Paula Delai fala sobre desistência do campeão Magnus Carlsen em disputar o próximo Mundial de Xadrez

O mundo do xadrez recebeu uma notícia-bomba recentemente, no primeiro episódio do podcast, intitulado “The Magnus Effect”. O norueguês Magnus Carlsen anunciou sua renúncia em defender o seu título de atual Campeão Mundial, que estaria em

jogo nova disputa no match contra o russo Ian Nepomnichtchi, prevista no início de 2023. O novo desafiante será o chinês Ding Liren.  A médica e ex-jogadora de xadrez, Paula Fernanda Delai, comenta: “A decisão levanta a possibilidade de modificar o formato de disputa dos próximos ciclos, visando aumentar a competitividade. Isso levaria a rumos mais benéficos pois gera imprevisibilidade e oportunidade a novos talentos”.

Em sua avaliação, Paula começa apontando uma declaração do superastro norueguês em dezembro de 2021. “Logo após o campeonato mundial anterior de 2021 em Dubai, quando ele venceu o próprio Nepomniachtchi, Carlsen disse que a alegria pela vitória não foi nem de longe tão forte quanto ele esperava.”, pontua a ex-enxadrista.

Outro ponto importante a ser considerado, na opinião de Paula Delai, é que Carlsen também declarou, na mesma ocasião, que ele se sentia motivado para defender o título em outro match apenas se o iraniano-francês Firouzja vencesse o Torneio de Candidatos de 2022, o que não aconteceu. “Ele disse que realmente ficou impressionado com a ascensão de Alireza Firouzja, considerando a idade dos 18 anos e destaque com alto rendimento entre os melhores jogadores do mundo”, afirma.

Ainda segundo Paula Delai, não é difícil compreender as razões de Magnus Carlsen não querer participar do mundial contra o mesmo oponente. “O torneio mundial é muito exigente, necessita preparação á longo prazo, tanto no aspecto físico quanto mental. É necessário uma rotina de treinamento consistente e abdicações para vencer todas as etapas e entrar num ciclo de disputa, que está muito restrito atualmente. A desistência de Carlsen é legítima e pode ensejar outras reflexões, como inclusão de maior número de participantes e outros Continentes.”, revela Paula.

 

Na visão da médica e ex-jogadora, Paula Fermanda Delai : “A desistência de Carlsen pode levar á uma série mudanças favoráveis. Ele deixou claro que não está se aposentando, pelo contrário, há uma série de torneios programados para ele participar no futuro. Metas para atingir 2900 de rating FIDE. final, como bom estrategista que é, Magnus Carlsen provavelmente está com uma boa jogada em mente para alavancar ainda mais sua carreira e o futuro do xadrez no geral. Entendedores entenderão”, conclui a ex-enxadrista Paula Fernanda Delai.

Gato que apareceu em entrevista de Vini Jr. vira mascote da seleção e recebe nome de “Hexa”

Final feliz! O gato que apareceu sorrateiramente enquanto o atacante Vinicius Junior, da seleção brasileira, dava uma entrevista coletiva em Doha, no Catar, virou mascote da seleção brasileira e recebeu o nome de “Hexa” para dar sorte ao Brasil na reta final da Copa do Mundo.

A aparição do gato gerou polêmica após o assessor de imprensa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Vinicius Rodrigues, retirar o animal, que estava em cima do balcão de entrevistas, segurando-o pelo pescoço, após fazer carinho no felino.

Nas redes sociais, internautas desaprovam a atitude do assessor e afirmam que o gato foi retirado de forma bruta.

Porém, mesmo no chão, o bichano seguiu ‘assistindo’ a coletiva em que Vini Jr. destacou a sua participação na Copa. Após o episódio, o gatinho começou a ser admirado, virou o xodó da equipe técnica brasileira e recebeu o carinho de algumas pessoas que estavam no local.

O Brasil se prepara para enfrentar a Croácia pelas quartas de final nesta sexta-feira (9), às 12h (horário de Brasília).

