Franquias crescem no Nordeste e região chega a terceiro lugar em faturamento

Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostra que a Região Nordeste está em terceiro lugar no ranking do volume de faturamento das franquias brasileiras. De acordo com o levantamento, a receita das franquias no Nordeste cresceu de 14,03% para 15,82%, e as unidades passaram de 14,60% para 15,02% do total de franquias, no terceiro trimestre de 2022, em relação ao mesmo período do ano passado.

Segmentos de Hotelaria e Turismo (53,8%), Alimentação – Food Service (31,0%), Saúde, Beleza e Bem-Estar (27,8%), Educação (22,9%), e Entretenimento e Lazer (17,3%) foram os que mais cresceram.

Os números estão na Pesquisa Trimestral de Desempenho realizada pela ABF. De acordo com o estudo, feito em parceria com a BR Insights, o faturamento do setor saltou de R$47,385 bilhões para R$56,256 bilhões no período. Na comparação entre os mesmos meses de 2020, a variação positiva foi ainda maior, de 28%. Em relação ao terceiro trimestre de 2019 (pré-pandemia), a receita do franchising também cresceu, superando em 19,2% o montante do período.

Para o diretor da ABF Regional Nordeste e CEO da Yes! Cosmetics, Cândido Espinheira, a pesquisa indica que alguns pontos específicos contribuíram para estes números no Nordeste.

“Em primeiro lugar, a retomada dos serviços que foram impactados pela pandemia foi de extrema importância para este crescimento. Ainda falando deste período difícil pelo qual passamos, a descentralização dos grandes centros precisa ser citada, já que a tendência da interiorização provocada por essa mudança de hábitos trouxe a necessidade da criação de novos formatos de negócio, como a Cápsula da Beleza, modelo de microfranquia que lançamos na Yes! Cosmetics este ano para atender um público com perfil mais empreendedor”, disse.

O CEO da marca, inclusive, fez questão de citar algumas mudanças que aconteceram nos últimos dois anos e que tiveram resultado direto nestes números positivos do franchising em 2022.

“As pessoas estão procurando empreender cada vez mais, e nós vimos neste cenário a necessidade de retomar o modelo de Venda Direta e oferecer mais uma oportunidade para quem deseja trabalhar para si e até se tornar um microfranqueado. Também colocamos no topo da nossa lista de prioridades a questão da sustentabilidade e transformamos o nosso portfólio em 100% vegano, assumindo assim uma postura de quem realmente não só acredita, mas faz a diferença pelo futuro do meio ambiente”, comenta.

Além disso, Espinheira mencionou um cenário modificado e que é importante e deve ser levado a sério nos próximos anos.

“As pessoas atualmente pesquisam muito antes de decidir por uma franquia. Elas procuram identificação com a marca e querem investir em quem tem um olhar diferenciado para certas questões como diversidade, acessibilidade e inovação. Na Yes!, nós temos uma gestão muito próxima ao franqueado e a nossa Rede tem acesso a tecnologias que ajudam 100% com o suporte para o sucesso do negócio. Nós costumamos dizer que não vendemos apenas cosméticos, mas também autoestima para as pessoas. Eu fico feliz com o resultado destes números no Nordeste, que significam um trabalho sério e dedicado ao crescimento do franchising no Brasil.”

Justiça condena sócios da Braiscompany a 150 anos de prisão por esquema de fraude

O Tribunal Federal emitiu uma decisão condenatória para os líderes da Braiscompany, envolvidos em atividades ilegais com criptomoedas, por gerenciar fundos de forma ilícita, ultrapassando a marca de 1 bilhão de reais. Esta sentença resultou em penas combinadas de cerca de 150 anos de prisão por infrações ao sistema financeiro nacional e à ordem econômica, com possibilidade de apelação.

A Braiscompany, com sede em Campina Grande, Paraíba, era especializada na arrecadação não regulamentada de investimentos, ofertando lucros até 10% mensais, uma oferta que diverge significativamente das expectativas realistas do mercado financeiro. A empresa interrompeu o pagamento aos investidores no final de 2022, afetando negativamente cerca de 20 mil pessoas.

As penas designadas pelo juiz federal Vinícius Costa Vidor a Antonio Inacio da Silva Neto e Fabricia Farias Campos, respectivamente 88 anos e sete meses e 61 anos e 11 meses, exigem que ambos comecem a cumprir suas sentenças em regime fechado. Outros oito envolvidos no esquema receberam condenações similares.

Além disso, foi determinado que os dez condenados compensem coletivamente os danos causados, totalizando uma restituição de R$ 377,6 milhões por perdas materiais e danos morais.

De acordo com o juiz, as provas obtidas indicam claramente que Neto e Fabrícia, processados no fim do ano passado, foram os estrategistas e maiores beneficiários do esquema fraudulento.

