Lula sinaliza que vai participar apenas de dois debates no segundo turno

Durante seu discurso em Belo Horizonte, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o presidente Jair Bolsonaro de “genocida” ao se referir aos desentendimentos entre os dois durante debates na TV no primeiro turno. Para este mês, há cinco debates agendados, mas Lula deve ir somente a dois deles. As datas são dia 16, da Band; 17, da RedeTV; 22, do SBT; 23, da Record; e 28, da Globo

“Ainda vou para o Rio de Janeiro, ainda vou voltar uma vez para Minas Gerais, ainda vou ficar muitas vezes em São Paulo, ainda vou à Bahia, ainda vou a Sergipe, ainda vou a Alagoas, ainda vou ao Amazonas, e vou ter dois debates com o ‘genocida’”, afirmou, no discurso, que durou 11 minutos.

Após dizer que deve participar dos confrontos na TV, o ex-presidente disse que vai “colocar muito repelente no corpo com medo de uma mordida” de Bolsonaro. “Ele disse numa entrevista para o New York Times que ele teria coragem de comer carne de índio. Se ele pensar em dar uma mordida no pernambucano, ele vai morrer envenenado”, completou.

O ex-presidente também acusou seu adversário de ser o “campeão mundial das fake news”. Em setembro, Lula conseguiu uma vitória no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a derrubada de 15 fake news de adversários. Entre elas, está a determinação de que fossem apagados tuítes do próprio Bolsonaro, nos quais o presidente associava Lula ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Nós estamos fazendo uma campanha diferente de todas as campanhas que eu participei na vida. É uma campanha mais renhida, mais polarizada, com um adversário mais teimoso e mais tinhoso, um adversário que não faz nenhum sacrifício para contar uma mentira. Ele não se importa em ser o campeão mundial de fake news, não se importa com a qualidade da fake news, ele não tem compromisso com a verdade”, declarou.

Lula vai declarar apoio exclusivo a Marília Arraes em Pernambuco, garante ala do PT

O ex-presidente Lula (PT) vai declarar apoio oficial e exclusivo a Marília Arrares (PT) na eleição para o segundo turno da eleição pelo Governo de Pernambuco, garantem petistas da executiva da legenda. 

O ex-presidente Lula (PT) vai declarar apoio oficial e exclusivo a Marília Arrares (PT) na eleição para o segundo turno da eleição pelo Governo de Pernambuco. A ex-filiada do PT disputa o Palácio Campo das Princesas contra Raquel Lyra (PSDB).

A informação foi confirmada com fontes ligadas à executiva nacional do PT. Sabe-se que, desde o fim do primeiro turno, abriu-se um canal de diálogo intenso entre a campanha de Marília Arraes e a campanha de Lula, que disputa o segundo turno da eleição para a Presidência da República.

De acordo com as fontes, ouvidas sob reserva pelo Jornal do Commercio, agora as campanhas conversam para alinhar data e horário para o anúncio oficial, além de resolver trâmites locais. Está prevista, também, uma visita a Pernambuco. Cá, o candidato apoiado oficialmente pelo petista no primeiro turno foi Danilo Cabral (PSB).

CLÁUDIO KBENE/DIVULGAÇÃOFiel escudeira, Marília Arraes deixou o PT pelo Solidariedade, mas não larga o líder petista – CLÁUDIO KBENE/DIVULGAÇÃO

O candidato governista, porém, não teve bom desempenho e ficou de fora do segundo turno, o que deixou o ex-presidente sem palanque oficial no estado. O apoio de uma ala expressiva do PSDB a Bolsonaro, em tempo, também colaborou para a negociação.

Arraes, desde a pré-campanha, levanta o nome de Lula em Pernambuco, a despeito de rivalizar com a aliança PT-PSB pelo voto de esquerda no estado. Oficialmente, as executivas estaduais dos dois partidos devem se pronunciar nesta quinta (6) ou na sexta (7).