Entre lesões e poupados, Tite define o Brasil para enfrentar Camarões; veja provável time

Escalação terá novidades na partida que fecha a participação da Seleção na fase de grupos, no Catar

Apesar do bom aproveitamento dentro de campo – marcou três gols e não sofreu nenhum -, o clima nos bastidores da Seleção Brasileira preocupa por conta das lesões. O técnico Tite ganhou mais uma dor de cabeça após o lateral-esquerdo Alex Sandro ser diagnosticado com um problema no lado esquerdo do quadril e, por isso, poupado para o confronto diante de Camarões, pela última rodada do Grupo G da Copa do Mundo.

Com mais um problema médico, além do atacante Neymar e do lateral-direito Danilo, que já não atuaram na vitória sobre a Suíça, na última segunda-feira, a comissão técnica optou por escalar um time reserva diante dos africanos. A informação, inclusive, já foi repassada aos atletas.

“Sobre o jogo (diante dos suíços), Alex Sandro sentiu dores no quadril esquerdo, ele não teve condições de continuar na partida. Hoje pela manhã foi reavaliado, nós pedimos exame de imagem, uma ressonância magnética. Ela evidenciou lesão muscular no músculo do quadril esquerdo. O atleta não terá condições na próxima partida contra Camarões. Ele segue em tratamento para que a gente possa recuperá-lo o quanto antes”, disse o médico da Seleção, Rodrigo Lasmar.

O substituto imediato de Alex Sandro é o seu xará, Alex Telles, do Manchester United-ING, que será escalado ante os camaroneses. Na zaga, a tendência é que o lateral-direito Daniel Alves, Militão, Bremer completem o quarteto, tendo o goleiro Ederson debaixo das traves. Se entrar em campo, aos 39 anos de idade, Daniel será o jogador mais velho a defender o Brasil em Copas.

Já do meio para frente, são opções de sobra. Na cabeça de área, Fabinho, que ainda não foi utilizado, e Bruno Guimarães, devem começar jogando. No ataque, levando em consideração os últimos jogos, Rodrygo, Antony, Gabriel Jesus e Martinelli são os favoritos – Pedro e Éverton Ribeiro correm por fora.

Assim, o Brasil vai a campo com: Ederson, Daniel Alves, Militão, Bremer e Alex Telles; Fabinho, Bruno Guimarães e Rodrygo; Antony, Gabriel Jesus e Martinelli.

Convocados da Seleção para a Copa do Mundo 2022: veja a lista completa de Tite

Conheça os 26 jogadores que vão representar o Brasil no Mundial do Catar

O técnico Tite anunciou nesta segunda-feira, na sede da CBF, no Rio de Janeiro, os 26 jogadores que vão defender a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2022. A grande surpresa foi a presença do lateral-direito Daniel Alves, que está no Pumas, do México.

O defensor, de 39 anos, havia ficado fora da convocação para os amistosos contra Gana e Tunísia, os últimos antes da Copa.

“O critério do Daniel Alves premia qualidade técnica individual, aspecto físico e mental”, disse Tite.

Confira os convocados:

Goleiros
Alisson – Liverpool
Ederson – Manchester City
Weverton – Palmeiras

Laterais
Danilo – Juventus
Alex Sandro – Juventus
Daniel Alves – Pumas
Alex Telles – Sevilla

Zagueiros
Militão – Real Madrid
Marquinhos – PSG
Thiago Silva – Chelsea
Bremer – Juventus

Meio-campistas
Bruno Guimarães – Newcastle
Casemiro – Manchester United
Fabinho – Liverpool
Fred – Manchester United
Paquetá – West Ham
Everton Ribeiro – Flamengo

Atacantes
Neymar – PSG
Vinicius Júnior – Real Madrid
Antony – Manchester United
Rodrygo – Real Madrid
Raphinha – Barcelona
Richarlison – Tottenham
Pedro – Flamengo
Gabriel Jesus – Arsenal
Gabriel Martinelli – Arsenal

Outros dois jogadores que também não foram chamados para os jogos contra Gana e Tunísia e estão na lista são os atacantes Gabriel Jesus e Gabriel Martinelli, ambos do Arsenal.

