Ensino superior privado entra em nova fase: preço deixa de ser único diferencial para atrair estudantes

Pesquisa aponta queda nas mensalidades e mostra que instituições precisam investir em qualidade, inovação e experiência acadêmica para se manter competitivas

Coluna de Janguiê Diniz

O ensino superior privado brasileiro vive um momento de transformação. Durante anos, a dinâmica do setor foi marcada pela expansão da demanda e pela possibilidade de reajustar as mensalidades sem impactos significativos sobre a captação de estudantes. Hoje, contudo, a realidade é outra. Em um ambiente cada vez mais competitivo, marcado por mudanças regulatórias, pressões econômicas e um novo perfil de consumidor, a definição dos preços tornou-se um reflexo da capacidade das instituições de demonstrar valor.

Essa é uma das constatações da pesquisa Cenário de Precificação da Graduação – Brasil 2026. O mapeamento é realizado há 15 anos pela Hoper Educação e, nesta edição, contou com a parceria da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES). Mais do que registrar valores de mensalidades, o levantamento ajuda a compreender os movimentos que estão redesenhando o mercado da educação superior privada brasileira.

Os dados revelam uma realidade emblemática: as mensalidades presenciais registraram queda real de 4,3% em 2026 na comparação com o ano anterior. A mediana nacional dos valores efetivamente praticados pelas instituições chegou a R$ 835, enquanto a educação a distância manteve-se em um patamar significativamente inferior, com R$ 214.

À primeira vista, essa redução pode parecer contraditória em um período de inflação acumulada e aumento dos custos operacionais. No entanto, ela revela uma mudança estrutural importante: o estudante está mais atento à relação entre investimento e retorno. Hoje, mais do que perguntar quanto custa, ele avalia se a formação vale o investimento.

Nesse contexto, a decisão de ingresso já não se baseia apenas na tradição ou no prestígio da marca institucional. Infraestrutura física, recursos tecnológicos, experiências acadêmicas, empregabilidade, flexibilidade dos formatos de oferta e qualidade percebida passaram a exercer influência crescente sobre a escolha.

Não por acaso, a pesquisa conclui que a precificação deixou de ser apenas uma estratégia financeira para se tornar uma expressão do posicionamento institucional. Em um ambiente de forte competição, instituições que não conseguem demonstrar diferenciais concretos acabam pressionadas a disputar mercado por meio de descontos e reduções de preço.

A transformação também é impulsionada pelo novo marco regulatório da educação a distância. A publicação do Decreto nº 12.456/2025 inaugurou uma nova configuração para o setor, impulsionando a expansão do formato semipresencial. O movimento já produz efeitos sobre o mercado. Combinando maior flexibilidade que o ensino presencial e experiências acadêmicas mais robustas que a EAD convencional, o semipresencial vem ocupando um espaço estratégico na oferta das instituições. Contudo, segundo a pesquisa, muitas delas ainda praticam mensalidades próximas às da EAD, apesar dos custos mais elevados.

Essa nova configuração também ajuda a explicar parte da pressão sobre os preços dos cursos presenciais. Em geral, o estudante encontra no semipresencial o equilíbrio entre custo, flexibilidade e experiência acadêmica. Trata-se de uma variável que influenciará cada vez mais a dinâmica concorrencial dos próximos anos.

Os resultados observados em áreas específicas também reforçam a tendência de queda. As Engenharias, tradicionalmente associadas a cursos de maior valor agregado, apresentaram uma das maiores reduções de preço da série histórica. A mediana das mensalidades presenciais caiu de R$ 1.743, em 2016, para R$ 967, em 2026, refletindo a combinação entre retração da demanda, ampliação da oferta e aumento da concorrência.

Já Medicina permanece como o curso mais caro do país. Entretanto, o cenário também começa a apresentar sinais de amadurecimento competitivo. As mensalidades variam entre R$ 6,4 mil e R$ 15,8 mil, dependendo de fatores como reputação institucional, localização geográfica e infraestrutura. Contudo, a existência de vagas ociosas (cenário impensável há poucos anos) é um indicativo de que mesmo cursos com alta demanda não estão imunes às mudanças de comportamento dos estudantes.

Há, ainda, um componente econômico relevante. O orçamento das famílias brasileiras continua pressionado por diferentes fatores, o que torna o preço uma variável ainda mais sensível. Por isso, muitas instituições têm ampliado suas políticas de desconto para manter a competitividade. O desafio consiste justamente em equilibrar acessibilidade financeira e sustentabilidade institucional.

