“Eu não tenho problema com Paulo Câmara, ele que tem com Pernambuco”, diz Raquel Lyra, em entrevista, nesta segunda (24)

A candidata ao Governo de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), participou, na noite desta segunda-feira (24), do podcast PE Na Porta. O bate-papo, que durou cerca de 1h, abordou vários temas, partindo da história de Raquel, desde a infância até os dias atuais, com críticas severas ao governo de Paulo Câmara.

“Hoje, o pré-candidato do PSB veio falar do Pacto pela Água. É um desaforo com o povo de Pernambuco. A essa altura do campeonato, depois de tantos anos no poder, e não encarar esse problema como prioridade. A gente debate um tema do século passado nos dias atuais. É preciso poder de decisão para melhorar a vida das pessoas. Eu não tenho problema com Paulo Câmara, ele que tem problema com Pernambuco”, ressaltou.

Raquel também defendeu que Pernambuco é terra de oportunidades, mas, com o governo atual, o estado virou um pesadelo para quem quer empreender. “Somos o pior estado para investir no Brasil, segundo o Banco Mundial. E isso se revela na infraestrutura. Temos as três piores estradas do país e isso reflete, diretamente, no desenvolvimento da região. É uma verdadeira via-crúcis andar em Pernambuco. Temos belezas naturais, espaços para gerar energia limpa. A história do Brasil passa pelo Estado, falta liderança e um projeto de desenvolvimento para o estado”, lamentou.

No decorrer da conversa, a pré-candidata também contou da transformação que Caruaru passou ao longo do tempo e ainda mais durante a sua gestão à frente do município. “Um simples exemplo é que, no passado, a cidade teve o maior crescimento no número de carteiras assinadas dos últimos 20 anos. Vamos na contramão de Pernambuco, pois somos o estado que tem mais Auxílio Brasil que carteira assinada”, exclamou.

O direito de nascer no estado também foi um dos assuntos abordados. “Já andamos mais de 100 municípios e têm muitos pernambucanos que estão nascendo em outras regiões ou em outros estados. É um direito básico da mulher ter um lugar seguro para ter o seu filho e nao deveria ser longe de casa”, reforçou Raquel, que também defendeu a construção de cinco grandes maternidades em pontos estratégicos de Pernambuco.

Fotos: Tiago Calazans

Deputada Dulci Amorim defende o Pacto pela Água e responde as declarações do ex-prefeito petrolinense

O povo sertanejo, assim como eu, que cresci em área de sequeiro, sabe muito bem que qualquer iniciativa sólida para garantir segurança hídrica é válida. Por isso, me causou estranhamento o posicionamento do pré-candidato dessa mesma região, que tem como bandeira “defender” o povo pernambucano da Compesa, mas que, na prática, fez em Petrolina a política do “farinha pouca, meu pirão primeiro”, quando não quis que a cidade integrasse a regional com os municípios vizinhos, para que o lucro obtido na Capital do Sertão do São Francisco não seja utilizado para garantir melhorias para toda a região, conforme orienta o Marco do Saneamento. Marco esse aprovado quando ele e toda sua família ainda parecia estar na base do presidente Bolsonaro. O que Miguel queria mesmo era privatizar o sistema de água e esgoto. Será que essa é a proposta dele para o Estado de Pernambuco? Acabar com a Estatal pernambucana?

A criação do Pacto pela Água, proposta de Danilo Cabral, pré-candidato ao Governo de Pernambuco, mostra o compromisso da Frente Popular com a melhoria da qualidade de vida da população pernambucana. Ao trazer a gestão do programa para si, o pré-candidato a governador da Frente Popular mostra compromisso com os pernambucanos. Indo além das críticas e deboches da oposição.

O filho do ex-líder do governo Bolsonaro, o ex-prefeito Miguel Coelho, infelizmente não tem argumento para realizar “deboche” sobre o Pacto Pela Água, já que sua família protagoniza como uma das principais articuladoras da venda do Rio São Francisco. Além da idealização da proposta de privatização da Eletrobras – e da Chesf -, defendida pelo Governo Bolsonaro e pela família dele, ainda vai fazer a entrega da vazão do São Francisco para o setor privado, com consequências gravíssimas para o abastecimento d’água de boa parte do Nordeste, inclusive para o sertão pernambucano.