– Tem sido um dos destaques do Arsenal na primeira colocação da Premier League, um jogador do lance individual, da transição em velocidade. Teve duas convocações e se manteve em alto nível. Poderiam ter outros convocados e existem argumentos para outros. São escolhas. Dentro das características da equipe, do modelo, precisamos de jogadores agudos pelos lados. Assim a equipe se estruturou. É o caso do Martinelli – disse Tite.

Os convocados pelo treinador vão se apresentar na próxima segunda-feira, em Turim, onde a Seleção permanecerá até o dia 19, quando seguirá para o Catar.

A Copa do Mundo 2022 será disputada de 20 de novembro a 18 de dezembro. A Seleção estreará no dia 24, contra a Sérvia. Os outros dois times do Grupo G são Suíça e Camarões.

Veja mais respostas de Tite na coletiva:

Situação física de Richarlison

– Temos uma responsabilidade de transparência e passar informações verdadeiras a vocês. Não só o Richarlison, não só com o Dani, a orientação foi feita com todos os atletas no aspecto de melhoria. Não só os convocados. Eu sei o quanto de humano tem a expectativa, mas antes disso o respeito nosso. E a orientação a todos eles. É do Alexsandro, do Telles, do Arana, que eu conversei ontem. De ter esta conduta, que ela seja com equidade a todos.

Mais sobre Daniel Alves

– Um acréscimo na parte técnica e tática. A qualidade técnica e individual que o Dani Alves empresta neste quesito de criação é impressionante, para ser um organizador, um articulador. Não temos nele um jogador de 60, 70 metros de ida e volta. Esta é a função dele, fora outras virtudes. Como capitão (o Cesar Sampaio) pode falar.

– Não quer fazer uma pergunta tua, e não pegar o gancho… por que, que referência é o Twitter com os milhões de torcedores que temos? Não vim para agradar quem está nas mídias sociais, que não sei qual percentual é este público em relação ao brasileiro. Respeito opiniões divergentes e não estou aqui para convencer a todos. Não tenho esta pretensão. Só quero passar dados para que as pessoas façam sua análise e democraticamente criem sua opinião. Todos têm meu respeito, mesmo esta parcela diminuta. São 220 milhões (de brasileiros)? Respeito, sim.

Sobre os atacantes convocados
– Eu quero bater em uma tecla de equilíbrio, ele é fundamental. Na vida, não só no esporte. Há uma geração de atletas de alto nível, que estão se convocando. Eles estão buscando, com desempenho alto. Há uma versatilidade e priorizamos atletas importantes no meio para frente, mas não foge da ideia de equipe equilibrada. Para vencer em alto nível precisa de criação e gol. Isto não quer dizer que consistência defensiva não gera o ponto de equilíbrio para vencer. O bom momento deles gerou a convocação.

Lesão de Coutinho
– A gente tem que premiar e valorizar principalmente a competição em alto nível e quem foi chamado. A informação já veio lá atrás, vimos todos os jogos no fim de semana, de todos os convocáveis, para ter as informações e uma definição. O pior é quando o cara machuca e não pode brigar por uma vaga. A experiência de um atleta que parou com 27 anos e precisou abrir uma loja de artigos esportivos para fazer um concurso público para lecionar, porque a vida me tirou a chance de ser atleta. Queria o Couto, o Arana, quem mais ficou fora por lesão… Diego Carlos, uma série de outros atletas que tiveram. Tal qual os que não foram convocados pelo aspecto técnico, fica o respeito e lastimar.

