Governadora Raquel Lyra garante empréstimo de R$ 900 milhões para requalificação de rodovias pernambucanas

Operação de crédito foi assinada no Recife, durante relançamento do Programa Farmácia Popular pelo presidente Lula

Acompanhada do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, a governadora Raquel Lyra assinou, nesta quarta-feira (7), uma operação de crédito entre o Banco do Brasil e o Governo de Pernambuco, no valor de R$ 900 milhões, para a melhoria da infraestrutura do Estado. A solenidade ocorreu no Compaz Ariano Suassuna, no Recife, durante o relançamento do Programa Farmácia Popular.

 

“Esse é o primeiro empréstimo aprovado pela Assembleia Legislativa. Aos deputados, agradeço a confiança. Temos, infelizmente, a segunda pior malha rodoviária do Brasil. Vamos utilizar esse recurso para concluir as obras da PE-15 e recuperar estradas como a PE-33, que vai dar acesso aos estudantes da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE); a PE-17 e outras rodovias do Estado”, detalhou Raquel Lyra.

A chefe do Executivo estadual ressaltou, ainda, que outros empréstimos que totalizarão R$ 2,5 bilhões viabilizarão melhorias para as unidades hospitalares da rede de saúde estadual. “Cerca de R$ 500 milhões serão destinados neste primeiro momento para garantir dignidade para a população que precisa utilizar o Hospital da Restauração, o Otávio de Freitas, a maternidade do Cisam e demais unidades de saúde que são da rede própria do Estado e, infelizmente, não estão em condições adequadas de atender à sociedade”, complementou a governadora.

O relançamento do programa Farmácia Popular amplia o acesso a medicamentos pelo SUS, com distribuição gratuita de fármacos para asma, hipertensão, diabetes, osteoporose e anticoncepcionais. Outros 40 remédios serão disponibilizados com até 90% de desconto. Todos os medicamentos do programa serão gratuitos para as famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família. Ao todo, 55 milhões de pessoas serão contempladas.

Em seu discurso, o presidente Lula enfatizou que o cuidado com a saúde será prioridade em seu governo. “O Farmácia Popular é um programa direcionado para as pessoas mais necessitadas. Elas serão tratadas como de primeira classe. Hoje, o cuidado com a doença é muito caro. Por isso que no meu governo cuidar da saúde do povo é investimento. Uma pessoa bem cuidada e com saúde produz muito mais”, afirmou o presidente.

“Entendemos que garantir o acesso a medicamentos é resgatar o direito à saúde, e, mais do que isso, é resgatar a dignidade do nosso povo”, completou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

Também estiveram presentes no evento os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; da Pesca e Aquicultura, André de Paula; da Educação, Camilo Santana; o chefe da Casa Civil, Rui Costa; os senadores Teresa Leitão e Humberto Costa; o prefeito do Recife, João Campos; a prefeita de Serra Talhada e presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Márcia Conrado; a superintendente regional do Banco do Brasil, Ana Paula Matos; os secretários estaduais Zilda Cavalcanti (Saúde), Aloísio Ferraz (Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca), Ivaneide Dantas (Educação e Esportes), Fernando Holanda (Assessoria Especial), Regina Célia (Mulher), Carolina Cabral (Desenvolvimento Social, Criança, Juventude e Prevenção à Violência e as Drogas) e Diogo Bezerra (Projetos Estratégicos); além de deputados federais e estaduais.

Fotos 1 – 4: Miva Filho/ Secom
Foto 5: Ricardo Stuckert/ Presidência da República

 

 

F1 fecha as portas definitivamente para Rússia após guerra

CEO da categoria, Stefano Domenicali justificou decisão por valores inegociáveis; país recebia corridas desde 2014 e teve etapa de 2022 cancelada após invasão à Ucrânia.

Embora o assunto sobre a Guerra da Ucrânia seja menos recorrente no esporte desde a eclosão do conflito, a F1 não mudou seu posicionamento sobre a Rússia, que invadiu o país vizinho em 24 de fevereiro deste ano. Depois de cancelar o GP da Rússia, que seria em 25 de setembro deste ano, a categoria rescindiu contratos e reafirmou que seus valores impedem um futuro retorno ao calendário.

– Eles nos pagaram quantias insanas, mas há coisas que não são negociáveis. Não vamos mais lidar com eles. Não haverá mais corridas lá – sentencia Stefano Domenicali, presidente da F1.

O conflito que já se estende há seis meses provocou após certa resistência da F1 o cancelamento da etapa, promovida desde 2014 no Circuito de Sochi – dentro do Parque Olímpico da cidade que sediou as Olimpíadas de Inverno no mesmo ano.

Uma série de medidas sucedeu a decisão inicial, como a proibição do uso de símbolos, hinos e bandeiras por pilotos da Rússia e Belarus – atletas dos dois países passaram a utilizar a bandeira da Federação Internacional do Automobilismo (FIA), caso de Alexander Smolyar, da Fórmula 3.

