Primeira governadora eleita de Pernambuco, Raquel Lyra reforça compromisso em combater as desigualdades e superar a pobreza

Pela manhã, ela conversou com diversos veículos de imprensa locais e nacionais

A primeira mulher eleita governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, iniciou o dia de hoje (31) com várias entrevistas, ao lado da sua vice, Priscila Krause. Em todas elas, reforçou que a prioridade do seu governo será o combate às desigualdades e a superação da pobreza.

A governadora eleita falou que é hora de desarmar os palanques. “Pernambuco é um só. Não vamos governar por cores, por bandeiras partidárias. Vamos ter um olhar especial para cada recanto do nosso estado, dando oportunidade e oferecendo serviço público de qualidade nos lugares onde as pessoas vivem.”

Raquel adiantou ainda que o mais rápido possível irá conversar com o presidente eleito, Lula, para tratar dos temas de Pernambuco e garantir os recursos necessários para que o estado volte ao seu protagonismo. “Desde ontem, parabenizei o futuro presidente Lula. Assim como Pernambuco, que elegeu a sua governadora com o voto soberano, o Brasil escolheu o seu presidente. Eu sempre disse que, independente de quem vencesse, eu iria bater na porta, e assim será”, reforçou, completando: “A questão do metrô será uma das pautas que tratarei com ele.”

Para acabar com a pobreza, Raquel Lyra apresentou ações do seu Plano de Governo. “Teremos o programa Mães de Pernambuco, que vai garantir 300 reais para mães com filhos de até seis anos, e o Bom Prato Pernambucano, com restaurantes fixos e móveis, com refeição a preço simbólico. Paralelo a isso, também vamos garantir oportunidade para gerar emprego e renda”, ratificou.

Na área da saúde, a governadora eleita voltou a afirmar que vai construir cinco grandes maternidades, reestruturar o setor, bem como o Sassepe, e, na educação, a criação de 60 mil novas vagas de creche. A política pública para as minorias também foi garantida, com o combate a qualquer tipo de intolerância, oferecendo acolhimento e oportunidades. Também lembrou que vai realizar o Juntos pela Segurança Estadual, a exemplo do que fez em Caruaru, quando reduziu em 50% os homicídios e em 70% os roubos e furtos.

Quanto à formação do secretariado, Raquel disse que vai começar pela transição e, em seguida, começarão as discussões para a composição da equipe.

“O nosso Plano de Governo, que foi construído a muitas mãos, é o nosso guia. Nunca loteei governo, cargo. Isso são valores inegociáveis. Muita gente se uniu ao nosso projeto por acreditar nele. Nunca houve nenhum tipo de acordo. Não compactuamos com essa prática da política velha”, concluiu.

Fotos: Janaína Pepeu

Lideranças do PT do Sertão ajudaram Raquel a se descolar de Bolsonaro sem perder votos

Lideranças do PT foram determinantes para a eleição de Raquel Lyra, primeira governadora de Pernambuco. A conclusão foi feita após análise dos três municípios onde a tucana contou com o apoio de parte do PT.

Em Serra Talhada, onde a prefeita Márcia Conrado (PT) entrou de cabeça na campanha, Raquel obteve 53,65% dos votos. Destaca-se que o presidente Lula conquistou 77,39%.

Em Águas Belas, o também petista, prefeito Luiz Aroldo, ajudou Raquel a conquistar 57,74% dos votos. Já o presidente Lula obteve 78,60% dos votos.

Por último, em Petrolina, a deputada estadual Dulci Amorim (PT), o ex-prefeito de Petrolina, Odacy Amorim (PT), e o candidato a deputado federal Dr. Marcos (PT) seguiram na contramão do PT petrolinense e abraçaram a campanha de Lyra. O resultado foi: Raquel com 51,49% dos votos e Lula, também majoritário, com 67,62%.

Com isso, a estratégia da campanha de Marília, que tentou colar a imagem de Raquel a Bolsonaro não obteve sucesso. Esse resultado pode ser atribuído a presença de petistas na base de apoio da tucana, que ajudaram Raquel a se descolar de Bolsonaro, sem perder os votos dos bolsonaristas, já que a agora governadora eleita seguiu pela neutralidade na campanha presidencial.