As dúvidas finais na lista

– Não sei (quanto 2018 influenciou na lista). Alguma coisa incorporei, mas é cruel comparar as situações. Esquece Adenor, sem a campanha de 2018 não seria convidado a permanecer. O desempenho trouxe a chance de continuar o trabalho. Os atletas, com este trabalho todo nas diferentes áreas, dá consistência. O trabalho com base… podem me chamar de demagogo, mas vou fazer o que a minha racionalidade manda. O trabalho todo refletido, com o crescimento dos atletas dá chance de responder se somos uma das favoritas na Copa. E eu tenho gratidão a isso.

O peso de estreantes na lista

– Experiência conta, assim como conta o momento, como conta a capacidade de concentração do atleta. Uma série de fatores são levados em consideração. A carreira toda, o nível que se mantém. O Éverton Ribeiro retomou e tem a consistência do 10. Quando voltou dos Emirados já tinha a expectativa. Temos este aspecto, tem 32 anos, mas acho que a primeira Copa do Mundo. Jogos em alto nível, final de Libertadores, de Mundial, de Copa do Brasil, jogos de alto nível na Europa. Os treinamentos… na Juventus, tinha 15 ou 16 atletas de seleção. A experiência é muito relativizada.

Favoritismo na Copa
– Não posso me reportar ao que vem de fora. Estamos focados em fazer o melhor trabalho possível. Com quatro anos de trabalho, ele fica muito mais consistente. Este é o que o período nos dá. Talvez o desempenho dos atletas tenha dado esta relação com o torcedor. Vejo em um crescente, em uma expectativa boa. Sempre são colocadas três ou quatro seleções no mais alto nível. E o torneio tem características específicas, principalmente com um jogo só a margem de erro fica pequena. Talvez mais ainda do que a Copa do Brasil, com jogos ida e volta. Mundial é um jogo só. O Juninho e o César vivenciaram isto dentro de campo. Mas a gente assume que o Brasil, sim, é um dos favoritos, e minha opinião é de que sim, é um dos.

Mudar time de acordo com adversário
– Existem duas formas que temos de atuar, com dois atacantes de flanco, com Paquetá do lado, segundo meio-campista mais na frente. E tem peças de reposição com características parecidas. Não acredito em tirar de zona de conforto, acredito colocar em zona de confiança e desafiar a ser melhor. Ninguém vai tirar de zona de confiança.

– O que trouxemos, dar confiança e desafiar em alto nível. Mas pedir para fazer uma função que não exerce no clube, aí é professor lampadinha, Pardal… e eu já passei (risos).

Qual setor do time mais o preocupa e a escolha de Bremer
– A carreira do Bremer e seu desempenho em alto nível no Torino e Juventus o chancelaram. Talvez a gente não tenha olhado com a devida atenção já antes. Veio com segurança impressionante. Atleta de alto nível, esta foi a geradora, e a concorrência que ele tem, normal e natural.

– Sobre os setores, em termos defensivos temos jogadores versáteis. O Danilo ontem jogou de zagueiro e pode fazer a função como lateral e a construção. O Militão, também. Temos jogadores versáteis na defesa, e na frente temos jogadores com cada vez mais desempenho nos seus clubes e os chancelam a convocar mais atletas do meio para frente pelo momento que vivem. A geração criou isso. Uma equipe equilibrada, mas qualitativa. A qualidade dos atletas permite estas escolhas.

 

Seleção está pronta?
– Nós conversamos um pouco a respeito em outra reportagem. Quatro aspectos são fundamentais: o mais importante é a qualidade técnica, a parte física, da saúde, a parte tática e o aspecto mental. Atletas de alto nível trabalham sob pressão, técnicos trabalham sob pressão. Tem um ditado que técnico do Brasil é condenado a vencer. Tu trabalha com este estigma, esta pressão. A Rebeca (Andrade, ginasta brasileira) deu uma entrevista sensacional, que ela vê as adversárias, mas fica mais focada no seu trabalho, seus movimentos, porque ali é uma variável que ela não domina. Talvez a Rebeca nesta manifestação pode reproduzir o que é uma pressão enorme, mas que todos de alto nível temos de absorver e ficar focados no nosso trabalho.

