João Paulo Costa celebra a segunda fase do Programa Desenrola Brasil e ações do Governo Federal

Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da ALEPE destaca benefícios para milhões de brasileiros.

O Deputado João Paulo Costa, que preside a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa, subiu à Tribuna durante a última Reunião Ordinária para celebrar o início da segunda fase do Programa Desenrola Brasil e para parabenizar o Governo Federal pelas medidas adotadas em prol dos brasileiros.

O Programa Desenrola Brasil, segundo João Paulo Costa, traz uma promessa de alívio financeiro a 32 milhões de brasileiros. Esta segunda fase se concentra em beneficiar aqueles que ganham até dois salários mínimos, os inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e os beneficiários do Bolsa Família. Os descontos oferecidos são verdadeiramente substanciais, com uma média de 83%. No caso de dívidas em cartões de crédito, esses descontos podem alcançar até 96%, o que significa que uma dívida considerável de R$ 5 mil pode ser reduzida a meros R$ 200.

O compromisso de João Paulo Costa com a defesa do consumidor foi evidenciado no mês passado, quando a Comissão de Defesa do Consumidor, em parceria com a União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (UNALE), organizou um seminário crucial na Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE). O evento teve como foco principal a discussão do superendividamento e a apresentação do Programa Desenrola Brasil. O seminário, sob a presidência de João Paulo Costa, reuniu Deputados Estaduais de diversos estados e representantes de órgãos dedicados à defesa dos consumidores.

Além de destacar o Programa Desenrola Brasil, o parlamentar também elogiou outra medida significativa adotada pelo Governo Federal nos últimos dias. Ele ressaltou a decisão de que os beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) não precisarão mais pagar prestações relacionadas ao programa Minha Casa, Minha Vida. Essas ações visam aliviar a carga financeira das famílias mais vulneráveis e promover um ambiente propício ao bem-estar econômico e social no país. João Paulo Costa reitera seu compromisso com a defesa dos direitos do consumidor e o apoio a iniciativas que beneficiem a população brasileira.

Envelhecimento da população eleva a procura por cuidados com profissionais qualificados

O envelhecimento da população é uma realidade crescente no Brasil. Atualmente, o país conta com 10,5% dos seus habitantes com idade de 65 anos ou mais, de acordo com dados do Instituo Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Esse envelhecimento populacional traz consigo desafios significativos, como a garantia da segurança e qualidade de vida dos idosos que permanecem em suas casas.

A necessidade de um cuidador no lar pode variar de acordo com a condição de saúde, a autonomia e a capacidade funcional do idoso. Alguns sinais de que pode ser o momento de considerar a assistência de um cuidador incluem dificuldades para realizar tarefas cotidianas, como tomar banho, se vestir e preparar alimentos, bem como quedas frequentes ou problemas cognitivos, como a demência.

A identificação da necessidade de um cuidador também pode ser percebida por mudanças no comportamento do idoso, como isolamento social, apatia, esquecimentos frequentes ou desorganização. É importante que a família e os cuidadores observem atentamente esses sinais para garantirem que o idoso receba o suporte adequado para manter a sua segurança e o seu bem-estar em casa.

Ao tomar a decisão de contratar um cuidador, é essencial buscar um profissional qualificado e de confiança, que esteja apto a atender às necessidades específicas do idoso, seja no auxílio às atividades diárias, na administração de medicamentos ou na companhia e interação social. Esses profissionais são presenças essenciais para a criação de um ambiente seguro em casa, eliminando possíveis riscos de quedas, mantendo a casa bem iluminada e organizada, e também garantindo que a alimentação e a hidratação do idoso estejam adequadas.

A Acuidar, maior franquia de cuidadores especializados do país, atua como referência neste setor. A rede possui treinamentos para seus profissionais, realizados de modo a adaptar a assistência à rotina do paciente. Essa ênfase na atenção fez com que o empreendimento inaugurasse mais de 60 unidades apenas em 2023.

A supervisão constante e a comunicação aberta entre a família, do assistido e o profissional são elementos-chave para assegurar que o cuidado prestado seja de alta qualidade e atenda às necessidades em constante evolução do idoso. Com a concretude dessa relação benéfica, a população idosa pode viver com dignidade, conforto e segurança dentro do lar.