Lula deve fechar apoio de Tebet e Kassab nesta quarta-feira (5)

O presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu, ontem, o apoio formal do PDT e do candidato derrotado do partido no primeiro turno, Ciro Gomes. Para hoje, espera-se a chegada da emedebista Simone Tebet — com a qual o petista disse ter conversado — e de Giberto Kassab, que traria o PSD. Outro que deve explicitar, hoje, que estará com Lula no segundo turno é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O acordo entre PT e PDT saiu depois de uma conversa entre os presidentes das duas legendas, Gleisi Hoffman e Carlos Lupi, respectivamente. Em Brasília, o dirigente pedetista confirmou que o fechamento em torno de Lula obteve a unanimidade da executiva nacional.

“Duas personalidades completamente diferentes: de um lado está o Lula, que é um democrata; de outro, um aspirante a ditador, que é o Bolsonaro — que, na nossa opinião, representa o atraso do atraso do atraso deste país, malversador do dinheiro público, um homem da falsa fé cristã. Nosso trabalho para derrotar Bolsonaro tem que ser a prioridade absoluta, é uma causa nacional, uma causa da pátria, uma causa dos democratas”, exortou.

Em troca do apoio, Lupi deve apresentar quatro projetos da campanha de Ciro para serem avaliados e incorporados ao programa de governo de Lula: o projeto de renda mínima de R$ 1 mil; a proposta de renegociação das dívidas dos brasileiros que estão negativados no crédito; a ampliação das escolas de ensino integral; e o Código Brasileiro do Trabalho.

Se Lupi deixou claro que o PDT apoia Lula, mas não esqueceu as divergências do PT — disse, inclusive, que rusgas de campanha são situações normais na política —, o mesmo não se pode dizer de Ciro. Por meio de um vídeo postado nas redes sociais, ele disse que seguia as orientações da cúpula partidária e manteve as críticas ao adversário do primeiro turno — cujo nome não citou uma única vez. Mais: colocou o ex-presidente e Bolsonaro no mesmo patamar político, além de dizer que o Estado de Direito não corre riscos.

“Lamento que a trilha democrática tenha se afunilado a tal ponto que reste aos brasileiros duas opções, ao meu ver, insatisfatórias”, afirmou. “Não acredito que a democracia brasileira esteja em risco nesse embate eleitoral, mas, sim, no seu absoluto fracasso da nossa democracia em construir uma ambiente de oportunidades. Adianto que não pleiteio e nem aceitarei qualquer cargo em eventual futuro governo. Quero estar livre, ao lado da sociedade. E, em especial, da juventude, lutando por transformações profundas como as que propusemos em nossa campanha”, acrescentou

Mesmo com o apoio formal, analistas apontam como pouco provável que Ciro marque presença nos palanques petistas, sobretudo porque o pronunciamento não dá nenhuma indicação nesse sentido — o respaldo envergonhado, aliás, gerou uma onda de críticas de internautas. Já Lupi, quando questionado sobre a participação em eventos do petista, afirmou que estará presente sempre que o PDT for convidado

Aproximação
Já o apoio de Simone Tebet também é esperado, desde que a senadora cobrou do MDB e de aliados um posicionamento o quanto antes. Ontem, Lula confirmou que os dois conversaram — mais cedo, circulavam rumores de que se falaram por telefone.

“Temos um tempo de respeito à relação que nossa presidenta (Gleisi) tem com os partidos políticos. Antes de conversar pessoalmente com as pessoas, nós temos tentado conversar com os partidos, para que não haja um rompimento das relações diplomáticas”, salientou Lula, depois de um encontro com frades franciscanos em seu escritório político, em São Paulo. Tebet só deve se declarar após a reunião da cúpula do MDB, que segundo o presidente da sigla, deputado Baleia Rossi (SP), pode ser realizada hoje.

Outro apoio obtido por Lula foi do Cidadania, presidido por Roberto Freire, que compôs junto com o MDB, PSDB e Podemos a chapa de Tebet. “O atual chefe do Executivo representa valores contrários aos princípios democráticos, ao respeito às diferenças e aos direitos humanos, à defesa da ciência e da vida”, afirmou a legenda, por meio de nota. “O desprezo de Bolsonaro às minorias, a condução desumana e incompetente da pandemia, que resultou em centenas de milhares de mortos, suas reiteradas tentativas de cercear órgãos de investigação, os ataques à imprensa e a jornalistas, nada disso merece mais quatro anos”, acrescenta o texto.

