla maioria das organizações (67,9%) opta por contratar soluções prontas de terceiros.

Para Bruno Cantalupo, diretor da BCB Inteligência, o levantamento quebra o mito de que a inovação tecnológica está restrita às grandes corporações. O executivo destaca que o divisor de águas entre as companhias é a maturidade na gestão da ferramenta.

“A principal contribuição desta pesquisa é mostrar que a Inteligência Artificial já entrou definitivamente na agenda do mercado imobiliário brasileiro. O que observamos é que a diferença entre as empresas que estão avançando mais rápido e as demais não está no tamanho da operação, mas na capacidade de transformar interesse e testes pontuais em implantação estruturada, processos, governança e resultados mensuráveis. A IA tem potencial para gerar ganhos significativos de produtividade, mas seu impacto real depende da forma como as empresas incorporam essa tecnologia ao dia a dia dos negócios.”

Impacto nas operações

Os reflexos da automação já são sentidos no balanço das empresas. Quem utiliza a tecnologia aponta como principais benefícios a melhoria no atendimento ao cliente (35%), o ganho de produtividade (31,2%), a redução de custos (30,8%) e o suporte para tomadas de decisões mais estratégicas (30,8%).

Geograficamente, o estado de São Paulo lidera o perfil da amostra com 41,4% das empresas participantes, seguido por Minas Gerais (8,7%), Santa Catarina (8%) e Paraná (7,1%). O perfil predominante dos respondentes é de empresas de médio porte, que possuem entre 51 e 200 colaboradores (36,5%).

As áreas e os dilemas da IA no setor

Se por um lado plataformas como Claude e ChatGPT ganham espaço na gestão de obras, dúvidas sobre retorno financeiro e falta de mão de obra qualificada travam adesão de empresas restantes.

A aplicação da Inteligência Artificial no mercado imobiliário brasileiro tem frentes muito claras de atuação. O “Panorama da IA no Mercado Imobiliário” identificou que o marketing comercial e o gerenciamento de obras são as áreas que mais sentem o impacto da tecnologia, liderando com 31,6% das citações cada. Logo atrás aparecem os setores de projetos e engenharia (26,5%), redução do quadro de colaboradores (26,5%), controle financeiro (25,5%) e automação de processos internos (21,4%).

Esse ecossistema digital é alimentado por uma diversidade de grandes modelos de linguagem. O assistente Claude lidera a preferência do setor, sendo utilizado por 22,7% dos entrevistados. O ChatGPT aparece na sequência com 19,9%, seguido pelo Gemini (13,1%) e pelo Copilot (9,1%).

O que trava os 43,5% restantes?

Apesar do avanço, uma parcela significativa do mercado ainda se mantém à margem da tecnologia por entraves gerenciais e operacionais. Entre as empresas que ainda não utilizam IA, a incerteza sobre o Retorno sobre o Investimento (ROI) é o principal freio (23,8%). A escassez de profissionais preparados para lidar com as ferramentas aparece em segundo lugar (19,5%), empatada com a falta de conhecimento geral sobre o tema (17,3%) e a existência de outras prioridades institucionais mais urgentes (17,3%).

Ainda assim, o apetite do setor por modernização segue forte. Para o futuro próximo, as companhias que pretendem entrar no segmento demonstram maior interesse em aplicar IA na análise de crédito (21,1%) e em projetos de engenharia (20%). O orçamento também deve acompanhar essa tendência: 37,1% dos atuais usuários planejam elevar os investimentos em IA ainda este ano, enquanto 35,8% pretendem manter o patamar atual.

Ramon Azevedo, CEO da Morada.ai, projeta que o mercado imobiliário nacional desenha agora os contornos de uma mudança estrutural definitiva. “O mercado imobiliário está entrando em uma nova fase de adoção da Inteligência Artificial. A discussão já não é mais se as empresas vão utilizar IA, mas como aplicar essa tecnologia para gerar eficiência, produtividade e melhores decisões de negócio. O próximo passo será conectar dados, sistemas e processos para ampliar ainda mais o impacto da tecnologia nas operações”.

Apreensão de cocaína em cargas de madeira pode ser a maior da história do Brasil, diz Receita Federal

Operação apreendeu oito caminhões com 260 toneladas de madeira contaminada com a droga em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso

Uma apreensão de cocaína líquida misturada a cargas de madeira feita no domingo, 21, pode se tornar a maior da história do País, de acordo com a Receita Federal. Oito caminhões que levavam 260 toneladas de madeira com a droga foram apreendidos em Corumbá (MS) e Cáceres (MT), como parte da Operação Timber Shield, conduzida em cooperação internacional com os Estados Unidos e a Aduana Nacional da Bolívia. Não há informação sobre prisões.