Sobre a Acuidar:

Fundada em 2016 pelo médico Vitor Hugo de Oliveira e pela fisioterapeuta Jéssica Soares Ramalho, a rede oferece serviços no domicílio do cliente ou durante acompanhamento hospitalar, com opções de diárias avulsas e planos mensais. A marca entrou para o mercado do franchising em 2020, contando hoje com mais de 120 unidades inauguradas. O investimento inicial total é de R$ 44 mil (já com a taxa de franquia) o faturamento médio mensal é de R$ 60 mil e o prazo de retorno é de 6 a 15 meses. Saiba mais em: https://www.acuidarbr.com.br/

Mineradoras do Pará negociaram ouro com empresario “Grota”de Itaituba, suspeito de envolvimento com narcogarimpos

Investigado pela Polícia Federal por envolvimento com tráfico de drogas, Heverton Soares mantém garimpos em área de preservação ambiental no Pará; pelo menos duas empresas retiraram o empresário da lista de fornecedores
Em setembro de 2023, uma operação da PF do Pará que investiga esquema R$ 10 bilhões em ouro ilegal fez buscas na Fênix DTVM, empresa que também comprou ouro de Grota.

Apontado pela Polícia Federal (PF) como líder de uma organização que traficava cocaína da Bolívia para a Amazônia brasileira, Heverton Soares, o Grota, firmou seus negócios em Itaituba, no sudoeste do Pará, em 2018.

No município mais afetado por garimpos ilegais do Brasil, Grota fez transações com empresários, mineradoras e instituições financeiras que também são alvo de ações na Justiça por envolvimento com ouro ilegal, revelam documentos da investigação policial analisados pela Repórter Brasil.

Ao analisar as contas bancárias do grupo ligado a Grota, a PF também encontrou outras pessoas físicas e jurídicas que já haviam entrado no radar de operações policiais nos últimos cinco anos.

“Ainda há uma extrema fragilidade nas cadeias de extração e comércio de ouro no país, principalmente o que vem de lavra garimpeira”, explica Luisa Molina, antropóloga e pesquisadora do Instituto Socioambiental (ISA).

“E é um negócio que se restringe a um número pequeno de grupos. Então, é comum vermos os mesmos atores em esquemas suspeitos sendo apontados em diferentes investigações policiais”, complementa.
Mineradoras não podem comprar de garimpos

Um dos parceiros comerciais de Grota que se encaixam nessa situação é a Gana Gold, mineradora interditada judicialmente, em julho do ano passado, após ter comercializado mais de R$ 1 bilhão em ouro da APA do Tapajós com licenciamento ambiental irregular.

Segundo a PF, a empresa depositou mais de R$ 3,3 milhões em contas ligadas a Grota. Porém, não há provas de que qualquer produto tenha sido entregue.

A lei 7.766/1989 estabelece que apenas cooperativas e distribuidoras de valores mobiliários (DTVM), reguladas pelo Banco Central, podem comprar ouro de garimpo. Por ser uma mineradora, a Gana Gold não é autorizada a adquirir minério de garimpos, o que levanta suspeitas sobre sua relação com Grota.

A Gana Gold também é investigada por suposto envolvimento em compra de ouro ilegal do território Yanomami. A PF identificou pagamentos de R$ 2 milhões da mineradora para Rodrigo Martins de Mello, o Rodrigo “Cataratas”.

Figura emergente no mercado de ouro nacional, Mello é apontado como um dos principais líderes de um esquema de transporte ilegal com aeronaves para retirar ouro do território Yanomami, conforme revelado pelo jornal Folha de S.Paulo.

Outra empresa na mira da PF é a Fênix DTVM, que comprou R$ 450 mil em ouro de uma das lavras de Grota na APA do Tapajós. No final de setembro, a empresa com sede em Cuiabá foi um dos alvos de uma operação da PF que investiga a movimentação de R$ 10 bilhões em compra de ouro ilegal da Amazônia. Segundo a PF, garimpos fantasmas – que não apresentam sinais de exploração – foram utilizados para esquentar ouro ilegal.

Em abril, a Repórter Brasil mostrou que a Fênix adquiriu uma tonelada de ouro de um garimpo de Cumaru do Norte, no Pará, onde, por imagens de satélite, não é possível identificar sinais de atividade correspondente a uma produção tão alta de minério. Após contato da reportagem, a empresa informou que retirou o garimpo da lista de fornecedores.

A Fênix DTVM confirmou ter comprado ouro de Grota, mas disse que o empresário teve o cadastro suspenso após se tornar alvo da operação Narcos Gold.

