Maira Rocha e a disputa religiosa que chegou à Justiça e ganhou repercussão nacional

Parecer do Ministério Público do DF aponta possível perseguição religiosa contra a médium, enquanto acusações sobre sua atuação seguem em discussão judicial

Ministério Público classificou como perseguição religiosa a campanha para afastar a médium de eventos espíritas. Em 2024, ocorrência policial já registrava a ameaça de Guilherme Velho de “levá-la ao Fantástico”. Dois anos depois, a reportagem foi ao ar, e quem acompanha Maira passou a ser tratado como “milícia digital”.

Nos últimos meses, a médium e a Casa da Caridade Inácio Daniel foram apresentadas ao país como caso encerrado. O portal Metrópoles falou em “milícia digital”. O Fantástico exibiu acusações ainda sob apuração como se fossem conclusões. Voluntários, frequentadores e mães enlutadas viraram “horda”, “séquito feroz” e “tropa de choque virtual”.

A desproporção salta aos olhos. As acusações partem de um grupo restrito de ex-voluntários e antigos frequentadores, que dizem não ter reconhecido o conteúdo de cartas ou mensagens recebidas. Do outro lado estão milhares de pessoas atendidas ao longo dos anos pela Casa da Caridade, que seguem apoiando Maira e reconhecem o trabalho social da instituição. Foi esse grupo majoritário, e não os acusadores, que passou a ser tratado como integrante de uma organização criminosa. É esse o massacre midiático que os espiritualistas ligados a Maira vêm sofrendo: não se discute mais o que elas acreditam, mas se elas têm o direito de acreditar sem serem rotuladas.

É preciso ser justo: não é toda a imprensa. Outros veículos, como a RedeTV!, e diversos canais têm noticiado o outro lado e aberto espaço para Maira se defender. O problema está em um setor específico da mídia, justamente o de maior alcance, que escolheu contar apenas metade da história.
Uma disputa que começou muito antes das manchetes
O que essa cobertura omite é que essa história não nasceu nas redações. Ela tem nome, data e processo.

Documentos, áudios e depoimentos reunidos no processo nº 0710534-11.2024.8.07.0014, hoje em fase de recurso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, descrevem uma campanha organizada, iniciada anos atrás, para impedir que Maira fosse recebida em congressos, palestras, programas e centros espíritas.

No centro dessa campanha aparece Guilherme Velho, pesquisador espírita ligado à Federação Espírita Brasileira, a FEB, e uma das vozes mais ativas na contestação pública da mediunidade de Maira.

Segundo testemunhas ouvidas no processo, ele procurou dirigentes para colher assinaturas em abaixo-assinado contra Maira Rocha e Fernando Ben. Pressionou organizadores de eventos. Um dirigente de centro espírita em Santarém, Portugal, relatou ter recebido, de número atribuído a Guilherme Velho, mensagem pedindo que a médium não fosse recebida, com a afirmação de que ela teria saído “fugida” do Brasil e a menção a supostas denúncias na Federação Espírita do Distrito Federal, a FEDEF.

Em 19 de agosto de 2026, a 1ª Procuradoria de Justiça Criminal do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios analisou esse conjunto e opinou pela condenação dos acusados. O parecer afirma que as condutas ultrapassaram a mera divergência doutrinária e que os acusados teriam atuado como “inquisidores modernos” dentro do próprio espiritismo.

É preciso dizer com precisão: trata-se de um parecer em recurso, não de uma condenação definitiva. Mas é o Ministério Público, e não a defesa de Maira, quem descreve o caso como perseguição e discriminação religiosa.
O apoio institucional à campanha
Guilherme Velho não age sozinho. Em áudio já divulgado e que será encaminhado aos veículos citados, Paulo Maia, presidente da Federação Espírita do Distrito Federal, a FEDEF, declara apoio a Guilherme Velho em sua empreitada, a mesma que o Ministério Público classificou como perseguição religiosa.

