21ª edição da Parada da Diversidade de Pernambuco acontece dia 18 setembro, na Avenida Boa Viagem

O Fórum LGBT de Pernambuco, uma das entidades responsáveis pela Parada da Diversidade do estado, confirma a realização da 21ª edição da festividade. O evento, que durante a pandemia foi realizado em formato virtual, já tem data marcada: 18 de setembro de 2022, na Avenida Boa Viagem, Zona Sul do Recife.

Essa será a 21ª edição da Parada da Diversidade de Pernambuco, que espera colorir a Avenida Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, esperando cerca de 500 mil pessoas. A concentração da parada acontece no Parque Dona Lindu, a partir das 8h, onde serão realizadas falas políticas e apresentações artísticas. O desfile dos trios elétricos está previsto para iniciar às 13h, sentido Padaria Boa Viagem. A programação será divulgada na próxima semana.

Com o tema “Nosso corpo é político e nosso voto é por direitos LGBT”, a parada deste ano busca debater com a população a respeito das eleições que acontecem em outubro, quando o eleitorado brasileiro irá às urnas escolher seus representantes.

Aos gritos de “Forças Armadas, salvem o Brasil”, manifestantes lotam QG do Exército

Bolsonaristas lotam o QG portando faixas, placas e cartazes com pedidos de intervenção militar, posicionamentos contrários à Justiça, ao comunismo e em defesa da “liberdade de expressão”

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) já começam a chegar ao Quartel General do Exército, no Setor Militar Urbano (SMU), em Brasília, onde manifestantes acampam há duas semanas. Desde a manhã desta terça-feira (15/11), feriado da Proclamação da República, os manifestantes ocupam o QG para protestar contra a eleição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Por volta das 10h, o movimento começou a tomar mais corpo. Ao longo do caminho do Eixo Monumental até o QG, os manifestantes fazem protestos de cunho golpista. Além de não reconhecer a derrota de Bolsonaro nas urnas, o grupo pede intervenção militar.

Concentrados desde a derrota do presidente nas urnas, os manifestantes pró-Bolsonaro ficaram sem luz na noite desta segunda-feira (14), após as chuvas. O acampamento conta com carros, caminhões, ônibus e barracas na Praça dos Cristais, no Setor Militar Urbano, bem em frente ao Quartel General da Força.

Em frente ao QG do Exército está o maior ponto de concentração e onde estão os manifestantes mais efusivos. Em alguns momentos são puxados coros de “Forças Armadas, salvem o Brasil”, em meio a ataques ao presidente eleito e cânticos exaltando o patriotismo.

Eles também levaram muitas faixas, placas e cartazes com pedidos de intervenção militar, posicionamentos contrários à Justiça, ao comunismo e em defesa da “liberdade de expressão”.

Apesar do pedido de intervenção por parte dos manifestantes, os militares não corroboram o discurso de fraude nas urnas. Pelo contrário, no último dia 9, o Ministério da Defesa publicou um relatório com a auditoria do resultado das urnas, confirmando não ter havido fraude no processo eleitoral.

Lula chega nesta terça (8) a Brasília para buscar apoio para aprovar mudanças no Orçamento

Presidente eleito precisa encontra recursos para promessas de campanha, como Bolsa Família de R$ 600

Nove dias após vencer a eleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarca pela primeira vez em Brasília como presidente eleito. A previsão é de que Lula chegue à capital federal à noite para uma série de reuniões a partir de quarta-feira (9).

Lula irá se encontrar com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Além de dar tom de institucionalidade à visita, Lula irá se apresentar como um presidente da República que irá estimular o diálogo e a harmonia entre os poderes.

O presidente também pedirá pessoalmente apoio dos chefes do parlamento na aprovação de ajustes no Orçamento de 2023 que permitam que a inclusão de despesas que contemplem promessas de companha de Lula, como a continuidade do pagamento de R$ 600 do Auxílio Brasil em janeiro e o reajuste do salário mínimo acima da inflação.

A construção desse apoio, que já vem sendo costurada por aliados de Lula deve estar condicionada ao apoio do futuro presidente à reeleição de Pacheco para o comando do Senado e a neutralidade de Lula quanto à reeleição de Lira para a presidência da Câmara.

Além das agendas oficiais, Lula também deverá ter encontros políticos, onde discutirá nomes para integrar a equipe da transição e ampliação da base de apoio do futuro governo no Congresso.

Na próxima semana, Lula irá a COP 27, a convite do governo egípcio, com objetivo de se contrapor a gestão ambiental do governo de Jair Bolsonaro. A ideia é que o presidente eleito apresente o novo indicado para comandar o Ministério do Meio Ambiente durante o evento. A COP é a reunião anual em que governos discutem como implementar medidas de mitigação e adaptação à mudança climática.