Enamed 2026: segurança jurídica precisa vir antes da prova

Janguiê Diniz defende regras claras e previamente conhecidas para a avaliação e destaca decisão do TRF1 que suspendeu sanções relacionadas ao Enamed 2025

Janguiê Diniz

A avaliação é um dos pilares de qualquer política educacional comprometida com a qualidade. É por meio dela que se identificam avanços e fragilidades e são criadas condições para o aprimoramento da formação oferecida aos estudantes. Por acreditar nesse princípio, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) sempre foi defensora implacável do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), bem como do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) enquanto instrumento estratégico de indução da qualidade dos cursos de Medicina.

Contudo, o que se viu na primeira edição, realizada no ano passado, foi uma sequência de falhas e omissões que resultaram em um ambiente de profunda insegurança jurídica para as instituições de educação superior e para os estudantes. Por isso, a ABMES, em conjunto com a Associação Brasileira das Faculdades (Abrafi), recorreu à justiça para pedir a suspensão das punições aplicadas às instituições com base nos resultados do Enamed 2025.

É fundamental destacar que a medida, de modo algum, tem como objetivo favorecer cursos de baixa qualidade. Prova disso é que a maioria das graduações penalizadas obteve avaliação satisfatória, algumas até excelente, no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), realizado em 2024.

Para quem não acompanha de perto o contexto educacional, é importante esclarecer que há diferenças significativas entre os processos avaliativos. No âmbito do Sinaes, a qualidade dos cursos é aferida a partir de diferentes dimensões e instrumentos, que consideram não apenas o desempenho dos estudantes, mas também aspectos relacionados às condições de oferta e ao corpo docente, entre outros fatores. Já os resultados do Enamed 2025 tiveram como base apenas o desempenho dos estudantes em uma única prova.

Contudo, o mais significativo foi que informações essenciais, como os critérios de avaliação, a nota de corte e a forma de cálculo dos desempenhos individual e institucional, só foram divulgadas após a aplicação da prova. Ou seja, regras determinantes para os resultados e seus efeitos somente foram conhecidas quando o exame já havia sido realizado, uma clara violação aos princípios da publicidade, da transparência, da legalidade e da segurança jurídica.

Esse também foi o entendimento do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) que, no último dia 5 de agosto, o acolheu o pedido das entidades e determinou que a União, o Ministério da Educação (MEC), a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) suspendam as sanções às instituições até o julgamento definitivo da apelação.

A decisão não representa um pronunciamento definitivo sobre a legalidade do Enamed, como o próprio tribunal fez questão de registrar, mas os fundamentos apresentados pelo TRF1 são relevantes para a reflexão sobre os rumos dessa política avaliativa.

Por exemplo, a decisão registra que a divulgação posterior das regras compromete a regularidade do processo e reconhece o potencial de geração de prejuízos graves e de difícil reparação às instituições e aos formandos. E esse é exatamente o ponto que motivou a atuação da ABMES e da Abrafi. O que está em discussão é a necessidade de que uma avaliação capaz de produzir consequências regulatórias relevantes seja realizada a partir de critérios previamente conhecidos por todos.

É importante compreender essa discussão porque ela ultrapassa a edição passada do exame. Mais do que solucionar os efeitos decorrentes do Enamed 2025, o momento deve ser aproveitado para garantir que os problemas identificados não se repitam em 2026.

Dessa forma, a decisão judicial abre uma importante janela de oportunidade para que o diálogo entre o setor e o Ministério da Educação avance. É tempo de corrigir fragilidades, aperfeiçoar procedimentos e assegurar que a próxima edição aconteça em um cenário no qual estudantes e instituições conheçam previamente as regras às quais estarão submetidos. Neste momento, porém, essa segurança ainda precisa ser construída.

É sob essa perspectiva que deve ser compreendida a iniciativa da ABMES e da Abrafi. Recorrer à Justiça não significa se opor ao Enamed. Ao contrário, significa defender condições para que ele seja um instrumento avaliativo forte, eficiente, transparente e alinhado aos princípios que orientam o Sinaes.

