Placa em homenagem a Paulo Gustavo é furtada no Rio de Janeiro

A Câmara Municipal de Niterói (RJ) aprovou, por 18 votos a 3, a alteração do nome de uma rua da região, em homenagem ao ator Paulo Gustavo, falecido no dia 4 de maio por complicações da Covid-19.

Com a decisão, a Rua Coronel Moreira Cesar passa a se chamar Rua Ator Paulo Gustavo. O militar, nascido em 1850, era conhecido como “Treme-Terra”, “Corta-Cabeças” e “Anti-Cristo”.

Nesta madrugada (16), durante um patrulhamento, policiais do 12º BPM abordaram um homem suspeito, que afirmou estar carregando a placa. O caso foi encaminhado para a 76º DP.

 

Mariane Magno

Ao lado de apoiadores de Bolsonaro Joel da Harpa participa de Marcha da Família em Boa Viagem

O Deputado Joel da Harpa participou na tarde de sábado da Marcha da Família Cristã pela Liberdade, realizada em Boa Viagem. Em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e em defesa de pautas conservadora, o evento marcou o dia 15 de maio, data que É celebrado o Dia Internacional da Família e reuniu centenas de pessoas que se concentraram na Padaria Boa Viagem e seguiram até o 2° Jardim.

A Marcha também teve cunho solidário com arrecadação de alimentos não perecíveis. Os manifestantes reivindicavam o fim das medidas restritivas de lockdonw ou toque de recolher da covid-19, a abertura de comércios e igrejas e a rejeição do projeto de lei que pretende liberar o plantio de maconha no país.

Ao lado de apoiadores de Bolsonaro, Joel explica que a Marcha é também pelo repúdio ao cerceamento da liberdade individual e religiosa, incluindo agressões contra a liberdade de culto e o direito ao trabalho. Outras cidades brasileiras realizaram a Marcha da Família Cristã pela Liberdade, como Manaus, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Opinião: Marília lidera e Raquel vem em segundo

Faltando um ano e seis meses para as eleições de 2022, o Instituto Opinião, de Campina Grande (PB), foi a campo, com exclusividade para este blog, aferir o primeiro e inédito cenário na disputa para o Governo de Pernambuco. No quadro em que aparecem todos os prováveis candidatos, Marília Arraes (PT) lidera numa posição bastante confortável. Apontado como nome natural das forças governistas, o ex-prefeito do Recife Geraldo Júlio (PSB) não parece competitivo. Está abaixo de Raquel Lyra (PSDB) e de Anderson Ferreira (PL), além de despontar como o mais rejeitado entre todos os pré-postulantes.

Se as eleições para governador fossem hoje, Marília teria 26,8% dos votos, três vezes a mais do que Raquel Lyra, que aparece em segundo lugar, com 9%, seguida de Anderson, com 7,4%. Geraldo Júlio vem em seguida, mas empatado, tecnicamente, com Miguel Coelho (MDB). Tem 6,7% e Miguel 5,6%. Também incluído entre os pré-candidatos, o ex-ministro José Múcio Monteiro (sem filiação partidária) aparece com 3,3%. Colocado como opção governista, o secretário da Casa Civil, Zé Neto, embora seja o mais desconhecido de todos, ainda foi citado por 2,1% dos entrevistados.

Brancos e nulos somam 19% e indecisos formam um batalhão de 20%. Na espontânea, modelo pelo qual o entrevistado é estimulado a citar o nome do candidato sem o auxílio da lista, Marília também lidera. Aparece com 6,6%, seguida de Raquel, com 3,7%, Anderson (1,6%), Geraldo (1,4%), José Múcio e Zé Neto, ambos com 0,5%. Neste cenário, os indecisos sobem ao impressionante índice de 68,2% e brancos e nulos ficam na faixa dos 13,3%.

Quando o Opinião pesquisa o cenário entre todos os candidatos, trocando o nome de Marília Arraes pelo do senador Humberto Costa (PT), quem passa a liderar, numericamente, embora num cenário de empate técnico, é Raquel Lyra, prefeita de Caruaru, apontada com pré-candidata do PSDB ao Palácio das Princesas.

Neste cenário, se as eleições fossem hoje, a prefeita da capital do Agreste seria a mais votada, com 11,3% dos votos, seguida de Humberto, com 9,9% e Geraldo Júlio, com 9%. Anderson vem em seguida, com 7,8%, Miguel Coelho aparece na sequência, com 5,8%, José Múcio chega a 3,6% e Zé Neto, 2,4%. Brancos e nulos representam 23,8% e indecisos chegam a 26,4% dos eleitores consultados.