Segundo Freire, o posicionamento foi tomado independentemente de seus aliados. MDB, PSDB e Podemos não se decidiram ainda, mas os tucanos e emedebistas devem deixar seus diretórios estaduais livres para escolher entre Lula e Bolsonaro.

O petista também vem negociando com membros do PSD e se reunirá amanhã, também em São Paulo, quando deve sair a formalização. “Fui informado que vem um grupo de pessoas do PSD aqui apoiar a nossa candidatura, apesar de o (Gilberto) Kassab apoiar o nosso adversário, aqui em São Paulo. O PSD, a nível nacional, vai me apoiar para a Presidência da República. E assim nós vamos costurando cada personalidade, cada partido político, sem criar constrangimento a ninguém”, observou Lula.

Partido de Ciro Gomes anuncia se apoia Lula ou Bolsonaro no segundo turno. Confira

Notícia foi dada pelo presidente do partido, Carlos Lupi, durante transmissão ao vivo na tarde desta terça-feira (4).

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, anunciou na tarde desta terça-feira (4) que a sigla marchará ao lado do ex-presidente Lula (PT) no segundo turno do pleito deste ano. A sigla participou da primeira fase da disputa com Ciro Gomes, candidato à Presidência da República que ficou na quarta colocação geral da corrida, atrás do próprio Lula, de Jair Bolsonaro (PL) e Simone Tebet (MDB).

“Nós tivemos uma hora e meia de reunião com toda a Executiva Nacional do partido, presidentes estaduais, presidentes de movimentos, os deputados federais de mandato e senadores e tivemos a decisão unânime de apoiar o mais próximo da gente, que é a candidatura do Lula, que eu chamo de candidatura do 12 mais 1”, afirmou o dirigente partidário, que já ocupou o cargo de ministro do Trabalho e Emprego na gestão do petista.

De acordo com Lupi, desde a última segunda-feira (3) foram iniciadas conversas com a direção do PT para alinhavar a aliança, quando foram apresentadas ao partido quatro propostas que a agremiação deseja que sejam avaliadas e incorporadas ao projeto petista nesta fase da campanha.

“A primeira é a questão da renda mínima, que é um projeto do Eduardo Suplicy, que o nosso Ciro aprovou e colocou na sua plataforma de governo; a renegociação da dívida do SPC e das pequenas empresas; e a questão das escolas em tempo integral e o código brasileiro do trabalho”, explicou o pedetista.

Na ocasião, Carlos Lupi destacou que, diferentemente de 2018, quando Ciro Gomes seguiu para Paris após ficar em terceiro lugar no primeiro turno, o aliado não deixará o País desta vez. Ele afirmou, ainda, que não enxerga incoerências no partido pelo fato de Ciro ter feito críticas duras a Lula na campanha deste ano.

“O processo político às vezes se acirra de uma maneira e eu vivenciei isso com Brizola e Lula em 1989. Um teria que engolir o ‘sapo barbudo’, o outro ‘fugiu com a saia da mãe’. Era uma coisa muito forte. Mas isso não impediu Brizola de apoiar Lula na campanha. O processo político às vezes descamba, no calor da emoção. Mas partido político existe para isso, quando ele decide, todos os seus filiados têm que acatar”, frisou Lupi.

Nordestinos sofrem com xenofobia após resultado das eleições presidenciais
O Nordeste foi responsável pela virada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL), no resultado da apuração dos votos da eleição presidencial na noite desse domingo (2). Bolsonaro liderava enquanto as urnas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste eram apuradas. No entanto, a região do Nordeste deu 10,96 pontos de vantagem a Lula em relação a Bolsonaro, fazendo com que o petista assumisse a liderança dos votos.
 
O resultado final no Nordeste é o dobro da diferença final entre os candidatos. No Brasil inteiro, Lula ficou 5,19 pontos à frente do ex-capitão. Por isso, sem os votos em massa dos nordestinos, o petista teria ficado em segundo lugar no pleito de ontem.
 
No entanto, o resultado final das urnas fez com que alguns apoiadores de Bolsonaro atacassem a região. Nas redes sociais, a palavra “nordestino” está entre as mais comentadas, com pessoas xingando e outras defendendo. Entre as ofensas, muitos associaram a fome e a miséria com o voto em Lula.
 