O detalhe torna o registro ainda mais relevante: Paulo Maia é testemunha arrolada por Guilherme Velho no processo por intolerância religiosa. Quem depõe em favor do acusado, portanto, não é observador neutro, mas dirigente engajado na mesma campanha que o Ministério Público examinou.

A FEDEF não é uma entidade isolada. Ela integra o sistema federativo da Federação Espírita Brasileira, a FEB, entidade máxima do espiritismo no país, à qual o próprio Guilherme Velho é ligado. O apoio, portanto, vem de dentro da estrutura oficial do movimento espírita, e vem depois do linchamento público a que Maira foi submetida e do parecer do Ministério Público.

Uma federação religiosa tem todo o direito de discordar de uma médium. O que não se explica é que seu presidente empreste o nome da entidade a um esforço para excluir alguém do espaço religioso, justamente a prática que o Brasil já conheceu quando a polícia invadia centros e apreendia os livros de Allan Kardec.
Um linchamento anunciado
É preciso deixar claro o propósito desta matéria. Não se trata de atacar a imprensa, que em boa parte tem cumprido seu papel e ouvido os dois lados. Trata-se de expor fatos que foram omitidos: que Maira Rocha é parte em um processo por intolerância religiosa; que Guilherme Velho, a principal voz contra ela, é acusado nesse processo; e que nada disso foi dito ao público quando as acusações foram ao ar.

E há um detalhe que muda a leitura de toda a cobertura.

Em 2024, muito antes de qualquer reportagem ir ao ar, Maira Rocha registrou ocorrência policial relatando que Guilherme Velho a ameaçava de “levá-la ao Fantástico”. O boletim integra os autos do processo nº 0710534-11.2024.8.07.0014 e pode ser conferido por qualquer um.

Dois anos depois, o Fantástico exibiu a reportagem. Com as mesmas acusações. Com a mesma fonte.

Não se trata de dizer que a emissora agiu de má-fé. Trata-se de constatar que o programa acabou usado exatamente como havia sido anunciado: como instrumento de uma campanha que já corria na Justiça sob a acusação de intolerância religiosa. A ameaça foi registrada, documentada e depois cumprida.

Conforme informações e fontes ouvidas pela reportagem, existe ainda uma relação de amizade entre Guilherme Velho e pessoas ligadas à produção do Fantástico, entre elas integrantes da equipe que produziu a reportagem sobre Maira. Não se acusa ninguém de irregularidade. Mas é um fato que, somado à ameaça registrada em 2024 e à omissão do processo judicial, põe em xeque a independência das investigações ditas sobre Maira.

Conversar com fontes faz parte do jornalismo. A questão é outra: a emissora sabia que sua fonte já figurava em depoimentos judiciais como articulador de uma campanha para afastar Maira dos eventos espíritas? Sabia que essa mesma fonte havia sido apontada, em ocorrência policial, como quem prometia usar o programa contra a médium? Informou ao público que parte das acusações poderia ser desdobramento de um conflito iniciado anos antes?

Quando a mesma narrativa circula em grupos religiosos, canais de vídeo, portais e televisão aberta, cria-se a aparência de muitas fontes independentes. Muitas vezes, é uma só história repetida.
O que a defesa apresentou e ninguém mostrou
Maira Rocha não se calou. Apresentou um parecer grafotécnico particular que contesta os documentos divulgados como prova de fraude. Apresentou um áudio de 2020 em que se diz disposta a fazer uma demonstração pública de psicografia e a procurar o NUPES, da Universidade Federal de Juiz de Fora, para entender o teste que lhe propunham.

E, no episódio mais explorado, o da suposta doação induzida de R$ 300 mil, a própria família apontada como vítima gravou um vídeo negando qualquer pedido ou pressão. A iniciativa, disseram, foi da mãe. Maira apenas agradeceu.