Apesar dos desafios, o cenário também traz oportunidades. Maior competição estimula inovação, aprimoramento da qualidade acadêmica, modernização da infraestrutura e desenvolvimento de novas experiências de aprendizagem. Para os estudantes, isso significa acesso a um mercado mais diversificado, com maior variedade de formatos, preços e propostas de valor.

Em síntese, o que os dados de precificação mostram é que o setor ingressou em uma nova etapa, em que crescimento, qualidade, inovação e sustentabilidade precisam caminhar juntos. Mais do que definir quanto custa um curso, é preciso demonstrar que ele vale a pena. Este é o novo cenário para o qual todas as instituições que quiserem se manter relevantes precisam estar preparadas.

*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular; fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Produtor rural Adailton Maturino firma parceria com empresa chinesa para modernizar cultivo de cacau no Brasil

Acordo com a DAYU Irrigation Group levará tecnologia de irrigação eficiente às plantações, com foco em produtividade, sustentabilidade e inovação no campo

O produtor rural Adailton Maturino dos Santos anunciou uma parceria estratégica com a DAYU Irrigation Group, uma das maiores empresas de irrigação da China, com o objetivo de levar inovação tecnológica e soluções sustentáveis para o cultivo de cacau no Brasil.

A iniciativa une a experiência de Adailton no campo com o conhecimento da empresa chinesa em sistemas avançados de irrigação, criando novas possibilidades para o desenvolvimento da cacauicultura nacional. A parceria busca ampliar a eficiência no uso da água, melhorar o desempenho das lavouras e contribuir para uma produção mais sustentável e competitiva.

Com a adoção de tecnologias de irrigação inteligente, os produtores poderão contar com ferramentas voltadas ao manejo eficiente dos recursos naturais, redução de desperdícios e melhores condições para o crescimento das plantas, fortalecendo a qualidade e a produtividade do cacau brasileiro.

Para Adailton Maturino, a união representa um avanço importante para o setor agrícola nacional, aproximando o Brasil das principais tendências mundiais em tecnologia no campo.

Estamos conectando a tradição e o conhecimento do produtor brasileiro com soluções tecnológicas que podem transformar a forma como produzimos. O futuro do cacau passa pela inovação, sustentabilidade e valorização de quem está na terra”, destaca.

A parceria entre Adailton e a DAYU Irrigation Group reforça o potencial do Brasil no mercado internacional do cacau, colocando a tecnologia como aliada do desenvolvimento agrícola e da geração de oportunidades no campo.

Da terra à inovação. Do Brasil para o mundo.

Empresário Robson Ouro Preto funda a Connection 26 em Brasília e amplia atuação nacional na comunicação e tecnologia

Nova empresa pretende conectar marcas, instituições e projetos dos 26 estados brasileiros por meio de estratégias digitais e soluções tecnológicas

Brasília (DF) – O empresário, publicitário e estrategista de comunicação Robson Ouro Preto dá mais um importante passo em sua trajetória empresarial com a fundação da Connection 26, uma empresa sediada em Brasília que nasce com a proposta de conectar o Distrito Federal aos 26 estados brasileiros por meio da comunicação, tecnologia e inovação.

Com o slogan “Conectando pessoas, marcas e tecnologia”, a Connection 26 chega ao mercado com uma estrutura moderna e uma equipe especializada para atender empresas, instituições, personalidades públicas, organizações e projetos em todo o território nacional.

A escolha de Brasília como sede da empresa não foi por acaso. Além de ser o centro político e administrativo do Brasil, a capital federal oferece uma posição estratégica para a expansão nacional da marca, fortalecendo a conexão entre diferentes regiões, mercados e oportunidades.

Segundo Robson Ouro Preto, a Connection 26 foi criada para atender às novas demandas do mercado digital e tecnológico.

A Connection 26 nasce com o propósito de conectar o Brasil. Estamos em Brasília, mas nossa atuação será nacional, ligando o Distrito Federal aos 26 estados através da comunicação, da tecnologia e da inovação. Queremos aproximar pessoas, marcas e oportunidades, oferecendo soluções modernas e eficientes para nossos clientes”, destacou Robson.