O comentarista Rodrigo Constantino, apoiador entusiasta de Jair Bolsonaro, foi um dos que fizeram a relação. Em sua afirmação nas redes sociais, Constantino ressaltou que “a parte do país que mais recebe assistencialismo decide sobre a parte do país que mais produz para o PIB.”
 
Lula venceu em todos os estados do Nordeste, enquanto Bolsonaro teve seu melhor desempenho no Centro-Oeste e no Sul, onde angariou a maior parte dos votos em todos os estados das duas regiões e no Distrito Federal.
 
No Sudeste, maior colégio eleitoral do Brasil, Bolsonaro ficou à frente em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Lula, no entanto, venceu em Minas Gerais.
 
O Norte foi a região mais dividida, com o petista à frente em quatro estados (Amapá, Amazonas, Pará e Tocantins); e o presidente, em três (Acre, Rondônia e Roraima).
 
Contudo, o Nordeste é a região do país onde Bolsonaro mais ganhou votos em relação ao primeiro turno de 2018: 1,32 milhão.
Veja quais são as 5 cidades que mais apoiaram Lula e Bolsonaro no primeiro turno das eleições 2022

Piauí e Pernambuco são os estados com alguns dos municípios mais lulistas do primeiro turno das eleições 2022. No apoio bolsonarista, os estados com maior índice de votação estão no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Piauí e Pernambuco são os estados com alguns dos municípios mais lulistas do primeiro turno das eleições 2022. A cidade piauiense Guaribas registrou, ao todo, 92,14% dos votos em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a presidência. De acordo com uma estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Guaribas tinha 4.556 habitantes em 2018.

Veja as cinco cidades que mais apoiaram Lula neste domingo (2):

1º – Guaribas, Piauí (92,14%)
2º – Fartura do Piauí, Piauí (91,44%)
3º – Campinas do Piauí, Piauí (90,92%)
4º – Carnaubeira da Penha, Pernambuco (91,26%)
5º – Capitão Gervásio Oliveira, Piauí (90,58%)

Reduto bolsonarista
Por outro lado, os estados sulistas Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná têm as cidades mais bolsonaristas do país.

Pela segunda vez, a gaúcha Nova Pádua lidera o ranking da cidade com o maior número de eleitores de Jair Bolsonaro (PL). Este ano, o atual presidente recebeu 83,98% dos votos no primeiro turno. Nas eleições de 2018, Bolsonaro atingiu o índice de 92,96% dos votos do município no segundo turno. Em 2021, a população estimada de Nova Pádua era 2.563 pessoas, segundo o IBGE. Entenda as vantagens dos candidatos em cada cidade.

Veja as cinco cidades que mais apoiaram Bolsonaro neste domingo (2):

1º – Nova Pádua, Rio Grande do Sul (83,98%)
2º – Nova Santa Rosa, Paraná (82,20%)
3º – Quatro Pontes, Paraná (80,32%)
4º – Rio Fortuna, Santa Catarina (77,59%)
5º – Nova Bassano, Rio Grande do Sul (78,60%)

Lula x Bolsonaro
Em Garanhuns (PE), cidade natal de Lula, o petista recebeu 72,12% dos votos. Por lá, o percentual de Bolsonaro foi de 23,51%.

Atualmente, o petista mora em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde obteve 49,17% dos votos. Jair Bolsonaro apareceu com o percentual de 38,02%.

Já em Eldorado (SP), cidade onde Bolsonaro cresceu, o atual presidente ficou com 50,31% dos votos, onde Lula foi escolhido por 44,41% dos eleitores.

No Rio de Janeiro, local onde Bolsonaro morava até assumir a presidência e onde tem imóveis, o candidato conseguiu 47% dos votos, contra 43,47% do Lula. Conheça as cidades que mais votaram em Lula, Bolsonaro e Ciro em eleições passadas.