Pernambuco conquista pódio em competição nacional de robótica

A disputa contou com a participação de 38 equipes formadas por estudantes do ensino fundamental e médio de diferentes estados brasileiros

Estudantes de escolas públicas e particulares da Região Metropolitana do Recife foram destaque na Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). O torneio é considerado o maior evento de Robótica da América Latina. Conquistando o pódio da competição, o primeiro e segundo lugar é formado por alunos da Rede Municipal de Ensino do Recife. O terceiro lugar foi conquistado por um colégio particular de Jaboatão dos Guararapes.

A etapa final da competição nacional, aconteceu entre os dias 17 e 22 de outubro, no município de São Bernardo do Campo, em São Paulo. A disputa reuniu 38 equipes de diferentes estados. Os recifenses conquistaram medalha de ouro e prata com as equipes Robotnik e Águia de Prata, das Escolas Municipais Doutor Rodolfo Aureliano e Antônio Farias, respectivamente. A equipe DM Robotics, do Colégio Divino Mestre, conquistou a medalha de bronze.

A prova na etapa final consistiu em um robô que precisava seguir uma linha no chão com sensores, identificar e evitar obstáculos. Passar por gangorras e subir uma rampa. No topo o robô tinha de identificar vítimas mortas e vivas representadas por bolas de isopor. Pegar essas vítimas com uma garra. E colocar em uma área de segurança.

A OBR acontece em várias etapas regionais em todos estados do Brasil. Em Pernambuco, o evento é organizado pela Prefeitura de Recife, e conta com o apoio da CESAR School.

“Trabalhar na construção desses robôs desenvolve inúmeras habilidades técnicas que são muito procuradas pelas empresas hoje em dia. Esses jovens também entram na área acadêmica produzindo pesquisas importantes em eletrônica, mecânica, programação, como também design e metodologias na elaboração de projetos. É imensurável falar do tamanho do desenvolvimento que essas competições trazem para os estudantes” comenta, Henrique Foresti, professor da CESAR School.

A delegação Pernambucana ainda contou com a participação de Julia Dias e Pedro Jorge, alunos da UFPE, responsáveis pela organização e todas as questões técnicas da competição. Já Diogo Lacerda, colaborador da CESAR School, atuou como árbitro na liga ‘At Home’ que trata de robôs domésticos.

Recife Antigo: destaque nacional em tecnologia

Além do turismo, eventos culturais e iguarias pernambucanas ao som de muita música regional. O bairro do Recife Antigo oferece muita tecnologia e modernidade. Visto com prestígio por todo o Brasil, o Porto Digital do Recife é dos maiores polos de tecnologia do país. Reuni mais de 15 mil colaboradores em espaço que conta com seis incubadoras de soluções tecnológicas públicas e privadas, sete institutos de Ciência e Tecnologia, e mais de 300 empresas no parque.

Com um investimento total avaliado em mais de R$ 80 milhões, o antigo moinho, que por anos processou toneladas de trigo, foi revitalizado e abrigará espaços de trabalho com muitos serviços à disposição. O novo Moinho Recife Business & Life, está em fase de finalização e amplia de forma notória a cartela de serviços a serem ofertados no Porto Digital. Desde 2019, já tem gerado emprego e renda de forma direta e indireta para mil trabalhadores. Quando concluído, a expectativa é que cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos sejam gerados.

Bolsonaro transforma o silêncio como marca da derrota nas urnas
O presidente Jair Bolsonaro (PL) se recolheu em silêncio, sem comentar o resultado da disputa com seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com assessores próximos, “foi dormir” e não recebeu nenhum dos ministros e auxiliares que procuraram por ele. Da mesma forma que um ocupante da Presidência, pela primeira vez, não obtém a reeleição, também é a primeira vez que um candidato derrotado não reconhece que perdeu a disputa. A expectativa é de que ele se pronuncie hoje sobre o pleito.
 
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes, anunciou, ao confirmar o resultado do pleito, que ligou tanto para Lula quanto para Bolsonaro comunicando os percentuais de cada um. Mas não disse como cada candidato recebeu a notícia.
 
“Liguei pessoalmente para conversar com ambos os candidatos, Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, dizendo que a Justiça Eleitoral já estava apta para proclamar o resultado. O presidente Bolsonaro me atendeu com extrema educação, assim como o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva”, salientou.
 
