Primeira governadora eleita de Pernambuco, Raquel Lyra reforça compromisso em combater as desigualdades e superar a pobreza

Pela manhã, ela conversou com diversos veículos de imprensa locais e nacionais

A primeira mulher eleita governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, iniciou o dia de hoje (31) com várias entrevistas, ao lado da sua vice, Priscila Krause. Em todas elas, reforçou que a prioridade do seu governo será o combate às desigualdades e a superação da pobreza.

A governadora eleita falou que é hora de desarmar os palanques. “Pernambuco é um só. Não vamos governar por cores, por bandeiras partidárias. Vamos ter um olhar especial para cada recanto do nosso estado, dando oportunidade e oferecendo serviço público de qualidade nos lugares onde as pessoas vivem.”

Raquel adiantou ainda que o mais rápido possível irá conversar com o presidente eleito, Lula, para tratar dos temas de Pernambuco e garantir os recursos necessários para que o estado volte ao seu protagonismo. “Desde ontem, parabenizei o futuro presidente Lula. Assim como Pernambuco, que elegeu a sua governadora com o voto soberano, o Brasil escolheu o seu presidente. Eu sempre disse que, independente de quem vencesse, eu iria bater na porta, e assim será”, reforçou, completando: “A questão do metrô será uma das pautas que tratarei com ele.”

Para acabar com a pobreza, Raquel Lyra apresentou ações do seu Plano de Governo. “Teremos o programa Mães de Pernambuco, que vai garantir 300 reais para mães com filhos de até seis anos, e o Bom Prato Pernambucano, com restaurantes fixos e móveis, com refeição a preço simbólico. Paralelo a isso, também vamos garantir oportunidade para gerar emprego e renda”, ratificou.

Na área da saúde, a governadora eleita voltou a afirmar que vai construir cinco grandes maternidades, reestruturar o setor, bem como o Sassepe, e, na educação, a criação de 60 mil novas vagas de creche. A política pública para as minorias também foi garantida, com o combate a qualquer tipo de intolerância, oferecendo acolhimento e oportunidades. Também lembrou que vai realizar o Juntos pela Segurança Estadual, a exemplo do que fez em Caruaru, quando reduziu em 50% os homicídios e em 70% os roubos e furtos.

Quanto à formação do secretariado, Raquel disse que vai começar pela transição e, em seguida, começarão as discussões para a composição da equipe.

“O nosso Plano de Governo, que foi construído a muitas mãos, é o nosso guia. Nunca loteei governo, cargo. Isso são valores inegociáveis. Muita gente se uniu ao nosso projeto por acreditar nele. Nunca houve nenhum tipo de acordo. Não compactuamos com essa prática da política velha”, concluiu.

Fotos: Janaína Pepeu

Lideranças do PT do Sertão ajudaram Raquel a se descolar de Bolsonaro sem perder votos

Lideranças do PT foram determinantes para a eleição de Raquel Lyra, primeira governadora de Pernambuco. A conclusão foi feita após análise dos três municípios onde a tucana contou com o apoio de parte do PT.

Em Serra Talhada, onde a prefeita Márcia Conrado (PT) entrou de cabeça na campanha, Raquel obteve 53,65% dos votos. Destaca-se que o presidente Lula conquistou 77,39%.

Em Águas Belas, o também petista, prefeito Luiz Aroldo, ajudou Raquel a conquistar 57,74% dos votos. Já o presidente Lula obteve 78,60% dos votos.

Por último, em Petrolina, a deputada estadual Dulci Amorim (PT), o ex-prefeito de Petrolina, Odacy Amorim (PT), e o candidato a deputado federal Dr. Marcos (PT) seguiram na contramão do PT petrolinense e abraçaram a campanha de Lyra. O resultado foi: Raquel com 51,49% dos votos e Lula, também majoritário, com 67,62%.

Com isso, a estratégia da campanha de Marília, que tentou colar a imagem de Raquel a Bolsonaro não obteve sucesso. Esse resultado pode ser atribuído a presença de petistas na base de apoio da tucana, que ajudaram Raquel a se descolar de Bolsonaro, sem perder os votos dos bolsonaristas, já que a agora governadora eleita seguiu pela neutralidade na campanha presidencial.

Pernambuco conquista pódio em competição nacional de robótica

A disputa contou com a participação de 38 equipes formadas por estudantes do ensino fundamental e médio de diferentes estados brasileiros

Estudantes de escolas públicas e particulares da Região Metropolitana do Recife foram destaque na Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). O torneio é considerado o maior evento de Robótica da América Latina. Conquistando o pódio da competição, o primeiro e segundo lugar é formado por alunos da Rede Municipal de Ensino do Recife. O terceiro lugar foi conquistado por um colégio particular de Jaboatão dos Guararapes.

A etapa final da competição nacional, aconteceu entre os dias 17 e 22 de outubro, no município de São Bernardo do Campo, em São Paulo. A disputa reuniu 38 equipes de diferentes estados. Os recifenses conquistaram medalha de ouro e prata com as equipes Robotnik e Águia de Prata, das Escolas Municipais Doutor Rodolfo Aureliano e Antônio Farias, respectivamente. A equipe DM Robotics, do Colégio Divino Mestre, conquistou a medalha de bronze.