Avaliar com rigor é indispensável. Da mesma forma, é indispensável que esse rigor esteja amparado por regras claras, previamente conhecidas e aplicadas de maneira transparente. Qualidade e segurança jurídica não são objetivos conflitantes. Uma fortalece a outra.

A edição de 2025 deixou um aprendizado que não pode ser ignorado. Agora, diante de um novo Enamed, existe a oportunidade de construir um processo mais previsível e seguro. Para isso, é fundamental que todos os parâmetros da avaliação e seus possíveis efeitos sejam conhecidos antes da aplicação da prova, prevista para acontecer em 13 de setembro. Em 2026, segurança jurídica precisa ser ponto de partida do Enamed, e não uma questão a ser resolvida depois da sua realização.

*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular; fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Imprensa livre fortalece democracia, educação e desenvolvimento social

Em artigo, Janguiê Diniz destaca o papel estratégico do jornalismo na qualificação do debate público, na valorização da educação superior e no fortalecimento das instituições democráticas, tendo como exemplo o Prêmio ABMES de Jornalismo

Coluna Janguiê Diniz

Há instituições que são fundamentais em uma sociedade, e a imprensa é uma delas. Mais do que registrar acontecimentos, o jornalismo qualificado informa, investiga, contextualiza e amplia o debate público sobre os temas que definem o presente e o futuro de um país. Em um cenário marcado pela velocidade da circulação de informações, pela disseminação da desinformação e pela complexidade dos desafios, sua missão torna-se ainda mais relevante: oferecer à sociedade fatos rigorosamente apurados, múltiplas perspectivas e elementos que permitam a formação de uma opinião livre e consciente.

Essa contribuição também é indispensável para o fortalecimento da democracia. Ao acompanhar a atuação dos Poderes, investigar irregularidades, fiscalizar a aplicação de recursos públicos, cobrar transparência e dar visibilidade a temas de interesse coletivo, a imprensa exerce a função reconhecida como watchdog. Trata-se de um papel que ultrapassa a simples divulgação de notícias, sendo essencial para fortalecer as instituições democráticas e assegurar aos cidadãos condições para exercer plenamente sua cidadania.

Em outra frente, o bom jornalismo também identifica soluções, apresenta experiências inovadoras e dá visibilidade para iniciativas que produzem resultados concretos para a sociedade. Ao transformar boas práticas em conhecimento compartilhado, contribui para que ideias bem-sucedidas deixem de ser experiências isoladas e passem a inspirar novas políticas públicas, projetos institucionais e ações da sociedade civil. 

Em um país com dimensões continentais e profundas desigualdades como o Brasil, essa capacidade de conectar diferentes realidades talvez seja uma das maiores contribuições da imprensa para o desenvolvimento nacional. Uma experiência bem-sucedida implementada em uma universidade do Nordeste, uma pesquisa desenvolvida no Sul ou um projeto social realizado no interior do Centro-Oeste podem inspirar soluções em outros locais quando encontram no jornalismo um canal capaz de ampliar seu alcance.

Na esfera educacional, essa dupla missão é particularmente evidenciada. Ao mesmo tempo em que acompanha indicadores, analisa políticas públicas, questiona decisões governamentais e evidencia desafios históricos, o jornalismo também revela pesquisas científicas, projetos de extensão, iniciativas inovadoras de ensino, experiências de inclusão e histórias capazes de demonstrar o impacto transformador da educação na vida das pessoas.

No caso da educação superior, essa contribuição assume uma dimensão estratégica. Nela são formados profissionais qualificados, desenvolvidas pesquisas que impulsionam a inovação e produzidos conhecimentos que contribuem para o enfrentamento de desafios sociais, ambientais, tecnológicos e econômicos. Ainda assim, muitos desses temas permanecem distantes do cotidiano da população. O jornalismo é essencial para reduzir essa distância e ampliar a compreensão da sociedade sobre o papel da educação superior como vetor de desenvolvimento, competitividade, inovação e redução das desigualdades.

Foi justamente a partir desse entendimento que, em 2017, na minha primeira gestão como presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), criei o Prêmio ABMES de Jornalismo. Hoje em sua nona edição, a iniciativa nasceu com o objetivo de reconhecer e valorizar profissionais que contribuem para qualificar o debate público sobre a educação superior, estimulando uma cobertura jornalística pautada pelo rigor da apuração, pela profundidade das análises e pelo compromisso com o interesse público. 

