PRESIDÊNCIA: veja o desempenho de Bolsonaro e Lula entre evangélicos e católicos

Segundo nova pesquisa da Datafolha, Bolsonaro avançou entre o segmento evangélico e Lula oscilou.

Da Estadão Conteúdo

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (18) mostra que o presidente Jair Bolsonaro (PL) avançou entre o segmento evangélico – que corresponde a 25% da amostra -, subindo de 43% para 49%, enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou de 33% para 32%.

Entre os católicos, Lula lidera por 52% a 27% do atual chefe do Executivo na disputa de primeiro turno.

Entre os mais ricos, com renda superior a 10 salários mínimos, Lula cresceu 7 pontos porcentuais, de 33% para 40%, e empatou com Bolsonaro, que oscilou de 44% para 43%. Esse eleitorado corresponde por 3% da amostra.

No segmento que recebe até 2 salários mínimos – que representa 51% da amostra da pesquisa – Bolsonaro manteve os 23% da última pesquisa e Lula oscilou positivamente um ponto, atingindo 55%. O presidente aposta suas fichas na ampliação dos benefícios sociais e na redução dos preços dos combustíveis para alavancar seu desempenho entre os mais pobres.

Bolsonaro melhorou, no entanto, sua performance entre a faixa de 2 a 5 salários mínimos, que compõe 33% da amostra. O presidente subiu sete pontos neste grupo e empatou tecnicamente com Lula, a quem bate por 41% a 38%.

Já entre as mulheres, Bolsonaro oscilou de 27% para 29%, enquanto Lula foi de 46% para 47%. O presidente tem apostado na sua esposa, Michelle, para melhorar sua imagem junto ao eleitorado feminino, no qual enfrenta alta rejeição.

O instituto ouviu 5.744 eleitores em 281 cidades de terça (16), data do começo da campanha de rua, e esta quinta (18). A pesquisa, contratada pela Folha e TV Globo, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-09404/2022. A margem de erros global é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

Lula pode vencer no primeiro turno e Marília, em Pernambuco, também. Quais as consequências disso?

A polarização e o ativismo radical cansam. A “paixão política” alcançou uma proporção desgastante e isso está em pesquisas qualitativas pelo Brasil.

O eleitor está cansado e torcendo para que tudo passe o mais rápido possível. Na disputa nacional, Lula (PT) tem chances de vencer no primeiro turno.

A maior garantia que Bolsonaro (PL) tem para esticar a eleição é Ciro Gomes (PDT) segurando votos que podem ir para o petista. E Ciro Gomes nunca é garantia de nada para ninguém.

Em Pernambuco, Marília Arraes (SD) começou a crescer, dentro de um ambiente em que os outros ficam todos embolados num patamar bem abaixo. É cedo, mas também há uma chance de vitória em um turno apenas.

É natural o cansaço e é normal que todo mundo queira que termine, para que se possa discutir a inflação, o desemprego e a miséria ao invés de perder tempo brigando sobre quem é “comunista” ou “fascista”.

Mas, do ponto de vista político e democrático, eleição em um turno é bom apenas para quem vence.

Parece óbvio, mas não é.

“Eu não preciso de você”
O movimento partidário para o segundo turno é bem específico. Por exemplo, Lula montou um grupo agora e tem compromissos com eles. André Janones (Avante) trabalha para retirar a candidatura e apoiar o petista, desde que ele assuma algumas bandeiras dos eleitores dele.

Esses acordos se ampliam no segundo turno.

Quanto mais dificuldade o candidato tiver para vencer, mais ele fará acordos e assumirá bandeiras de outros grupos, atendendo à necessidade de grupos maiores.

Num segundo turno, Lula teria que ampliar acordos com setores da sociedade civil para garantir a vitória. Se vencer no primeiro turno, sem precisar de ninguém, fará o governo que quiser, sem dar satisfação a ninguém.

O mesmo acontece com Marília Arraes (SD) em Pernambuco ou qualquer outro candidato pelo Brasil.

Quanto mais fácil é a vitória, mais livre o eleito está para ignorar bandeiras que não são as suas.

Livrar-se desse clima de tensão eleitoral que extrapolou e já se transformou em violência é urgente. Mas, no longo prazo, vitórias em primeiro turno cobram seu preço.

PESQUISA ELEITORAL: Saiba como estão os candidatos de Lula e Bolsonaro no maior estado do país

A pesquisa eleitoral realizada pela Paraná Pesquisas, divulgada nesta segunda-feira (1), além do voto dos paulistas para a presidência da República, mostrou como o eleitorado de São Paulo pretende votar para governador.

