Cris Arcangeli é incluída na lista de devedores da Prefeitura de São Paulo, revela colunista

Empresária e ex-Shark Tank tem dívida parcelada inserida em sistema que reúne mais de 140 mil processos fiscais

A renomada empresária Cris Arcangeli, reconhecida por sua participação como investidora no programa Shark Tank Brasil e por sua trajetória de sucesso no setor de beleza e inovação, teve seu nome incluído em uma extensa lista de mais de 140 mil devedores da Prefeitura de São Paulo. Segundo informações do jornal O Dia, este caso faz parte de um projeto de modernização da cobrança de dívidas ativas no município.

Os registros judiciais datam de agosto de 2025 e colocam o processo de Arcangeli no Acordo de Cooperação Técnica nº 085/2024, estabelecido entre o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Prefeitura. Esse acordo resultou no programa Execução Fiscal Eficiente, que centraliza as ações fiscais com parcelamentos ativos em um sistema automatizado.

O que envolve o programa Execução Fiscal Eficiente?

Este projeto foi concebido para lidar com o considerável volume de execuções fiscais que, em muitos casos, permanecem sem movimentação por longos períodos. Com a implementação deste novo sistema, procedimentos como notificações, atualização de valores e gestão de prazos são executados de forma automatizada, trazendo maior eficiência e transparência à cobrança de débitos públicos.

O caso de Cris Arcangeli em destaque

No caso específico da empresária, a dívida foi parcelada, o que implica na suspensão da cobrança judicial enquanto os pagamentos forem realizados dentro do prazo estabelecido. Durante esse período, é vedado protestar ou negativar o nome de Arcangeli. No entanto, qualquer atraso pode reativar o processo, possibilitando a aplicação de medidas como restrição de crédito e protesto em cartório.

A decisão judicial estipula que não serão aceitos pedidos genéricos de movimentação do processo. Dessa forma, a retomada da cobrança, em caso de descumprimento do acordo, é exclusivamente responsabilidade da Prefeitura. Caso não haja andamento dentro do prazo legal, o processo pode ser extinto por prescrição.

Transparência e impacto público

Um dos pilares do programa é a transparência: todas as movimentações estão acessíveis no sistema eletrônico do TJSP, podendo ser consultadas por qualquer cidadão. Isso promove maior visibilidade e confiança no desenrolar dos processos.

A inclusão de nomes conhecidos, como Cris Arcangeli, chama atenção, reforçando que a iniciativa afeta um grande número de contribuintes de maneira uniforme. No caso da empresária, a adesão ao parcelamento demonstra que a situação está sendo tratada dentro dos trâmites legais.

Repercussão na imagem da empresária

Para figuras públicas, questões fiscais podem impactar sua reputação. No entanto, é importante salientar que um débito parcelado não indica inadimplência, contanto que o acordo seja cumprido.

Cris Arcangeli segue ativa em seus empreendimentos e projetos, mantendo uma forte presença nas redes sociais. A inclusão de seu nome na lista não representa uma condenação, apenas um processo administrativo de cobrança em curso.

Reflexões sobre gestão fiscal

Este caso estimula uma reflexão mais ampla acerca da importância da gestão fiscal para empreendedores. Em épocas de instabilidade econômica, é comum que empresários optem por parcelamentos como uma estratégia para manter a regularidade de suas atividades.

A adesão ao programa Execução Fiscal Eficiente é uma alternativa legal que previne sanções mais drásticas e oferece um alívio financeiro a empresas e indivíduos. Para o público em geral, serve como um lembrete de que a organização financeira é crucial para a reputação e a sustentabilidade de qualquer empreendimento.