Mais preparada que 2018?
– Sim, mas não deve ser comparado. Aquele era um ciclo de recuperação, hoje é um ciclo inteiro de quatro anos. Injusto com toda a situação. Recupera, pega na sexta colocação, com um terço da competição… agora é outra situação, ver mais aspectos táticos, ver mais atletas, ter mais contato. Aqueles dois anos agora contam a favor, mas comparar isso é como comparar gerações. Agora sim, chega com todo este processo de trabalho muito mais tranquilo, mais em paz, confiante, sim, pelos quatro anos de trabalho que tivemos, associados aos dois. Não estou dizendo que vai ganhar, mas chega mais forte e estruturado. Inclusive humanamente mais entrosado. Os atletas sabem como a gente trabalha. Sim, chega mais forte, mais firme, mais consistente para o Mundial.

Jogadores que ficaram fora
– Uma vez o pessoal colocou qual era o conselho que eu daria… não dou conselho. A resposta que dou é: quando estivemos juntos, cada um se sentiu… e o comportamento da comissão técnica com eles. É difícil, mas há um respeito profissional e humano com cada um deles. Mas mais do que falar publicamente, nosso comportamento no dia a dia com cada um deles. Ali você vê se te dão atenção. Escolhas te trazem o peso de deixar alguém fora, respeitando.

Apenas três jogadores do futebol brasileiro convocados
– A pergunta é ampla e remete a um aspecto estrutural do futebol de uma maneira geral, investimento financeiro… precisaríamos de simpósios para falar destes termos. Sobre desigualdade, precisamos ter cuidado com os cortes. Dos atletas que estão aqui, são nascidos de quantas regiões do Brasil? Podemos pegar este recorte. Qual o clube de origem de onde esteve? Há uma série de recortes que podemos pegar para que a gente possa, enfim… entender. Fiquei com esta curiosidade, quantas regiões do Brasil estão representadas? Não tem um pré-requisito. Fico muito à vontade para falar, não tenho a crença irracional de que fizemos a escolha de todos os melhores. Se a gente de dez, acertar sete, vamos ser competentes. E estamos fazendo o acompanhamento.

Futuro fora da Seleção
– Falo com muita paz, está na hora de outros líderes estarem aqui. Assim se forma o futebol. Depois tem que vir o outro treinador e fazer uma grande escolha. É convicção e paz. Não tem porque ganha e vai rever. Não vai rever, vai torcer pelo outro. Vai ter um pouco de ciúmes (risos), mas o futebol precisa criar novos técnicos, novas estruturas. Isto talvez seja o maior legado que eu orgulhosamente deixe para a sequência.

Relação que criou com os jogadores
– A gente mostra que a gente é um ser humano, que erra e quando erra reconhece com eles. A gente procura estudar bastante, os aspectos fisiológicos, médicos, técnicos e táticos, a organização, logística, direcionamento. Quando a relação de lealdade se estabelece, o conjunto fica mais forte. O atleta precisa saber que a comissão sabe que precisa de uma conduta, com transparência, fala pela frente. Sem dois discursos. Sem modificar comportamento com atleta mais jovem ou mais experiente. A relação toda do ser humano, da competência profissional, da conduta, do ser duro, mas falar pela frente. De não expor de forma pública, porque vai dar componentes legais para debates, mas vai solucionar o problema? O conjunto da obra é importante para ter respeito, consideração, para atingir o alto nível.

Arbitragem na Copa do Mundo
– Há, sim, uma atenção em relação à arbitragem. O Matheus fala fluentemente inglês, teve recentemente uma conferência juntamente para acompanhar o que a Fifa falou sobre as árbitros.