Sobre a operação Polícia Federal que fez buscas na sede da empresa no mês passado, a Fênix confirmou que comprou ouro de três empresas investigadas por esquentamento de ouro ilegal. Porém, afirmou que todas já tinham sido retiradas da lista de fornecedores em fevereiro deste ano. A direção da DTVM informou ainda que a PF fez cópia dos dados do servidor interno da empresa e que está colaborando com as investigações.

Negócios com o ‘Rei do Ouro’

A lista de clientes de Grota inclui ainda outro empresário investigado pela PF por comércio ilegal de ouro: Dirceu Federico Sobrinho, dono da FD’Gold, e conhecido como “Rei do Ouro”. A empresa comprou quase 2 kg de ouro de Grota em setembro de 2020.

O minério também tinha como origem uma área de licenciamento ambiental irregular, segundo o ICMBio. Além disso, a PF cita pagamentos suspeitos da FD’Gold a um dos pilotos que trabalhavam para Grota, denunciado pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) por lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.

Presidente da Associação Nacional do Ouro (Anoro), Sobrinho chegou a ser preso em setembro do ano passado na operação Aerogold, da PF de Rondônia. A investigação revelou um esquema de operação ilegal de extração de ouro por balsas e dragas em rios da Amazônia.

O advogado Renilson Garcia, da Gana Gold, disse que o “corpo jurídico da empresa decidiu não dar nenhum tipo de entrevista”. Rodrigo Martins de Mello também não respondeu aos contatos.

Em nota, Dirceu Frederico Sobrinho disse que “nunca esteve” com Grota e que apenas realizou a compra de ouro após ele apresentar “os pertinentes documentos”, em junho de 2020. A nota informa ainda que o empresário de Itaituba teria sido retirado da lista de fornecedores da FD’Gold por recomendação do setor de compliance da DTVM.

Sobre as transferências de valores a um piloto de Grota identificadas pela PF, Frederico Sobrinho respondeu que “jamais” teve qualquer relação com os “pilotos do senhor Heverton”, e que “nunca voou em qualquer avião” de Grota.
As investigações da PF mostram ainda que outro conhecido empresário de Itaituba fez negócios com Grota: Roberto Katsuda, representante da montadora sul-coreana Hyundai, fabricante de maquinário pesado usado em garimpos ilegais, conforme já revelado pela Repórter Brasil.

Segundo a Polícia Federal, integrantes do grupo de Grota compraram escavadeiras em dinheiro vivo, entregue na sede da empresa de Katsuda, a BMG Hyundai, no centro de São Paulo. Grota teria também comprado uma aeronave de Katsuda por R$ 300 mil, mas o negócio não foi comunicado à Agência Nacional de Aviação Civil, segundo apurou a reportagem.

Procurada, a defesa de Roberto Katsuda afirmou que seu cliente “já deu todos os esclarecimentos que elucidaram qualquer dúvida quanto a qualquer envolvimento financeiro” com o grupo de Grota.

O escritório de advocacia que representa Grota respondeu em nota que “a defesa técnica está convicta de que restará provado ao final a indiscutível inocência dos acusados”. 

A nota classifica o inquérito da Narcos Gold de “estória com aspectos mirabolantes” e sustenta que as investigações, mesmo se estendendo por quase três anos, “não conseguiram juntar aos autos uma única prova das acusações”.

Caiado diz que Raquel não pode ser cobrada por apoio e defende neutralidade da governadora em Pernambuco

Pré-candidato à Presidência pelo PSD elogiou a gestão de Raquel Lyra e afirmou que terá palanque próprio no estado, mesmo sem pedido de voto da governadora

O ex-governador de Goiás e pré-candidato a presidente da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou estar tranquilo com o fato de a governadora Raquel Lyra (PSD) não pedir voto para ele em Pernambuco.

A gestora, que faz diversas sinalizações de unidade institucional com o presidente Lula, recebeu o “aval” do líder do partido, Gilberto Kassab, para declarar voto no petista, o que Raquel não fez até então, optando pela neutralidade. Em entrevista à CNB Recife, Caiado teceu elogios à chefe do Executivo estadual e disse que ela não pode ser cobrada.

“Com muita tranquilidade. Sabe porque? Porque você não pode cobrar da governadora, que mostra toda a sua capacidade ímpar de gestão. Me dou maravilhosamente bem com a governadora Raquel. competentemente você viu enfrentar o que é superar os primeiros anos de dificuldade, dar a volta por cima e agora se consolidar no processo deste ano e, sem dúvida nenhuma, um segundo mandato será consagrador”, afirmou.