Apoiadores que estavam na Esplanada se dirigiram ao Palácio da Alvorada com vuvuzelas e fogos de artifício chamando pelo chefe do Executivo ao som de “Bolsonaro, cadê você, eu vim aqui só para te ver” e “A nossa bandeira jamais será vermelha” — também gritavam “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”. No entanto, os apelos dos apoiadores do presidente não foram atendidos e as luzes da residência oficial foram apagadas por volta das 22h.
 
Ao longo da tarde, o presidente recebeu visitas do ministro da Justiça, Anderson Torres, e do senador, o filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ), um dos coordenadores da campanha. Mesmo aliados do governo, que tentaram visitar o presidente, como o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, não foram recebidos. Depois de decretado o resultado, os filhos do presidente seguiram o exemplo do pai e não fizeram publicações nas redes sociais.
 
Desde a notícia da vitória de Lula, a imprensa seguiu à espera de um posicionamento de Bolsonaro e recorreu a assessores palacianos e a do próprio PL, que também se calou e ignorou questionamentos sobre uma eventual coletiva durante toda a noite.
 
Otimismo mais cedo
Ontem pela manhã, ao votar no Rio de Janeiro, Bolsonaro se disse otimista com o resutado das eleições: “Expectativa de vitória”. Após a votação, recebeu jogadores do Flamengo no Aeroporto Internacional do Galeão, após a vitória na final da Libertadores contra o Athlético-PR, no Equador.
 
No sábado, Bolsonaro escolheu Belo Horizonte para sua última motociata antes das eleições. Mas também foi derrotado por Lula no estado, a exemplo do primeiro turno. Hoje, o presidente segue sem agenda oficial.
 
Na reta final do segundo turno, a campanha de Bolsonaro sofreu impactos diante de declarações sobre adolescentes venezuelanas refugiadas em Brasília, com o “pintou um clima”. O caso foi seguido dos ataques do presidente de honra do PTB, Roberto Jefferson, à ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, e ao ataque que fez contra policiais federais que foram levá-lo de volta ao regime fechado de prisão.
 
Outra notícia que integrantes da campanha e do governo tentaram contra-atacar durante a semana foram as críticas à ideia do Ministério da Economia de deixar de corrigir o salário mínimo e a aposentadoria pela inflação passada. Pesou ainda o fracasso de colocar sobre as costas do TSE a culpa por inserções da campanha que não teria ido ao ar em rádios do Nordeste.
 
Após o último debate presidencial, na sexta-feira, o presidente afirmou que respeitaria o resultado das eleições. Segundo ele, levaria o pleito aquele candidato que conseguisse mais votos. “Quem tiver mais votos assume o governo. Não há a menor dúvida: quem tiver mais votos leva, isso que é democracia”, salientou.
 
Pelas redes sociais, o ministro da Casa Civil e coordenador da campanha do presidente, Ciro Nogueira, comentou brevemente o resultado das eleições. “Para sempre ao seu lado, capitão”, disse, com a publicação acompanhada de uma foto dos dois abraçados.
 
Já o ministro das Comunicações, Fábio Faria, agradeceu Bolsonaro por ter “resgatado o orgulho” do país de “ser brasileiro” — mesmo tendo afirmado, dias, antes que se arrependera de tentar jogar sobre o TSE a culpa pelas inserções de rádio que supostamente não foram ao ar.
 
Apesar do silêncio do presidente, ainda não se sabe se ele respeitará o resultado do sistema eleitoral ou se haverá a tentativa de judicialização das eleições. Isso porque, no dia seguinte ao episódio das inserções, ele anunciou que iria “até às últimas consequências”, além de ter afirmado, várias vezes, que apenas respeitaria um resultado de uma eleição que considerasse “limpa”.
Após eleição de Lula, autoridades fazem apelo à pacificação do Brasil

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), falou à imprensa logo depois do anúncio do resultado do segundo turno e declarou que Luiz Inácio Lula da Silva precisará trabalhar pela reunificação do Brasil. Ele se colocou à disposição para contribuir na apreciação de projetos do atual governo (Jair Bolsonaro) pelos próximos dois meses, assim como para ajudar na transição de poder. “Houve uma clara divisão da sociedade, por votações quase simétricas, muito próximas umas das outras, para um candidato e para outro candidato. O papel dos novos mandatários é seguramente o de reunificarem o Brasil. Buscarem encontrar, por meio da União, as soluções reclamadas pela sociedade brasileira”, disse.