Lula x Bolsonaro

CIDADE % VOTOS EM LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA (PT) % VOTOS EM JAIR BOLSONARO(PL) ENTENDA
ELDORADO (SP) 44,41% 50,31% Local onde Jair Bolsonaro cresceu
GARANHUNS (PE) 72,12% 23,51% Local onde Lula nasceu
RIO DE JANEIRO (RJ) 47% 43,47% Local onde a família Bolsonaro reside
SÃO BERNARDO DO CAMPO (SP) 49,17% 38,02% Local onde Lula reside

 

Datafolha: Com 50% dos votos válidos, Lula amplia chance de vencer no 1º turno
O Instituto Datafolha divulgou, na noite desta quinta-feira (22), uma nova rodada da pesquisa que analisa a preferência dos eleitores em relação aos candidatos à Presidência da República. O ex-presidente Lula (PT) oscilou dois pontos para cima, e marcou 47%. Jair Bolsonaro (PL) se manteve com 33%. Entre os votos válidos, onde são desconsiderados brancos e nulos, o petista atinge 50% e pode vencer no primeiro turno.
 
 
Vale lembrar que nas eleições o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considera apenas os votos válidos. Para que o pleito seja decidida no dia 2 de outubro, um candidato precisa atingir 50% mais um voto.
 
 
O levantamento mostra ainda que Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) seguem empatados por meio da margem de erro, de dois pontos percentuais. O pedetista oscilou um ponto para baixo, de 8% para 7%, e a emedebista continuou com a marca obtida no último levantamento, de 5%.
 
 
Soraya Thronicke (União Brasil) oscilou de 2% para 1%. Os candidatos Felipe D’Ávila (Novo), Sofia Manzano (PCB), Vera Lúcia (PSTU), Leo Péricles (UP), Constituinte Eymael (DC) e Padre Kelman (PTB) não pontuaram.
 
 
Brancos e nulos marcam 4%, e 2% dizem não ter decidido ainda em quem votar.  A pesquisa desta sexta-feira foi realizada entre terça (20) e esta quinta e entrevistou 6.754 pessoas, acima de 16 anos, em 343 cidades. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº BR-04180/2022.
 
 
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela empresa Folha da Manhã S/A, que edita o jornal Folha de S.Paulo, e pelo grupo Globo ao custo de R$ 473.780.
 
 
Eleitores até 2 salários mínimos: Bolsonaro se torna mais impopular e Lula cresce
 
 
Grupo de entrevistados de maior representatividade na pesquisa Datafolha, que representa 51% do total, os eleitores que ganham até dois salário mínimos apresentaram uma intensa movimentação na preferência de voto. Lula, que lidera no segmento, se tornou mais forte: o petista cresceu de 52% para 57%, em relação ao levantamento de 15 de setembro.
 
 
Já Bolsonaro se tornou mais impopular: de 27% da intenção de votos, o presidente caiu para 24%. Apesar dos esforços para trazer benefícios econômicos aos brasileiros, como o Auxílio Brasil turbinado, as bolsas para caminhoneiros e taxistas e uma redução nos preços dos combustíveis, o chefe do Executivo não conseguiu crescer no grupo.
 
 
A queda pode ser justificada porque nenhuma das ações do presidente foi capaz de diminuir o preço dos alimentos, que tem afetado o carrinho de compras dos brasileiros e até mesmo feito outros 30 milhões a não terem nada para comer em, ao menos, três refeições diárias.
 
No entanto, as medidas tiveram efeito na classe média baixa que é impactada pelos alívios na gasolina: os eleitores que recebem entre 2 a 5 salários mínimos — o que representam 34% da amostra da Datafolha. De um empate em que tinha desvantagem a Lula, de 39% a 40% para o petista, Bolsonaro subiu para 43%, ante 36% do adversário.
 
 
Segundo turno
 
Lula seria o próximo presidente do Brasil caso o segundo turno da eleição presidencial fosse decidido nesta quinta-feira (22/9). O petista marca 54% da preferência do eleitorado ouvido pela pesquisa, ante 38% de Bolsonaro. Os dois candidatos permaneceram com os mesmos percentuais do último levantamento. Outros 7% afirmam que votariam em branco e 2% não opinaram.
LULA NO JORNAL NACIONAL: revelada estratégia de Lula para superar Bolsonaro em entrevista na Globo

A informação foi revelada nesta quinta-feira (25) pela jornalista Bela Megale, especialista em vida política de Brasília.