Hoje em OCCA, Olinda Creative Com Active na Cidade Alta, o programa Caça Talentos lançará a seleção de 10 mil pessoas para serem qualificadas

O programa contratado pela Secretaria estadual do Trabalho visa preparar alunos e alunas para empregos na área de tecnologia, no Porto Digital

É possível garimpar talentos e impulsionar sonhos? A resposta é sim, de acordo com o novo projeto do Governo do Estado, lançado através da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação. A principal aposta do projeto Caça Talentos, que foi lançado nesta segunda-feira (12), será desenvolver habilidades socioemocionais e novos programadores nas linguagens Python ou Java. A iniciativa tem o objetivo de qualificar jovens e adultos pernambucanos para melhor empregabilidade, especialmente na área tecnológica. A ação tem a participação inédita de Nicole Dantas, que estudou na escola técnica do Porto Digital e idealizou o projeto. Ela inspirou o Caça Talentos, foi uma das alunas do Ganha o Mundo e hoje está cursando Ciência da Computação e Arte na Universidade de Minerva, em São Francisco (CÁ).

Os interessados já podem se inscrever de hoje até o próximo domingo (18) no https://sistemas.seteq.pe.gov.br/sima/inscricao_login/. Logo depois do cadastro, os inscritos receberão um link do Caça Talentos por e-mail, com acesso para as oficinas e capacitações.

Por meio de uma assistente virtual chamada ANA, treinada por um método inovador e patenteado, que junta princípios da psicologia cognitiva comportamental, designer e pedagogia, a meta da SETEQ é capacitar, na primeira fase, aproximadamente 10 mil pessoas.

Segundo a coordenadora de acompanhamento à Gestão do Projeto na fase 1, Mariana Lins, no primeiro momento, que dura 40 horas, os 10 mil participantes inscritos serão preparados em habilidades socioemocionais, como raciocínio lógico, trabalho em equipe, atenção plena, escuta ativa, autoconsciência, autogestão e resolução de problemas.

A segunda fase já será diferente. Das 10 mil pessoas, 1.500 serão selecionadas pelo aplicativo Caça Talentos para os cursos de desenvolvimento de software (Python ou Java). O conteúdo será distribuído em 240 horas, com direito a certificado. Nicole Dantas fará inserções no projeto, de maneira remota, com dicas e orientações.

Indagado se existe algo semelhante no Brasil, o secretário estadual do Trabalho, Emprego e Qualificação, Alberes Lopes, respondeu: “O projeto é inovador, porque aperfeiçoa o lado racional e emocional e prepara os participantes com treinamento em habilidades socioemocionais e habilidades técnicas. Os concluintes terão mais facilidade de entrar no mercado de trabalho, em especial, no ambiente do Porto Digital no Recife, que tem forte demanda por mão de obra. Este projeto é fruto de um sonho de alunos de escola pública estadual e ele vai estimular novos sonhos”, destacou.

De acordo com o secretário, o objetivo é atingir o público das escolas do Estado (incluindo ensino médio e escolas técnicas). Porém, ele não será excludente. Estará aberto a todos os pernambucanos, de qualquer idade, de todos os municípios, a partir dos 17 anos.

As oficinas e cursos serão feitos pelo celular ou pelo computador. A qualificação será totalmente em ensino a distância e uma plataforma também será lançada em breve para quem quiser acompanhar os cursos pelo computador.

De forma inovadora, como aconteceu no projeto ANA – lançado no auge da pandemia para ajudar os jovens durante o isolamento, com apoio da SETEQ – o Caça Talentos terá um assistente virtual que ajudará na seleção dos mais aptos para a área tecnológica.

Segundo o coordenador de acompanhamento à Gestão do Projeto, Márcio Vinícius da Silva Miranda, o aplicativo e a plataforma são de fácil acesso, com um formulário eletrônico para cadastro no sistema onde a pessoa identifica seu nome, e-mail e telefone. Depois, com a evolução das conversas entre Ana e a pessoa, ele vai identificar quem tem aptidão para trabalhar na área de tecnologia. Essa seleção levará à segunda fase, que terá mil vagas para Python e 500 para Java.