De acordo com Pacheco, as instituições devem procurar acalmar os ânimos. Ele frisou que o futuro presidente da República deve governar para toda a sociedade, dar um “basta ao ódio e à intolerância” e recuperar o respeito pelas divergências. “Temos um país plural e diverso. O exemplo das instituições é fundamental para que a sociedade brasileira possa se reunir novamente e que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, possa governar para todos”, continuou.

Pacheco elogiou a apuração e disse que as eleições mostraram a confiabilidade das urnas eletrônicas. “No fim, o que identificamos foi a segurança, a lisura, a confiabilidade das urnas eletrônicas, que deram (…) resultados fidedignos da vontade popular de cada voto depositado nelas. Isso acabou sendo uma questão superada, em função desse trabalho duradouro e constante das instituições na afirmação da confiabilidade da Justiça Eleitoral”, admitiu Pacheco.

Propostas
Em relação à transição, o presidente do Senado prometeu que os parlamentares trabalharão para discutir e votar as propostas que faltam nos dois meses finais de governo e prometeu que a Casa trabalhará pela máxima eficiência da transferência de informações à próxima gestão (de Lula). Ele admitiu que o comportamento e a postura de Bolsonaro contribuirão para a transição. “Que a transição seja a mais eficiente possível. Para que novo governo possa colocar em prática o plano de governo a partir de 1º de janeiro. Acredito em transição pacífica e civilizada, não quero admitir hipótese contrária.”

Por sua vez, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que a decisão dos brasileiros de eleger Lula “jamais deverá ser contestada”. “Ao presidente eleito, a Câmara dos Deputados lhe dá os parabéns e reafirma o compromisso com o Brasil, sempre com muito debate, diálogo e transparência. É preciso ouvir a voz de todos, mesmo divergentes, e trabalhar para atender às aspirações mais amplas.”

Lira afirmou que, passado o processo eleitoral, é hora de desarmar os espíritos, estender a mão aos adversários, debater, construir pontes, propostas e práticas que tragam mais desenvolvimento, empregos, saúde, educação e marcos regulatórios eficientes. “Tudo que for feito daqui para frente tem que ter um único princípio: pacificar o Brasil e dar melhor qualidade de vida ao povo”, defendeu. “A vontade da maioria jamais deverá ser contestada. Seguiremos em frente, na construção de um país soberano. Um Brasil no caminho das reformas, um Estado menor e mais eficiente. E esse recado foi dado e deverá ser levado a sério”, disse.

Segundo Lira, o momento não é de revanchismo ou de perseguições, mas de debater, dentro das instâncias democráticas, e avançar na melhoria da vida de todos e, principalmente, dos mais vulneráveis. O ex-candidato à presidência Ciro Gomes (PDT) disse que cumpria “o saudável dever democrático” de cumprimentar Lula. “Desejo ao presidente eleito toda a felicidade na honrosa missão a si concedida pela maioria de nosso povo.”

Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, avaliou que “saem de cena o grotesco, a barbárie e a intimidação como elementos indissociáveis do exercício cotidiano do poder; e a violação sistemática das leis e da Constituição como método de governar e como atalho para o atingimento de objetivos políticos e pessoais”.

Democracia
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que declarou seu apoio a Lula nos últimos dias da campanha, limitou-se a postar uma curta mensagem em seu perfil no Twitter: “Parabéns Lula pela vitória. Venceu a democracia, venceu o Brasil!”, escreveu. FHC publicou uma foto em que aparece ao lado do presidente eleito.

No mesmo tom do ex-presidente, Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, destacou que, “acima de tudo, o país escolheu a democracia”. “Agora, temos que reconstruir um país destruído pela irresponsabilidade e pela incompetência. Na área ambiental, será uma longa jornada para refazer o que foi arrasado, a começar pela retirada dos invasores das áreas indígenas e pela retomada do combate ao crime ambiental. O pesadelo está quase no fim, porém não podemos esquecer que Bolsonaro ainda tem mais três meses com a caneta na mão e ainda pode, neste fim de mandato, promover mais retrocessos na agenda ambiental”, frisou.