A empresa atuará em diversas áreas estratégicas, entre elas:

* Comunicação Corporativa
* Marketing Digital
* Assessoria de Imprensa
* Tecnologia
* Desenvolvimento de Plataformas
* Inteligência Artificial
* Produção de Conteúdo
* Mídia Digital
* Tráfego Pago

Um dos grandes diferenciais da Connection 26 será sua equipe especializada em campanhas de tráfego pago para o segmento político, utilizando metodologias avançadas, inteligência de dados e ferramentas exclusivas desenvolvidas para maximizar resultados e ampliar o alcance de campanhas e projetos de comunicação.

A empresa também nasce com foco em inovação, investindo em inteligência artificial, automação de processos e soluções digitais capazes de transformar a forma como marcas e instituições se relacionam com seus públicos.

Com a criação da Connection 26, Robson Ouro Preto reforça sua presença no cenário nacional da comunicação, consolidando sua experiência no setor e ampliando sua atuação a partir da capital federal.

A expectativa é que a empresa se torne uma referência nacional em comunicação integrada, tecnologia e estratégias digitais, conectando empresas, governos, organizações e profissionais em todas as regiões do país.

Connection 26
Conectando pessoas, marcas e tecnologia.

Leonardo Avalanche lidera renascimento do conservadorismo com nova fase do PRTB

Presidente nacional do PRTB, Avalanche consolida o partido como referência da direita brasileira, ao lado de Pablo Marçal, com foco em organização, mobilização e valores conservadores.

Em um cenário político repleto de tensões e reviravoltas, uma nova força conservadora ganha destaque no Brasil. Leonardo Avalanche, atual presidente nacional do PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro), desponta como o nome mais promissor da direita brasileira, com uma liderança determinada, um discurso firme e uma estratégia que vem transformando o panorama político nacional.

Com uma visão clara baseada nos pilares de Deus, Pátria e Família, Avalanche reposicionou o PRTB como o único partido que sustenta, de forma autêntica e consistente, os valores conservadores no país. Sua atuação tem sido marcada por organização, presença digital ampliada e uma reestruturação profunda dos diretórios regionais — dando nova vida ao partido e aproximando-o de uma militância cada vez mais ativa.

 

PRTB busca mudança de nome para ‘Brasileiro’, mas enfrenta desafios com o TSE

Alteração do nome do partido, desejada por Pablo Marçal, pode esbarrar em precedentes do TSE que rejeitaram mudanças de nomes associados ao Brasil.

Ao anunciar que pretende se candidatar à Presidência em 2026, o empresário e influenciador Pablo Marçal afirmou que o PRTB, partido a que está filiado, pr mudar de nome para “Brasileiro”. Uma eventual alteração do nome da sigla precisaria ser aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas a Corte possui precedentes pela rejeição de nomes de partidos que se confundam com símbolos nacionais. Em fevereiro de 2022, os ministros do TSE rejeitaram, por unanimidade, mudança solicitada pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB), que pretendia se chamar “Brasil?. Segundo os magistrados, a alteração podia induzir o eleitorado ao erro. O relator da ação, ministro Alexandre de Moraes, definiu a mudança solicitada pelo partido co “verdadeira armadilha”.

A utilização do nome ‘Brasil’ por qualquer partido político, sem qualquer elemento de distinção que o acompanhe, acarreta automática e inequívoca associação do partido à República Federativa do Brasil, com potencial intenso de gerar confusão ou induzir o eleitorado em erro. Tal compreensão fica palpável ao se imaginar, por exemplo, slogan de campanha nos seguintes termos: ‘Votem nos candidatos do Brasil’. Eis o manifesto potencial de induzimento do eleitorado ao erro, com reversão benéfica partido e correlato prejuízo a todos os demais, à custa de uma informação que encerra verdadeira armadilha“, afirmou o ministro.

A sigla tentou, ainda, que fosse analisada a mudança para nomes como “Partido Brasil” e “Por mais Brasil”, mas os ministros mantiveram a negativa aos novos nomes.

Questionado sobre eventuais entraves para a mudança de nome do partido, o presidente nacional do PRTB, Leonardo Avalanche, acredita que a proposta de sua sigla “pode ser analisada de forma distinta pelo TSE“.

O Tribunal avalia cada caso de acordo com suas especificidades, e estamos preparados para apresentar os argumentos jurídicos e políticos que fundamentam a escolha. Nosso objetivo é garantir que o nome represente nossa identidade sem causar confusão ou indução ao erro do eleitorado“, afirmou Avalanche ao Estadão.

Em entrevista coletiva realizada logo após não avançar ao segundo turno da eleição em São Paulo, Pablo Marçal afirmou que “2026 era logo ali” e que pretendia concorrer a um cargo do Executivo, mas não confirmou se disputaria o governo estadual de São Paulo ou a Presidência da República. Nesta quarta-feira, 8, o empresário e influenciador confirmou que pretende concorrer a presidente.