De acordo com a jornalista Bela Megael, do jornal O Globo, os aliados do ex-presidente Lula estão classificando com bons olhares a entrevista do petista no jornal nacional que vai ocorrer nesta quinta-feira (25).

A coordenação da campanha acredita que este “espaço” vai ser importante para a visibilidade do petista na corrida eleitoral, graças a visibilidade do programa.

Com isso, a estratégia dos petistas é focar na economia e seguir um tom pacificador. Os integrantes que preparam Lula para a entrevista disseram que ele vai falar negativamente do governo Bolsonaro.

O principal é que Lula faça seu discurso com a opção de ser capaz de reverter o cenário e “recuperar” o país.

Os aliados do ex-presidente ainda revelaram que ele não pretende se manifestar sobre os evangélicos, pois o plano é “não fazer recortes”, só se for supostamente provocado.

Mesmo com a pretensão de ter um tom de pacificação, Lula também se preparou para rebater vários temas desfavoráveis, principalmente sobre as acusações da operação Lava-Jato.

PRESIDÊNCIA: veja o desempenho de Bolsonaro e Lula entre evangélicos e católicos

Segundo nova pesquisa da Datafolha, Bolsonaro avançou entre o segmento evangélico e Lula oscilou.

Da Estadão Conteúdo

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (18) mostra que o presidente Jair Bolsonaro (PL) avançou entre o segmento evangélico – que corresponde a 25% da amostra -, subindo de 43% para 49%, enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou de 33% para 32%.

Entre os católicos, Lula lidera por 52% a 27% do atual chefe do Executivo na disputa de primeiro turno.

Entre os mais ricos, com renda superior a 10 salários mínimos, Lula cresceu 7 pontos porcentuais, de 33% para 40%, e empatou com Bolsonaro, que oscilou de 44% para 43%. Esse eleitorado corresponde por 3% da amostra.

No segmento que recebe até 2 salários mínimos – que representa 51% da amostra da pesquisa – Bolsonaro manteve os 23% da última pesquisa e Lula oscilou positivamente um ponto, atingindo 55%. O presidente aposta suas fichas na ampliação dos benefícios sociais e na redução dos preços dos combustíveis para alavancar seu desempenho entre os mais pobres.

Bolsonaro melhorou, no entanto, sua performance entre a faixa de 2 a 5 salários mínimos, que compõe 33% da amostra. O presidente subiu sete pontos neste grupo e empatou tecnicamente com Lula, a quem bate por 41% a 38%.

Já entre as mulheres, Bolsonaro oscilou de 27% para 29%, enquanto Lula foi de 46% para 47%. O presidente tem apostado na sua esposa, Michelle, para melhorar sua imagem junto ao eleitorado feminino, no qual enfrenta alta rejeição.

O instituto ouviu 5.744 eleitores em 281 cidades de terça (16), data do começo da campanha de rua, e esta quinta (18). A pesquisa, contratada pela Folha e TV Globo, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-09404/2022. A margem de erros global é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

Lula terá apoio de pelo menos 8 partidos e Bolsonaro de 3 na disputa eleitoral

Na véspera do fim do período das convenções partidárias, o ex-presidente e candidato do PT ao Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, conseguiu formar o maior bloco partidário na disputa presidencial. O número de partidos na coligação é importante porque se traduz em maior tempo de propaganda e fundo eleitoral à disposição do candidato e também assegura capilaridade da busca por votos nos Estados. Além do PT, Lula tem apoio de sete siglas. Já o presidente Jair Bolsonaro tem a segunda maior aliança, com o PL e mais dois partidos.

A candidatura petista terá o apoio do PSB, Solidariedade, PSOL, Rede, Avante, PCdoB e PV. Juntas, as legendas elegeram 130 deputados federais, 12 senadores e oito governadores em 2018. A bancada na Câmara é o principal critério para a divisão do tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, o que significa que Lula terá mais exposição midiática que seus concorrentes. As informações são do Estadão.

O ex-presidente também deve ter o apoio de um nono partido, o PROS, mas um acordo depende do desfecho de uma disputa judicial que envolve duas alas da legenda que travam uma queda de braço pelo comando partidário. O partido elegeu 8 deputados federais e um senador em 2018.

