Prefeitura de Goiana inaugura o primeiro Centro Municipal de Educação Infantil, no Bom Jesus, nesta sexta-feira

Goiana vai inaugurar o primeiro novo Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) da cidade, que funcionará em tempo integral, localizado na rua do Matadouro, no bairro do Bom Jesus.

A inauguração está marcada para esta sexta-feira, dia 21, às 19h, com apresentação da agremiação
Caboclinhos União Sete Flexas e atividades de recreação com personagens infantis.

O novo equipamento recebe o nome de CMEI Carlos Alberto dos Santos Viégas, uma homenagem ao saudoso goianense e defensor público Carlos Alberto dos Santos Viégas. O espaço acolherá 118 crianças com idades entre 0 mês a 5 anos, em ambiente adequado e seguro para o desenvolvimento infantil. “Vamos fornecer um serviço essencial para a comunidade local, auxiliando as famílias de Goiana e suprindo a necessidade crescente por vagas nessa faixa etária”, declara o prefeito Eduardo Honório.

A nova unidade foi construída com recursos próprios do município no modelo padrão FNDE, trazendo instalações modernas para um serviço de qualidade. Contará com playground, sala multiuso, sala de atendimento educacional especializado (AEE), berçário e salas de aula climatizadas, fraldário, banheiros infantis, banheiros adaptados para crianças com deficiência, refeitório, lactário para manipulação das fórmulas lácteas, lavanderia, cozinha industrial, sala de professores, jardins, área de lazer e solários. “Uma estrutura que favorece à infância. A novidade é o berçário, inédito na nossa rede municipal e que estamos implementando para que as mães possam trabalhar e garantir sua renda familiar sabendo que seus filhos estão em local seguro, nos 12 meses do ano”, enfatiza Honório.

A equipe docente tem conhecimento especializado no desenvolvimento infantil. “Todos são qualificados e capacitados para trabalhar com as turmas de berçário e turmas de creche em tempo integral e com as turmas de pré-escola, em período parcial”, afirma a Secretária de Educação e Inovação do município de Goiana, Maria Goretti Pessoa. O novo CMEI contará ainda com uma equipe multidisciplinar itinerante formada por fisioterapeuta, fonoaudiólogo, enfermeiros, psicólogo e pediatra. Uma técnica de enfermagem dará assistência diária ao berçário, além de uma psicopedagoga na sala de AEE. A alimentação oferecida será supervisionada por uma equipe de nutrição, garantindo até cinco refeições balanceadas e adequadas às necessidades das crianças.

Os próximos CMEIs já têm datas marcadas para serem entregues à população de Goiana. Segundo a Secretaria municipal de Educação e Inovação, no próximo dia 28, será inaugurado o CMEI Vereador José Batista dos Santos, no bairro da Subestação e no dia 28 de agosto, será a vez da inauguração do CMEI Prefeito Osvaldo Rabelo Filho, no bairro de Flexeiras. “Esse é um momento importante para Goiana. A prefeitura está reforçando seu compromisso com a população na área da Educação e com qualidade voltada à Primeira Infância. Estamos muito felizes com essas entregas”, comemora Natália Barbosa, Diretora de Ensino dos Anos Iniciais.

Primeiro ato de Lula garante Bolsa Família, desoneração sobre combustíveis e revoga decretos

Presidente eleito assinou decretos e medidas provisórias ainda na noite deste domingo (1º)

O dia primeiro de janeiro não foi marcado apenas pela posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Em seu primeiro ato como presidente da República, ele assinou uma série de medidas provisórias (MPs) e decretos.

Entre as principais ações realizadas, está a medida que garante o pagamento de R$ 600 às famílias que recebem o Auxílio Brasil – que voltará a se chamar Bolsa Família -; a prorrogação por 60 dias da isenção de tributos federais dos combustíveis; e a reavaliação pela Controladoria Geral da União (CGU), em até 30 dias, de sigilos indevidos.

Os atos realizados pelo presidente eleito cumprem os compromissos assumidos por ele durante todo o período eleitoral, inclusive a busca por derrubar os sigilos impostos em documentos públicos criados no governo de Jair Bolsonaro.

As medidas provisórias são instrumentos que têm força de lei assim que são publicadas no Diário Oficial da União. Apesar disso, elas precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional para que assim se tornem legislações definitivas.