Sebastian Vettel com seu capacete em protesto pedindo o fim da guerra na Ucrânia — Foto: Dan Istitene/F1 via Getty Images

A entidade ainda afastou temporariamente, de sua comissão, representantes das nacionalidades em questão, e vetou a realização de eventos nos territórios.

Em março, a Haas, até então mantida na F1 pelo patrocínio do magnata russo de fertilizantes Dmitry Mazepin, anunciou a saída do piloto Nikita Mazepin, filho do bilionário, e da marca da família, a empresa Uralkali.

No mesmo mês, a F1 rescindiu definitivamente o contrato com o GP da Rússia, inviabilizando ainda a transferência da prova de Sochi para o Circuito de Igora Drive em São Petesburgo, que seria concluída em 2023.

Stefano Domenicali, chefe da Fórmula 1 — Foto: Lars Baron/Getty Images

Stefano Domenicali, chefe da Fórmula 1 — Foto: Lars Baron/Getty Images

 

Permanência polêmica, ausência questionada

Se a F1 não hesitou em encerrar suas atividades na Rússia por razões sociais – devido à guerra -, a categoria se mantém firme no Oriente Médio, correndo há anos no Bahrein e na capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi. No último ano, foram inclusas provas no Catar e Arábia Saudita, países acusados de mortes e violações aos direitos humanos.

Pilotos discutiram situação do GP da Arábia Saudita após atentados em Jeddah por mais de 4 horas — Foto: Clive Rose - Formula 1/Formula 1 via Getty Images

Pilotos discutiram situação do GP da Arábia Saudita após atentados em Jeddah por mais de 4 horas — Foto: Clive Rose – Formula 1/Formula 1 via Getty Images

Enquanto a corrida no Circuito de Losail fará uma pausa em 2022 devido à Copa do Mundo de futebol no Catar, Jeddah já retornou ao calendário na atual temporada, em etapa marcada por ameaças de grupos armados e um atentado a menos de 10 km do circuito durante o GP.

Fumaça de atentado na Arábia Saudita é vista do Circuito de Jeddah — Foto: Intel Omarion

Fumaça de atentado na Arábia Saudita é vista do Circuito de Jeddah — Foto: Intel Omarion

Apesar das críticas do público, entidades de direitos humanos e até pilotos como Sebastian Vettel e Lewis Hamilton, Domenicali defendeu a permanência da F1 no Oriente Médio:

– Queremos usar a força do nosso esporte para impulsionar a mudança. E vemos que algo está acontecendo.

Outro ponto abordado pelo italiano foi a ausência da F1 na Alemanha, que recebeu a categoria de 1951 até 2020 com os GPs da Alemanha, Luxemburgo e Eifel, revezando-se nos últimos anos nos Circuitos de Nurburgring e Hockenheimring.

Pilotos da F1 no GP de Eifel, em Nürburgring — Foto: Bryn Lennon/Getty Images

Pilotos da F1 no GP de Eifel, em Nürburgring — Foto: Bryn Lennon/Getty Images

Domenicali alfinetou os organizadores da corrida alemã que, apesar da intenção da categoria de viabilizar o retorno ao país, não conseguiu trazer a F1 de volta.

 

– Eles falam, falam, falam, mas no final você precisa de fatos. É um mistério para mim como alguém não consegue construir um negócio em torno de um GP. Uma corrida em Hockenheim ou Nurburgring seria atraente, mas tem valer a pena. Não podemos arcar com todos os custos – explicou.

Domenicali alfinetou os organizadores da corrida alemã que, apesar da intenção da categoria de viabilizar o retorno ao país, não conseguiu trazer a F1 de volta.

 

– Eles falam, falam, falam, mas no final você precisa de fatos. É um mistério para mim como alguém não consegue construir um negócio em torno de um GP. Uma corrida em Hockenheim ou Nurburgring seria atraente, mas tem valer a pena. Não podemos arcar com todos os custos – explicou.

No Sertão Pernambucano, Hélio Guabiraba recebe apoio de Jemerson da Saúde

O candidato a deputado estadual  Hélio Guabiraba (PSB) conseguiu expandir ainda mais a sua candidatura com o ingresso de mais um líder do Sertão Pernambucano em seu grupo político: Jemerson da Saúde, de Ibimirim, que é conhecido no município por toda sua atuação na área da saúde. 

Durante mais um encontro com Jemerson, nesta quinta-feira (18), o candidato a deputado disse ter ficado admirado ao conhecer todo trabalho de Jemerson em defesa dos ibimirenses. 

