Com falha de Jordan, Sport perde para o CRB por 2×0 e deixa topo da Série B

Leão permanece com 31 pontos, mas tropeço diante do Galo fez o clube cair para segundo.

O tabu continua. O Sport pisou no gramado do Rei Pelé com um histórico de mais de 20 anos sem derrotar o CRB como visitante. Mais de 90 minutos depois, nada mudou. Com falha incrível de Jordan, o Leão perdeu por 2×0, nesta quarta (5), pela Série B do Campeonato Brasileiro. O resultado tirou a liderança dos pernambucanos, caindo para segundo, com 31 pontos. Os alagoanos estão em 11º, com 21. O próximo compromisso dos rubro-negros é domingo (9), contra o Mirassol, na Ilha do Retiro.

Quando joga fora de casa, o Sport costuma cometer alguns vacilos nos primeiros minutos. Foi assim nas partidas contra Londrina, Criciúma e Ponte Preta, quando foi vazado no início do primeiro tempo. Frustração que se repetiu em Alagoas.

O Sport até começou com boa posse de bola, chegando em chutes de longa distância. Aos 13, porém, viu a rede de Renan balançar. Hereda fez boa jogada pela direita e cruzou para Anselmo Ramon marcar. O árbitro Caio Max viu toque de mão do centroavante no domínio da bola, mas validou o gol posteriormente após consulta ao VAR. Os avanços de Edinho pelo lado direito foram usados exaustivamente pelos visitantes, mas o Leão não conseguiu igualar o placar.

No Sport, a única mudança após o intervalo foi a entrada do goleiro Jordan na vaga de Renan, que teve uma indisposição gástrica. Aos 11, por pouco o Leão não empatou. Pedro Martins arriscou de longe e acertou a trave. Em seguida, os pernambucanos balançaram as redes, mas pelo lado de fora, em finalização de Ewerthon.

Falha de Jordan

Retornando aos gramados após quase três meses, o atacante Labandeira foi acionado na reta final do segundo tempo para tentar ajudar o Sport em busca do empate. No fim, o Leão marcou, mas contra a própria meta. Luciano Juba tocou para Jordan, mas o goleiro deixou a bola passar por baixo dos pés e protagonizou a falha que cravou a derrota leonina.

Ficha técnica

CRB 2

Diogo Silva, Hereda, Anderson Conceição (Gum), Saimon e Matheus Ribeiro; Falcão, Lucas Lima, Juninho Valoura (Anderson Leite) e João Paulo (Rafael Longuine); Renato (Rômulo) e Anselmo Ramon (Hyuri). Técnico: Daniel Paulista

Ficha técnica

CRB 2

Diogo Silva, Hereda, Anderson Conceição (Gum), Saimon e Matheus Ribeiro; Falcão, Lucas Lima, Juninho Valoura (Anderson Leite) e João Paulo (Rafael Longuine); Renato (Rômulo) e Anselmo Ramon (Hyuri). Técnico: Daniel Paulista

Estudante Júlia de Araújo Silveira, de 17 anos, é coroada Miss Teen Brasil 2023

A jovem vai disputar, em novembro deste ano, o título de Miss Teen Universe. Concluindo o ensino médio e se preparando para o vestibular em medicina, Júlia Silveira, de 17 anos e 1,75 de altura foi coroada, representando o Estado de Pernambuco, no Miss Teen Brasil 2023, em cerimônia realizada no Teatro 4 de Setembro, em Teresina, capital do estado do Piauí, no dia 30 de junho. Nessa edição, participaram 18 candidatas.

Esta é a primeira vez que Pernambuco recebe a faixa e a coroa de Miss Teen Brasil. “Fiquei muito feliz em poder representar meu Estado e agora poder representar o Brasil”, disse Júlia.

A nova Miss segue agora para a preparação do concurso Miss Teen Universe, a ser realizado de 6 a 12 de novembro, em Barranquilla, na Colômbia.

A rotina de Júlia inclui aulas de passarela, oratória e treino físico. Além das atividades como Miss, a pernambucana também se dedica ao pilates, estudo de inglês e gosta de andar a cavalo nas horas de descanso.

Natural do Recife, a jovem passou parte de sua infância na cidade de Goiana, na Mata Norte de Pernambuco, onde ainda hoje vive a maioria da sua família. Ela é filha da servidora municipal e enfermeira Mônica Michele dos Santos Araújo. Sua irmã Camila Helena, de 23 anos e 1,66 de altura é uma das candidatas ao Miss Recife 2023. O concurso acontece nesta sexta-feira, dia 7, às 19h, no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, no Recife.