Combate ao armamento
Além das principais MPs, o atual presidente assinou, ainda, outra medida que tem o objetivo de organizar a Presidência da República e os ministérios, e também decretos, entre eles, o que reestrutura a política de controle de armas no país, com o objetivo de ampliar a segurança da população brasileira.

O decreto reduz o acesso às armas e munições e suspende o registro de novas armas de uso restrito de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) e suspende as autorizações de novos clubes de tiro até a edição de nova regulamentação.

Entre as restrições estabelecidas pelo decreto assinado pelo presidente Lula, estão a proibição do transporte de arma municiada, a prática de tiro desportivo por menores de 18 anos e a redução de seis para três na quantidade de armas para o cidadão comum, entre outras.

Pela assinatura do decreto, o presidente instalou a criação de um grupo de trabalho que terá 60 dias para apresentação de uma proposta de nova regulamentação do Estatuto do Desarmamento.

Compromisso ambiental
O meio ambiente também recebeu atenção no primeiro dia do governo Lula. O presidente eleito assinou um decreto que reestabelece o combate ao desmatamento na Amazônia, no Cerrado e em todos os biomas brasileiros. A ação concede ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) mais autonomia para atuação.

O despacho presidencial estabelece que o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima que apresente, em 45 dias, uma proposta de nova regulamentação para o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Um outro decreto assinado reestabelece o Fundo Amazônia e viabiliza a utilização de R$ 3,3 bilhões em doações internacionais para combater o crime ambiental na Amazônia.

Ainda por meio de decreto, Lula revogou a medida do governo de Jair Bolsonaro que incentivava o garimpo ilegal na Amazônia, em terras indígenas e em áreas de proteção ambiental.

Outras assinaturas
O presidente eleito assinou ainda outros decretos neste domingo. Entre eles, um despacho que determina aos ministros o encaminhamento de propostas que retirem do processo de privatização empresas como Petrobras, Correios e EBC; um outro que determina à Secretaria-Geral a elaboração de proposta de recriação do programa Pró-catadores; e o decreto que estabelece ao Ministério do Meio Ambiente a proposta de nova regulamentação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Lula pode vencer no primeiro turno e Marília, em Pernambuco, também. Quais as consequências disso?

A polarização e o ativismo radical cansam. A “paixão política” alcançou uma proporção desgastante e isso está em pesquisas qualitativas pelo Brasil.

O eleitor está cansado e torcendo para que tudo passe o mais rápido possível. Na disputa nacional, Lula (PT) tem chances de vencer no primeiro turno.

A maior garantia que Bolsonaro (PL) tem para esticar a eleição é Ciro Gomes (PDT) segurando votos que podem ir para o petista. E Ciro Gomes nunca é garantia de nada para ninguém.

Em Pernambuco, Marília Arraes (SD) começou a crescer, dentro de um ambiente em que os outros ficam todos embolados num patamar bem abaixo. É cedo, mas também há uma chance de vitória em um turno apenas.

É natural o cansaço e é normal que todo mundo queira que termine, para que se possa discutir a inflação, o desemprego e a miséria ao invés de perder tempo brigando sobre quem é “comunista” ou “fascista”.

Mas, do ponto de vista político e democrático, eleição em um turno é bom apenas para quem vence.

Parece óbvio, mas não é.

“Eu não preciso de você”
O movimento partidário para o segundo turno é bem específico. Por exemplo, Lula montou um grupo agora e tem compromissos com eles. André Janones (Avante) trabalha para retirar a candidatura e apoiar o petista, desde que ele assuma algumas bandeiras dos eleitores dele.

Esses acordos se ampliam no segundo turno.

Quanto mais dificuldade o candidato tiver para vencer, mais ele fará acordos e assumirá bandeiras de outros grupos, atendendo à necessidade de grupos maiores.

Num segundo turno, Lula teria que ampliar acordos com setores da sociedade civil para garantir a vitória. Se vencer no primeiro turno, sem precisar de ninguém, fará o governo que quiser, sem dar satisfação a ninguém.

O mesmo acontece com Marília Arraes (SD) em Pernambuco ou qualquer outro candidato pelo Brasil.

Quanto mais fácil é a vitória, mais livre o eleito está para ignorar bandeiras que não são as suas.

Livrar-se desse clima de tensão eleitoral que extrapolou e já se transformou em violência é urgente. Mas, no longo prazo, vitórias em primeiro turno cobram seu preço.