A campanha de Lula tenta evitar o clima de “já ganhou”, mas também não esconde o desejo de atrair voto útil de outras candidaturas para ganhar no primeiro turno. De acordo com o deputado e presidente do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva, conhecido como Paulinho da Força, a recente negociação de Lula com o PROS e o Avante “aumenta e muito a (possibilidade de a) eleição terminar no primeiro turno”.

No entanto, a cúpula petista evita subestimar a capacidade eleitoral de Bolsonaro de diminuir a vantagem e levar a disputa para o segundo turno. O partido inclusive já chegou a contratar pesquisas para saber o impacto eleitoral do aumento do Auxílio Brasil para R$ 600,00 e outros benefícios sociais articulados pelo governo e que começam a ser pagos em agosto.

Com as alianças nacionais, a expectativa é de que candidatos do PT nos Estados também ganhem o reforço de novos partidos. “O PROS se comprometeu em apoiar o Haddad (candidato do PT a governador de São Paulo) e na maioria dos Estados da federação”, disse o ex-ministro Aloizio Mercadante, que coordena o plano de governo de Lula.

O ex-presidente também conta com o palanque de candidatos do MDB, do PSD e do PDT, principalmente no Nordeste. Apesar disso, Haddad não conseguiu reproduzir totalmente o arco de alianças de Lula. O Solidariedade resolveu apoiar a reeleição do governador Rodrigo Garcia (PSDB) em São Paulo.

Pesquisa do Datafolha divulgada na semana passada mostrou Lula com 47% das intenções de voto e Bolsonaro com 29%. Ciro Gomes (PDT) apareceu com 8%, Simone Tebet (MDB) com 2% e Vera Lúcia (PSTU) com 1%. Os demais não pontuaram.

Bolsonaro conseguiu atrair o segundo maior grupo de siglas. Além do próprio partido ao qual está filiado, o Progressistas e Republicanos também vão apoiar a tentativa de reeleição de Bolsonaro. Em 2018, os partidos elegeram 101 deputados federais, sete senadores e um governador.

“A curva é favorável já há algum tempo. Nossa perspectiva é otimista. Assim que começar a campanha as coisas vão entrar em seu devido lugar”, declarou o líder do PL na Câmara, Altineu Côrtes (RJ).

Antes considerado como apoio garantido a Bolsonaro, o PTB decidiu de última hora lançar o ex-presidente do partido Roberto Jefferson na eleição presidencial. Jefferson está em prisão domiciliar por ter ameaçado ministros do Supremo Tribunal Federal.

Apesar da decisão ter subtraído tempo de propaganda do presidente, durante a convenção nacional do PTB, o ex-dirigente partidário deixou claro que a sua candidatura “não se opõe” à reeleição do presidente Bolsonaro e que ela combate a abstenção, “preenchendo alguns nichos de opções ao eleitorado direitista”.

Além de ter perdido o PTB, Bolsonaro sofre com dissidências em seus palanques. O Progressistas está na mesma coligação que o PT no Mato Grosso, Maranhão, Espírito Santo, Pará e Pernambuco. O Republicanos também não está inteiro com Bolsonaro e em Pernambuco apoia Lula.

A candidatura de Simone Tebet tem apoio de três partidos e pode chegar a quatro. Além do MDB da própria senadora, do PSDB e do Cidadania, nesta sexta-feira, o Podemos anunciou que aderiu à chapa de Tebet. Os quatro partidos elegeram 82 deputados federais, seis governadores e 11 senadores há quatro anos. Já a senadora Soraya conta apenas com o União Brasil. Mas, mesmo sem fechar aliança com outro partido, sua sigla, resultado da fusão entre PSL e DEM, elegeu 81 deputados federais, cinco governadores e oito senadores em 2018.

Apesar de oferecerem mais tempo de propaganda e fundo eleitoral, nem sempre as alianças com partidos com estrutura forte nos Estados se traduzem em capilaridade regional. O próprio MDB de Tebet possui uma ala no Nordeste que apoia Lula e outra, mais concentrada no Sul, que está com Bolsonaro. Em diversas ocasiões, a senadora do MDB declarou que o grupo que não apoia sua candidatura tem “cheiro de naftalina”. O PSDB, que indicou a senadora Mara Gabrilli para ser vice da emedebista, também tem alas que já estão com Bolsonaro ou Lula.