A prova na etapa final consistiu em um robô que precisava seguir uma linha no chão com sensores, identificar e evitar obstáculos. Passar por gangorras e subir uma rampa. No topo o robô tinha de identificar vítimas mortas e vivas representadas por bolas de isopor. Pegar essas vítimas com uma garra. E colocar em uma área de segurança.

A OBR acontece em várias etapas regionais em todos estados do Brasil. Em Pernambuco, o evento é organizado pela Prefeitura de Recife, e conta com o apoio da CESAR School.

“Trabalhar na construção desses robôs desenvolve inúmeras habilidades técnicas que são muito procuradas pelas empresas hoje em dia. Esses jovens também entram na área acadêmica produzindo pesquisas importantes em eletrônica, mecânica, programação, como também design e metodologias na elaboração de projetos. É imensurável falar do tamanho do desenvolvimento que essas competições trazem para os estudantes” comenta, Henrique Foresti, professor da CESAR School.

A delegação Pernambucana ainda contou com a participação de Julia Dias e Pedro Jorge, alunos da UFPE, responsáveis pela organização e todas as questões técnicas da competição. Já Diogo Lacerda, colaborador da CESAR School, atuou como árbitro na liga ‘At Home’ que trata de robôs domésticos.

Recife Antigo: destaque nacional em tecnologia

Além do turismo, eventos culturais e iguarias pernambucanas ao som de muita música regional. O bairro do Recife Antigo oferece muita tecnologia e modernidade. Visto com prestígio por todo o Brasil, o Porto Digital do Recife é dos maiores polos de tecnologia do país. Reuni mais de 15 mil colaboradores em espaço que conta com seis incubadoras de soluções tecnológicas públicas e privadas, sete institutos de Ciência e Tecnologia, e mais de 300 empresas no parque.

Com um investimento total avaliado em mais de R$ 80 milhões, o antigo moinho, que por anos processou toneladas de trigo, foi revitalizado e abrigará espaços de trabalho com muitos serviços à disposição. O novo Moinho Recife Business & Life, está em fase de finalização e amplia de forma notória a cartela de serviços a serem ofertados no Porto Digital. Desde 2019, já tem gerado emprego e renda de forma direta e indireta para mil trabalhadores. Quando concluído, a expectativa é que cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos sejam gerados.

Bolsonaro transforma o silêncio como marca da derrota nas urnas
O presidente Jair Bolsonaro (PL) se recolheu em silêncio, sem comentar o resultado da disputa com seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com assessores próximos, “foi dormir” e não recebeu nenhum dos ministros e auxiliares que procuraram por ele. Da mesma forma que um ocupante da Presidência, pela primeira vez, não obtém a reeleição, também é a primeira vez que um candidato derrotado não reconhece que perdeu a disputa. A expectativa é de que ele se pronuncie hoje sobre o pleito.
 
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes, anunciou, ao confirmar o resultado do pleito, que ligou tanto para Lula quanto para Bolsonaro comunicando os percentuais de cada um. Mas não disse como cada candidato recebeu a notícia.
 
“Liguei pessoalmente para conversar com ambos os candidatos, Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, dizendo que a Justiça Eleitoral já estava apta para proclamar o resultado. O presidente Bolsonaro me atendeu com extrema educação, assim como o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva”, salientou.
 
Apoiadores que estavam na Esplanada se dirigiram ao Palácio da Alvorada com vuvuzelas e fogos de artifício chamando pelo chefe do Executivo ao som de “Bolsonaro, cadê você, eu vim aqui só para te ver” e “A nossa bandeira jamais será vermelha” — também gritavam “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”. No entanto, os apelos dos apoiadores do presidente não foram atendidos e as luzes da residência oficial foram apagadas por volta das 22h.
 
Ao longo da tarde, o presidente recebeu visitas do ministro da Justiça, Anderson Torres, e do senador, o filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ), um dos coordenadores da campanha. Mesmo aliados do governo, que tentaram visitar o presidente, como o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, não foram recebidos. Depois de decretado o resultado, os filhos do presidente seguiram o exemplo do pai e não fizeram publicações nas redes sociais.
 
Desde a notícia da vitória de Lula, a imprensa seguiu à espera de um posicionamento de Bolsonaro e recorreu a assessores palacianos e a do próprio PL, que também se calou e ignorou questionamentos sobre uma eventual coletiva durante toda a noite.
 
Otimismo mais cedo
Ontem pela manhã, ao votar no Rio de Janeiro, Bolsonaro se disse otimista com o resutado das eleições: “Expectativa de vitória”. Após a votação, recebeu jogadores do Flamengo no Aeroporto Internacional do Galeão, após a vitória na final da Libertadores contra o Athlético-PR, no Equador.
 
No sábado, Bolsonaro escolheu Belo Horizonte para sua última motociata antes das eleições. Mas também foi derrotado por Lula no estado, a exemplo do primeiro turno. Hoje, o presidente segue sem agenda oficial.
 
