Marketing de influência na indústria da moda

Por Janaína Andrade, especialista em marketing de moda

É inegável que vivemos em uma era dominada pelas redes sociais e pela influência que elas exercem sobre nossas escolhas de consumo. Os consumidores estão sempre em busca de opiniões sinceras, experiências autênticas e recomendações confiáveis antes de adquirir um produto ou serviço. É aí que o marketing de influência entra em cena!

Ao se associar a influenciadores digitais, a marca tem a oportunidade de alcançar e cativar um público altamente engajado e conectado, que pode se tornar fiel defensor e divulgador da marca. Imagine ter o rosto e a voz de um influenciador de moda apaixonado falando sobre os produtos exclusivos que sua marca oferece. O impacto pode ser imenso!

Além disso, o marketing de influência permite um direcionamento preciso do público-alvo. Ao escolher influenciadores que possuem seguidores que se enquadram perfeitamente no perfil dos consumidores, aumenta as chances de causar um impacto significativo nas vendas e na visibilidade da marca.

A autenticidade desempenha um papel crucial no sucesso do marketing de influência. Os consumidores estão cansados de publicidade tradicional e são mais atraídos por conteúdos genuínos criados por pessoas com quem se identificam. Os influenciadores, com sua voz autêntica e sua capacidade de se conectar emocionalmente com seu público, são capazes de transmitir uma mensagem poderosa de forma sutil e persuasiva. E é aí que a magia acontece!

Mas, é importante lembrar que um bom relacionamento com os influenciadores é essencial para uma parceria bem-sucedida. Ao estabelecer uma conexão sólida, baseada em confiança e comprometimento mútuo, sua marca se beneficiará não apenas de um aumento na exposição, mas também da possibilidade de co-criar conteúdos exclusivos e inovadores que gerem um engajamento ainda maior com seu público-alvo.
Ademais, a mensuração dos resultados é essencial para garantir que seus investimentos em marketing de influência estejam sendo eficazes. Ao utilizar ferramentas específicas, é possível acompanhar métricas como alcance, engajamento e conversões, permitindo ajustes na estratégia caso necessário.

Portanto, o marketing de influência é uma estratégia que veio para ficar! Ao unir a força da moda com a relevância das opiniões dos influenciadores digitais, sua marca tem a oportunidade de criar uma presença poderosa e cativante no mercado. Lembre-se, a moda está sempre em movimento, e as parcerias certas podem tornar sua marca a estrela.

Clodoaldo será coordenador da Frente Parlamentar da Saúde Mental

Grupo misto dos deputados federais e senadores quer aprofundar as políticas públicas de promoção à saúde mental.

O Líder do Partido Verde na Câmara, deputado Clodoaldo Magalhães (PV/PE), participa, na próxima terça-feira (15), do lançamento da Frente Parlamentar Mista da Saúde Mental. A nova Frente Parlamentar será presidida pelos deputados federais André Janones (Avante/MG), Tábata Amaral (PSB/SP) e Célio Studart (PSD/CE).

A criação da Frente Parlamentar da Saúde Mental é uma iniciativa dos deputados federais e senadores que buscam aprofundar e estudar o desenvolvimento e manutenção de políticas públicas de promoção da saúde mental.

Como médico e membro da Comissão de Saúde, o deputado Clodoaldo Magalhães acredita no enfrentamento como solução para o problema. “Ao ignorar os cuidados com a saúde mental da população, cria-se aí uma série de consequências. Precisamos falar sobre saúde mental de forma clara e qualificada!”, afirmou o parlamentar.

O deputado Clodoaldo apresentou em abril um requerimento à Comissão de Saúde para discutir, em audiência pública, a saúde mental da população infantojuvenil, em razão dos ataques e do crescimento da violência dentro das escolas.

De acordo com dados do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps) e do Instituto Cactus, a saúde mental de crianças e adolescentes piorou com a pandemia da COVID-19.

Nos dois primeiros meses do ano letivo de 2022, quando os alunos retornavam às aulas presenciais, foram registrados 4.021 casos de agressões físicas nas unidades estaduais de ensino do país, 48,5% a mais em comparação ao mesmo período de 2019, o último de aulas presenciais antes da crise sanitária de Covid-19. A evasão escolar de estudantes com transtornos mentais varia entre 43% e 86%.