Até a eleição, contudo, o ex-coach pode estar inelegível pela divulgação de um laudo médico falso contra o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), então candidato a prefeito de São Paulo. Em novembro, o influenciador foi indiciado pela Polícia Federal pela publicação do documento em suas redes sociais.

Informações do Estadão/Terra.

Ministério da Saúde acompanha surto de metapneumovírus humano (HMPV) na China e reforça medidas de prevenção no Brasil

O vírus, responsável por infecções respiratórias, está afetando principalmente crianças e preocupa autoridades de saúde.

O Ministério da Saúde informou que acompanha “atentamente” o surto de metapneumovírus humano (HMPV) registrado ao longo das últimas semanas na China. Segundo a pasta, o vírus responde por uma série de infecções respiratórias identificadas no país, sobretudo entre crianças.

Até o momento, não há alerta internacional emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas a vigilância epidemiológica brasileira está em constante comunicação com autoridades sanitárias da OMS e de vários países, incluindo a China, para monitorar a situação e trocar informações relevantes.

De acordo com o ministério, as últimas atualizações de vigilância feitas pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da China mostram que a magnitude e a intensidade das infecções respiratórias registradas ao longo das últimas semanas foram menores do que as registradas no mesmo período do ano anterior.

No entanto, foi observado um aumento nas infecções respiratórias agudas, incluindo gripe sazonal, metapneumovírus humano (HMPV), infecção por rinovírus, vírus sincicial respiratório (VSR) e outros, particularmente nas províncias do norte chinês.

Embora o risco de uma pandemia seja considerado baixo pelos especialistas, o Ministério da Saúde salienta que é fundamental reforçar as medidas de prevenção e controle de infecções respiratórias”, completou a nota.

A pasta voltou a incentivar a vacinação como medida preventiva para infecções respiratórias, incluindo a covid-19 e a gripe ou influenza – sobretudo entre grupos considerados prioritários, como idosos, gestantes, crianças e pessoas com comorbidades.

De acordo com o ministério, as vacinas contra a covid-19 e a influenza continuam sendo eficazes contra formas graves de ambas as doenças, reduzindo o número de hospitalizações e mortes provocadas pelas variantes em circulação.

A nota também incentiva o uso de máscaras faciais por pessoas com sintomas gripais e resfriados, já que a estratégia contribui para diminuir a transmissão de todos os vírus respiratórios, inclusive o metapneumovírus.

Entenda
O HMPV é um vírus respiratório que causa infecções nas vias respiratórias superiores e inferiores. No Brasil, foi identificado pela primeira vez em 2004. Desde então, tem sido monitorado como parte das atividades de vigilância epidemiológica do ministério, que inclui a coleta e análise de dados sobre doenças respiratórias.

“É um vírus conhecido no mundo e comum em casos de síndrome gripal (casos leves), podendo eventualmente evoluir para casos de síndrome respiratória aguda grave que requerem internação”, destacou a pasta.

A vigilância do HMPV é feita através do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica (Sivep), com a identificação de casos por meio dos núcleos hospitalares de epidemiologia em serviços de saúde, que monitoram a circulação de diversos patógenos respiratórios no país.

Da Agência Brasil.

Ministério das Comunicações Aumenta em 343% as Autorizações de Canais de TV e Rádio

Iniciativa visa diversificar o acesso à informação, com foco no interior do Brasil, e reforça o papel das rádios comunitárias e retransmissoras de TV.

O Ministério das Comunicações quadruplicou o número de autorizações de novos canais de TV e rádio em 2023 e 2024, em comparação com os dois primeiros anos da gestão anterior, para oferecer à população um maior número de alternativas de veículos de comunicação em todo o país.

O acesso à informação, com o máximo de diversidade possível, é fundamental para o exercício da democracia. Além disso, as TVs e rádios também trazem muita cultura e entretenimento para a população e temos que valorizar isso. Recebemos um ministério com um passivo muito grande de solicitações e vamos seguir com esse trabalho, sempre muito criterioso para o cumprimento das exigências para a concessão de outorgas”, disse Juscelino.

O Ministério das Comunicações publicou 927 autorizações de rádios comunitárias e de retransmissoras de TV e de rádio em 2023 e 2024, enquanto esse número foi de 209 outorgas em 2019 e 2020.