A acusação ganhou manchetes nacionais. O desmentido da família não recebeu a mesma visibilidade. Um parecer técnico contra os documentos foi ignorado. Isso não é apuração, é escolha editorial.
Uma velha lógica com instrumentos novos
O Brasil já criminalizou o espiritismo. O Código Penal de 1890 punia com prisão quem “praticasse o espiritismo” para “subjugar a credulidade pública”. Médiuns foram presos dentro de centros; livros de Kardec foram apreendidos como prova.

Ninguém está sendo preso hoje. Mas a lógica é reconhecível: alguém se apresenta como autoridade para separar a mediunidade “verdadeira” da “falsa”, a prática religiosa é associada a fraude, e a pessoa é empurrada para fora dos espaços religiosos e para o banco dos réus, enquanto seus seguidores viram “milicianos”.

Vale lembrar que intolerância religiosa não é apenas uma questão moral: é crime. A Lei 7.716/1989 pune com um a três anos de reclusão quem pratica, induz ou incita discriminação ou preconceito por motivo de religião, pena que sobe para dois a cinco anos quando o ato é cometido por meios de comunicação ou redes sociais. Desde 2023, a injúria por motivo religioso também é tratada como crime de racismo, e a Constituição declara o racismo inafiançável e imprescritível. É nesse terreno que o Ministério Público situou a conduta atribuída a Guilherme Velho.

A liberdade religiosa não é salvo-conduto para crime. Havendo prova concreta, que se investigue e se responsabilize individualmente. Mas a liberdade de imprensa também não autoriza condenar antes do julgamento nem transformar uma comunidade de fé em suspeita coletiva.

Os veículos que têm ouvido os dois lados mostram que é possível fazer diferente. O que a sociedade precisa ver é o caso inteiro: as acusações, sim, mas também o processo, o parecer do Ministério Público, o laudo, o áudio, o vídeo da família e a origem da campanha. Só então cada leitor poderá decidir quem, nessa história, realmente persegue quem.

O espaço permanece aberto para manifestação do portal Metrópoles, da TV Globo, da equipe do Fantástico, de Guilherme Velho, de Paulo Maia, da FEDEF, da FEB e dos demais citados.

Recife ganha camarote com vista privilegiada para o Marco Zero

O Camarote Marco Zero, no palácio da Associação Comercial de Pernambuco (ACP) tem vista privilegiada para o palco principal do Carnaval do Recife. O espaço estará aberto para convidados a partir da sexta-feira às 19h e segue até a terça-feira de Carnaval.

Após dois anos sem festa devido a pandemia de covid-19, os festejos carnavalescos voltaram com peso. O tema da festa na capital de Pernambuco será “Voltei Recife com todos os Carnavais” e tem início programado na sexta-feira pré-carnavalesca.

Com vista privilegiada, o Camarote funcionará no icônico palácio da Associação Comercial de Pernambuco. O prédio se destaca pela sua beleza arquitetônica, importância histórica e turística, e veio a ser tombado pelo IPHAN como bem cultural material integrante do ‘Patrimônio Histórico e Artístico Nacional’.

Os convidados poderão conferir com conforto os shows que acontecerão no palco montado no Marco Zero do Recife. Além disso, terão a disposição serviço de open bar premium, espaço de beleza, massagens relaxantes e shows nos intervalos do palco principal.

Confira a programação:

Palco Principal Marco Zero:

Sexta-feira: Maestro Forró e Orquestra da Bomba do Hemetério, Homenageados do Carnaval 2023 — Geraldo Azevedo, Dona Marivalda e Zenaide Bezerra, Alceu Valença, Elba Ramalho, Chico Cesar e Fafá de Belém, Duda Beat e Caetano Veloso.

Sábado: Almir Rouche, Pabllo Vittar com Uana e Romero Ferro, e Recife Capital do Brega.

Domingo: Gerlane Lops e Orquestra de Bamba, Encontro de maracatus de baque solto, Sorriso Maroto e Fundo de Quintal.

Segunda-feira: Encontro de bloco líricos, Coral Edgar Moraes, O Bonde, Getúlio Cavalcanti e Dalva Torres, Nando Reis e Emicida.