Investidores denunciam calote da empresa Grow Up

Empresa criada por Gleidson da Costa na região do “Novo Egito” no RJ não paga investidores desde janeiro, após prometer retornos de até 10% ao mês

A Grow Up, empresa que captava dinheiro dos investidores com a promessa de entregar rendimentos acima do normal com o suposto trade de criptomoedas, está sendo acusada por um grupo de cerca de 300 clientes de ter aplicado um golpe ao deixar de pagar os rendimentos prometidos aos investidores desde janeiro deste ano.

A empresa acusada de calote foi criada por Gleidson da Costa Gonçalves em 2019 e mirava investidores de Campos dos Goytacazes (RJ), ao norte de Cabo Frio — região que ganhou o apelido de ‘Novo Egito’ pelo grande número de pirâmides financeiras que se proliferaram na área, sendo a GAS Consultoria, do “Faraó do Bitcoin”, a mais famosa delas.

Enquanto os concorrentes da região aos poucos iam sendo derrubados pela Polícia Federal, a Grow Up continuou operando. Na virada do ano, no entanto, a empresa começou a apresentar problemas, na mesma época em que outra pirâmide financeira famosa, a Braiscompany, deixou de pagar os clientes.

Desde então, pessoas que se dizem lesadas por Gleidson Costa se organizam para cobrar das autoridades que a Grow Up seja investigada da mesma forma que as pirâmides concorrentes, que foram alvos de operações da Polícia Federal nos últimos tempos.

A movimentação parece já ter gerado um resultado parcial. Na última quarta-feira (28), o deputado federal Caio Vianna (PSD/RJ) apresentou um requerimento para que Gleidson Costa seja convocado para prestar esclarecimentos na CPI das Pirâmides Financeiras, que investiga os principais golpes aplicados com uso de criptomoedas no Brasil.

Na justificativa para a intimação, o deputado descreve que “sob a alegação de problemas operacionais, o presidente da empresa, Gleidson Costa, tem sido incapaz de cumprir com as obrigações financeiras assumidas com os investidores, causando prejuízos significativos.”

“Considerando a possível caracterização da Grow Up Club como mais um caso de pirâmide financeira, é imprescindível o convite de seu presidente para prestar esclarecimentos perante esta CPI”, acrescenta Vianna.

A convocação ainda precisa ser aprovadas pelos integrantes da comissão, prevista para se reunir na próxima semana.

Clientes se unem para denúncia coletiva

Um grupo de 14 investidores que, juntos ,perderam R$ 1,5 milhão investindo com Gleidson, fez um boletim de ocorrência coletivo na 134ª Delegacia de Polícia de Campos dos Goytacazes, acusando Gleidson de estelionato — crime que desde que entrou em vigor a Lei de Criptomoedas (Lei 14.478/22) resulta em punição ainda maior caso envolva ativos digitais. 

Um desses investidores é Maicon Moreira, que relatou ter perdido R$ 130 mil no esquema. Segundo ele, o dinheiro “faz muita falta para toda família”, já que além dele, sua irmã e pai também investiram com Gleidson por sua influência.

Ele organizou junto com os outros investidores um relatório de denúncia para basear o boletim de ocorrência, que também foi enviado para o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e o Federal (MPF). 

“Recentemente também fomos à Delegacia de Defraudações cobrar agilidade das autoridades. Lá fomos informados que será concluído o relatório e a prisão do Gleidson será pedida já que ele não compareceu na delegacia para prestar esclarecimentos”, afirmou Moreira.

Outros dois investidores ouvidos pela reportagem, também abriram separadamente boletins de ocorrência contra Gleidson e também aguardam uma solução.

Um deles, que pediu para não ter o nome revelado, afirmou ter R$ 120 mil presos na Grow Up. “Era o dinheiro meu e da minha esposa, que está passando por um processo extremamente delicado de fertilização in vitro, que custa hoje cerca de R$ 40 mil. Uma das coisas que tínhamos planejado com esse recurso colocado na Grow Up era custear esse tratamento”, relata o investidor lesado. 