Quanto à rejeição, Geraldo Júlio é o primeiro. Entre os que disseram que não votariam nele de jeito nenhum, 10,3%. Marília vem seguida, com uma taxa de 8% de eleitores que não votariam nela em nenhuma hipótese, seguida de José Múcio (7%), Zé Neto (5%), Raquel Lyra (3,5%), Anderson (3,1%) e Miguel Coelho, o menos rejeitado, com 2,6% dos eleitores que disseram que não votariam nele de jeito nenhum.

A pesquisa foi a campo entre os dias 7 e 11 últimos, sendo aplicados dois mil questionários em 80 municípios de todas as regiões do Estado. O intervalo de confiança estimado é de 95,5% e a margem de erro máxima estimada é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. A modalidade de pesquisa adotada envolveu a técnica de Survey, que consiste na aplicação de questionários estruturados e padronizados a uma amostra representativa do universo de investigação. Foram realizadas entrevistas pessoais e domiciliares.

ESTRATIFICAÇÃO – Estratificando o levantamento, Marília detém a preferência entre os eleitores mais jovens, na faixa etária entre 16 e 24 anos, alcançando 29%. Já a tucana Raquel Lyra tem seu maior percentual de intenção de voto entre os eleitores na faixa etária entre 25 e 34 anos (10,7%), enquanto Anderson Ferreira alcança seu maior percentual de intenção de voto entre os eleitores com renda familiar acima de dez salários mínimos, chegando a 9,9%.

Geraldo Júlio, por sua vez, tem sua melhor taxa de intenção de voto entre os eleitores na faixa etária acima de 60 anos, 8,9%. José Múcio tem seu melhor indicador entre os eleitores na faixa etária entre 45 a 59 anos – 4,8%. Zé Neto, por fim, alcança a maior taxa de intenção de voto entre os eleitores com renda superior a dez salários mínimos, chegando ao patamar de 3,6%.

Por região, Marília Arraes está melhor situada na Zona da Mata e não na Região Metropolitana, como se esperava. Enquanto nos municípios do canavial ela tem 34,3% das intenções de voto, na Metropolitana alcança 27,8%. A petista tem ainda 24% das intenções de voto no Agreste, 26,6% nos demais sertões e 16,8% no Sertão do São Francisco.

Já Raquel Lyra, que vem em segundo, como era de se esperar, aparece bem no Agreste, sua região de atuação política. Se as eleições fossem hoje, a tucana teria 24,7% dos votos naquela região, cuja capital é a sua Caruaru, município que administra pela segunda vez. Por ordem, Raquel tem seu segundo melhor percentual na Zona da Mata (8,2%), nos sertões gerais (5%), na Região Metropolitana (1,8%) e no São Francisco aparece menos de 1% – exatos 0,8%.

Diferente de Marília, Anderson tem maior intenção de voto em sua própria região de atuação, a Metropolitana. Se as eleições fossem hoje, ele teria 15,4% dos votos no Grande Recife. Na sequência, por ordem crescente, conquistaria 3,6% dos votos na Zona Mata, 1,4% no Agreste, 0,8% no São Francisco e 0,4% nos demais sertões.

Geraldo Júlio, naturalmente, apresenta seu melhor percentual de intenção de voto no Grande Recife, com 12,5%. Por ordem, 4,6% na Zona da Mata, 1,9% no Agreste, 2,9% nos sertões em geral e 0% no Sertão do São Francisco, região onde detém também a maior taxa de rejeição.

Miguel Coelho dispara em sua região de atuação – o Vale do São Francisco. Se as eleições fossem hoje, ele partiria de lá com 48% das intenções de voto, a maior entre todos os candidatos em suas respectivas áreas de gestão. Pela ordem, nos demais sertões também tem bom percentual, 10,4% das intenções de voto. No Agreste, tem 2,5% das citações, na Zona da Mata aparece com 1,6% e na Metropolitana, região com baixo conhecimento, tem apenas 1,3% das intenções de voto.

José Múcio se situa também com maior taxa de intenção de voto na região onde começou sua vida pública – a Zona da Mata. Aparece ali com 6,6%, nos sertões tem 3,8%, na Metropolitana 2,8% e 0% de intenção de voto no Sertão do São Francisco.

Por fim, Zé Neto, tem sua maior taxa de intenção de voto no Agreste (3,3%), seguindo-se, pela ordem, os sertões (2,9%), Metropolitana (1,8%) e Zona da Mata, 15%. Como Geraldo Júlio, com quem divide as preferências na aliança governista, não pontua na Região do São Francisco. 

 

Do Blog do Magno Martins 

Como diria Carmem Lúcia: “Cala boca já morreu!”, escreve Adriana Vasconcelos

A falta de cerimônia com que vice-líder do governo no Senado Marcos Rogério (DEM-RR) atropelou na semana que termina a fala de sua colega Leila Barros (PSB-DF), durante o depoimento de Fábio Wajngarten na CPI da Covid, expôs mais uma vez as entranhas do machismo encarado diariamente por mulheres no seu dia a dia. Dentro e fora da política.