Na reta final do segundo turno, a campanha de Bolsonaro sofreu impactos diante de declarações sobre adolescentes venezuelanas refugiadas em Brasília, com o “pintou um clima”. O caso foi seguido dos ataques do presidente de honra do PTB, Roberto Jefferson, à ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, e ao ataque que fez contra policiais federais que foram levá-lo de volta ao regime fechado de prisão.
 
Outra notícia que integrantes da campanha e do governo tentaram contra-atacar durante a semana foram as críticas à ideia do Ministério da Economia de deixar de corrigir o salário mínimo e a aposentadoria pela inflação passada. Pesou ainda o fracasso de colocar sobre as costas do TSE a culpa por inserções da campanha que não teria ido ao ar em rádios do Nordeste.
 
Após o último debate presidencial, na sexta-feira, o presidente afirmou que respeitaria o resultado das eleições. Segundo ele, levaria o pleito aquele candidato que conseguisse mais votos. “Quem tiver mais votos assume o governo. Não há a menor dúvida: quem tiver mais votos leva, isso que é democracia”, salientou.
 
Pelas redes sociais, o ministro da Casa Civil e coordenador da campanha do presidente, Ciro Nogueira, comentou brevemente o resultado das eleições. “Para sempre ao seu lado, capitão”, disse, com a publicação acompanhada de uma foto dos dois abraçados.
 
Já o ministro das Comunicações, Fábio Faria, agradeceu Bolsonaro por ter “resgatado o orgulho” do país de “ser brasileiro” — mesmo tendo afirmado, dias, antes que se arrependera de tentar jogar sobre o TSE a culpa pelas inserções de rádio que supostamente não foram ao ar.
 
Apesar do silêncio do presidente, ainda não se sabe se ele respeitará o resultado do sistema eleitoral ou se haverá a tentativa de judicialização das eleições. Isso porque, no dia seguinte ao episódio das inserções, ele anunciou que iria “até às últimas consequências”, além de ter afirmado, várias vezes, que apenas respeitaria um resultado de uma eleição que considerasse “limpa”.
Após eleição de Lula, autoridades fazem apelo à pacificação do Brasil

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), falou à imprensa logo depois do anúncio do resultado do segundo turno e declarou que Luiz Inácio Lula da Silva precisará trabalhar pela reunificação do Brasil. Ele se colocou à disposição para contribuir na apreciação de projetos do atual governo (Jair Bolsonaro) pelos próximos dois meses, assim como para ajudar na transição de poder. “Houve uma clara divisão da sociedade, por votações quase simétricas, muito próximas umas das outras, para um candidato e para outro candidato. O papel dos novos mandatários é seguramente o de reunificarem o Brasil. Buscarem encontrar, por meio da União, as soluções reclamadas pela sociedade brasileira”, disse.

De acordo com Pacheco, as instituições devem procurar acalmar os ânimos. Ele frisou que o futuro presidente da República deve governar para toda a sociedade, dar um “basta ao ódio e à intolerância” e recuperar o respeito pelas divergências. “Temos um país plural e diverso. O exemplo das instituições é fundamental para que a sociedade brasileira possa se reunir novamente e que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, possa governar para todos”, continuou.

Pacheco elogiou a apuração e disse que as eleições mostraram a confiabilidade das urnas eletrônicas. “No fim, o que identificamos foi a segurança, a lisura, a confiabilidade das urnas eletrônicas, que deram (…) resultados fidedignos da vontade popular de cada voto depositado nelas. Isso acabou sendo uma questão superada, em função desse trabalho duradouro e constante das instituições na afirmação da confiabilidade da Justiça Eleitoral”, admitiu Pacheco.

Propostas
Em relação à transição, o presidente do Senado prometeu que os parlamentares trabalharão para discutir e votar as propostas que faltam nos dois meses finais de governo e prometeu que a Casa trabalhará pela máxima eficiência da transferência de informações à próxima gestão (de Lula). Ele admitiu que o comportamento e a postura de Bolsonaro contribuirão para a transição. “Que a transição seja a mais eficiente possível. Para que novo governo possa colocar em prática o plano de governo a partir de 1º de janeiro. Acredito em transição pacífica e civilizada, não quero admitir hipótese contrária.”

Por sua vez, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que a decisão dos brasileiros de eleger Lula “jamais deverá ser contestada”. “Ao presidente eleito, a Câmara dos Deputados lhe dá os parabéns e reafirma o compromisso com o Brasil, sempre com muito debate, diálogo e transparência. É preciso ouvir a voz de todos, mesmo divergentes, e trabalhar para atender às aspirações mais amplas.”

Lira afirmou que, passado o processo eleitoral, é hora de desarmar os espíritos, estender a mão aos adversários, debater, construir pontes, propostas e práticas que tragam mais desenvolvimento, empregos, saúde, educação e marcos regulatórios eficientes. “Tudo que for feito daqui para frente tem que ter um único princípio: pacificar o Brasil e dar melhor qualidade de vida ao povo”, defendeu. “A vontade da maioria jamais deverá ser contestada. Seguiremos em frente, na construção de um país soberano. Um Brasil no caminho das reformas, um Estado menor e mais eficiente. E esse recado foi dado e deverá ser levado a sério”, disse.

