Dois vereadores são presos por peculato, corrupção e fraude em Santa Terezinha, no Sertão

A Polícia Civil de Pernambuco prendeu dois vereadores da cidade de Santa Terezinha, no Sertão, em uma operação de repressão qualificada, denominada Conluio. Os dois parlamentares foram presos pelos crimes de peculato, corrupção ativa e passiva e fraude à licitação.

Uma terceira pessoa, que não teve a identidade divulgada pela polícia, também foi presa durante o cumprimento dos mandados da operação. A polícia cumpriu também nove mandados de busca e apreensão domiciliar, todos expedidos pelo Juízo da 2ª Vara da Comarca de São José do Egito.

As investigações foram iniciadas em setembro 2021 para identificar e desarticular uma organização criminosa. De acordo com a Polícia Civil, os presos foram encaminhados para a delegacia de Afogados da Ingazeira.

Foram empregados 70 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães. As investigações foram assessoradas pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (DINTEL), pelo Laboratório de Lavagem de Dinheiro (LAB/PCPE) e pelo Núcleo de Contabilidade Financeira e Investigações de Lavagem de Capitais (NILC/DRACCO).

A presidência da operação é do delegado Gregório Ribeiro, titular da 4ª Delegacia de Combate a Corrupção e ao Crime Organizado.

Ex-deputado Roberto Jefferson está preso em Benfica

O ex-deputado federal Roberto Jefferson está preso no Presídio José Frederico Marques, também conhecido como cadeia de Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro. O parlamentar, que estava em prisão domiciliar, teve que retornar ao sistema penitenciário por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ministro do STF Alexandre de Moraes decidiu que Jefferson deveria voltar à prisão preventiva pelo descumprimento de medidas cautelares impostas, como não postar nas redes sociais. Na última sexta-feira (21), em vídeo publicado na internet, Jefferson atacou a ministra Carmen Lúcia, referindo-se a ela com palavras de baixo calão.

Durante o cumprimento da decisão do STF ontem (23), na casa de Jefferson, em Levy Gasparian, no interior do estado, o parlamentar reagiu à prisão, lançando uma granada e atirando contra a equipe da Polícia Federal (PF).

Dois policiais foram atingidos por estilhaços da granada lançada por Jefferson e tiveram ferimentos leves.

O mandado de prisão só foi concluído à noite, depois de uma intensa negociação entre a PF e o ex-deputado. Além do cumprimento do mandado do STF, a PF prendeu Roberto Jefferson em flagrante por tentativa de homicídio, segundo nota divulgada pela polícia.

Antes de ser encaminhado à cadeia de Benfica, Jefferson foi levado inicialmente à Superintendência da PF no Rio de Janeiro para a lavratura do auto de prisão em flagrante e outras formalidades referentes ao cumprimento do mandado de prisão.

“A Polícia Federal reafirma que agiu com toda a técnica e protocolos exigidos para a resolução de crises, culminando com a rendição do preso”, informa nota da PF.

Segundo a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária do Rio (Seap), Roberto Jefferson participará, ainda hoje, de uma audiência de custódia.

Thiago Brennand é preso em Dubai

Com informações do jornalista Ricardo Antunes

A Polícia Federal prendeu o empresário Thiago Brennand, 42, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O empresário era considerado foragido das autoridades brasileiras após ter a prisão preventiva decretada por suspeita de prática de crimes sexuais. Além do Fantástico apenas o Blog noticiou todo imbróglio do empresário dando vários furos. Em Pernambuco, o silêncio da imprensa foi sepulcral.

O empresário era considerado foragido das autoridades brasileiras após ter a prisão preventiva decretada por suspeita de prática de crimes sexuais. Ele viajou para Dubai em 4 de setembro, horas antes de ser denunciado pelo Ministério Público de São Paulo sob a suspeita de lesão corporal e corrupção de menores —ele teria incentivado o filho adolescente a ofender a modelo, segundo os promotores.

A prisão teve a participação e execução da Interpol após ele entrar na lista de foragidos por não retornar ao Brasil no prazo estipulado pelo Ministério Público de São Paulo.

Brennand ficou conhecido em setembro após agredir a modelo Alliny Helena Gomes, 37, durante discussão em uma academia de ginástica na zona oeste de São Paulo.
Ele também é investigado sob a suspeita de 11 crimes sexuais pelo Ministério Público de São Paulo.

OS CRIMES
Entre os supostos ataques investigados pela Promotoria estão de estupros a rituais para tatuar as vítimas com as iniciais do próprio nome, o mesmo acrônimo usado pelo empresário para marcar objetos.

A maior parte da lista de vítimas foi encaminha ao Ministério Público pelo escritório de advocacia Janjacomo e por representantes do projeto Justiceiras, que trabalham juntos neste caso.

Segundo as entidades, as supostas vítimas relatam situações parecidas envolvendo o empresário, cárcere privado, sexo sem camisinha, agressões físicas e verbais, “stalking” (perseguição), além da marcação nas vítimas das iniciais TFV, de Thiago Fernandes Vieira.

A defesa do empresário sempre negou as acusações. Em vídeo publicado na internet, Brennand negou que estivesse fugindo. “Eu tô tranquilíssimo. Tinha algumas opções de países para onde ir”, diz, sem especificar em qual país está. “Estou tranquilo onde estou. Não estou fugindo. Prisão ilegal? Quem que vai se submeter a um Estado de exceção?”

“Vocês mexeram com a pessoa errada. […] Vocês morrem de inveja. Branco, heterossexual inegociável. Armamentista, obvio. Conservador, sempre”, completa.

O empresário afirma que as acusações fazem parte de uma conspiração contra ele e que a maioria das denúncias de crimes de estupro no Brasil é falsa.