“Nós, clientes, esperamos que a justiça seja feita e que os pagamentos sejam realizados. Caso não sejam, que ele pelo menos mostre as provas da real limitação”, acrescenta o investidor. Ele diz que Gleidson não foi capaz de provar de maneira concreta as supostas contas bancárias bloqueadas e a limitação de saques de corretoras – que p dono da Grow Up culpa pelos atrasos de pagamento, uma estratégia semelhante à seguida pelos criadores da Braiscompany

Esse investidor afirma que se reuniu com sócios da Grow Up, que lhe confirmaram terem sido intimados a depor na delegacia. Na ocasião, eles alegaram não saber do paradeiro de Gleidson — que centralizava as operações da Grow Up —, sugerindo que ele deixou Campos dos Goytacazes.

Em abril, Gleidson enviou aos clientes um áudio no Telegram para passar informações sobre a empresa, em que negava ter deixado a cidade e ter sido intimado a depor. O investidor ouvido pela reportagem conta que, no mesmo dia que Gleidson negou ter se mudado, foi até o condomínio do empresário. Lá, o porteiro disse que Gleidson não estava mais morando no local.

Desde então, o empresário acusado de dar calote se mantém em silêncio. Seu perfil do Instagram, onde ele se vendia como um grande empresário e postava montagens ao lado de Messi e Cristiano Ronaldo, segue parado desde dezembro do ano passado.

Como a Grow Up operava

A Grow Up operava de forma similar à empresa do agora foragido Antônio Neto Ais que, segundo fontes familiarizadas com o assunto, era uma grande inspiração para Gleidson.

A Grow Up também tinha um suposto serviço de “aluguel de criptomoedas” de diferentes modalidades. Uma delas era o “Plano Plus”, em que o investidor fazia um aporte que lhe gerava rendimentos variáveis, que deveriam chegar a até 10% ao mês.

A empresa também promovia uma espécie de “consórcio”, em que clientes faziam depósitos mensais por um ano. Na chegada do 12º mês, o investidor deveria ser capaz de sacar o aporte inicial, mais uma rentabilidade de 25% sobre o valor. Ou seja, se o cliente depositasse R$ 24 mil para a empresa, em parcelas de R$ 2 mil por mês, no final de um ano ele sacaria um total de R$ 30 mil, aproveitando um lucro de R$ 6 mil.

No contrato do consórcio visto pela reportagem, a Grow Up diz que sua missão é “levar as pessoas ao conhecimento dos ativos digitais e suas oportunidades de ganhos através do mercado internacional de moedas”, afirmando ser capaz de gerar esses lucros acima da média graças aos “esforços e observações de profissionais qualificados em operações automatizadas”, sem mencionar por quem e como o capital do investidor seria alocado.

Vale lembrar que a Grow Up não possui qualquer autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para captar dinheiro dos investidores com a promessa garantida de entregar ganhos — prática que pode ser enquadrada como oferta irregular de valores mobiliários.

Trading Farm

Um outro esquema usado por Gleidson para captar dinheiro era o serviço Trading Farm, no qual prometia entregar em 120 dias um rendimento fixo de 48% sobre depósitos de Tether (USDT), a stablecoin pareada ao dólar.

Neste serviço, os rendimentos supostamente eram gerados a partir da mineração de USDT e outras criptomoedas, que seria realizada em quatro galpões de mineração localizados em Washington, nos EUA. 

Aqui surge o outro sinal vermelho da oferta, uma vez que USDT não é uma criptomoeda que pode ser minerada. Já se tornou um problema reconhecido no setor os golpistas que usam a falta de conhecimento de novatos para promover esse suposto tipo de serviço.

Esse serviço em específico foi oferecido por Gleidson através de seu curso “Minas de Ouro Secreta” — vendido por R$ 700 antes de ser disponibilizado (e depois excluído) no YouTube —, em que ele dizia ensinar investidores a ficarem ricos por meio da Trading Farm.

Seus “alunos” eram então levados a firmar contratos de 30, 60, 90 e 120 dias nesse esquema em que, quanto maior o período do investimento, maior era o suposto retorno. Um contrato de 30 dias, por exemplo, dava 12% de lucro; 60 dias a lucratividade subia para 24%, 90 dias para 36%; e 120 dias para 48%.

Clientes lesados informaram que Gleidson ainda vendia vários outros serviços de investimentos, igualmente suspeitos. 