Terça-feira: André Rio, Lenine e Spok, João Gomes, Alceu Valença, Elba Ramalho e Orquestrão — 10 anos do frevo Patrimônio.

Palco Interno Camarote:

Sexta feira
Cris Alves / Marcelo Bragato

Sábado
Léo Kalim / Samba S & A

Domingo
Gutto Pimenta / Tiagguinho Dias

Segunda
Luciano Santos / Neto curtição

Terça
Bichinha Arrumada / Tiagguinho Dias

O camarote é uma realização da Associação Comercial de Pernambuco, Trend Show e Alx Entretenimento. O espaço ainda conta com o patrocínio da Aposta Ganha, Devassa, Coca-Cola, Palmeiron, Johnnie Walker Blonde, Browbar e Emagrecentro.

Presidente do Senado elogia avanços na investigação do assassinato de Marielle Franco

Rodrigo Pacheco destaca importância da operação da Polícia Federal e expressa esperança por justiça no caso.

Após uma cerimônia de celebração dos 200 anos do Senado, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, elogiou hoje os avanços na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Ele descreveu a operação da Polícia Federal que resultou na prisão dos irmãos Brazão como um marco significativo na luta contra o crime organizado no país.

Desvendar esse crime e identificar mandantes é algo que a sociedade espera muito, e as instituições também esperam. Cumprimento todas as autoridades envolvidas e, talvez, seja um marco na história de repressão da criminalidade organizada no Brasil“, afirmou Pacheco.

O presidente do Senado expressou ainda sua esperança de que a verdade sobre o caso venha à tona e que os responsáveis sejam devidamente punidos. “É um sentimento real de esperança e expectativa de que a verdade real sobre esse caso possa aparecer e aqueles que sejam responsáveis diretos ou indiretos desse crime bárbaro, desse crime contra a democracia, sejam submetidos a julgamento”, completou.

A prisão dos irmãos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, e Chiquinho Brazão, deputado federal, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator das investigações sobre o caso Marielle no Supremo Tribunal Federal (STF), foi um dos últimos desdobramentos da investigação. Ambos estão detidos no presídio federal em Brasília desde o último dia (24).

Caso Marielle Franco Reforça Necessidade de Perícia Criminal Independente

Revelações sobre obstrução na investigação destacam importância da autonomia na perícia oficial.

O assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, cuja investigação apontou os mandantes do crime e forneceu detalhes sobre a obstrução de Justiça que quase impediu sua elucidação, é mais um exemplo flagrante da urgência em conferir independência à atuação da Polícia Científica em relação à Polícia Civil. 

O crime político, que ganhou repercussão mundial, ocorreu em 2018, mas só foi elucidado 6 anos depois. Uma série de interferências na condução da investigação sublinham a necessidade urgente de uma perícia não vinculada à Polícia Civil, capaz de conduzir análises técnicas com imparcialidade e independência.

Falhas comprometedoras

O carro onde Marielle e Anderson estavam foi periciado na noite do crime e ficou 41 dias na Delegacia de Homicídios, sem a devida preservação, antes de ser enviado para nova perícia no Instituto Carlos Ebóli. Ausência da devida preservação do veículo pode ter comprometido a análise de vestígios que ajudariam a esclarecer a dinâmica dos fatos. 

Outro problema que dificultou a realização de exames periciais completos foi a perda das imagens oficiais feitas pelos legistas dos corpos de Marielle e de Anderson. As fotografias não puderam ser analisadas por um problema que foi atribuído a um defeito no cartão de memória da câmera fotográfica. 