Fernando Haddad (PT), o candidato de Lula, lidera a corrida com 33,2% das intenções de voto. O petista é seguido pelo bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos), que alcança 22,5% dos votos totais.

Rodrigo Garcia (PSDB) apareceu em terceiro, com 14%. Por fim, Vinicius Poit (Novo) está com 1,2%.

Os demais candidatos não chegaram a 1%.

CONFIRA INTENÇÕES DE VOTO PARA O GOVERNO DE SÃO PAULO
Fernando Haddad (PT): 33,2%
Tarcísio de Freitas (Rep): 22,5%
Rodrigo Garcia (PSDB): 14%
Vinicius Poit (Novo): 1,2%
B/N: 16,3%
NS/NR: 10,7%

SOBRE A PESQUISA ELEITORAL PARANÁ PESQUISAS
Para a realização desta pesquisa foram entrevistados pessoalmente 1880 eleitores de São Paulo em 75 municípios. A pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 28 de julho de 2022.

O nível de confiança é de 95% para uma margem de erro estimada em 2,3 pontos percentuais.

Briga no palanque: Paulinho da Força insinua que PSB botou ‘faca no pescoço’ de Lula

Mesmo no palanque de Lula na eleição nacional, Solidariedade e PSB estão em pé de guerra em Pernambuco, onde disputam o Governo do Estado.

O Solidariedade, comandado por Paulinho da Força, e o PSB, presidido por Carlos Siqueira, apoiam Lula (PT) na eleição para a Presidência da República. Em Pernambuco, porém, as legendas estão em pé de guerra, disputando o Governo do Estado.

Durante a convenção de Marília Arraes (SD), realizada nesse domingo (31), Paulinho da Força fez uma provocação ao PSB. Insinuou que o partido adversário, que lança Danilo Cabral para disputar o Governo, fez ameaças a Lula.

“Fizemos nossa convenção na última quarta-feira e confirmamos o nosso apoio a Lula para presidente da República. Agora fazemos parte, oficialmente, da coligação que vai eleger Lula presidente do Brasil. Mas nós não vamos colocar a faca no pescoço de Lula, nem vamos ficar fazendo chantagem”, disse Paulinho da Força.

O PSB e o PT, apesar da aliança fechada, enfrentam algumas rusgas. Elas ficaram evidentes no Rio de Janeiro, onde os socialistas ignoraram os aliados ao fechar a chapa majoritária sem a presença petista, e em Santa Catarina, onde o imbróglio só foi resolvido no fim do mês.

Em Santa Catarina, o impasse era sobre a candidatura ao Governo. O PT lançou a pré-candidatura de Décio Lima, mas o PSB queria o senador Dário Berger concorrendo ao Governo. O petista foi oficializado como candidato ao executivo.

 

Deputado Coronel Alberto Feitosa entra com pedido no Ministério Público para investigar uso de ônibus da prefeitura para evento político de Lula

Uma representação ao Ministério Público assinada pelo deputado Alberto Feitosa e pelo advogado Rubem Brito pede que seja verificada a existência ou não de crimes, ou de qualquer ato lícito, e sejam tomadas as medidas legais cabíveis à Prefeitura de Afogados da Ingazeira.

Viralizou pelas mídias sociais o vídeo gravado de uma entrevista com integrantes da Prefeitura de Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, ao radialista Nill Junior, na última quarta-feira (20), com uma fala do assessor da Defesa Civil da Cidade dizendo que a prefeitura municipal já tinha providenciado o transporte para as pessoas irem ao evento político de Lula em Serra Talhada. “Postei nas minhas mídias este vídeo e recebi uma enxurrada de comentários de indignação e pedidos de providência” , disse o deputado.

Durante a entrevista na Rádio , o assessor do prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira (PSB) , causou grande espanto para o apresentador da rádio, para todos do estúdio e para os ouvintes que acompanhavam o programa. “É necessário apurar se houve crime de peculato e/ou improbidade administrativa, pois se trata de dinheiro público” , finaliza Alberto Feitosa.

Ministro Alexandre de Moraes revoga bloqueio após Telegram cumprir determinações

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes revogou no domingo (20) a ordem de bloqueio ao aplicativo Telegram, após o cumprimento de determinações da Corte que estavam pendentes.

No sábado (19), ele havia dado prazo de 24 horas para o cumprimento de uma lista de determinações que incluía a indicação de representante oficial do aplicativo no Brasil; o envio de informações sobre providências para combate à desinformação; e o cumprimento integral de decisões que determinaram retirada de conteúdo ou bloqueio de canal.