Entre eles estava a “Fazendinha”, serviço em que ele que dizia pagar de 8% a 20% no mês sobre o capital investido pelo cliente nos rigs de mineração que ele tinha na própria casa; “Dividendos Americanos”, onde o Gleidson recebia USDT do cliente para investir em fundos americanos; e a “Alavancagem China”, no qual Gleidson investia o capital dos clientes no mercado de opções binárias usando supostas técnicas de manipulação chinesa que ele havia pago R$ 200 mil para aprender. 

Como era de se esperar, essas promessas de lucros fáceis não demorariam muito para cair por terra.

O início do fim

Os pagamentos dos esquemas de Gleidson começaram a ser interrompidos entre novembro de 2022 e fevereiro de 2023, em todos os serviços que promovia.

No caso da Trading Farm, a suspensão dos pagamentos aconteceu quando a FTX quebrou e a empresa alegou que não poderia fazer os pagamentos para “proteger os clientes”. Em seguida, disse que para voltar os pagamentos, precisaria confirmar os endereços cripto de todos os clientes de novo.

“Passou três, quatro, cinco meses, e nada dos pagamentos. O suporte da Trading Farm parou de responder email e o Gleidson, sempre nos grupos do Telegram, ficava pedindo que nós aguardassemos. Ele falou que confiava tanto na Trading Farm que mesmo após o bloqueio dos saques, colocou mais US$ 20 mil na empresa. Depois, o Gleidson diz que não tinha nada a ver com a Trading Farm e que não poderia ser responsabilizado pela empresa”, disse Siqueira. “Desde então, a enrolação continua, estamos até hoje sem saques.”

O investidor aponta que, todos os pagamentos dos outros negócios de criptomoedas promovidos por Gleidson também pararam de pagar os clientes. No caso do aluguel de criptomoedas promovido pela Grow Up, as desculpas apresentadas eram bloqueios de contas bancárias da empresa e limitações de saque pelas plataformas usadas para trade.

Apesar dos problemas operacionais, a empresa garantiu repedidas vezes aos investidores que possui recursos suficientes para dar continuidade a suas atividades, mas sem informar uma data de quanto pretende retomar dos pagamentos.

Erisipela: popular vermelhão pode evoluir para condições mais graves, se não tratado

Ferimentos, arranhões e pequenas infecções na pele funcionam como portas de entrada para essa condição, segundo Gabriella Souza, enfermeira dermatoterapeuta e hiperbarista – sênior da unidade Caruaru da Clínica Cicatriza.

Infecção generalizada da pele, muito comum, que atinge os vasos linfáticos e causa feridas vermelhas com bordas elevadas e irregulares, inflamadas e dolorosas, a erisipela pode acometer qualquer parte do corpo, apesar de ser mais comum nas pernas, rosto ou braços. As pessoas com mais de 50 anos, com obesidade ou diabetes, são mais suscetíveis à doença, que não é contagiosa e pode ser causada por uma bactéria específica – localizada no tecido subcutâneo e derme (pele) – ou celulites não estéticas. Antes de tudo, é preciso prevenir, sobretudo os pacientes que já têm varizes ou infecção venosa crônica, como destaca a enfermeira Gabriella Souza – sênior da unidade Caruaru da Clínica Cicatriza.

A enfermeira dermatoterapeuta e hiperbarista diz que é preciso ficar atento ao combate de micoses inter digitais, além de cuidar com atenção da higiene dos pés, tratar ferimentos ou arranhões e pequenas infecções na pele, uma vez que esses funcionam como portas de entrada para a condição. Justamente por isso, no período chuvoso, se deve redobrar os cuidados. “A época de chuva favorece o aparecimento da erisipela, uma vez que ela só precisa de uma porta de entrada para se alastrar. Apesar de não haver um dado científico que aponte para isso, nesse período, as pessoas ficam mais suscetíveis a andar na água e, se houver um corte, por exemplo, vai infeccionar com mais facilidade e pode evoluir para uma erisipela com mais facilidade também. Se forem percebidos sintomas, é imprescindível procurar ajuda médica imediata, a fim de evitar complicações graves. É preciso passar por um médico vascular e procurar um serviço especializado para a limpeza e o curativo. A aplicação de ozônio também ajuda bastante no processo. Se o local oferecer o serviço médico e de curativo, melhor ainda. É o ideal, na verdade”.

Existem ainda outras complicações que podem decorrer da erisipela, por isso a necessidade de estar atento: abscesso (acúmulo de pus); coágulos de sangue (trombose venosa); gangrena (isquemia e morte do tecido); envenenamento sanguíneo (infecção generalizada); infecção de válvulas sanguíneas; ou infecções de articulações e ossos. Caso a infecção esteja próxima aos olhos, pode atingir o cérebro.