“Sabemos que a área da saúde é extremamente importante para a população. É fundamental termos profissionais dedicados e que têm sensibilidade como Jemerson para saber cuidar de quem mais precisa sempre escutando o povo. É por isso e muito mais que eu tenho muito orgulho de ter conquistado a confiança de Jemerson”, ressaltou Hélio Guabiraba. 

Hélio Guabiraba ainda salientou que Jemerson da Saúde está sendo um importante apoio para espalhar pelo Sertão todo o trabalho que vem fazendo em defesa das comunidades. “Eu sei que eu posso contar com Jemerson por que é um homem conhecido e um líder que tem o respeito de Ibimirim e de toda região. Contar com esse amigo é motivo de grande felicidade para mim. Vamos continuar com estas parcerias levando nome o nome Hélio Guabiraba para todos os cantos de Pernambuco”, falou.

Por sua vez, Jemerson da Saúde também falou sobre a parceria com. “Hélio Guabiraba é muito conhecido pelo seu trabalho em defesa do povo e eu acredito que precisamos defender pessoas como ele que tem toda uma história em defesa das comunidades. Hélio não só defende as comunidades como mora nela. Por isso, mais do que ninguém sabe das necessidades do povo”, pontuou. 

Jemerson se mostrou entusiasmado. “Estou dia e noite nesta luta por que a gente precisa ter um deputado que seja a cara das comunidades: tenho certeza que ele será o nosso Deputado das Comunidades”.

Saiba quem é Bia Haddad Maia, primeira brasileira na semifinal de Roland Garros desde 1968

Tenista de 27 anos começou cedo na carreira e já foi suspensa por doping

A tenista Beatriz Haddad Maia, de 27 anos, está nas semifinais da chave simples feminina de Roland Garros. Após vencer a número sete do mundo, ela se tornou a primeira brasileira a atingir essa rodada neste tipo de torneio desde 1968, quando Maria Esther Bueno ficou entre as quatro melhores do US Open.

Ela também possui a marca de ser a tenista brasileira, entre homens e mulheres, a chegar mais longe em uma disputa de simples em um Grand Slam, desde Guga em 2004, quando chegou às quartas de final, também em Roland Garros.

Contudo, Bia sofreu até chegar ao top-10 do WTA e entre as quatro melhores de Roland Garros. Depois de sofrer com lesões no ano de 2018, em julho de 2019, a tenista foi suspensa por doping pela Federação Internacional de Tênis (ITF), após testar positivo para substâncias anabólicas proibidas pela Wada (Agência Mundial Antidoping).

A pena foi fixada em dez meses, após a defesa ter conseguido provar que as substâncias anabólicas encontradas no exame entraram em seu organismo por meio de suplementos alimentares contaminados (contaminação cruzada). A suspensão poderia ser muito maior, até quatro anos.

Mesmo assim, a atleta perdeu a chance de se credenciar aos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 (Luisa e Laura Pigossi, de 27 anos, conquistaram a primeira medalha olímpica do país no esporte, com o bronze nos Jogos de Tóquio). Bia estaria liberada para jogar em maio de 2020, mas o circuito só foi retomado em agosto daquele ano, por causa da pandemia.

Devido aos pontos perdidos nesse período, ela retomou a carreira a partir da 1.342ª posição no ranking, disputando uma série de torneios pequenos pelo mundo. Três anos depois, Bia Haddad chega a uma semifinal de Roland Garros e alcança, pelo menos, o top-10 das melhores do mundo.

“Desde o começo da minha carreira, eu passei por muitas barreiras. Tudo na minha carreira foi aos poucos, nunca fui rompedora, estou muito feliz, ainda mais porque a Ons é uma jogadora que respeito muito. Fui muito disciplinada. Eu tô muito feliz, estou vindo um sonho, trabalhei duro para estar aqui” disse Bia, em entrevista para a ESPN, após a vitória.

Carreira esta que começou aos 14 anos, quando ainda treinava no clube Pinheiros em São Paulo. Ela optou por sair de sua cidade natal, deixando sua família e amigos, para poder se dedicar o máximo possível em seu desenvolvimento como tenista e, em um prodigioso início de carreira, alcançou a 15ª posição no ranking juvenil feminino.

Mas foi apenas em 2017, que Bia se firmou no cenário profissional da WTA. Nele, ela conseguiu disputar as chaves de alguns dos principais torneios do mundo, incluindo Wimbledon, onde venceu sua primeira partida de Grand Slam. O triunfo encerrou a sequência de 28 anos sem vitórias de uma brasileira no Grand Slam britânico.

O resultado de hoje, aliás, reforça a volta por cima de Bia Haddad, que mesmo após a suspensão de quase um ano, conseguiu ir subindo aos poucos no ranking até chegar entre as melhores do mundo. Além disso, destaca o momento importante do tênis brasileiro, que também chegou às quartas de final de duplas em Roland Garros com Stefani e Matos e na terceira fase do masculino com Thiago Wild.