EIXOS TEMÁTICOS
Clodoaldo será coordenador do segmento de saúde mental especializada. Dentre os eixos tratados na Frente em correlação com a saúde mental estão: escolas, crianças e adolescentes, mulheres, masculinidades, relações étnicas e raciais, álcool e outras drogas, saúde mental e atenção primária, pessoa idosa, orçamento, reinserção social, trabalho, segurança pública, internet, fiscalização e LGBTQIA+.

Hérnia de disco: fisioterapeuta explica sobre a importância do diagnóstico precoce

Limitação para se locomover, dormência e dores constantes são alguns dos sintomas de quem sofre de hérnia de disco, problema que afeta mais de 2 milhões de pessoas por ano no Brasil. Essa lesão normalmente não tem cura, sendo tratada com medicamentos e fisioterapia, mas podendo evoluir para procedimentos cirúrgicos em cerca de 5 a 8 % dos pacientes que fazem fisioterapia.

De acordo com o fisioterapeuta, Paulo Koury, as hérnias de disco surgem em sua maioria por alterações genéticas ou por causas ambientais. Por isso, a atenção para os sintomas devem ser redobrada, pois, somente a dor de cabeça supera a dor lombar. “Sentar de qualquer jeito para trabalhar, assistir à televisão, dirigir e até mesmo dormir na posição incorreta pode causar dores ou lesões na coluna com o passar do tempo. Se não tratada de forma correta, a hérnia pode virar a principal causa de invalidez aliada à idade”, explica.
Seu principal sintoma é uma dor forte na parte da perna onde a raiz nervosa afetada é responsável pela sensibilidade. Conforme a localização do disco intervertebral que apresentou a hérnia, a dor será em locais diferentes. Para a tratamento, é aconselhável analgésicos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares e remédios para dor neuropática, além da fisioterapia.
Inicialmente, a fisioterapia é analgésica, com medidas físicas que ajudam a diminuir a dor. Quando ela cede, passa a ser motora e serão realizados exercícios para estabilizar a coluna, com o condicionamento e fortalecimento dos músculos da região lombar, abdômen e região da cervical.
SERVIÇO
Clinica Ortho Fisioterapia
Zona Norte do Recife – Rua Dr. Virgilio Mota, 48, Parnamirim
Contato: (81) 32665789

Clinica IFD
Zona Sul do Recife – Av. Conselheiro Aguiar, 2333, Boa Viagem, sala 404
Empresarial João Roma
Contato: (81) 981444555 Marcação pelo Whatsapp

10 de agosto – Dia Nacional de Combate e Controle da Leishmaniose

Leishmaniose: uma zoonose com poucas chances de cura e que requer cuidados diários.

Endêmica em mais de 76 países, esta zoonose afeta vários animais, inclusive gatos

Lesões ulcerativas, emagrecimento, crescimento exagerado das unhas e febre. Em pets, estes podem ser sinais de leishmaniose visceral, uma das zoonoses – doenças infecciosas naturalmente transmissíveis entre animais e seres humanos – mais significativas do nosso dia a dia, com mais de 12 milhões de pessoas infectadas em nível mundial.

Estudos recentes mostram que, além dos cachorros, gatos e outros animais podem ser reservatórios do protozoário causador da leishmaniose. “Os cães são considerados os principais reservatórios da doença para o ser humano, mas não são os únicos: a doença também pode se instalar em animais silvestres, como quati, gambá; roedores, como capivara; mamíferos, equinos e, inclusive em gatos, os quais eram considerados refratários, mas estudos recentes mostram o contrário”, conta o médico-veterinário, professor de doenças parasitárias dos animais domésticos da Universidade de Franca e franqueado da rede de farmácias de manipulação veterinária DrogaVET, Dr. Rafael Paranhos de Mendonça.

A leishmaniose visceral é endêmica em 76 países e, no continente americano, está descrita em pelo menos 12. Dos casos registrados na América Latina, 90% ocorrem no Brasil. E mais: está entre as dez principais doenças tropicais negligenciadas, uma vez que nem sempre sua notificação – que é obrigatória – é devidamente realizada pelo médico-veterinário à Vigilância Sanitária local.