Entre os sintomas para os quais se deve estar atento estão sinais sistêmicos de infecção, a exemplo da febre, calafrios e infecção mostrada no sangue, além de sensação de queimação na região afetada. Gabriella Souza alerta para a necessidade de se cuidar rapidamente da doença. “O tratamento é feito via oral, com antibióticos, para combater a infecção, e cuidar das feridas de forma profissional, a fim de minimizar danos no sistema linfático e evitar a evolução para a erisipela bolhosa (pequenas bolhas, com cerca de 10cm de comprimento, que contêm um líquido transparente, amarelo ou marrom). É importante destacar que surtos repetidos podem evoluir a doença para a elefantíase”.

Governadora Raquel Lyra abre 23ª edição da Fenearte

Realização da feira conta com investimento de R$ 8 milhões do Governo do Estado

Grande vitrine do artesanato brasileiro e, sobretudo, pernambucano, a Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte) já está de portas abertas para receber visitantes de todo o país. Na tarde desta quarta-feira (5), a 23ª edição da feira foi aberta oficialmente pela governadora Raquel Lyra, acompanhada pela sua vice, Priscila Krause, no pavilhão do Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. Com o tema “Loiceiros de Pernambuco – Arte da Terra, Poesia das Mãos”, a feira homenageia a ancestralidade do artesanato em cerâmica. Neste ano, o Governo do Estado garantiu um investimento de R$ 8 milhões, superior ao repasse dado à última edição, no valor de R$ 7 milhões. A programação segue até o dia 16 de julho. A expectativa da organização é de que haja uma movimentação financeira superior a R$ 40 milhões durante os 12 dias de programação.

“A 23ª edição da Fenearte fala dos loiceiros de Pernambuco, que são o início da criação da arte figurativa do barro. Os grandes artesãos do nosso Estado, como o Mestre Vitalino, de Caruaru, tiveram pais que vendiam na feira a loiça feita em Pernambuco. E agora uma edição que está desenhada para transbordar o espaço do Centro de Convenções. São mais de 50 espaços, que envolvem exposições e gastronomia nas cidades do Recife e de Olinda, que estão trabalhando no Circuito Fenearte desde a semana passada. A gente agradece aos participantes”, afirmou a governadora.

A chefe do Executivo conversou com artesãos, expositores e o público visitante e ressaltou que será feito um estudo sobre a cadeia produtiva do artesanato em todo o Estado durante a programação da feira. “Vamos fazer um trabalho de profunda pesquisa e catalogar todos os artesãos de Pernambuco e, com eles, conseguir fazer um trabalho de economia criativa, gerando emprego e renda de uma maneira sustentável para quem vive da arte no nosso Estado. Essa perspectiva, de economia criativa, tem como objetivo fazer com que quem faz cultura em Pernambuco não viva apenas de eventos. Essa é uma diretriz nossa”, assegurou.

A maior feira de artesanato da América Latina recebe mais de 5 mil expositores, entre artesãos de Pernambuco, de todo o Brasil e de diversos países. A expectativa é receber 300 mil pessoas. Ao todo são mais de 30 setores. O maior espaço é dedicado aos artesãos pernambucanos, com 305 estandes. Outros 68 expositores do Estado vão ocupar o estande do Sebrae-PE. Ao todo, a feira conta com estandes de oito etnias indígenas, 73 municípios pernambucanos, 40 associações, todos os estados brasileiros e 27 países.

Há 17 anos participando da Fenearte como expositor, o mestre Nena, do Cabo de Santo Agostinho, faz peças de loiça desde criança. “Para mim é uma honra estar aqui na feira. Há seis anos fui convidado para expor na alameda dos mestres e esse ano ver o meu trabalho ser reconhecido e homenageado é marcante”, comemorou.

Política pública consolidada de incentivo ao artesanato brasileiro, a feira conta com diversas novidades neste ano. Entre as ações inéditas está o Circuito Fenearte, que leva a programação da Fenearte além do Centro de Convenções. As atividades acontecem paralelamente em cerca de 50 espaços culturais e restaurantes do Recife e de Olinda. Entre elas, a ART-PE, que adiantou a sua segunda edição e vai acontecer emparelhada à feira de artesanato.

Fotos: Hesíodo Góes/Secom