Klara Castanho revela gravidez e adoção de bebê após sofrer estupro

Alertamos sobre o conteúdo desta matéria. Pessoas sensíveis devem evitar a leitura.

A atriz Klara Castanho, de 21 anos, usou seu Instagram para revelar que foi alvo de abuso sexual e engravidou.

Leia o texto na íntegra:

“CARTA ABERTA  Esse é o relato mais difícil da minha vida. Pensei que levaria essa dor e esse peso somente comigo. Sempre mantive a minha vida afetiva privada, assim, expô-la desse maneira é algo que me apavora e remexe dores profundas e recentes. No entanto, não posso silenciar ao ver pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva e de um trauma que sofri. Fui estuprada. Relembrar esse episódio traz uma sensação de morte, porque algo morreu em mim. Não estava na minha cidade, não estava perto da minha família nem dos meus amigos”, começou.

“Estava completamente sozinha. Não, eu não fiz boletim de ocorrência. Tive muita vergonha, me senti culpada. Tive a ilusão de que se eu fingisse que isso não aconteceu, talvez eu esquecesse, superasse. Mas não foi o que aconteceu. As únicas coisas que tive forças para fazer foram: tomar a pílula do dia seguinte e fazer alguns exames. E tentei, na medida do possível e da minha frágil capacidade emocional, seguir adiante, me manter focada na minha família e no meu trabalho. Mas mesmo tentando levar uma vida normal, os danos da violência me acompanharam. Deixei de dormir, deixei de confiar nas pessoas, deixei uma sombra apoderar-se de mim”, completou.

“Uma tristeza infinita que eu nunca tinha sentido antes. As redes sociais são uma ilusão e deixei lá a ilusão de que a vida estava ok enquanto eu estava despedaçada. Somente a minha família sabia o que tinha acontecido. Os fatos até aqui são suficientes para me machucar, mas eles não param por aqui. Meses depois, eu comecei a passar mal, ter mal-estar. Um médico sinalizou que poderia ser uma gastrite, uma hérnia estrangulada, um mioma. Fiz uma tomografia e, no meio dela, o exame foi interrompido às pressas”, ainda escreveu a atriz.

“E mesmo assim esse profissional me obrigou a ouvir o coração da criança, disse que 50% do DNA eram meus e que eu seria obrigada a amá-lo. Essa foi mais uma da série de violências que aconteceram comigo. Gostaria que tivesse parado por aí, mas, infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Eu ainda estava tentando juntar os cacos quando tive que lidar com a informação de ter um bebê. Um bebê fruto de uma violência que me destruiu como mulher. Eu não tinha (e não tenho) condições emocionais de dar para essa criança o amor, o cuidado e tudo o que ela merece ter. Entre o momento que eu soube da gravidez e o parto se passaram poucos dias. Era demais para processar, para aceitar e tomei a atitude que eu considero mais digna e humana”, ainda explicou.

“No dia em que a criança nasceu, eu, ainda anestesiada do pós-parto, fui abordada por uma enfermeira que estava na sala de cirurgia. Ela fez perguntas e ameaçou: “Imagina se tal colunista descobre essa história”. Eu estava dentro de um hospital, um lugar que era para supostamente para me acolher e proteger. Quando cheguei no quarto já havia mensagens do colunista, com todas as informações. Ele só não sabia do estupro. Eu ainda estava sob o efeito da anestesia. Eu não tive tempo de processar tudo aquilo que estava vivendo, de entender, tamanha era a dor que eu estava sentindo. Eu conversei com ele, expliquei tudo o que tinha me acontecido. Ele prometeu não publicar. Um outro colunista também me procurou dias depois querendo saber se eu estava grávida e eu falei com ele. Mas apenas o fato de eles saberem, mostra que os profissionais que deveriam ter me protegido em um momento de extrema dor vulnerabilidade, que têm a obrigação legal de respeitar o sigilo da entrega, não foram éticos, nem tiveram respeito por mim e nem pela criança. Bom, agora, a notícia se tornou pública, e com ela vieram mil informações erradas e ilações mentirosas e cruéis. Vocês não têm noção da dor que eu sinto. Tudo o que fiz foi pensando em resguardar a vida e o futuro da criança. Cada passo está documentado e de acordo com a lei. A criança merece ser criada por uma família amorosa, devidamente habilitada à adoção, que não tenha as lembranças de um fato tão traumático. E ela não precisa saber que foi resultado de uma violência tão cruel. Como mulher, eu fui violentada primeiramente por um homem e, agora, sou reiteradamente violentada por tantas outras pessoas que me julgam. Ter que me pronunciar sobre um assunto tão íntimo e doloroso me faz ter que continuar vivendo essa angústia que carrego todos os dias”.

“A verdade é dura, mas essa é a história real. Essa é a dor que me dilacera. No momento, eu estou amparada pela minha família e cuidando da minha saúde mental e física. Minha história se tornar pública não foi um desejo meu, mas espero que, ao menos, tudo o que me aconteceu sirva para que mulheres e meninas não se sintam culpadas ou envergonhadas pelas violências que elas sofrem. Entregar uma criança em adoção não é um crime, é um ato supremo de cuidado. Eu vou tentar me reconstruir, e conto com a compreensão de vocês para me ajudar a manter a privacidade que o momento exige. Com carinho, Klara Castanho”, finalizou.

Netflix Brasil pretende produzir documentário sobre Marília Mendonça

Segundo especulações, um dos grandes planos da Netflix é produzir uma série documental sobre a vida e carreira de Marília Mendonça. Seria um formato de homenagem, contando os 26 anos de história da rainha da sofrência, que morreu em 5 de novembro de 2021, em um acidente de avião.

Segundo informações do Movimento Country, a Netflix estaria interessada em cantores sertanejos para contar histórias de sua vida e atingir a grande massa que são os fãs do gênero. O primeiro da lista foi Zezé Di Camargo e sua filha Wanessa, que tiveram o dia a dia na Fazenda “É o Amor” contados em uma série lançada em 2021.

A Netflix pretende agora contar a sua história de superação, infância pobre até o estrelato mundial do YouTube nas lives da sertaneja Marília Mendonça. Também estava nos planos abordar a sua gravidez solteira e a conciliação da maternidade com os trabalhos.

Branco Mello volta aos palcos após tratamento contra o câncer

Branco Mello, de 60 anos de idade, baixista e vocalista do Titãs, está de volta aos palcos após o tratamento contra o câncer. A notícia foi comemorada pelo colega de banda Sérgio Britto, 62, no Instagram, na última sexta-feira (24).

“Hoje é um dia muito especial! A volta definitiva do Branco Mello aos palcos!!”, escreveu Sérgio, em uma foto da dupla com o guitarrista Tony Bellotto, de 61 anos. 

Branco teve alta em dezembro após passar 32 dias internado devido a uma cirurgia para retirar um tumor na hipofaringe.

Globo corta Elizangela de novela após atriz recusar vacina

A atriz Elizângela não vai atuar em Travessia, próxima novela das nove. Ela foi cortada do folhetim após se recusar a tomar a vacina contra a Covid-19.

Segundo informações do colunista Gabriel Perline, do iG, ela recebeu o convite pessoal da autora Gloria Perez. Mas, como não se imunizou, não poderá atuar na novela que substitui Pantanal. As informações foram confirmadas pelo empresário da artista.

Vale lembrar que, em janeiro, Elizangela foi internada em estado grave no Hospital Municipal José Rabello de Mello, no Rio de Janeiro, por sequelas respiratórias da Covid-19.