No primeiro ano da atual gestão, houve 554 novas autorizações para retransmissão de TV, 101 para retransmissão de rádio e 71 novas outorgas de rádios comunitárias. Nos seis primeiros meses de 2024, são 102 novas autorizações para retransmissão de TV, 27 para retransmissão de rádio e 72 de rádios comunitárias. Em 2019, foram registradas 113 outorgas de retransmissão de TV e 26 de rádios comunitárias. No ano seguinte, foram 41 outorgas de retransmissão de TV e 29 de rádios comunitárias.

As rádios comunitárias são incentivadas por terem um papel fundamental na promoção da cultura local e no diálogo entre os diversos segmentos da comunidade. Em locais onde outros meios de comunicação possuem alcance limitado, as rádios comunitárias são frequentemente a única forma de conexão com o restante do país.

Além disso, essas estações têm a capacidade de se adaptar rapidamente a emergências, fornecendo informações durante desastres naturais, crises de saúde pública e outras circunstâncias imprevistas.

O Serviço de Retransmissão de Televisão (RTV) replica os sinais das geradoras de televisão para a recepção livre e gratuita pelo público em geral em locais não abrangidos por sua cobertura. De forma similar, o serviço de retransmissão de rádio na Amazônia Legal replica os sinais de geradoras de FM das capitais dessa região.

STF Decide Tornar Réus Cinco Acusados pela Morte de Marielle Franco

Por unanimidade, os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram nesta terça-feira (18) tornar réus cinco acusados de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018. As informações são da Agência Brasil.

O colegiado computou cinco votos para tornar réus por homicídio e organização criminosa o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, o irmão dele, Chiquinho Brazão, deputado federal (Sem partido-RJ), o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa e o major da Policia Militar Ronald Paulo de Alves Pereira. Todos estão presos.

Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe, vai responder somente por organização criminosa. Ex-assessor de Domingos Brazão no TCE, ele é acusado de ter fornecido a arma usada no crime. Votaram nesse sentido os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Cármen Lúcia, além do relator, Alexandre de Moraes.

Ação penal
Com a decisão, os acusados passam a responder a uma ação penal no STF. Após a oitiva de testemunhas de acusação e defesa, os réus poderão ser condenados ou absolvidos. Não há prazo para o julgamento.

O placar do julgamento foi obtido a partir do voto de Alexandre de Moraes. O ministro entendeu que há “fortes indícios corroborando” os depoimentos de delação de Ronnie Lessa contra os acusados.

Moraes também disse que a denúncia está fundamentada em documentos, depoimentos e outras provas, além da delação. “Há prova de materialidade, além de diversos indícios que vêm lastreando a colaboração premiada”, afirmou.

Durante o julgamento, a Procuradoria-Geral da República (PGR) reforçou a denúncia contra os acusados. O subprocurador Luiz Augusto Santos Lima acusou os irmãos Brazão de integrarem uma organização criminosa e de possuírem ligação com a milícia que atua em Rio das Pedras, no Rio de Janeiro, além do envolvimento com grilagem de terras em terrenos na zona oeste da capital.

Para o representante da PGR, os Brazão decidiram determinar a execução da vereadora após encontrar resistência dela e do PSol para aprovar projetos de lei na Câmara de Vereadores em prol da regularização das terras de interesse do grupo.

A procuradoria também acrescentou que Rivaldo Barbosa foi acionado pelos irmãos para auxiliar no assassinato e que Major Ronald realizou o monitoramento dos passos da vereadora antes do crime. A defesa dos réus também se pronunciou e rejeitou as acusações.

Brasil Não Assina Comunicado Final da Cúpula para a Paz na Ucrânia

Da Agência Brasil

O Brasil foi um dos países que não assinaram, neste domingo (16), o comunicado final da Cúpula para a Paz na Ucrânia, documento que pede o envolvimento de todas as partes nas negociações para alcançar a paz e “reafirma a integridade territorial” ucraniana.

Ontem (15), em entrevista coletiva na Itália, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou que disse à presidente da Confederação Suíça, Viola Amherd, que tomou a decisão de não ir ao encontro internacional deste domingo porque o Brasil só participaria da discussão sobre a paz quando os dois lados em conflito, Ucrânia e Rússia, estiverem sentados à mesa. “Porque não é possível você ter uma briga entre dois e achar que se reunindo só com um, resolve o problema.”