Segundo Lira, o momento não é de revanchismo ou de perseguições, mas de debater, dentro das instâncias democráticas, e avançar na melhoria da vida de todos e, principalmente, dos mais vulneráveis. O ex-candidato à presidência Ciro Gomes (PDT) disse que cumpria “o saudável dever democrático” de cumprimentar Lula. “Desejo ao presidente eleito toda a felicidade na honrosa missão a si concedida pela maioria de nosso povo.”

Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, avaliou que “saem de cena o grotesco, a barbárie e a intimidação como elementos indissociáveis do exercício cotidiano do poder; e a violação sistemática das leis e da Constituição como método de governar e como atalho para o atingimento de objetivos políticos e pessoais”.

Democracia
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que declarou seu apoio a Lula nos últimos dias da campanha, limitou-se a postar uma curta mensagem em seu perfil no Twitter: “Parabéns Lula pela vitória. Venceu a democracia, venceu o Brasil!”, escreveu. FHC publicou uma foto em que aparece ao lado do presidente eleito.

No mesmo tom do ex-presidente, Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, destacou que, “acima de tudo, o país escolheu a democracia”. “Agora, temos que reconstruir um país destruído pela irresponsabilidade e pela incompetência. Na área ambiental, será uma longa jornada para refazer o que foi arrasado, a começar pela retirada dos invasores das áreas indígenas e pela retomada do combate ao crime ambiental. O pesadelo está quase no fim, porém não podemos esquecer que Bolsonaro ainda tem mais três meses com a caneta na mão e ainda pode, neste fim de mandato, promover mais retrocessos na agenda ambiental”, frisou.

Eleições têm o maior percentual de votos da História, diz Moraes

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi matematicamente confirmada com 98,86% das urnas apuradas

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, afirmou neste domingo que a eleição presidencial de 2022 foi a que teve o maior número de votos em candidatos da História do país, o que significa um baixo percentual de brancos, nulos e de abstenção. A entrevista foi feita depois da vitória declarada de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

— Encerramos esse importantíssimo momento. As eleições de 2022 com maior número de votos em candidatos da história brasileira, percentualmente e em termos absolutos — afirmou.

Questionado sobre risco de contestação dos resultados, Moraes disse que não vê risco e que a chapa de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin será diplomada em dezembro.

— Não vislumbramos nenhum risco real de nenhuma contestação. O resultado foi proclamado, o resultado será aceito. O ex-presidente Lula e Alckmin serão diplomados em 19 de dezembro — afirmou.

Após o término do pronunciamento, Moraes recebeu longos aplausos das autoridades que acompanham a entrevista coletiva, como ministros do STF, do STJ, integrantes das missões internacionais de observação e servidores da Justiça Eleitoral.

Moraes acompanhou a apuração da sede do TSE em Brasília ao lado de autoridades. Estiveram presentes os ministros do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Edson Fachin e Ricardo Lewandowski. Apenas os ministros André Mendonça e Nunes Marques, indicados por Bolsonaro ao STF, não compareceram ao TSE para a apuração.

Além dos ministros, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o presidente em exercício do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, o Procurador-Geral da República (PGR), Augusto Aras, e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, também estiveram presentes.

Na abertura de sua fala, Moraes fez menção às autoridades presentes e agradeceu às Forças Armadas, ao conselho de comandantes-gerais da Polícia Militar e ao conselho dos chefes da Polícia Civil pelo auxílio na segurança e no transporte de urnas durante o processo eleitoral.

— Nós conseguimos concluir uma eleição extremamente polarizada, que demonstrou o aumento do número de votos em candidatos. O mais importante de tudo, nós tivemos uma eleição pacífica, tranquila, com segurança. O eleitor votou tranquilamente — disse.

A presidente do STF, ministra Rosa Weber, ressaltou que o tribunal continuará “firme e coeso” e que o TSE garantiu a legitimidade do resultado das urnas “mais uma vez”.

— Que a vitória dos escolhidos nas urnas, como expressão da vontade popular, se suceda e para tanto conclamou a todos a um esforço coletivo, e que nos irmanemos em prol da unidade, do respeito e do fortalecimento das nossas instituições — disse.

O dia de votação foi marcado por operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em todo o país, mas concentradas no Nordeste, onde ocorreram 47% delas. Mais cedo, Moraes disse que essas operações retardaram a chegada de eleitores em suas seções, mas não impediram ninguém de votar.

O ministro disse que não houve aumento da abstenção no Nordeste, inclusive nos três estados que, segundo Moraes, onde houve mais recorrências de denúncia sobre operações da PRF.

— Não houve aumento na abstenção do Nordeste, como vários estavam entendendo, em virtude de uma proliferação de notícias que serão todas elas apuradas, mas como disse anteriormente e reitero aqui, mesmo os veículos, os ônibus que foram parados, tiveram operações, todos eles não voltaram à origem,seguiram seu destino — disse.

O diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, foi ao TSE nesta tarde e se reuniu com Moraes para explicar a situação, segundo o ministro. A determinação foi que as operações fossem suspensas.

O colunista Lauro Jardim mostrou que a ação da PRF nas estradas foi articulada pelo núcleo duro da campanha de Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada na última quinta-feira.

Com a vitória de Raquel Lyra, Pernambuco terá uma Assembleia Legislativa ainda mais próxima do povo, diz William Brigido

O deputado estadual reeleito, William Brigido (Republicanos), parabenizou Raquel Lyra (PSDB) pela vitória e disse que o recado dado nas urnas exige um parlamento estadual mais sintonizado com a escolha do povo.

“O eleitor quis mudança em Pernambuco e é fundamental unirmos forças na Alepe em torno desse novo projeto para o nosso estado. Eu sempre acreditei nela e como deputado estadual reeleito com mais de 55 mil votos, irei contribuir com apoio e projetos para recolocar Pernambuco nos trilhos do desenvolvimento”, disse o deputado William Brigido.

Segundo ele, agora, não interessa quem votou contra ou quem votou a favor de Raquel Lyra, o mais importante é unir todos os deputados em torno das boas decisões para Pernambuco, completou William Brigido.

Marília Arraes e Raquel Lyra frente a frente no último debate antes das eleições de domingo (30)

Este é o sexto embate do segundo turno das eleições 2022 ao Governo de Pernambuco

As candidatas ao Governo de Pernambuco Marília Arraes (Solidariedade) e Raquel Lyra (PSDB) participaram na noite deste quinta-feira (27) do último debate antes das eleições do próximo domingo (30).

O confronto, promovido pela TV Globo, começou às 22h, depois da novela Travessia. Foi o sexto deste segundo turno e contou com a mediação do apresentador Márcio Bonfim. Foram quatro blocos: dois com temas livres e dois com temas determinados.

Tema livre. 15 minutos para cada e o tema livre

A candidata Raquel Lyra foi a primeira a se apresentar, Usou dois minutos. Agradeceu a todos pelo carinho. Disse que Pernambuco quer mudar. Apresentou-se como a candidata da mudança de verdade. “A outra é a continuidade do que está aí”. Disse ter andado nos últimos dias do Litoral ao Sertão. Fez a Marília uma pergunta sobre o que ela fará para melhorar o saneamento básico para que haja mais qualidade de vida.

Marília se apresentou, lembrando que no primeiro turno teve muitas candidaturas. Foi atípico. “Temos dois projetos em jogo: não dá pra ficar em cima do muro. Não dá pra repetir uma mentira mil vezes” Provocou a adversário ao dizer que ela não tem coragem de dizer que é a candidata de Bolsonaro. Disse que no Nordeste o maior problema é a falta de prioridade e assegurou que vai fazer política para quem precisa de verdade. Criticou a ex-prefeita de Caruaru, dizendo que a cidade não é a ilha da fantasia mostrada por Raquel. “Parece a síndrome da Pollyanna. O mundo se acabando e ela se pegando a detalhes”. Marília citou o presidente Lula e lembrou que hoje é o aniversário dele. Mandou parabéns. Não é possível deixar o bolsonarismo tomar conta de Pernambuco. Lula vai ajudar no Estado. Usou cinco dos 15 minutos Por que você tem vergonha de dizer que é candidata de Bolsonaro

“Aqui não é briga na cozinha da tua casa. Não sou teu primo”, atacou Raquel sobre a briga de Marília com o prefeito do Recife, João Campos (PSB). Disse que parentes de Marília tem vários cargos no Governo do Estado. E garantiu que a Compesa vai funcionar. Prometeu resolver com adutoras e obras inacabadas. Antecipar os prazos da PPP da Compesa. Não vai descansar enquanto não resolver. Ela não respondeu a pergunta do saneamento e eu vou fazer outra sobre saúde pública. Qual é seu plano para melhorar a saúde pública?

Marília cobrou respeito à família dela. E fez questão de explicar as inserções tiradas do ar: “A gente perguntava: será que ela é Bolsonaro? Todo mundo de Bolsonaro está ao lado dela. Querem formar uma trincheira anti-Lula”. A candidata se voltou para a questão de saneamento e declarou ser um serviço que não se faz sozinho. E disse que ia falar da família de Raquel, mas falar de bem. Citou o tio de Raquel Fernando Lyra, ex-ministro da Justiça. “Seu tio sempre teve lado você está tendo atitude oportunista. Você sabe de que lado estou. Para saúde, temos um plano específico de restaurar o que já existe. Em relação às mulheres há projetos específicos, anunciou, pedindo que acompanhem as propostas pelas redes sociais.

Raquel alfinetou, dizendo que a candidata não explica como vai fazer saneamento e fala por alto sobre saúde pública. “Onde ela enxerga lulistas e bolsonaristas, eu vejo pernambucanos”. Raquel listou as propostas que têm para saúde, entre elas a de garantir apoio aos municípios para as ações locais. Estarei pedindo a qualquer presidente que esteja lá. Falamos de saúde, saneamento e citou habitação.