“Assim, a leishmaniose tem se alastrado e o impacto é muito grande, tanto nos animais, quanto nos seres humanos”, alerta o médico-veterinário, lembrando que a doença pode ser fatal e, na maioria dos casos, o tratamento tem efeito sobre os sinais clínicos, podendo não acontecer a eliminação do parasito do corpo.

Esperança e controle em animais

Os sintomas da leishmaniose podem ser confundidos com os de outras doenças, como a dermatite. É o que contam William da Silva Rocha e Brena Querzia Ferreira dos Santos, tutores do Bethoven, um cachorro da raça Golden Retriever, de 3 anos e 2 meses de idade: “Descobrimos o diagnóstico de leishmaniose em fevereiro deste ano. Num primeiro momento, os sinais clínicos foram manchas mais escuras na pele, muita caspa e queda de pelos. Acreditávamos que era uma dermatite e estávamos tratando como tal. Mas, depois de algum tempo, começou a remelar os olhos, abrir feridas nas extremidades e cair pelo das pontas das orelhas. Ele parecia bem, pois comia e brincava normalmente, mas, como não estávamos vendo melhora dos sintomas, levamos novamente à clínica veterinária e foi aí que tivemos nosso susto, com a confirmação da doença. Na nossa ignorância, pensávamos que teria que fazer eutanásia”.

Após as médicas-veterinárias explicarem que a leishmaniose tem tratamento e Bethoven tem grande chance de ficar bem, vieram o conforto e a esperança. “Logo que ele foi diagnosticado, começamos o tratamento com medicamento manipulado e vitaminas para ajudar o fígado e os rins. No segundo mês, voltamos para refazer os exames e pesá-lo novamente. Como temos outro cão [Tody] em casa, fizemos todos os exames e descartamos a possibilidade de ele também estar infectado. Bethoven ganhou peso, a pelagem começou a crescer novamente e as feridas começaram a cicatrizar. E, então, no terceiro mês, utilizamos uma nova fórmula manipulada. Já estamos no começo do quarto mês de tratamento, sempre na esperança de uma cura completa da doença”, completa o tutor. O medicamento é manipulado na DrogaVET em forma de biscoitos e com sabor constantemente variado, para Bethoven não enjoar.

O casal de tutores deixa um recado para os pais de pets: “Nunca desistam de seus filhos de quatro patas. Por mais difícil que seja o problema, foquem na solução. Eles são seres especiais, que foram enviados por Deus para nos dar amor e alegria.”

Saiba mais sobre a doença

A leishmaniose é causada pelo protozoário do gênero Leishmania, transmitido pela picada da fêmea flebotomíneo (Lutzomyia longipalpis) infectada, popularmente conhecida por mosquito-palha, tatuquira, cangalhinha ou birigui. Como o mosquito – de 2mm de tamanho – não é identificável a olho nu, é importante que se faça uso de tela mosqueteira, como proteção nos ambientes em áreas endêmicas.

“O mosquito-palha começa a picar ao entardecer. Então, nas regiões conhecidamente endêmicas, é interessante que cães fiquem em canis telados, após esse horário, além de colocar tela em toda a casa, para a proteção dos animais que compartilham o espaço com os humanos. Coleiras inseticidas e repelentes próprios para animais também são boas formas de prevenção”, indica Dr. Rafael.

O diagnóstico definitivo da leishmaniose é confirmado com a punção de linfonodo, fígado, baço ou líquor da medula espinhal. “Também temos a opção de teste rápido, para fazer a triagem, além da sorologia e do PCR real time. Mas o mais importante é, em casos suspeitos da doença, fazer o diagnóstico confirmatório o quanto antes”.

O susto que os tutores William e Brena tomaram tem fundamento: antigamente, não havia tratamento para a leishmaniose, sendo o mais indicado o sacrifício do animal. “Os medicamentos começaram a surgir em 2017. Atualmente, o que se tem de mais efetivo é o artesunato e a miltefosina, os quais, aliados ao acompanhamento do médico-veterinário a cada quatro meses e às medidas preventivas, têm sido as melhores soluções. Além disso, é possível manipular o medicamento em formas farmacêuticas flavorizadas, que facilitam a adesão do pet ao tratamento, como molho sabor picanha, calda sabor leite condensado, entre outras diversas opções”, orienta Dr. Rafael.