Não satisfeito em interromper a colega, Marcos Rogério ainda se sentiu no direito de desqualificar a reação de Leila do Vôlei, como é mais conhecida. “Calma, a senhora não precisa ficar nervosa”, provocou, cortando mais uma vez a senadora.

Leila Barros foi interrompida a primeira vez quando tentava exibir um trecho do áudio da entrevista concedida por Wajngarten à revista Veja, no qual o ex-secretário de Comunicação do Governo Bolsonaro admitiu a “incompetência” do Ministério da Saúde na aquisição de vacinas da Pfizer.

Por diversas vezes a senadora tentou recuperar a palavra, sendo totalmente ignorada por Marcos Rogério.

O senador Marcos Rogério, aliás, foi um dos governistas que se rebelou, na 1ª semana de trabalhos da comissão, contra o acordo feito pelo presidente Omar Aziz (PSD-AM) que assegurou a participação de pelo menos uma representante da bancada feminina nas oitivas da CPI, apesar de nenhuma delas ser titular ou suplente.

Em março passado, o plenário do Senado aprovou a criação da liderança da bancada feminina na Casa, o que garantiu às senadoras o direito a indicação de uma líder e uma vice-líder. E agora tais prerrogativas de representação começam a se expandir naturalmente, incomodando congressistas que não estavam acostumados a dividir a cena política com mulheres.

DIREITOS IGUAIS – A tentativa de silenciar a voz feminina ou desqualificá-la, muitas vezes com insinuações de que não teríamos equilíbrio emocional ou competência para estar ali, é recorrente. Embora o texto constitucional assegure que todos os brasileiros são iguais perante a lei, na prática nem sempre isso é aplicado.

Foi o que aconteceu em Brasília com uma mulher, no dia 7 de maio, enquanto andava de bicicleta em um dos principais pontos de lazer da orla do Lago Paranoá.

A servidora pública Patrícia Nogueira registrou em seu celular a diferença de tratamento do segurança dispensada a ela e a um homem que circulava nas mesmas condições que as suas, só que sem ser incomodado.

Patrícia estava sem camisa, usava a parte de cima do biquíni e um short. Um homem que passava, enquanto ela era repreendida pelo segurança por estar em “trajes inapropriados” para o local, estava igualmente sem camisa, trajando apenas um short.

“Eu não posso de short e a parte de cima do biquíni, mas homem sem camisa pode, é isso?”, indagou Patrícia ao segurança, que, constrangido diante do questionamento sobre a diferença de tratamento para situações semelhantes, entregou que as ordens tinham vindo de seus superiores hierárquicos.

Não estamos livres da discriminação nem mesmo dentro de nossas próprias casas. Mas aprendemos a reagir, denunciar e cobrar respeito a nossos direitos básicos. Não somos mais uma minoria, batalhamos para conquistar nosso espaço no mercado de trabalho. E agora, estamos preparadas para fazer valer nossas opiniões em debates sobre políticas públicas e a influenciar decisões que definirão os rumos do Brasil. Além, é claro, de participar das investigações da CPI da Covid.

O NOVO PAPEL DAS MULHERES – Por mais resistências que a presença feminina ainda provoque em pleno século 21, estamos avançando. E a pandemia acabou dando mais visibilidade ao papel estratégico que desempenhamos na sociedade.

Por isso recorro ao ditado popular, magistralmente usado em algumas ocasiões pela ministra Cármen Lúcia, do STF, em defesa do direito à liberdade de expressão, e que se aplica como uma luva aos senadores da CPI da Covid que ainda acham que a voz masculina deve prevalecer sobre a feminina, embora ambas tenham sido igualmente legitimadas pelo eleitor: “Cala boca já morreu, quem manda na minha boca sou eu!” (Do Poder 360)

Senador Jarbas Vasconcelos lamenta morte de Bruno Covas

O Brasil perdeu hoje um homem público de princípios e de uma trajetória marcada por muito trabalho e dedicação. Já São Paulo se despediu hoje de um grande prefeito, que atuou sempre com muita competência em favor de seu povo e sua cidade. Bruno Covas lutou bravamente por sua saúde, dando a todos nós um exemplo de força e vontade de viver. Tive o privilégio de conhecê-lo e de ter convivido de perto com seu avô e sua grande inspiração, o ex-governador Mário Covas. Não tenho dúvidas que Bruno trilharia um caminho de muitas conquistas e sucesso não só em seu estado, mas em todo País. Aos seus familiares e amigos, deixo aqui meus sinceros sentimentos. Que eles possam encontrar conforto nas lembranças e no exemplo deixado por ele.

Jarbas Vasconcelos

Senador de República