“Pode até pedir a Bolsonaro, mas ele não vai dar”, disparou a candidata do Solidariedade. Segundo Marília, o presidente não quer que Pernambuco se desenvolva. “Você pode até pedir ao seu presidente, mas ele não vai dar”, declarou. E aproveitou para questionar sobre o transporte público.

Campanha da mentira, de quem inventa muitas histórias. Falou de transporte e de habitação. Disse que vai tomar de conta do metrô. Lembrou que Paulo Câmara passou por três presidentes da República. Afirmou que haverá tarifa única, requalificação dos terminais. Capacidade de tirar projetos do papel. Ela tem pouco a dizer sobre o que vai fazer. Eu quero saber o que a senhora vai fazer para os deficientes.

Ela desmontou a coordenadoria de deficientes quando chegou a Caruaru. Um dia antes de o pai de Raquel assumir o Governo institiuiu que a empersa dele prestasse serviços a todo o Estado. Há conflito de interesse. Não há como mudar. Informou que desde adolescente defende bilhete único, desde que era vereadora do Recife. Por que a passagem em Caruaru é mais cara que a do Recife?

Uma vez atrás da outra ela traz mentiras. Meu pai é dono de empresa de ônibus, maldade a sua. O transporte não é metropolitano. Vamos garantir atendimento precoce, descentralização dos serviços para deficientes.

Marília cobrou porque Raquel não explicou por que a passagem emm Caruaru é mais cara que no Recife. E diz que ela não explicou porque a família dela tem o monopólio.

Tema determinado: Educação e Mulheres

No segundo bloco, as candidatas responderamo a perguntas específicas. Foram 6 temas e elas tiveram que escolher 4 temas. Quem iniciou a nova fase foi a candidata Raquel Lyra, que iniciou falando sobre educação. Marília propôs ajuda entre entes federativos para o aumento da vaga de creches no Estado. De acordo com a candidata do Solidariedade, é necessário ter um trabalho do Estado com os municípios e a União. Além disso, enviar um projeto para levar 60% das escolas do Ensino Fundamental para o sistema integral de ensino. “Cada município terá sua particularidade respeitada”, afirmou.

Por sua vez, Raquel, ao falar sobre o número de vagas de creches, detalhou a sua ideia para o tema. “Minha proposta é que o Governo do Estado construa no município e mantê-la por um ano”, disse. Ela garantiu, ainda, que adquiriu experiência na construção ao citar gastos na construção de creches. A tucana também citou a entrada do Ensino Fundamental no sistema integral, ao prometer 40% das crianças do Estado. Para ela, o professor é parte fundamental na educação.

O próximo tópico escolhido foi a situação das mulheres do Estado. Marília perguntou sobre a situação da maternidade de Caruaru, construída sob o governo de Raquel. Em resposta, a tucana disse que viajou várias vezes a Brasília para tentar tirar do papel e provocou a sua rival. “Eu queria ver o projeto da maternidade, pois ele não existia”, disse. Ela disse ainda que uma das suas propostas é a construção de cinco novas maternidades no Estado e que vai captar recursos com a União.

Perguntada sobre a construção de maternidades no Estado, Marília disse que não “está para brincar com Pernambuco” e que “não dá para chegar com discurso decorado”. Ela disse ainda que vai garantir que recupere alguns hospitais que já existem no Estado para serem transformados em maternidades. “Pernambuco tem muita coisa abandonada”, criticou.

 

No terceiro bloco as candidatas têm cada uma, mais 15 minutso para temas livres

Marília alegou que nomes do governo Paulo Câmara, como o ex-secretário de Turismo Rodrigo Novaes está ao lado de Raquel com promessas inclusive de ficar no cargo. Dirigiu à adversária pergunta sobre o Pacto pela Vida.

Raquel reagiu dizendo que André de Paula (candidato ao Senado) e Sebastião Oliveira (candidato a vice, ambos na chapa de Marília) são nomes que foram ligados ao governador. E sobre a segurança aproveitou para listar ações na Capital do Agreste. Citou o Juntos pela Segurança. Investimeentos na tropa, concurso permanente, reestruturação da Polícia Cientifica, estancar a violência. E questionou como Marília, aliada de Paulo Câmara, faria diferente.

A neta do ex-governador Miguel Arraes disse ser preciso reconhecer que o Pacto pela Vida deu certo, e que dexiou de funcionar quando passou para as mãos do pai de Raquel, João Lyra Neto. Informou que vai reestruturar o Pacto, mudar a estrutura da SDS e disse que as polícias vão despachar diretamente com a governadora. Anunciou que vai integrar as polícias à Guarda Municipal. E reforçou o combate ao feminicídio. “Tolerância zero para o agressor”, disse. Também citou os presídios e o crime organizado, alertando que é preciso ter coragem. “Mas a minha adversária não tem coragem nem de assumir quem é seu presidente”, retrucou. Marília aproveitou para dizer que Bolsonaro incita a violência e não dá para falar em combater e questionou sobre o Biesp.

