Delegado afastado por agressão é lotado na Corregedoria; policiais questionam

Mesmo sem arma e respondendo a dois processos administrativos, agentes denunciam que delegado teria sido “promovido” em vez de afastado

O delegado Maique Evelin Longo Pereira , foi nomeado para um cargo administrativo na Corregedoria Geral da Polícia Civil através da Portaria nº 0240/2017, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), do último dia 26 de maio e assinado pela delegada-geral da Polícia Civil, Ednéia Chagas.

O órgão é o mesmo que está responsável pela apuração e processo administrativo contra o delegado que, segundo documentos obtidos pela Folha, responde a um processo criminal pela Lei Maria da Penha, que corre em segredo de justiça, e outro que está na fase de investigação de uma suposta agressão ao engenheiro Lário Dantas, após uma briga de trânsito que ocorreu na avenida Getúlio Vargas e continuou durante alguns metros conforme relatou o engenheiro na ocasião.

Por coincidência, no mesmo Diário Oficial do dia 26 de maio, data da nomeação e da briga no trânsito, a Polícia Civil determinou a suspensão do porte de arma do delegado e o pedido de reinstauração de uma sindicância disciplinar administrativa, iniciada em 2015, contra o mesmo delegado.

No decreto, a Corregedoria dá o prazo de 30 dias para a comissão nomeada para apurar o processo criminal referente ao enquadramento na Lei Maria da Penha, a qual Evelin responde, apresentar o relatório.

POLICIAIS – Após a nomeação para a Corregedoria, policiais civis questionaram o motivo do não afastamento do delegado e afirmaram que, em vez disso, o governo o colocou no órgão que está responsável pela investigação dos casos. “Ele foi afastado do cargo de delegado antes da briga no trânsito, quando agrediu um engenheiro. Nesse caso também já estava sem a arma, e se ele estivesse armado? indagou o agente.

Para o policial, é danoso para a instituição a nomeação de um delegado que responde a vários processos para um cargo na Corregedoria. “Um cara que deixou a titularidade de uma delegacia por conta de várias situações e assumir um cargo na Corregedoria é inaceitável. Como ele vai me punir se também está sendo investigado?”, questionou.

Corregedoria e Associação dos Delegados dizem que não há ilegalidade na nomeação

Em entrevista à Folha, o corregedor da Polícia Civil, delegado Herbert de Amorim Cardoso, afirmou que não há motivos para o afastamento de Maique Evelin. “Ele responde a um processo sigiloso por questões de família e outro ocorrido no trânsito. Assim, como vários outros policiais que são afastados, ele fica à disposição e, nesse caso, na Corregedoria”, disse.

O presidente da Associação dos Delegados de Roraima, Renê de Almeida, também defendeu o colega e informou que Maique não faz trabalho investigativo na Corregedoria. “Ele está designado com trabalhos meramente administrativos. Ele não faz investigações, correções a agentes e nem inquérito policial”, disse.

Segundo Almeida, o delegado permanecerá afastado da titularidade do 2º DP enquanto não se conclui a investigação contra ele. “O que os agentes questionam é um assunto meramente deles, não sei qual é o interesse em relação a isso. O fato é que ele está afastado da titularidade do 2º DP à disposição da Corregedoria”, frisou.

DELEGADO – A reportagem da Folha entrou em contato com o delegado Maique Evelin para que ele se posicionasse. Por telefone, ele informou apenas que não tem nada para falar sobre o assunto. “Estou em paz e na Corregedoria”, disse.

GOVERNO – A Polícia Civil de Roraima informou, em nota, que o delegado Maique Evelin foi removido para a Corregedoria e lá está realizando serviços administrativos, cumprindo a jornada de trabalho em serviços internos. “A nomeação para o setor administrativo na corregedoria não se trata de promoção, e sim uma forma de ele continuar trabalhando”, explicou.

Conforme a nota, o porte de arma do delegado foi suspenso em decorrência de uma medida judicial referente a Lei Maria da Penha, fato ocorrido na vida pessoal do delegado. (L.G.C)

Robson Ouro Preto Assume a Presidência do Diretório do Partido Solidariedade em Garanhuns

Marília Arraes e André Cacau formalizam o partido na região

Na noite desta sexta-feira, 13 de outubro, o empresário garanhuense Robson Ouro Preto deu um passo significativo na cena política de Garanhuns, assumindo a presidência do diretório do partido Solidariedade (SD) na cidade. O evento contou com a presença de Marília Arraes, que é vice-presidente nacional do partido Solidariedade, e do presidente do partido, André Cacau, que vieram a Garanhuns para oficializar a filiação de Robson e seu grupo ao Solidariedade.

Marília Arraes, uma figura amplamente respeitada no cenário político estadual, com um currículo que inclui cargos como vereadora do Recife e deputada federal, conquistou mais de 2 milhões de votos na última eleição para o governo do estado, ficando em segundo lugar na disputa. Sua influência é especialmente notável no sertão e agreste de Pernambuco, onde o nome de seu avô, Miguel Arraes, continua a ter um impacto duradouro na história do estado.

Robson Ouro Preto, com seus 40 anos, já demonstrou ser uma figura articulada no meio político de Pernambuco, mantendo sólidas conexões na Assembleia Legislativa do estado, assim como em Brasília, onde desfruta da amizade de diversos deputados estaduais e federais, além de contar com relações com alguns ministros do governo federal. Na última campanha, Robson apoiou o deputado Clodoaldo Magalhães e era filiado ao Partido Verde (PV) de Pernambuco.

Ao assumir a presidência do Solidariedade em Garanhuns, Robson Ouro Preto reforçou seu compromisso em expandir o partido não apenas na cidade, mas em todo o Agreste Meridional de Pernambuco. Além disso, já começou a atrair novos nomes da política local para se juntarem ao Solidariedade, prometendo mudanças significativas na cena política de Garanhuns. Nos próximos meses, nomes adicionais serão divulgados, marcando uma nova fase para o partido na região.