Caiado explicou que nacionalmente muitos candidatos estão adotando a mesma estratégia, uma vez que há eleitores que votam em um nome de determinado partido para governador e outro para a presidente. 

“Neste momento você tem que entender que existe um processo de nacionalização que um governador não quer entrar nele, é mais do que normal. As pessoas, às vezes, que votam nela votam em outros presidentes. Neste momento, ela está cuidando de Pernambuco, a função dela neste momento é cuidar de Pernambuco. Meu palanque aqui eu terei, com deputados, com cadidato ao Senado, terei com prefeitos que é a densidade do PSD no estado” completou.

Apesar da fala de Caiado, o nome do PSD que tem despontado como favorito para o Senado é o do deputado federal Túlio Gadêlha, que representa a ala lulista na chapa de Raquel. A pré-candidatura dele, inclusive, foi costurada pelo Planalto. O Blog Cenário registrou, durante um evento do PSD com prefeitos em Brasília, Kassab afirmou que o parlamentar trabalha pelo presidente.

“Na minha cédula eu vou tirar o presidente Lula, respeitosamente, e vou por o Caiado. A Raquel vai ter o Túlio trabalhando por Lula e tantos de vocês aqui. Se o Lula tiver o apoio de vocês aqui, é porque merece o apoio de vocês. Eu vou pescar alguns para fazer a campanha para o Caiado”, disse em tom bem humorado.

Terremotos de até magnitude 7,5 atingem a Venezuela e provocam desabamentos em Caracas

Sequência de fortes tremores deixou mortos e centenas de feridos, causou colapso de edifícios e levou o governo venezuelano a decretar estado de emergência

Na data em que comemorava um feriado nacional histórico pela sua independência, a Venezuela foi devastada pelo sismo mais forte registrado no país em mais de um século. Nesta quarta-feira (24), um terremoto de magnitude 7,5 atingiu o território venezuelano, causando o desabamento de edifícios na capital, Caracas, e deixando um saldo ainda indeterminado de vítimas fatais. O pânico tomou conta da população, que abandonou residências e escritórios às pressas enquanto estruturas rachavam e vinham abaixo.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o fenômeno, na verdade, consistiu em dois tremores principais com epicentros separados por apenas cinco quilômetros de distância. O abalo mais violento teve seu epicentro localizado próximo à cidade de El Guayabo, a cerca de 168 quilômetros de Caracas, e ocorreu a uma profundidade superficial de 13 quilômetros. Devido à alta intensidade e à fragilidade das estruturas locais, o USGS emitiu uma projeção alarmante, alertando que o desastre deve ser generalizado e com potencial para deixar milhares de mortos e danos materiais extensos.

Em pronunciamento na televisão estatal, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, confirmou que prédios e casas desabaram na capital, ressaltando que protocolos de emergência já foram acionados para levantar o número exato de feridos e mortos. Entre as estruturas severamente danificadas estão o edifício do banco Bancaribe e o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, o principal terminal aeroportuário do país, que teve suas operações afetadas. Imagens do local mostram equipes de resgate trabalhando arduamente para retirar sobreviventes dos escombros.

IMPACTO NO BRASIL

O impacto do sismo cruzou fronteiras e foi sentido com clareza em partes da Colômbia e na região Norte do Brasil. Moradores de estados como Amazonas (Manaus), Pará (Belém), Amapá e Roraima relataram ter sentido as oscilações, o que levou à evacuação preventiva de diversos prédios nessas localidades brasileiras. Diante do cenário de forte atividade tectônica global, um alerta de tsunami chegou a ser emitido para ilhas do Caribe, mas acabou sendo retirado horas depois. Coincidentemente, um outro terremoto de magnitude 6,9 atingiu a ilha de Honshu, no Japão.

A tragédia traz memórias dolorosas na Venezuela, que não testemunhava um evento dessa magnitude na capital desde o histórico terremoto de julho de 1967. Naquela ocasião, um tremor de magnitude 6,6 ceifou a vida de centenas de pessoas e feriu mais de 1.500. Enquanto o país lida com sucessivos tremores secundários, as forças de segurança e socorristas concentram os esforços na busca por sobreviventes em meio aos destroços.