Ao longo de quase uma década, a premiação consolidou-se como referência para os profissionais da imprensa, acompanhando o amadurecimento da produção jornalística sobre o tema. Essa evolução é perceptível não apenas no crescimento da participação, mas sobretudo na qualidade dos trabalhos apresentados. 

A edição de 2026 registrou o recorde de 322 inscrições e, segundo a comissão julgadora, composta pelos imortais da Academia Brasileira de Letras Arnaldo Niskier, Antonio Secchin e Merval Pereira, a definição dos vencedores foi desafiadora diante do elevado nível das reportagens finalistas. A avaliação considerou aspectos como relevância, qualidade narrativa, consistência editorial e rigor na apuração.

Também merece destaque a diversidade de temas contemplados pelas produções vencedoras. As reportagens premiadas abordaram questões centrais para compreender as transformações pelas quais passa o ensino superior brasileiro, como a regulamentação da educação a distância, os impactos da inteligência artificial e das novas tecnologias nas universidades, a presença crescente de pessoas com mais de 60 anos nas salas de aula e a influência da graduação na melhoria da renda das famílias. Embora tratem de assuntos distintos, todas compartilham uma característica em comum: demonstram como a educação superior dialoga com os grandes desafios contemporâneos.

Mais do que reconhecer boas reportagens, o Prêmio ABMES de Jornalismo reafirma uma convicção que se fortalece a cada edição: uma educação superior forte depende de um debate público igualmente qualificado. E esse debate somente é possível quando existe uma imprensa livre, ética, plural e comprometida com a produção de informação confiável. 

Valorizar jornalistas que se dedicam à cobertura educacional significa incentivar uma sociedade mais bem informada, fortalecer a circulação de boas ideias e ampliar a visibilidade de iniciativas capazes de inspirar transformações em diferentes partes do país. Em última análise, reconhecer o jornalismo comprometido com a educação superior é reconhecer que democracia, conhecimento e informação de qualidade caminham lado a lado. Afinal, sociedades que valorizam a liberdade de imprensa e a educação constroem instituições mais sólidas, cidadãos mais conscientes e um futuro muito mais promissor.

*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular; fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Ensino superior privado entra em nova fase: preço deixa de ser único diferencial para atrair estudantes

Pesquisa aponta queda nas mensalidades e mostra que instituições precisam investir em qualidade, inovação e experiência acadêmica para se manter competitivas

Coluna de Janguiê Diniz

O ensino superior privado brasileiro vive um momento de transformação. Durante anos, a dinâmica do setor foi marcada pela expansão da demanda e pela possibilidade de reajustar as mensalidades sem impactos significativos sobre a captação de estudantes. Hoje, contudo, a realidade é outra. Em um ambiente cada vez mais competitivo, marcado por mudanças regulatórias, pressões econômicas e um novo perfil de consumidor, a definição dos preços tornou-se um reflexo da capacidade das instituições de demonstrar valor.

Essa é uma das constatações da pesquisa Cenário de Precificação da Graduação – Brasil 2026. O mapeamento é realizado há 15 anos pela Hoper Educação e, nesta edição, contou com a parceria da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES). Mais do que registrar valores de mensalidades, o levantamento ajuda a compreender os movimentos que estão redesenhando o mercado da educação superior privada brasileira.

Os dados revelam uma realidade emblemática: as mensalidades presenciais registraram queda real de 4,3% em 2026 na comparação com o ano anterior. A mediana nacional dos valores efetivamente praticados pelas instituições chegou a R$ 835, enquanto a educação a distância manteve-se em um patamar significativamente inferior, com R$ 214.

À primeira vista, essa redução pode parecer contraditória em um período de inflação acumulada e aumento dos custos operacionais. No entanto, ela revela uma mudança estrutural importante: o estudante está mais atento à relação entre investimento e retorno. Hoje, mais do que perguntar quanto custa, ele avalia se a formação vale o investimento.