A situação se repete no União Brasil, cujo presidente, Luciano Bivar, abriu um canal de diálogo com o PT. O partido também já declarou apoio a Bolsonaro no Distrito Federal, Amazonas, Acre, Mato Grosso e Rio. Soraya minimiza os acordos regionais e diz que não vê problema em dividir palanque. “Tranquilo, palanque para todos”, disse ela.

Já Ciro, que está em terceiro lugar nas pesquisas, só tem o PDT. O partido elegeu 28 deputados federais, dois senadores e um governador em 2018, colocando o cearense em quinto lugar no ranking das alianças partidárias. O ex-governador do Ceará ainda não tem candidatura a vice definida, mas já disse que prefere uma mulher para o posto. De acordo com o presidente do PDT, Carlos Lupi, Suely Vilela, ex-reitora da Universidade de São Paulo (USP) “está no páreo”, mas ainda não há uma decisão. “Não temos favorita ainda”, disse Lupi.

A candidatura do PDT só fica na frente, em termos de tamanho, do PTB de Roberto Jefferson, que elegeu 10 deputados federais em 2018, do Novo de Luiz Felipe d’Avila, que elegeu 8 deputados, da Democracia Cristã, de Eymael, que elegeu um deputado, além do PSTU de Vera Lúcia, do PCB de Sofia Manzano e do Unidade Popular de Leonardo Péricles, que não elegeram congressistas. No caso de Péricles, o seu partido foi oficializado apenas no final de 2019.

Ainda que a eleição de 2018 tenha mostrado que tempo de TV e recursos financeiros não garantem que um candidato vença – Geraldo Alckmin ficou em quarto e teve 22 vezes mais tempo que Bolsonaro, que venceu-, analistas políticos avaliam que em 2022 o fenômeno não deve se repetir. “As eleições de 2018 foram marcadas por vários processos, como os protestos de junho de 2013, impeachment de Dilma, Lava Jato, que geraram um forte sentimento antipolítica entre o eleitorado”, declarou o cientista político Bruno Carazza, professor da Fundação Dom Cabral. “Assim, as ferramentas usuais de campanha, como coligações, dobradinhas, horário eleitoral, fundos partidário e eleitoral, não funcionaram de forma eficiente para as disputas majoritárias de presidente, governador e senador, pois o eleitor demonstrava muita aversão à política tradicional”, completou.

De acordo com Carazza, a definição das coligações deste ano mostra que fracassou a tentativa de criar uma frente ampla, que reuniria partidos de ideologias diferentes. “Lula não conseguiu o apoio formal de nenhum partido de centro ou centro-direita, apesar das conversas com MDB e PSD. Ciro Gomes permaneceu isolado no PDT”, afirmou.

Para o cientista político, os partidos de centro e direita também não conseguiram essa unidade. “E a terceira via não conseguiu se viabilizar em sua inteireza, uma vez que o União Brasil desembarcou das negociações com MDB, PSDB e Cidadania e terá uma candidatura própria”.

O também cientista político e professor do Insper Leandro Consentino concorda que a maioria dos partidos da mesma coligação mantém uma identidade ideológica em comum. No entanto, ele deixa claro que o principal motivo para os acordos não são ideologias, mas fortalecer o financiamento e a propaganda das candidaturas. “O que norteia fortemente esses acordos não é a ideologia, mas um interesse sobretudo de dispor de um tempo de TV maior e o acesso a recursos. Isso é fundamental para os partidos que queiram se apresentar”.

Assim como Carazza, Consentino também avalia que os instrumentos de propaganda e fundo eleitoral vão ter importância. “Dá para dizer que essa lógica sofre um abalo em 2018, com a vitória do atual presidente Bolsonaro, mas ela não está posta em cheque totalmente”, afirmou.

“Vamos lembrar que nas eleições municipais (de 2020) ela jogou um papel muito importante. Por exemplo, a candidatura vitoriosa do prefeito falecido Bruno Covas jogou um papel importante na medida que conseguiu agregar apoios e conseguiu ter um tempo de TV amplo”, observou o professor.