Segundo a Receita, estima-se que entre 10% e 20% da carga seja de cocaína – com base em ocorrências anteriores envolvendo o mesmo método de ocultação. As perícias preliminares apresentaram resultado positivo para cocaína nos materiais apreendidos. O total de droga em meio a carga de madeira poderá variar entre 20 e 50 toneladas, informou o órgão. A análise da carga apreendida ainda não foi concluída.

“Confirmado o volume, será a maior apreensão de cocaína da história do Brasil – e uma das maiores da já registradas no mundo. É uma resposta firme do Estado brasileiro à sofisticação das organizações criminosas que atuam no tráfico internacional”, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em publicação na rede social X. “A Operação Timber Shield mostra a importância da integração entre inteligência, fiscalização aduaneira, investigação criminal e cooperação internacional”, disse.

Informações compartilhadas pelos EUA mostram que a carga apreendida no Brasil tem relação com outras cargas interceptadas no Chile no início do mês, todas de origem boliviana. Somente no dia 6 de junho a aduana chilena apreendeu 100 toneladas da droga misturada em madeira, conforme a Receita Federal.

“A cooperação internacional entre Brasil, EUA e Bolívia foi determinante para identificação do esquema internacional, com atuação integrada entre as aduanas, os EUA e a Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico, FELCN da Bolívia”, informou o órgão. “A Operação Timber Shield evidencia o alto grau de sofisticação das organizações criminosas e reforça a importância da cooperação internacional”, explicou.

A operação coordenada pela Receita Federal também contou com atuação do Exército, da Polícia Federal (PF), do Grupo Especial de Segurança da Fronteira (Gefron) e das Polícias Científicas do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que auxiliaram com perícias e análises prévias. Apesar da cooperação internacional, a cocaína apreendida em Corumbá e Cáceres permanecerá no Brasil, segundo o órgão.

Golpista do mercado financeiro é preso em resort de luxo após movimentar quase R$ 1 bilhão

Marcel Mafra Bicalho é o ‘Marcelo Matos’, que fazia aplicações na FX BTC investimentos

Marcel Mafra Bicalho, conhecido como Marcelo Mattos, foi preso pela polícia em um resort de luxo em Arraial d’Ajuda, em Porto Seguro (BA). Ele é acusado por movimentações fraudulentas em um esquema de pirâmide com o uso de bitcoins.

Em 3 anos, Marcel movimentou quase R$ 1 bilhão com os golpes financeiros. Os primeiros investidores receberam o alto lucro prometido nos supostos investimentos.

Posteriormente, a empresa sumiu do mercado com os recursos investidos pelas vítimas. A estimativa é que de 4.000 a 5.000 pessoas tenham caído no golpe.

Ao programa Fantástico exibido no domingo (18), a defesa de Marcel argumentou que a prisão foi indevida, e que os investidores sabiam dos riscos do negócio. A Polícia Civil de Minas Gerais, que conduziu as investigações, ainda vai divulgar detalhes dos supostos crimes. Uma coletiva sobre o tema está prevista para esta segunda-feira (19).

Robson Ouro Preto intensifica agenda no interior e marca presença em grandes eventos do São João de Pernambuco

Pré-candidato percorre cidades como Caruaru, Arcoverde e Gravatá, participa de grandes festejos juninos e reforça diálogo com lideranças e população sobre desenvolvimento regional

Em Arcoverde, Robson participou da tradicional e já consagrada caminhada que reúne milhares de forrozeiros e é considerada uma das maiores manifestações culturais do período junino no Brasil. O evento reuniu mais de 40 mil pessoas, celebrando a cultura nordestina, o forró e as tradições que fazem do São João de Pernambuco uma referência nacional.

Já em Gravatá, o pré-candidato acompanhou a programação junina que levou uma multidão à praça pública para prestigiar os shows de grandes atrações, como Taty Girl e Natazinho Lima. Com o espaço completamente lotado, o evento demonstrou mais uma vez a força do calendário cultural pernambucano e sua importância para a economia local, o turismo e a geração de renda.

Ao longo dos últimos meses, Robson Ouro Preto vem ampliando sua presença em todas as regiões do estado, dialogando com lideranças, representantes de associações, trabalhadores, empreendedores e a população em geral. A agenda tem como objetivo ouvir demandas, fortalecer parcerias e construir propostas voltadas para áreas como geração de emprego, cultura, turismo, esporte, saúde e fortalecimento do terceiro setor.

Percorrer Pernambuco, ouvir as pessoas e conhecer de perto a realidade de cada região é fundamental para quem deseja representar verdadeiramente o povo pernambucano. Nosso estado tem um potencial gigantesco e precisa de cada vez mais oportunidades para crescer e se desenvolver”, destacou Robson Ouro Preto durante a agenda.

A participação nos festejos juninos reforça a valorização da cultura popular e das tradições que movimentam milhares de famílias e impulsionam a economia de diversas cidades pernambucanas durante o período de São João.