Nesse contexto, a decisão de ingresso já não se baseia apenas na tradição ou no prestígio da marca institucional. Infraestrutura física, recursos tecnológicos, experiências acadêmicas, empregabilidade, flexibilidade dos formatos de oferta e qualidade percebida passaram a exercer influência crescente sobre a escolha.

Não por acaso, a pesquisa conclui que a precificação deixou de ser apenas uma estratégia financeira para se tornar uma expressão do posicionamento institucional. Em um ambiente de forte competição, instituições que não conseguem demonstrar diferenciais concretos acabam pressionadas a disputar mercado por meio de descontos e reduções de preço.

A transformação também é impulsionada pelo novo marco regulatório da educação a distância. A publicação do Decreto nº 12.456/2025 inaugurou uma nova configuração para o setor, impulsionando a expansão do formato semipresencial. O movimento já produz efeitos sobre o mercado. Combinando maior flexibilidade que o ensino presencial e experiências acadêmicas mais robustas que a EAD convencional, o semipresencial vem ocupando um espaço estratégico na oferta das instituições. Contudo, segundo a pesquisa, muitas delas ainda praticam mensalidades próximas às da EAD, apesar dos custos mais elevados.

Essa nova configuração também ajuda a explicar parte da pressão sobre os preços dos cursos presenciais. Em geral, o estudante encontra no semipresencial o equilíbrio entre custo, flexibilidade e experiência acadêmica. Trata-se de uma variável que influenciará cada vez mais a dinâmica concorrencial dos próximos anos.

Os resultados observados em áreas específicas também reforçam a tendência de queda. As Engenharias, tradicionalmente associadas a cursos de maior valor agregado, apresentaram uma das maiores reduções de preço da série histórica. A mediana das mensalidades presenciais caiu de R$ 1.743, em 2016, para R$ 967, em 2026, refletindo a combinação entre retração da demanda, ampliação da oferta e aumento da concorrência.

Já Medicina permanece como o curso mais caro do país. Entretanto, o cenário também começa a apresentar sinais de amadurecimento competitivo. As mensalidades variam entre R$ 6,4 mil e R$ 15,8 mil, dependendo de fatores como reputação institucional, localização geográfica e infraestrutura. Contudo, a existência de vagas ociosas (cenário impensável há poucos anos) é um indicativo de que mesmo cursos com alta demanda não estão imunes às mudanças de comportamento dos estudantes.

Há, ainda, um componente econômico relevante. O orçamento das famílias brasileiras continua pressionado por diferentes fatores, o que torna o preço uma variável ainda mais sensível. Por isso, muitas instituições têm ampliado suas políticas de desconto para manter a competitividade. O desafio consiste justamente em equilibrar acessibilidade financeira e sustentabilidade institucional.

Apesar dos desafios, o cenário também traz oportunidades. Maior competição estimula inovação, aprimoramento da qualidade acadêmica, modernização da infraestrutura e desenvolvimento de novas experiências de aprendizagem. Para os estudantes, isso significa acesso a um mercado mais diversificado, com maior variedade de formatos, preços e propostas de valor.

Em síntese, o que os dados de precificação mostram é que o setor ingressou em uma nova etapa, em que crescimento, qualidade, inovação e sustentabilidade precisam caminhar juntos. Mais do que definir quanto custa um curso, é preciso demonstrar que ele vale a pena. Este é o novo cenário para o qual todas as instituições que quiserem se manter relevantes precisam estar preparadas.

*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular; fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Governo de Pernambuco incentiva formação internacional com intercâmbio acadêmico na China

Edital Conexão Pernambuco–Sichuan oferece vagas para graduação, mestrado e doutorado em universidades chinesas, com apoio financeiro do Auxílio Mobilidade Discente

A iniciativa integra a agenda de cooperação internacional entre Pernambuco e a Província de Sichuan e oferece vagas para graduação, mestrado e doutorado, com apoio financeiro por meio do Auxílio Mobilidade Discente

O Governo de Pernambuco avança na estratégia de internacionalização do ensino e da ciência ao lançar o Edital nº 04/2026 – Conexão Pernambuco–Sichuan: Caminhos para o Futuro, iniciativa que vai possibilitar a estudantes pernambucanos a realização de intercâmbio acadêmico em universidades da Província de Sichuan, na China.