Diante do impasse dos dois chefes de Estado, Lula afirmou que o Brasil já propôs, em parceria com a China, uma negociação efetiva para a solução do conflito. “Como ainda há muita resistência, tanto do Zelensky (Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia), quanto do Putin (Vladimir Putin, presidente da Rússia), de conversar sobre paz, cada um tem a paz na sua cabeça, do jeito que quer, e nós estamos, depois de um documento assinado com a China, pelo Celso Amorim [assessor-Chefe da Assessoria Especial do Presidente da República do Brasil] e pelo representante do Xi Jinping [presidente da República Popular da China] , estamos propondo que haja uma negociação efetiva.”

“Que a gente coloque, definitivamente, a Rússia na mesa, o Zelensky na mesa, e vamos ver se é possível convencê-los de que a paz vai trazer melhor resultado do que a guerra. Na paz, ninguém precisa morrer, não precisa destruir nada. Não precisa vitimar soldados inocentes, sobretudo jovens, e pode haver um acordo. Quando os dois tiverem disposição, estamos prontos para discutir”, acrescentou o presidente.

Ao encontro internacional deste domingo, o Brasil enviou a embaixadora do Brasil na Suíça, a diplomata Claudia Fonseca Buzzi. O presidente ucraniano também esteve na cúpula para obter apoio internacional para o seu plano de acabar com a guerra desencadeada pela invasão russa.

Sem unanimidade

Ao fim da Cúpula para a Paz na Ucrânia, na Suíça, não houve unanimidade entre as 101 delegações participantes. O documento, que pede que “todas as partes” do conflito armado estejam envolvidas para alcançar a paz, foi assinado por 84 países, incluindo lideranças da União Europeia, dos Estados Unidos, do Japão, da Argentina e os africanos Somália e Quênia.

De acordo com o comunicado final, os países signatários assumem que os princípios de soberania, independência e integridade territorial de todos os Estados devem ser salvaguardados.

Quanto à segurança nuclear, os países que ratificaram a declaração final estabeleceram que o uso de energia e instalações nucleares deve ser seguro, protegido e ambientalmente correto. As instalações nucleares ucranianas, incluindo Zaporizhia, devem operar com segurança, sob total controle do país. O documento reforça que qualquer ameaça ou uso de armas nucleares no contexto da guerra em curso contra a Ucrânia é inadmissível.

Segundo a agência de notícias espanhola Efe, entre os países que não assinaram o comunicado estão os membros do BRICS – bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, sendo que Rússia e China sequer enviaram representantes.  Também não assinaram o documento Arménia, Bahrein, Indonésia, Líbia, Arábia Saudita, Tailândia, Emirados Árabes Unidos e México.

Cessar-fogo não aceito

Na sexta-feira (14), o presidente russo, Vladimir Putin, prometeu estabelecer imediatamente um cessar-fogo na Ucrânia e iniciar negociações se o país começasse a retirar as tropas das quatro regiões anexadas por Moscou, em 2022: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporíjia. Putin ainda exigiu que a Ucrânia renunciasse aos planos de adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Desde fevereiro de 2022, a Ucrânia resiste à invasão russa com o objetivo de manter sua integridade territorial e exige a saída de todas as tropas russas do território. Kiev (capital da Ucrânia) mantém a pretensão de aderir à aliança militar do Atlântico Norte.

As condições impostas pelo mandatário russo para um possível acordo de paz foram rejeitadas de imediato pela Ucrânia, pelos Estados Unidos e pela Otan, após dois anos e quatro meses do início do conflito, com a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Joelma Confirmada no São João de Caruaru: “Preparem-se que Eu Estou Chegando”

Após o sucesso estrondoso no São João de 2023, a cantora Joelma está de volta à Capital do Agreste para abrilhantar mais uma vez o Maior e Melhor São João do Mundo. No ano passado, a performance de Joelma foi destacada como um dos melhores shows do evento, conquistando o público com sua energia contagiante.

Com a expectativa ainda maior para este ano, os fãs podem se preparar para um espetáculo imperdível. Joelma enviou um recado animador para seus seguidores: “Preparem-se que eu estou chegando.”

O aguardado show de Joelma está marcado para o dia 7 de junho no Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, prometendo uma noite repleta de animação e com o hit mais visualizado “Eu vou tomar um tacacá”.  A organização do evento espera um público recorde, ansioso para reviver a magia e a alegria proporcionadas pela artista em sua última apresentação.

O São João de Caruaru 2024 trará uma programação diversificada com atrações para todos os gostos, consolidando-se como um dos maiores e mais esperados eventos culturais do Brasil.