Desde fevereiro de 2022, contudo, o casal está em fuga, após a Braiscompany ser alvo da operação Halving da Polícia Federal, assim nomeada em alusão ao evento de redução pela metade da recompensa por mineração de Bitcoin.

Até o momento, não foi possível contactar a defesa de Neto e Fabricia para comentários. Eles já foram previamente acusados por envolvimento no D9 Club de Empreendedores, outro caso de fraude utilizando criptoativos para enganar vítimas.

“A sentença é um avanço importante para os prejudicados pela Braiscompany. Embora haja a possibilidade de apelação, este desfecho sinaliza que o caso não será ignorado, diferentemente de muitos outros no país”, destacou Artêmio Picanço, advogado com especialização em blockchain e prevenção a fraudes financeiras.

Em um período de cinco anos, esquemas fraudulentos com criptomoedas resultaram em perdas de 40 bilhões de reais para aproximadamente quatro milhões de brasileiros. Um estudo recente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aponta que, no Brasil, vítimas de esquemas de pirâmide financeira frequentemente caem em fraudes semelhantes novamente.

Restauração do Forro do Cinema São Luiz Inicia-se com Técnicas Avançadas e Promessa de Renovação

Cronograma de Seis Meses Prevê Retorno do Cinema Emblemático Após Intervenção Abrangente.

Os cinéfilos pernambucanos fãs do Cinema São Luiz já podem dar início à contagem regressiva. Foi realizada a primeira visita técnica da empresa contratada para realizar a restauração do forro de gesso decorado da sala localizada na Rua da Aurora, no Centro do Recife. O prazo estimado para a conclusão do restauro é de seis meses. Após esta etapa, mesmo ainda previstas mais melhorias, a sala já estará pronta para receber seu fiel público.

Na última semana os representantes da empresa contratada fizeram os primeiros testes com modernos equipamentos tecnológicos empregados atualmente na análise técnica de restauração. Antonio Sarasá, conservador e restaurador do Estúdio Sarasá; a arquiteta Magda Rosa, coordenadora; e Matheus Almeida, gestor do Patrimônio Cultural da obra foram recebidos pelo diretor de Obras e Projetos Especiais da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Frederico Almeida.

“Chegamos à etapa de restauração do forro, que permitirá reabrirmos, o mais breve possível, o Cinema São Luiz”, comemorou Frederico Almeida. “O restauro vai tirar o perigo, motivo de a sala estar interditada, e vamos conseguir fazer projeções”, revelou.

Ainda de acordo com o diretor serão necessárias na edificação melhorias de acessibilidade, instalação de elevador para visitação e banheiros acessíveis. “Isso deve acontecer também com recursos da Lei Paulo Gustavo (LPG), que está financiando esta obra. Conseguimos contratar uma empresa capaz, que veio devidamente equipada para fazer o melhor possível para este forro. Tivemos um grande êxito com essa licitação. A partir de agora temos um prazo de seis meses para a conclusão da obra.”

Para Antonio Sarasá, a fase que teve início na semana passada é a mais importante. “Vamos entender as técnicas construtivas, o que nosso mestre, que é o edifício, vai nos contar. Estamos aqui com várias tecnologias para registrar, tanto em escaneamento 3D quanto em microscopia, para entendermos o que aconteceu com a edificação”, explicou. O processo consiste, de acordo com Sarasá, em compatibilizar essa análise com os projetos para que seja efetuado o trabalho. “Este é um momento muito importante, em que o edifício conta sua história, o que aconteceu, o que foi danificado. É muito importante para absorvermos esse conhecimento que ele está nos apresentando”, contou.

Ainda segundo Sarasá, a obra é dividida em duas fases: a primeira, de limpeza e higienização das pinturas que permaneceram; e depois a de consolidação, da busca das formas para reproduzir o material em gesso em sua forma original. “O restauro agrega valor histórico e cultural. Além da forma vamos buscar e divulgar os valores simbólicos que tem o Cine São Luiz”, ressaltou. “Por isso que as pessoas se apaixonam e têm essa relação de pertencimento tão grande. E por isso esse nosso cuidado de sempre estar aqui como aprendiz, para aprender com esta grande obra, este grande monumento”, reverenciou.

PATRIMÔNIO – Inaugurado no dia 6 de setembro de 1952 e situado às margens do Rio Capibaribe, na cabeceira da mais moderna ponte da cidade à época, a Ponte Duarte Coelho, o cinema São Luiz tornou-se um dos mais emblemáticos cinemas do Recife, prezando por essa arte em sua concepção clássica, com exibição em cine-teatro. Atualmente, é o de mais rica concepção artística e arquitetônica do Recife e um dos últimos cinemas de rua do Brasil.

Em 2008, o prédio foi tombado como monumento histórico pelo Governo do Estado que, por meio da Fundarpe, trouxe de volta ao público o tradicional cinema São Luiz revitalizado e sem os vícios da mídia cinematográfica, preservando e difundindo a arte do cinema e contribuindo para o resgate da história da cidade e a manutenção de um verdadeiro templo de sua cultura.