Fintechs celebram nova regulação: “é um privilégio, não um peso”, diz Presidente da PAGOS.org.br

A recente instrução normativa da Receita Federal, que equipara fintechs aos bancos tradicionais em termos de fiscalização e transparência, está sendo recebida com entusiasmo por lideranças do setor. Para Linconl Rocha, presidente da associação PAGOS.org.br, a medida representa “um marco de maturidade” e “um privilégio para o setor financeiro digital”. “Não devemos ver essa mudança como um fardo, mas como um passo natural na evolução das fintechs. É uma conquista que reforça nossa credibilidade e compromisso com o consumidor”, afirma Rocha.

Regulação mais rígida, setor mais forte

A nova norma, publicada no Diário Oficial da União em 29 de agosto, exige que instituições de pagamento reportem à Receita Federal informações detalhadas sobre movimentações financeiras, por meio do sistema e-Financeira, o mesmo utilizado por bancos há mais de duas décadas. A medida visa combater crimes como lavagem de dinheiro e ocultação de bens, após investigações apontarem o uso de fintechs por organizações criminosas.

Apesar dos desafios operacionais, como adaptação de sistemas e reforço em compliance, especialistas avaliam que a regulamentação fortalece a confiança no setor e fecha lacunas exploradas por agentes mal-intencionados.

Fintechs impulsionam inclusão e competição

Segundo dados do Banco Central, mais de 70 milhões de brasileiros abriram sua primeira conta em instituições de pagamento nos últimos anos. Esse avanço é visto como um salto na cidadania financeira, especialmente para populações antes excluídas do sistema bancário tradicional.

Além disso, estudos indicam que a entrada das fintechs no mercado de crédito contribuiu para a redução dos spreads bancários em até dois pontos percentuais, gerando economia direta para os consumidores. “Trouxemos competitividade e inclusão. Cumprir regras rígidas de segurança e compliance não é um problema, é um selo de qualidade que nos diferencia”, reforça Rocha.

Fintechs querem ser bancos sem perder a essência

A equiparação regulatória também reacende o debate sobre o futuro das fintechs. Para Linconl Rocha, a maioria das empresas do setor almeja se tornar bancos, mas sem abrir mão da agilidade e foco no cliente que as define. “Ser banco significa ampliar nossa capacidade de oferecer crédito estruturado, investimentos e outros serviços. A nova regulamentação nos aproxima desse objetivo, com responsabilidade e transparência”, diz.

Colaboração é o caminho

A Pagos.org.br, que representa centenas de instituições de pagamento, apoia integralmente a iniciativa e faz um apelo por maior colaboração entre governo, reguladores e sociedade civil. “Unidos, podemos continuar a inovar, garantir a segurança do sistema e construir um ecossistema financeiro mais justo, competitivo e acessível para todos os brasileiros”, conclui Rocha.

Álvaro Porto recebe apoio de grupo liderado pelo ex-prefeito de Betânia Wal Araújo

O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto (PSDB), recebeu, nesta segunda-feira (31.07), a adesão do grupo político liderado pelo ex-prefeito de Betânia (Sertão do Moxotó) Wal Araújo (UB). Acompanharam o ex-prefeito no encontro acontecido na Alepe, o ex-vereador e ex-candidato a prefeito Marcos Argemiro, o ex-candidato a vice-prefeito Pedro Araújo e o empresário João Batista.

“Já vínhamos conversando com o deputado Álvaro Porto no sentido de fechar apoio, pensando nas eleições do próximo ano. Agora, estamos juntos”, adiantou Wal Araújo. Ele, que já governou Betânia por três mandatos e lidera o bloco que se manteve no poder por 28 anos seguidos, informa que será, mais uma vez, candidato ao Executivo municipal. Além dele, comandaram a prefeitura nesse período, sua esposa, Eugênia Araújo, e os tios Praxedes Epaminondas e Luiz Elói.

Porto, por sua vez, destacou que a confirmação da adesão das lideranças de Betânia fortalece seu grupo político e amplia as possibilidades de trabalho em favor do município e da região. “Vamos continuar construindo e fortalecendo parcerias, buscando soluções para resolver problemas e assegurar o desenvolvimento de Betânia”, disse.

Foto: Lucas Patrício