Eleições têm o maior percentual de votos da História, diz Moraes

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi matematicamente confirmada com 98,86% das urnas apuradas

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, afirmou neste domingo que a eleição presidencial de 2022 foi a que teve o maior número de votos em candidatos da História do país, o que significa um baixo percentual de brancos, nulos e de abstenção. A entrevista foi feita depois da vitória declarada de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

— Encerramos esse importantíssimo momento. As eleições de 2022 com maior número de votos em candidatos da história brasileira, percentualmente e em termos absolutos — afirmou.

Questionado sobre risco de contestação dos resultados, Moraes disse que não vê risco e que a chapa de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin será diplomada em dezembro.

— Não vislumbramos nenhum risco real de nenhuma contestação. O resultado foi proclamado, o resultado será aceito. O ex-presidente Lula e Alckmin serão diplomados em 19 de dezembro — afirmou.

Após o término do pronunciamento, Moraes recebeu longos aplausos das autoridades que acompanham a entrevista coletiva, como ministros do STF, do STJ, integrantes das missões internacionais de observação e servidores da Justiça Eleitoral.

Moraes acompanhou a apuração da sede do TSE em Brasília ao lado de autoridades. Estiveram presentes os ministros do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Edson Fachin e Ricardo Lewandowski. Apenas os ministros André Mendonça e Nunes Marques, indicados por Bolsonaro ao STF, não compareceram ao TSE para a apuração.

Além dos ministros, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o presidente em exercício do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, o Procurador-Geral da República (PGR), Augusto Aras, e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, também estiveram presentes.

Na abertura de sua fala, Moraes fez menção às autoridades presentes e agradeceu às Forças Armadas, ao conselho de comandantes-gerais da Polícia Militar e ao conselho dos chefes da Polícia Civil pelo auxílio na segurança e no transporte de urnas durante o processo eleitoral.

— Nós conseguimos concluir uma eleição extremamente polarizada, que demonstrou o aumento do número de votos em candidatos. O mais importante de tudo, nós tivemos uma eleição pacífica, tranquila, com segurança. O eleitor votou tranquilamente — disse.

A presidente do STF, ministra Rosa Weber, ressaltou que o tribunal continuará “firme e coeso” e que o TSE garantiu a legitimidade do resultado das urnas “mais uma vez”.

— Que a vitória dos escolhidos nas urnas, como expressão da vontade popular, se suceda e para tanto conclamou a todos a um esforço coletivo, e que nos irmanemos em prol da unidade, do respeito e do fortalecimento das nossas instituições — disse.

O dia de votação foi marcado por operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em todo o país, mas concentradas no Nordeste, onde ocorreram 47% delas. Mais cedo, Moraes disse que essas operações retardaram a chegada de eleitores em suas seções, mas não impediram ninguém de votar.

O ministro disse que não houve aumento da abstenção no Nordeste, inclusive nos três estados que, segundo Moraes, onde houve mais recorrências de denúncia sobre operações da PRF.

— Não houve aumento na abstenção do Nordeste, como vários estavam entendendo, em virtude de uma proliferação de notícias que serão todas elas apuradas, mas como disse anteriormente e reitero aqui, mesmo os veículos, os ônibus que foram parados, tiveram operações, todos eles não voltaram à origem,seguiram seu destino — disse.

O diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, foi ao TSE nesta tarde e se reuniu com Moraes para explicar a situação, segundo o ministro. A determinação foi que as operações fossem suspensas.

O colunista Lauro Jardim mostrou que a ação da PRF nas estradas foi articulada pelo núcleo duro da campanha de Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada na última quinta-feira.

Com a vitória de Raquel Lyra, Pernambuco terá uma Assembleia Legislativa ainda mais próxima do povo, diz William Brigido

O deputado estadual reeleito, William Brigido (Republicanos), parabenizou Raquel Lyra (PSDB) pela vitória e disse que o recado dado nas urnas exige um parlamento estadual mais sintonizado com a escolha do povo.

“O eleitor quis mudança em Pernambuco e é fundamental unirmos forças na Alepe em torno desse novo projeto para o nosso estado. Eu sempre acreditei nela e como deputado estadual reeleito com mais de 55 mil votos, irei contribuir com apoio e projetos para recolocar Pernambuco nos trilhos do desenvolvimento”, disse o deputado William Brigido.

Segundo ele, agora, não interessa quem votou contra ou quem votou a favor de Raquel Lyra, o mais importante é unir todos os deputados em torno das boas decisões para Pernambuco, completou William Brigido.