Segundo divulgado na imprensa, não havia imagens de câmeras do local do crime e as cápsulas de projéteis na cena do crime foram recolhidas de maneira indevida. Uma perícia desvinculada da Polícia Civil tem imparcialidade e autonomia não só para conduzir análises isentas, mas também para denunciar violações a locais de crime, como prevê o Código de Processo Penal, e aos procedimentos no decorrer de uma investigação, garantindo que a Justiça seja feita, explica Eduardo Becker, presidente do Sindicato dos Peritos Criminais do Estado de São Paulo (SINPCRESP)

Isso acontece porque a Polícia Científica utiliza métodos científicos para analisar desde o corpo da vítima e do suspeito até a arma do crime, contribuindo decisivamente para a condenação dos culpados ou absolvição dos inocentes. Uma instituição pericial autônoma plenamente tem a independência e imparcialidade necessária, inclusive, para denunciar tentativas de ingerência na perícia por parte de outras instituições ou pessoas. Hoje, nos órgãos de perícia que não possuem autonomia plena, isso não é possível porque os peritos são subordinados à Polícia Civil, comenta Becker. 

Nesse contexto, não causa estranhamento que o Sindicato dos Peritos Oficiais do Estado do Rio (SINDPERJ) tenha se manifestado publicamente pedindo a desvinculação da Polícia Civil e afirmando que os peritos oficiais são reféns da Polícia Civil do RJ. 

Direitos Humanos

A autonomia da perícia é fundamental para a promoção dos Direitos Humanos e para garantir julgamentos justos. Organizações como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Anistia Internacional, Conselho Nacional de Justiça, Human Rights Watch e a ONU enfatizam a importância dessa independência e entendem que ela é um pilar para a consolidação de um sistema de justiça que respeite os direitos fundamentais e promova a verdadeira justiça. Esperamos que a classe política se sensibilize para a votação da PEC 76/2019, que confere autonomia a todos os órgãos de perícia oficial do Brasil. Aprovando a independência da perícia, os parlamentares têm nas mãos a chance de contribuir para o reforço do combate à criminalidade e da Justiça no Brasil. Só há Justiça, de fato, se houver uma perícia independente e isenta, completa Becker.

O presidente do SINPCRESP, Eduardo Becker

No Dia dos Advogados, conheça evento gratuito que conecta recém-formados da área com recrutadores dos principais escritórios do país

A Conferência Mercado Jurídico, realizada pela Fundação Estudar, conecta estudantes de direito e recém-formados aos principais escritórios, com média de contratação de um em cada 5.

No dia 11 de agosto comemora-se o Dia dos Advogados, data dedicada a lembrar da importância do exercício da profissão para uma sociedade mais igualitária e justa. No Brasil, a quantidade de advogados em relação ao número total da população é proporcionalmente a maior do mundo, segundo estudo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Estima-se, de acordo com levantamento que considerou dados da International Bar Association (IBA), que para cada 164 habitantes existe um profissional de direito. Diante desse cenário, a Fundação Estudar promove a Conferência Mercado Jurídico, evento que visa a empregabilidade de advogados recém-formados ou que estão concluindo os estudos. O evento é gratuito e acontece de forma presencial em São Paulo, no dia 24 de Outubro. Os interessados podem se inscrever por meio do link.

A Conferência Mercado Jurídico é um evento que conecta jovens estudantes de Direito a recrutadores de algumas das principais empresas e escritórios de advocacia do país. Já estão confirmadas as participações de representantes de alguns dos principais escritórios de advocacia do país como Cescon Barrieu, Vidigal Neto, VPBG, TozziniFreire, Tauil & Chequer, FreitasLeite e Levy & Salomão.

Nos anos anteriores, a Conferência Mercado Jurídico apresentou uma taxa de empregabilidade 300% maior do que a de feiras de carreiras tradicionais, garantindo que um a cada cinco de seus participantes deixasse o evento com uma vaga de emprego nos principais escritórios de advocacia do país. Neste ano, a expectativa é que essa média se repita.

Para se inscrever, o candidato precisará preencher um formulário com questões acadêmicas, profissionais e pessoais. Em seguida, haverá testes de lógica, personalidade, estilo de trabalho, interesse e valores. Por fim, será necessário preencher um questionário de diversidade e inclusão, adicionar informações complementares e contar alguma experiência que marcou sua vida e a apresentação pessoal por meio de vídeo.