De acordo com a decisão deste domingo, o Telegram indicou Alan Campos Elias Thomaz como representante legal no Brasil. O aplicativo informou que ele tem acesso direto à alta administração da plataforma, “o que garantirá nossa capacidade de responder as solicitações urgentes do Tribunal e de outros órgãos relevantes no Brasil em tempo hábil”.

Como medidas para combate à desinformação no Brasil, o Telegram citou o monitoramento dos 100 canais mais populares no país e o acompanhamento da mídia brasileira. O aplicativo destacou que vai estabelecer relações de trabalho com agências de checagem e restringir postagens públicas para usuários banidos por espalhar desinformação, além de atualizar termos de serviços e promover informações verificadas.

Em comunicado, o fundador do Telegram, Pavel Durov, voltou a se desculpar com a Corte brasileira. “Pedimos ao Tribunal que permita que o Telegram continue suas operações no Brasil, dando-nos a chance de demonstrar que melhoramos significativamente nossos procedimentos”.

Para Alexandre de Moraes, o aplicativo efetivou o cumprimento de todas as decisões. “Diante do exposto, considerado o atendimento integral das decisões proferidas em 17/3/2022 e 19/3/2022, revogo a decisão de completa e integral suspensão do funcionamento do Telegram no Brasil”. O ministro também determinou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e as demais empresas envolvidas suspendam as ações de bloqueio do aplicativo.

Leia a íntegra da decisão aqui.

Lula é recebido por apoiadores do PT em Garanhuns

Na manhã desta quarta-feira (20), o ex-presidente Lula (PT) teve a sua primeira parada  na Arena 13, em frente ao Metroplaza, na cidade de Garanhuns, Agreste pernambucano. Os militantes receberam o petista, que desembarcou na última terça (19) no Recife para uma série de atos de pré-campanha.

O ex-presidente e pré-candidato à presidência Lula (PT) chegou em Recife na noite desta terça-feira (19). O petista foi recebido por Danilo Cabral (PSB), pré-candidato ao governo do estado.

Lula chegou acompanhado de sua esposa Janja; de Geraldo Alckmin (PSB), seu pré-candidato à vice, a esposa do ex-governador Lu Alckmin e de coordenadores da campanha nacional, como o ex-ministro Aloizio Mercadante.

Natural de Garanhuns, o pré-candidato à presidência também deve visitar uma réplica da casa em que nasceu durante a tarde, mas esse compromisso não será aberto ao público.

CONFIRA A AGENDA DE LULA EM PERNAMBUCO

Quarta-feira (20)

9h: Ato público em Garanhuns, na Arena 177
14h: Visita a casa de Dona Lindu
16h: Ato público em Serra Talhada, na Antiga Estação Ferroviária

Quinta-feira (21)

10h30: Evento com representantes do setor cultural
Almoço na casa de Danilo Cabral
17h: Ato público no Recife, no Classic Hall
EVENTO SOFREU MUDANÇA PARA O CLASSIC HALL

O comício de Lula no Recife, que será realizado na próxima quinta-feira (21), teve local alterado. Antes previsto para acontecer na Praça do Carmo, no Centro da capital pernambucana, o evento é organizado agora no Classic Hall.

O horário do evento está mantido: começa às 17h. À coluna, o PT-PE explicou que a mudança se dá por causa da previsão de chuvas para a tarde da próxima quinta.

Em encontro com Lula, Silvio defende a ampliação do diálogo com o setor produtivo

O deputado federal Silvio Costa Filho, presidente estadual do partido Republicanos, reuniu-se com o ex-presidente Lula (PT) no começo da tarde desta segunda-feira (16). Eles conversaram sobre o momento político em que vivem Pernambuco e o Brasil. Silvio é um dos nomes cotados para ser o candidato da Frente Popular ao senado. O encontro também teve a participação do ex-deputado federal Silvio Costa.

“Tive o privilégio de ser convidado pelo presidente Lula para conversarmos sobre o cenário nacional e estadual. Na oportunidade, defendi que é fundamental que ele amplie o diálogo com o setor produtivo nacional e que, em um eventual novo governo, será necessário dinamizar a pauta das reformas estruturais para podermos alavancar as políticas de inclusão social”, falou Costa Filho.

Silvio também falou da sua ligação histórica com os partidos de centro-esquerda e do trabalho de Lula por Pernambuco. “Todos sabem da minha ligação histórica com os partidos de centro-esquerda em Pernambuco. Entendo que Lula foi o melhor presidente para o nosso estado, alguém que trouxe investimentos e ações para melhorar a vida das pessoas. Me coloquei à disposição para ajudar no diálogo do centro no Congresso Nacional”, concluiu.

Foto: Ricardo Stuckert