“É claro que todo batalhão de polícia é importante”, pontuou Raquel e depois falou sobre corrupção. Contou sete operações da Polícia Federal contra o Governo Paulo Câmara. Ressaltou o papel importante da sua candidata a vice, Priscila Krause. “Enquanto isso, seu candidato a vice foi alvo de operação que investigava desvio de verba”. E perguntou qual

Marília chamou Raquel de Irresponsavel e leviana ao falar de Sebastião (Oliveira). “É uma pessoa do bem e foi secretário na mesma época em que você estava no Governo. Não vou ficar comepetindo quem foi mais oposição: eu ou Priscila.” E destacou que a candidata a vice é a favor de Bolsonaro, enquanto ela (Marília) sempre trabalhou em defesa dos professores. Declarou que as pessoas que estão ao lado dela (de Raquel) querem fechar o Congresso e são antidemocrática. “Não adianta me colar com Paulo Câmara. Porque estou ao lado de Lula”

Raquel reforçou a pergunta sobre o combate à corrupção. E Marília disse que existe um projeto de transparência para governar. A ex-prefeita de Caruaru disse que foi destaque e teve reconhecimento da ONU de gestão eficiente do recurso público. “Dinheiro público é sagrado”, enfatizou. Mandou beijo para Priscila e disse que estão do lado certo: o lado sério. Falta transparência nos dados da economia, do orçamento e também nos números da violência. “Vamos dar transparência. Para que o cidadão comum acompanhe o governo” E instigou Marília a explicar como vai tratar o Sassepe, o plano de saúde dos servidores públicos do Estado.

Antes de responder sobre o Sassepe, Marília perguntou a Raquel se ela acha que o Governo Bolsonaro é corrupto ou não “Se tiver corrupção, merece ser punida. Diga a senhora onde a senhora quer chegar”, irritou-se Raquel, alegando que “a senhora vai ficar com suas perguntas”. Marília declarou que não vai apenas recuperar o Sassepe, mas valorizar os servidores e requalificar os serviços. Vou mudar de assunto, disse Raquel, querendo saber qual a proposta de desenvolvimento para o Sertão de Itaparica.

A tucana criticou a nacionalização do debate colocada por Marília. “Não seja leviana de colocar palavras na minha boca. Quem praticou corrupção deve ser punido, em qualquer governo, onde quer que seja. O debate presidencial é amanhã”, alfinetou.

Tema determinado: Violência e Energia Renovável

O primeiro tema foi violência. Marília perguntou sobre as propostas sobre como os jovens podem ter mais perspectiva. Raquel começou falando sobre suas ações em Caruaru. Segundo ela, foi lançado um plano de governo para combater a criminalidade na cidade do Agreste pernambucano. “(Queremos) garantir que os jovens tenham voz e vez (…) como a gente fez no Morro do Bom Jesus”, disse a tucana. Ela disse que irá coordenar pessoalmente o programa Juntos pela Segurança em todo o Estado.

Marília Arraes criticou a gestão de Raquel enquanto ela foi prefeita de Caruaru e secretária da Juventude ainda no governo Eduardo Campos. “É muito triste ver a candidata ver uma insensibilidade. (…) Uma líder de verdade não vive de justificativa” afirmou. Marília aproveitou para citar o caso de uma rebelião em uma unidade da Funase. Em sua defesa, Raquel disse que nunca assumiu a unidade prisional enquanto gestora.

Raquel lembrou ainda os tempos que Marília foi secretária na Prefeitura do Recife. “A diferença entre quem faz e quem só fala está posta”, disse. Em resposta, Marília disse que não teve orçamento na pasta e citou obras, como reformas nas escolas e regularização na classe dos professores.

No último tema, foi falado sobre energia renovável. Raquel perguntou sobre as propostas de Marília e mudança da matriz energética no Estado. Marília afirmou que uma de suas propostas é levar gás natural até o Sertão do Estado. “Há um desmatamento enorme, pois no polo gesseiro ainda funciona à base de lenha”, disse a candidata do Solidariedade. Raquel falou sobre suas ideias para o tema, como investimentos na área. “Podemos fazer de Pernambuco um modelo de estado que vende a matriz verde para o mundo inteiro”, disse.

Ao final do tema, Marília e Raquel ficaram discutindo sobre as sanções de acordo com a política ambiental do governo federal e sobre investimento em proteína animal.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Marília Arraes (Solidariedade)

“Queria agradecer a Deus a oportunidade estar aqui em uma campanha atípica, pois vivemos um momento de violência política no Brasil. Me considero muito sublime, pois enfrentei diversos obstáculos nas eleições. Esta resistência é por ela e para todos os filhos que estão assistindo. Quero falar sobre o eleitor de Lula: reflita bem sobre o projeto que está em jogo em Pernambuco. Se vai se criar um núcleo de resistência bolsonarista ou se vamos ter um que priorize o povo. Vocês sabem que não sou continuidade. No primeiro turno, houve mais de 270 mil votos no 13 e 80 mil para 70. Meu número é 77”.