Os 50 inscritos que mais se destacarem neste processo poderão fazer um pitch individual para recrutadores e lideranças dos escritórios participantes, aumentando ainda mais as possibilidades de contratações. O evento é voltado para estudantes e recém formados com até três anos de conclusão da graduação.

“A Conferência é uma excelente oportunidade para o jovem recém-formado, ou até mesmo em graduação, de se conectar às principais empresas de seu setor. No evento, é possível construir networking, participar de palestras com temas atuais e, principalmente, conquistar a tão sonhada vaga no mercado de trabalho”, destaca Anamaíra Spaggiari, diretora executiva da Fundação Estudar.

Serviço
Conferência Mercado Jurídico
Onde: São Paulo – SP, em local a confirmar
Quando: 24/10
Inscrições: até 3 de setembro.
Quanto: Gratuito
Inscrições: Por meio deste link

Justiça penhora 30% do salário de vereador

A Justiça do Maranhão determinou a penhora do salário de vereador do Maranhão para pagamento de dívida milionária.
A decisão é da juíza de Direito Ana Célia Santana, da 7ª vara Cível de São Luís (MA).
Os advogados André Menescal e Raissa Freire, do escritório Nelson Wilians Advogados, que atuam pelo credor, solicitaram a penhora nos ativos financeiros do vereador no valor de R$ 1.542.674,78, bem como o bloqueio de 30% sobre a remuneração líquida, em parcelas mensais, até o pagamento total da dívida.
“A decisão demonstra que o judiciário vem amadurecendo sua receptividade a medidas que privilegiem o credor e limitem as manobras de devedores profissionais, que confiam na inação da Justiça para continuar agindo em desrespeito aos compromissos assumidos”, ressalta o advogado André Menescal.
A juíza considerou que a penhora do salário para o pagamento da referida dívida não ultrapassaria os 50 salários-mínimos mensais, respeitando o mínimo existencial do devedor e de sua família, a penhora de 30% do salário do vereador e fazendo “prevalecer o princípio da efetividade para o pagamento da dívida.

Justiça apreende jatinho de R$ 37 milhões de Wesley Safadão

Veículo de luxo foi penhorado como garantia de retorno do investimento que o cantor fez com o ‘Sheik dos Bitcoins’

O jatinho de luxo que estava em posse de Wesley Safadão foi apreendido e teve o uso bloqueado pela Justiça nesta quinta-feira (22), em meio ao impasse sobre a propriedade do veículo. A aeronave avaliada em R$ 37 milhões foi pedida em uma ação movida por um grupo de investidores lesados pelo empresário Francesley da Silva, conhecido como “Sheik dos Bitcoins”, para ressarcimento das dívidas.

A defesa do cantor alega que Safadão também foi vítima do Sheik, e o veículo foi dado como garantia de que ele teria de volta o valor investido pela empresa.

Na época do pedido de aresto — um tipo de bloqueio preventivo de um bem para o pagamento de uma dívida — a WS Shows recorreu e conseguiu uma decisão provisória para manter a posse e a operação da aeronave enquanto os procedimentos da transferência da propriedade do avião ocorriam. Com a nova decisão, o jatinho ficou impossibilitado de ser usado.

Segundo a Polícia Federal, o Sheik é líder de um esquema que movimentou cerca de R$ 4 bilhões em fraude no Brasil, envolvendo pirâmide financeira com comercialização de criptomoedas. Francesley está preso desde 3 de novembro, quando foi alvo de operação da corporação.

Francisley Valdevino da Silva, conhecido como 'Sheik dos Bitcoins' — Foto: Reprodução/Jornal Hoje

Francisley Valdevino da Silva, conhecido como ‘Sheik dos Bitcoins’ — Foto: Reprodução/Jornal Hoje

O cantor afirmou, por meio de sua assessoria, que foi “vítima” da operação que bloqueou a posse do jatinho.