É preciso destacar que o Governo do Estado vem fazendo fortes investimentos no abastecimento d’água e em saneamento. Só neste ano, serão R$ 1,3 bilhão investidos. E nós vamos avançar ainda mais na captação de água e na integração das bacias e barragens, melhorando a distribuição para chegar nas casas das pessoas com mais eficiência, frequência e qualidade.

O pré-candidato a governador, Danilo Cabral, também se comprometeu a garantir o acesso de mais pessoas em situação de vulnerabilidade à tarifa social, demonstrando sensibilidade às demandas do povo pernambucano.

*Dulci Amorim*
Deputada estadual (PT-PE)

Danilo propõe a criação do “Pacto Pela Água”

Pré-candidato a governador, o deputado federal Danilo Cabral assumiu o compromisso de criar o “Pacto Pela Água” a partir de 2023, a exemplo da exitosa política pública Pacto pela Educação, criada no governo Eduardo Campos e coordenada pelo próprio parlamentar. O assunto foi tema de uma entrevista do postulante à Rádio Cidade de Caruaru, nesta segunda-feira (25).

Com Danilo no Palácio do Campo das Princesas, o próprio governador vai monitorar pessoalmente as ações do segmento. “Teremos metas de redução de perdas, qualidade da água e dias de abastecimento. Estamos avançando na captação de água e na integração das bacias e barragens. Agora precisamos melhorar a distribuição para chegar nas casas das pessoas com mais eficiência, frequência e qualidade. Além disso, queremos garantir o acesso de mais pessoas em situação de vulnerabilidade à tarifa social”.

De acordo com Danilo, o compromisso é fazer o que foi feito com o Pacto Pela Educação. “Eu vou monitorar pessoalmente a questão do abastecimento de água no estado de Pernambuco, por meio de indicadores objetivos de redução de perdas em todo o sistema. E vamos fazer as obras; saber o tempo que a água vai chegar na casa da população todos os dias”, destacou Danilo.

O pré-candidato reforçou que “é preciso que a água não chegue só às cidades, mas às pessoas também”. “Para que possamos, em muitos desses municípios, diminuir o rodízio de água, melhorando a qualidade de vida das pessoas. Existe um conjunto de obras muito importantes que têm como objetivo fazer chegar água não só nas zonas urbanas, como nas rurais. É importante também a ligação entre as bacias para que possamos fazer uma integração entre todas as regiões; para que faltando água em uma região, você possa remanejar de outra. Para isso, temos um conjunto de investimentos pelo governo do Estado”, afirmou Danilo, detalhando as ações.

Danilo ressaltou que, em 2022, será feito um investimento de R$ 1,3 bilhão em obras de água e em saneamento em todo o estado. Para a região do Agreste, ele destacou que a Adutora do Agreste deve ser entregue em 2023. Ela irá atender 68 municípios pernambucanos. “A Transposição do Rio São Francisco é a principal obra hídrica da região Nordeste; uma obra tão sonhada, que foi tirada do papel pelo presidente Lula. É sempre importante frisar isso, pois foi a partir dessa obra que a gente viu 12 milhões de brasileiros que estão no semiárido nordestino superarem a expectativa e verem chegar água em suas casas”, disse Danilo.

Em seguida, Danilo também explicou o funcionamento da Adutora do Alto do Capibaribe, que também atenderá o Agreste. “Uma obra muito importante; que também traz água da Transposição do São Francisco através da Paraíba e vai atender Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Santa Maria do Cambucá e toda a região. É um investimento de R$ 82 milhões, atingindo nove municípios e 230 mil pessoas que serão beneficiadas”, concluiu. O deputado acrescentou que a água da barragem de Serro Azul, situada na Mata Sul, também abastecerá Caruaru e outras cidades do Agreste.

Durante a entrevista, Danilo também falou sobre investimentos no Polo de Confecções, na área de turismo, com a melhoria da infraestrutura da malha rodoviária e do aeroporto Oscar Laranjeira, além da necessidade da Reforma Tributária, que deverá ter como foco a justiça fiscal, com os super ricos pagando mais impostos do que a população mais vulnerável.

Foto: Marcus Mendes