Em 5 de novembro de 2015 o cinema pernambucano inaugurou seu novo projetor digital Barco 23B 4K, com capacidade de projetar filmes em 3D, além de um servidor digital e novos processadores e amplificadores de som para o formato Dolby 7.1. Em julho de 2022, o São Luiz foi fechado para a implantação de um novo sistema de refrigeração, correção de problemas de vazamento de cobertura e redimensionamento das suas instalações elétricas. Após chuvas torrenciais ocorridas no Recife em fevereiro de 2023, o equipamento precisou ser totalmente interditado por medida de segurança.

A primeira etapa das ações para reabertura do cinema, tratado com prioridade e responsabilidade pelo Governo do Estado, por meio da Fundarpe, contemplou a execução de serviços emergenciais no sistema de esgotamento de águas pluviais do equipamento cultural.

Foto: Eduardo Cunha/Secult-PE/Fundarpe

Débora Almeida Fortalece Representação Pernambucana em Evento da UNALE

Deputada Estadual, representando a CCJ da Alepe, participa de reunião em Brasília para qualificar o processo legislativo em todo o Brasil.

Em uma tarde de intensos debates, o Colegiado de Comissões de Constituição e Justiça (CCJ’S) das Assembleias Legislativas se reuniu na sede da UNALE, em Brasília, com o propósito de fortalecer o processo legislativo em todo o Brasil. A Deputada Estadual Débora Almeida (PSDB-PE) desempenhou um papel crucial no evento ao representar oficialmente o presidente da CCJ da Alepe, Deputado Antonio Moraes.

O Colegiado, instituído na 26ª Conferência Nacional da UNALE em novembro de 2023, congrega presidentes e membros das CCJ’s de todo o país, incluindo a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O objetivo é promover a interação entre essas comissões, fundamentais para o funcionamento legislativo.

Após a conclusão da programação na UNALE, Débora Almeida permanece em Brasília para compromissos adicionais nesta terça-feira (27). Ela terá agendas em gabinetes de parlamentares federais no Congresso Nacional, visando fortalecer os laços do seu mandato e apresentar demandas da população pernambucana. A parlamentar está comprometida em contribuir para o enriquecimento do diálogo e da representação de Pernambuco em âmbito nacional. Na quarta-feira, a Deputada estará de volta ao estado.

Foto: Jessen Peixoto/UNALE Imprensa

“Clara, Uma Fotobiografia”: A Jornada Ímpar da Estrela Clara Nunes em Imagens e Ensaios

Livro lança luz sobre a vida e a arte da inesquecível cantora da música popular brasileira.

A meteórica trajetória de Clara Nunes, mineira de Caetanópolis que se transformou em estrela de primeira grandeza da música popular brasileira, está retratada no livro “Clara, uma fotobiografia”. Parceria da Numa Editora com a Editora PUC-Rio, a edição será lançada no próximo sábado, dia 2 de março. 

O livro traz um completo registro iconográfico organizada por Julio Diniz (professor da PUC Rio e gestor cultural), que também assina um dos ensaios da edição. Além de Diniz, Rodrigo Alzuguir (pesquisador e especialista em música brasileira), Giovanna Dealtry (doutora em letras e autora de Clara Nunes – guerreira), Aza Njeri (doutora em Literaturas Africanas), Luiza Marcier (estilista e designer) e Rodrigo Faour (jornalista e historiador da música brasileira) são os autores dos ensaios de “Clara, uma fotobiografia”, que reúne ainda uma impressionante coleção de imagens de várias fases da cantora.

Há desde as fotos de Wilton Montenegro – célebre por haver retratado os maiores nomes de nossa música na segunda metade do século XX -, Thereza Eugênia e Ricardo Beliel, até imagens dos acervos do Jornal do Brasil, Correio da Manhã, Estado de Minas, revistas Manchete e O Cruzeiro, Museu da Imagem e do Som (Coleções Nelson Motta e Jorge Murad) e Instituto Moreira Sales (Coleção José Ramos Tinhorão), em um amplo arco visual.

Este é um tributo a uma das maiores cantoras da história da música popular brasileira. Optamos por uma fotobiografia de Clara Nunes, já que vários pesquisadores, escritores, jornalistas e apaixonados por essa tecelã da voz se debruçaram ao longo dos anos sobre a vida e a obra de Clara, publicando ensaios, reportagens e obras de referência. As fotos que selecionamos são acompanhadas por textos que ajudam a entender a trajetória de Clara, tanto biográfica quanto artística, suas opções estéticas, crenças e valores”, detalha Julio Diniz.

Além dos ensaios, artistas como Maria Bethânia, Marisa Monte, João Bosco e Dori Caymmi deram depoimentos ao livro, reforçando a importância de Clara Nunes para a música brasileira.

Foto: Wilton Montenegro