“A WS Shows foi surpreendida com a recente decisão que determinou o bloqueio do jato, porém já está nas mãos da Justiça para que tudo seja resolvido da melhor e mais justa forma”.

O Ministério Público do Paraná denunciou o Silva pelos seguintes crimes:

organização criminosa;
crimes contra a economia popular (esquema de pirâmide);
lavagem de dinheiro;
estelionato;
emitir, oferecer ou negociar, de qualquer modo, títulos ou valores mobiliários sem registro prévio de emissão junto à autoridade competente, em condições divergentes das constantes do registro ou irregularmente registrados.

Wesley Safadão teve jatinho de R$ 37 milhões bloqueado pela Justiça. — Foto: Reprodução

Wesley Safadão teve jatinho de R$ 37 milhões bloqueado pela Justiça. — Foto: Reprodução

Raquel e Priscila ganham do PSB na Justiça Eleitoral e impedem censura

A campanha da candidata ao Governo de Pernambuco, Raquel Lyra, impediu na Justiça Eleitoral uma tentativa de censura feita pelo PSB sobre denúncia de irregularidade na conta de água cobrada pela Compesa à Arena Pernambuco. A denúncia foi feita em 2018 pela deputada estadual Priscila Krause, candidata a vice-governadora, que mostrou mais um caso de desperdício do dinheiro público do governo do PSB. A conta da Compesa cobrada à Arena chegou a R$ 1,2 milhão, valor que caiu para menos de R$ 40 mil, após a denúncia de Priscila.

O assunto foi comentado por Raquel e Priscila em vídeo que o PSB tentou tirar das rádios e TVs, além de tentar tirar o tempo de propaganda eleitoral da federação PSDB-Cidadania. Em sua decisão, a desembargadora Virgínia Gondim Dantas cita matérias publicadas pela imprensa pernambucana, na época, e lembra que “o direito à liberdade de manifestação do pensamento está consagrado na Constituição da República (art. 5o, IV), encontrando-se protegida, portanto, a livre manifestação da opinião, e proibida a censura”.

Em tratamento, Rita Lee e Roberto de Carvalho curtem o sábado juntinhos

No sábado (13), a cantora Rita Lee posou ao lado do maridão para um vídeo e foto, em suas redes sociais. Na legenda, Roberto escreveu: “Eu e ela’.

Em maio de 2021, Rita descobriu um câncer no pulmão e, desde então, segue fazendo seu tratamento contra a doença. Aos 74 anos, a cantora mora em um sítio da família, com o marido, Roberto de Carvalho, no interior de São Paulo.

Em outro post, com a mesma imagem, Roberto musicou o vídeo com a canção “Change”, cantada em francês, por Rita Lee e que, inclusive, é tema da personagem de Andréa Beltrão na novela “Um Lugar ao Sol”, da Globo.

Nova crise entre Cristiano Ronaldo e o Manchester United

Domingo, o Manchester United foi goleado no clássico por 4 a 1 pelo Manchester City, em jogo válido pela Premier League, e Cristiano Ronaldo foi envolvido em mais uma polêmica imprensa inglesa.

O jornal “The Athletic” publicou na edição desta segunda-feira que a decisão do craque português em viajar justo no dia do clássico para Portugal ao não ser relacionado para a partida pegou de surpresa o elenco do United.

Os jogadores do United consideravam a presença de Cristiano Ronaldo importante no vestiário, já que poderia ajudar o time em um confronto de peso. O craque ficou de fora por conta de um problema na coxa, essa é a versão oficial do técnico Ralf Rangnick. Mas como o relacionamento do português com o técnico e algunsatletas não é dos melhores, houve quem questionasse essa versão.

O ex-jogador Roy Keane e comentarista de um dos principais canais da Inglaterra foi um dos que questionou a ausência de Cristiano Ronaldo no clássico, ressaltando que “não faz sentido” que o atacante tenha ficado fora de um clássico de peso por conta de dores na coxa.