Startup pernambucana lança aplicativo de comunicação colaborativa para pesquisa de medicamentos em farmácias de bairro

Aplicativo é inédito no estado e chega em boa hora: reajuste anual dos remédios. Na base de dados do app já foi verificada variação de preço entre 80% a 400%

MedAlerta é um aplicativo genuinamente pernambucano que possui sistema de busca de remédios e realiza a cotação de produtos farmacêuticos mais em conta no mercado, com seleção da modalidade de entrega, criação de alertas e comparação de preços, sem custo adicional para o usuário. A ideia do Aplicativo, inédito no Estado, surgiu de dois amigos ligados à tecnologia, que sentiram a necessidade de criar um aplicativo que o usuário pudesse, em poucos cliques, fazer uma pesquisa de preço de remédios na Região Metropolitana do Recife (RMR) e ainda ajudar pequenos comerciantes de farmácias a inovarem em seus estabelecimentos. O App chega em boa hora por causa do aumento anual dos remédios, principalmente para quem usa medicação contínua por problemas de diabetes e hipertensão.  No banco de dados do aplicativo já foram registradas variações de preço entre 80% a 400%.

O MedAlerta é uma ferramenta de comunicação colaborativa, tendência em vários países da Europa e nos Estados Unidos, entre farmácias populares e o consumidor. O Recife e região contam hoje com 1.221 farmácias de bairro ou populares (Fonte: Fundação Instituto de Administração). O MedAlerta já conta com 60 farmácias parceiras.

O MedAlerta pode ser baixado gratuitamente em lojas de aplicativos e o proprietário da farmácia não paga nada para se cadastrar. “Entendemos que as pequenas farmácias de bairro necessitam de apoio de inovação tecnológica para sua sustentabilidade como negócio, principalmente em uma época de pandemia”, explica Lucas Primo, um dos idealizadores do aplicativo. Segundo ele, 90% das farmácias de bairro, hoje fazem entregas a custo máximo de R$ 5,00 em toda área metropolitana.

Após instalação do aplicativo, o usuário poderá solicitar os medicamentos e/ou produtos farmacêuticos, ficando aguardando as respostas das farmácias parceiras. Após receber as propostas, o mesmo poderá selecionar a proposta desejada. O usuário poderá solicitar a entrega do produto ou a reserva, podendo retirar na própria farmácia.

Praticidade – O MedAlerta também possibilita criar alertas para ajudar a pessoa no controle de dias e horários que seus medicamentos devem ser ministrados para uma ou mais pessoas de forma personalizada, muito útil para cuidadores de idosos, babás e pais em geral.

Os idealizadores do aplicativo tiveram mentoria com o SEBRAE para o desenvolvimento do negócio, em plena pandemia. A plataforma foi ao ar no final de 2020 e foi lançada oficialmente em março deste ano. Já são mais de 1.000 usuários que baixaram o APP em menos de 30 dias.

Um medicamento muito caro

O custo considerado alto ( R$ 10 mil po unidade) será uma das principais dificuldades para que o uso emergencial do tratamento para covid-19 liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Regn-CoV2, tenha impacto significativo no Brasil. Especialistas ouvidos pelo Estadão acreditam que o valor estimado de alguns milhares de reais possa gerar até mesmo a ampliação das desigualdades no atendimento de pacientes nas redes pública e privada.

O novo tratamento resulta da combinação de dois anticorpos desenvolvidos em laboratório (batizados de casirivimabe e imdevimabe). Ele foi criado pela farmacêutica americana Regeneron em parceria com a suíça Roche, autora do pedido de autorização de uso experimental no Brasil. É indicado para casos leves e moderados da covid-19 em pacientes de 12 anos ou mais (com no mínimo 40 quilos) do grupos de risco, com uso restrito a hospitais.

O coquetel está liberado para uso em caráter emergencial nos Estados Unidos, no Canadá e na Suíça, dentre outros países europeus. Em janeiro, o governo americano firmou acordo com a fabricante para a entrega de 1,25 milhão de doses até 30 de junho, no valor de US$ 2,625 bilhões. Isto é, cerca de US$ 2,1 mil por unidade de 2,4 mil mg (a posologia autorizada no Brasil é metade, com 1,2 mil mg).

Segundo o Ministério da Saúde, os remédios serão incorporados ao SUS apenas quando tiverem registro definitivo na Anvisa. Nos casos de planos de saúde, a cobertura é obrigatória para quando houver indicação médica e casos de internação. O novo coquetel, entretanto, não é indicado para pacientes graves e hospitalizados.

 

João Alberto