O edital é fruto direto da missão oficial liderada pela governadora Raquel Lyra à China, em outubro de 2025, que marcou um momento histórico para Pernambuco. Após mais de 30 anos da irmandade com a Província de Sichuan, foi realizada a primeira visita oficial do Governo de Pernambuco ao território da província. A agenda institucional incluiu, de forma inédita, um encontro entre duas governadoras mulheres, consolidando um marco simbólico de protagonismo feminino na diplomacia subnacional e abrindo uma nova etapa de cooperação estratégica de longo prazo entre os dois territórios.

O Programa é coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (Secti-PE), com operacionalização da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) e apoio da Secretaria da Assessoria Especial à Governadora e Relações Internacionais (Saespri). O edital integra a agenda de cooperação internacional do Estado no contexto das celebrações do Ano Cultural Brasil-China anos das relações diplomáticas entre Brasil e China, reforçando laços institucionais e acadêmicos entre Pernambuco e a Província de Sichuan.

As universidades chinesas participantes do acordo são a Chengdu University of Technology, a Sichuan Agricultural University e a Sichuan University of Science and Engineering, reconhecidas internacionalmente nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e agricultura.

Nesta primeira rodada, o edital oferece seis vagas, sendo três para graduação, duas para mestrado e uma para doutorado, todas destinadas à Sichuan Agricultural University. As áreas de conhecimento e os cursos disponíveis para cada nível de formação estão detalhados no edital.

Segundo a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco, Mauricélia Montenegro, a iniciativa representa um passo estratégico para o fortalecimento do ecossistema de CT&I do Estado. “Ao promover a formação internacional dos nossos estudantes, estamos ampliando horizontes acadêmicos, científicos e culturais, além de criar pontes duradouras de cooperação com centros de excelência mundial. Essa experiência retorna para Pernambuco em forma de conhecimento, inovação e desenvolvimento”, destaca a secretária.

Este programa nasce com o propósito de deixar um legado duradouro para Pernambuco, ao investir na formação de capital humano de alto nível. A iniciativa fortalece os vínculos acadêmicos, científicos e culturais entre Pernambuco e a China, ampliando oportunidades para estudantes pernambucanos por meio de uma cooperação inédita construída em ambiente de confiança e colaboração com a Província de Sichuan“, destaca o secretário de Projetos Especiais do Governo de Pernambuco (Saespri), João Salles.

Podem se candidatar estudantes naturais de Pernambuco ou que tenham concluído o ensino médio, a graduação ou o mestrado em instituições sediadas no estado. As bolsas de estudo são concedidas integralmente pelas universidades chinesas, enquanto o Governo de Pernambuco atua como facilitador da mobilidade internacional por meio do Auxílio Mobilidade Discente (AMD).

O AMD, concedido pela Facepe, cobre passagem aérea, seguro viagem e mensalidade de instalação (pagamento único). O investimento global do Governo do Estado nesta primeira rodada é de R$ 275.510,00.

As inscrições estarão abertas de 23 de fevereiro a 12 de abril de 2026, exclusivamente pelo sistema AgilFAP.

Foto em anexo da missão oficial liderada pela governadora Raquel Lyra à China, em outubro de 2025.

Sertânia pode ganhar Hospital Universitário após reunião entre prefeita Pollyanna Abreu, UFPE e EBSERH

Projeto reforça interiorização da saúde e da educação superior em Pernambuco, com impacto direto na geração de empregos e na assistência médica da região.

A prefeita de Sertânia, Pollyanna Abreu, participou de uma reunião estratégica na sede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), em Brasília, onde discutiu a implementação do Hospital Universitário no município. O encontro contou com a presença do reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alfredo Gomes. Assim como do vice-presidente da EBSERH, Daniel Beltrammi, reforçando a importância do projeto.

A iniciativa é considerada um marco para a saúde e o desenvolvimento regional, pois ampliará o acesso da população a serviços de qualidade. Bem como, fortalecerá a interiorização tanto da saúde pública quanto da educação superior. Além disso, a implantação do hospital deve impulsionar a formação acadêmica, gerar empregos e promover avanços significativos na assistência médica, beneficiando Sertânia e cidades vizinhas.