Muito além dos aplausos: o verdadeiro valor do reconhecimento

Artigo de Marcia Bortolanza reflete sobre a importância do reconhecimento, os riscos da dependência da aprovação externa e o poder de valorizar quem faz a diferença no cotidiano

Por Marcia Bortolanza
Escritora e Psicóloga

Vivemos em uma sociedade que valoriza resultados, conquistas e visibilidade. Somos frequentemente incentivados a buscar metas, superar desafios e alcançar novos patamares. No entanto, em meio a essa corrida constante, existe uma necessidade humana que permanece presente em todas as fases da vida: o reconhecimento. Mais do que ser admirado, todo ser humano deseja sentir que é importante para algo ou para alguém, que sua presença tem valor e que sua contribuição faz diferença no mundo ao seu redor.

Desde a infância, buscamos sinais de que somos vistos, acolhidos e valorizados. Uma palavra de incentivo, um elogio sincero ou um gesto de gratidão têm o poder de fortalecer nossa autoestima e alimentar nossa motivação. O reconhecimento não é apenas uma recompensa emocional; ele também confirma que nossos esforços produziram significado para alguém.

No ambiente profissional, o reconhecimento estimula o comprometimento e aumenta a sensação de pertencimento. Nas famílias, fortalece vínculos e constrói relações mais saudáveis. No voluntariado e nas ações solidárias, ele surge como um incentivo para continuar fazendo o bem. Afinal, todos nós gostamos de saber que aquilo que realizamos fez diferença na vida de alguém.

Entretanto, existe uma armadilha silenciosa quando passamos a depender exclusivamente do reconhecimento externo. Quando nossa felicidade fica condicionada aos aplausos, aos elogios ou à aprovação dos outros, corremos o risco de entregar nosso valor pessoal às opiniões alheias. Nem sempre o mundo reconhece imediatamente o esforço, a dedicação ou os sacrifícios que fazemos. Muitas vezes, os maiores trabalhos acontecem longe dos holofotes.

As redes sociais ampliaram ainda mais essa busca. Curtidas, comentários e compartilhamentos passaram a ser, para muitas pessoas, uma medida de aceitação e importância. Embora sejam formas legítimas de interação, não podem se tornar a única referência de valor pessoal. A necessidade constante de aprovação pode gerar ansiedade, frustração e a sensação equivocada de que só somos importantes quando somos notados.

Quantas mães dedicam suas vidas aos filhos sem receber agradecimentos diários? Quantos profissionais trabalham com excelência sem serem constantemente elogiados? Quantos voluntários transformam realidades sem jamais aparecerem nas manchetes? Quantos cuidadores, educadores e líderes silenciosos seguem firmes em sua missão sem qualquer reconhecimento público? Ainda assim, o impacto de suas ações permanece vivo, muitas vezes de forma muito mais profunda do que imaginam.

A maturidade emocional nos ensina que o reconhecimento mais importante é aquele que nasce dentro de nós. É a capacidade de olhar para a própria trajetória e compreender o valor do caminho percorrido. É reconhecer os desafios superados, as escolhas difíceis enfrentadas e as sementes plantadas ao longo da vida. Quando aprendemos a validar nossos próprios esforços, nos tornamos menos dependentes da aprovação externa e mais conscientes de quem somos.

Isso não significa abrir mão da gratidão ou ignorar a importância de valorizar as pessoas. Pelo contrário. Reconhecer o outro é um ato de generosidade e humanidade. Muitas vezes, uma simples palavra de agradecimento pode transformar o dia de alguém. Todos carregamos batalhas invisíveis, e o reconhecimento sincero pode ser o combustível necessário para continuar seguindo em frente.

Talvez devêssemos praticar mais essa virtude. Reconhecer o esforço de um colega, agradecer quem estende a mão, valorizar quem cuida, ensina, acolhe e serve. Pequenos gestos têm um impacto muito maior do que imaginamos. Em um mundo onde as críticas costumam ser mais rápidas do que os elogios, reconhecer o valor das pessoas é também uma forma de construir relações mais saudáveis e humanas.

No final das contas, o verdadeiro reconhecimento não está apenas nos títulos, nas homenagens ou nos aplausos. Ele está nas marcas que deixamos, nas vidas que tocamos e no bem que semeamos. Porque o tempo pode apagar muitas conquistas, mas jamais apaga o legado de quem fez a diferença na vida de outras pessoas.

E talvez seja justamente esse o reconhecimento que mais importa: aquele que permanece quando os aplausos terminam, as luzes se apagam e o silêncio volta a ocupar o espaço. O reconhecimento que nasce do respeito, da gratidão e da certeza de que nossa passagem pelo mundo teve significado. Esse, sim, vai muito além dos aplausos.