Odacy Amorim vai ao Ministério Público para pedir providências sobre água salgada em Petrolina

Nesta quinta-feira (6), o ex-prefeito de Petrolina, Odacy Amorim participou de uma reunião no Ministério Público de Pernambuco. Odacy foi recebido pela promotora de Justiça de Defesa da Cidadania, Rosane Moreira Cavalcanti.

Na reunião, o ex-prefeito falou sobre as condições da água do município, que voltou a chegar salobra nas torneiras. Odacy apresentou ao MP imagens aéreas que mostram o trecho do Riacho Vitória que rompeu e está desaguando no Rio São Francisco, perto da captação da Compesa.

Depois do encontro, o ex-deputado falou da situação nas redes sociais. “É inadmissível que uma cidade tão rica e próspera como Petrolina esteja com a sua população ingerindo água salobra. Por isso, estive no Ministério Público de Pernambuco para discutir essa questão. Em 2008, quando fui prefeito, enfrentamos uma situação parecida e, com poucos recursos e muita força de vontade, resolvemos o problema. Espero que as autoridades municipais possam priorizar os anseios dos petrolinenses, especialmente os mais humildes”, postou Odacy.

Bem antes dessa denúncia, em 2016, Odacy Amorim já havia buscado apoio do MP para resolver essa problemática que voltou a surgir na cidade. Na ocasião, representantes da prefeitura de Petrolina, Compesa e da Codevasf firmaram um acordo. No entanto, até o momento, a situação não foi resolvida.

Mas, a partir de agora, o MP deve atuar em duas frentes: chamar a gestão do município para resolver, de maneira emergencial, a questão da água salobra e, a longo prazo, buscar a revitalização do Riacho Vitória junto a todos os órgãos competentes.

Safra dos ventos contribui para manter abastecimento de energia do Brasil

São Paulo, setembro de 2021 – O segundo semestre do ano é considerado o período com os melhores ventos no Brasil e os meses de junho a novembro são o ápice do que o mercado classifica como safra dos ventos. Especialmente neste ano que o país atravessa uma das mais severas crises hídricas de sua história, a fonte eólica tornou-se imprescindível para garantir o fornecimento de energia.

Durante a safra dos ventos, o país registra recordes de geração e em agosto deste ano não foi diferente. A fonte gerou 11.680 MW médios assegurando 104,4 de toda a demanda da região nordeste que foi atendida pela energia dos ventos, segundo dados do Operador Nacional do Sistema (ONS). Atualmente, a geração eólica é responsável por mais de 10% da energia  injetada consumida no Brasil e a expectativa é que durante este período de ventos mais constantes e fortes a fonte aumenta a participação na matriz se aproximando de 20%.

“Nós vamos expandir a capacidade instalada para 30 GW até 2024. Isto, com base em contratos de leilões já realizados e obras em andamento, não são apenas expectativas. Temos adicionado, em média, 3 GW de capacidade instalada por ano”, afirma Élbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Elétrica (Abeeólica).

“A capacidade contratada da fonte eólica, segundo dados da Abeeólica, é de 10,9 GW, provenientes de 305 empreendimentos, esses números evidenciam que a geração por meio dos ventos permanecerá sendo estratégica para o Brasil nos próximos anos”, adianta  Renato Amaral, sócio da RFA Holding e fundador da Renova Energia, uma das pioneiras na geração eólica no país. O executivo arremata que o investimento na diversificação da matriz foi fundamental para garantir o abastecimento do país em meio a atual crise de hidroeletricidade.

Solicitação de Eduardo da Fonte é atendida e Governo Federal permite renegociação de dívidas do FIES

O Governo Federal publicou uma Medida Provisória que possibilita a renegociação das dívidas com o FIES para contratos fechados até o segundo semestre de 2017. A medida atende as solicitações feitas pelo deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) à Presidência da República (Ofício 300/21) e ao Ministério da Educação (Ofício 46/20, Ofício 299/21). A MP também concede desconto de até 92% nas dívidas de estudantes com débitos vencidos há mais de 360 dias e inscritos no CadÚnico.

“Esta é uma excelente notícia que vai aliviar o orçamento de milhares de famílias que sofreram com a crise sanitária e econômica. Nosso trabalho é garantir condições para que esta geração consiga concluir os estudos, construir uma vida melhor e contribuir com o desenvolvimento do nosso país”, afirmou Eduardo da Fonte.

Para aderir à renegociação da dívida do Fies, o estudante terá que procurar os canais de atendimento que serão disponibilizados pelos agentes financeiros.

Geração renovável suporta a demanda de energia no Brasil

São Paulo, agosto de 2021 – A boa safra de ventos deste ano tem sido uma aliada importante para o Brasil enfrentar a severa crise hídrica que ameaça o abastecimento de energia no País. O mês de julho foi marcado por sucessivos recordes da geração eólica no Nordeste e a região, que há alguns anos era mera coadjuvante no setor, assumiu o protagonismo na exportação de energia renovável para outras regiões do Brasil, como o Sudeste e Centro-Oeste. Em agosto a geração eólica manteve-se em alta e foi imprescindível para que o país não amargasse uma volta ao túnel do tempo com o apagão nos idos de 1999.

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a região Nordeste gerou em julho 11.094 MW médios, montante capaz de atender a 100% da demanda da região. “Atualmente, a energia eólica representa 10,7% da matriz elétrica do Brasil e a expectativa é que a fonte alcance 11,2%, enquanto a solar representa 1,9% da matriz elétrica do país com potencial para atingir 2,6% até o fim de 2021”, diz a organização.

A severa estiagem tem agitado os agentes do mercado desde geradoras, distribuidoras, comercializadoras, associações, até órgãos reguladores. E não é para menos. Os especialistas mais otimistas afirmam que o Brasil está muito próximo de um racionamento e os pessimistas alardeiam um provável apagão no fornecimento de energia, gerando impacto negativo no Produto Interno Bruto (PIB) ainda neste ano.

A situação seria ainda mais complicada se não fosse a excelente safra dos ventos que tem contribuído para mitigar os riscos de desabastecimento. “Hoje, as eólicas já atendem por ano em média mais de 10% da demanda de energia no Brasil e agora no segundo semestre a previsão é que este percentual atinja cerca de 20% de abastecimento”, afirma Renato Amaral, sócio da RFA Holding e fundador da Renova Energia, pioneira na geração de energia por meio da fonte eólica e uma das principais companhias do mercado.

Há alguns anos a fonte eólica era considerada por agentes do mercado como uma geração que poderia trazer instabilidades ao sistema e agora é assimilada como estratégica para blindar o país no fornecimento de energia. Claro que o amadurecimento do mercado também permitiu uma visão mais apurada do mercado.

Hoje, o Brasil possui 726 parques eólicos, que reúnem 8.585 aerogeradores, distribuídos em 12 estados. “Embora 80% da capacidade instalada da fonte eólica estejam na região Nordeste, o Sul também possui capacidade instalada importante”, analisa Amaral. Os dados da reportagem foram extraído do InfoVento, da Abeeólica, de julho de 2021.

A geração eólica que já era relevante para a matriz energética do Brasil ganhou ainda mais representatividade com a crise hídrica e reforçou como a diversidade das fontes é estratégica para garantir a segurança do abastecimento do país.