Apesar da evolução no tratamento, não existe garantia da eliminação do parasita. A cura é clínica; os sintomas diminuem, somem, mas podem voltar. O importante é fazer o diagnóstico e seguir rigorosamente o tratamento e as orientações do médico-veterinário.

 

 

INSS lança o projeto Previdência para Todos no Dia Internacional dos Povos Indígenas

Objetivo é promover reconhecimento de direitos e inclusão previdenciária para os povos indígenas e quilombolas.

A Superintendência do INSS no Nordeste lança nesta quarta-feira (9) o projeto “Previdência para Todos” em alusão ao Dia Internacional dos Povos Indígenas, com ações programadas para a última semana de agosto nos municípios de Afogados da Ingazeira e Pesqueira, no sertão e agreste pernambucano. A iniciativa tem como prioridade levar serviços de orientação, informação, de requerimentos, canais remotos e consultas de benefícios, de forma a ampliar a cobertura previdenciária.

Serão 12 comunidades contempladas até dezembro como parte de um projeto-piloto. As equipes vão permanecer dois dias em cada localidade, começando pelo quilombo Leitão da Carapuça, nos dias 28 e 29 de agosto e, nas aldeias dos indígenas Xukurus, de 30 a 31. Está prevista a ida de servidores do atendimento, benefícios, do Programa de Educação Previdenciária (PEP), da comunicação e assistentes sociais.

Como uma organização pública, prestadora de serviços previdenciários para o cidadão, o INSS procura alternativas de melhoria contínuas, com programas de modernização e projetos para alcançar um atendimento ideal aos anseios dos seus mais diversos públicos. Os povos indígenas e quilombolas passam a ter, a partir deste projeto, ações específicas voltadas só para eles. Ainda são comuns desigualdades e dificuldades de acesso aos serviços e canais remotos.

O governo federal, por meio do INSS e do Ministério da Previdência Social, está envolvido na execução das etapas do projeto com a missão de garantir medidas que assegurem a inclusão e a proteção social de todos os brasileiros. “Idealizamos esse projeto que tem um grande alcance social. O INSS tem compromisso de atender de forma igualitária, sem discriminações. Estamos engajados para seguirmos com esse trabalho que começa pelo Nordeste, mas que deverá ser desenvolvido em todo o Brasil”, destacou o superintendente regional do Nordeste, Rogério Souza.

Sobre as comunidades:

Quilombo Leitão da Carapuça – Aproximadamente 30 famílias moram na comunidade. Os primeiros a chegar, trabalharam na agricultura, numa época em que não havia estradas. Hoje, o local já conta com escola, água e energia e é reconhecido como uma comunidade quilombola pelo governo federal. Habitam uma área de muito verde cercada pela Serra do Giz, uma unidade de conservação do bioma caatinga reconhecida como refúgio de vida silvestre e importante sítio arqueológico. A comunidade protege a serra e é responsável pelo controle da entrada de visitantes. O quilombo também abriga um dos grupos de côco de roda mais originais de Pernambuco, conhecido como “Negras e Negros do Leitão da Carapuça”. Eles moram a 20 km de Afogados da Ingazeira, município com quase 38 mil habitantes. De acordo com o IBGE, o Nordeste é a região com a maior quantidade de quilombolas (905.415), correspondendo a 68,2%.

Xukuru – Os registros da existência datas do século XVI. Estão distribuídos em quase 30 aldeias no município de Pesqueira e são separados pelas etnias Ororubá e Cimbres. O aldeamento está situado na Serra do Ororubá, distante 8 km de Pesqueira e a 204 km da capital, Recife. Os indígenas trabalham com campo com plantio de banana, feijão, mandioca, milho e hortaliças e criação de gado leiteiro e cabras. A produção é vendida na feira de Pesqueira, aos sábados. É considerada a maior população indígena de Pernambuco. Autodenominam-se Xucuru do Ororubá, para distinguir-se do povo Xucuru-Cariri de Alagoas.

Por Denise Martins
ACS SRNE