Raquel Lyra (PSDB)

“Quero agradecer à Rede Globo e a todos os trabalhadores. A você que está assistindo até esta hora para ouvir sobre o futuro do Estado. Venho até aqui para falar sobre uma escolha que vai definir o futuro de Pernambuco nos próximos quatro anos. Domingo Pernambuco vai escolher se fica com o mesmo grupo que está no poder e que tem deixado um legado muito ruim para o nosso Estado ou se aposta em um novo caminho. Caminhei Pernambuco inteiro e consegui estar firme por ter recebido seu carinho e apoio. Estou aqui para ser o instrumento da transformação que o Estado precisa. Fui a prefeita que mudou Caruaru, mas não fiz sozinha. Transformei em uma cidade muito melhor para se viver. Colocamos a cidade de pé. O que a gente precisa em Pernambuco é ter um governo capaz de unir o nosso Estado e de tirar sonhos do papel. Meu número é 45”.

Gilson Machado se destaca com expressiva liderança frente à campanha de Bolsonaro no segundo turno

A popularidade, firmeza e fidelidade do Ministro do Turismo licenciado que está à frente da campanha de Bolsonaro no Nordeste, reflete diretamente no crescimento positivo de quase 10% nas pesquisas de intenção de voto presidencial na região do país

Após um marco histórico em seu primeiro pleito eleitoral, alcançando a marca de mais de 1,3 milhão de votos em todo o território pernambucano, Gilson Machado, já visto como ministro de força e confiança do presidente Bolsonaro, que recebeu a missão de coordenar sua campanha em Pernambuco, segue avançando no Nordeste como um todo e ganhando a atenção e respostas positivas de líderes de grande relevância, como o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa.

Nesta última semana de campanha, foi aberta uma sequência de amplas agendas no Nordeste, que idealizadas e executadas por Gilson Machado, ao lado do deputado estadual eleito por Pernambuco Coronel Feitosa e do Deputado Federal eleito, Coronel Meira, ambos também da base tradicional de apoio ao presidente Bolsonaro, deixaram marcas positivas no trabalho de conquista de votos. Os estados do Tocantins, Bahia, Alagoas, Piauí, Pernambuco foram alguns dos que tiveram bandeiras fincadas em apoio irrestrito ao presidente Bolsonaro, através da força de Gilson Machado.

Arrastando multidões nas motocarreatas, atos públicos e nas dezenas de reuniões com lideranças, que reforçam o trabalho e cuidado da gestão presidencial de Bolsonaro em áreas e setores antes esquecidos e abandonados em todo o Nordeste, não restam dúvidas de acordo com GIlson. “Não vai ser só Pernambuco que vai saber responder bem nas urnas, mas o nordeste como um todo, vai mostrar que entende quem trabalhou e vai continuar fazendo mais pelo nosso povo, e não vai se deixar levar na conversa de quem teve tempo pra fazer e não fez, que só soube mentir e prometer e agora promete sem nem ao menos saber como vai cumprir”, destacou o coordenador.

Nesta quinta-feira (27.10), a agenda foi retomada na região metropolitana do Recife com reuniões estratégicas e participação de atos públicos com estudantes de universidades e também moradores dos bairros do Ibura e Ipsep. Na sexta-feira (28.10), será a vez de motocarreatas nas cidades de Glória do Goitá, às 18h e Carpina, às 19h30, contando com a presença de diversas lideranças Bolsonaristas do estado.

Em tom de determinação, Gilson enfatizou a importância do momento a ser vivido: “Agora não é hora de diminuir o ritmo, mas é hora de trabalhar, arregaçar as mangas ainda mais, com muita honestidade e com todo compromisso que temos, e mostrar que queremos o melhor para o nosso povo. A bravura em defesa da verdade não pode faltar e o respeito deve ser nossa principal bandeira contra qualquer ofensa”, destacou.

Com documentos falsos, suspeito de estelionato é preso em flagrante pela Polícia Civil

Reider de Freitas Starling usava CNH E currículo no nome de Thiago Junqueira Carneiro, além de um aparente bilhete amoroso

A Polícia Civil do Estado do Pará prendeu, nesta quarta-feira (26), uma pessoa identificada como Reider de Freitas Starling pelo crime de uso de documento falso, em Belém. Ele já era investigado pelos agentes por estelionato e estava na posse de documentações registradas com o nome de Thiago Junqueira Carneiro no ato da prisão em flagrante.

Com Reider, foi encontrada uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH), uma passagem aérea comprada para o deslocamento de Belo Horizonte, em Minas Gerais, para Belém, no Pará, usada pelo acusado, um currículo e um contrato de prestação de serviço por uma empresa. Todos os documentos estavam em nome de Thiago Junqueira Carneiro, mas quem fazia uso dos benefícios era o suspeito.

Além disso, um cartão corporativo para a compra de combustível, uma nota de compra referente a uma televisão e um aparente bilhete amoroso também foram encontrados na posse de Reider. 

O suspeito passou pelas medidas de praxe, foi transferido e apresentado à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP).